Bacalhau à invenção

Versão Portuguesa

Existe um peixe que os portugueses só pescam se estiverem emigrados, no entanto cozinham-no como poucos. Sabem-no tratar de tal forma que o deixam irresistível. Que me perdoem os vegan, vegetarianos e carnivoros como o Pedro, mas eu acho o bacalhau algo que dificilmente não sabe bem. Isto, porque combina com tudo e com todos. Desde os bolinhos, ao bacalhau cozido, não há muito por onde errar. Nós, a nação saudosista e do fado, tornamos o bacalhau em carne, ou não fosse este um prato típico de terras lusas. Eu julgo que não se deve passar, sem vir a portugal e provar um bom prato de bacalhau, seja ele à Zé do Pipo, Braga ou Liberdade. Eu acho que se fosse um bacalhau, e soubesse que a minha morte passava por ser um pescado, eu gostava de cair na mão de um exportador de bacalhau, daqueles que mandam para Portugal, isto porque assim sabia que não ia ser um bacalhau qualquer. Ia ser um bacalhau com nome próprio como Bacalhau à Brás. Isso sim é morrer por uma boa causa. Assim compensa.

Honestamente, eu não sou fã de bacalhau cozido, ou com todos. Pronto eu assumo as minhas fraquezas, no entanto, cedo por exemplo no Natal e no Ano Novo. Como o bacalhau cozido. Mas monto o meu próprio prato, batatinhas cozidas, uma posta de bacalhau a tender para o fino, tenho sempre receio da quantidade de sal que se esqueceram de extrair, e depois rego com azeite quente. Ui só de pensar… Mas isto só me sabe bem no natal, e durante a refeição porque depois o azeite é indigesto,  e durante o ano causa-me mau estar.

Durante o ano eu recorro a pratos mais “batidos” bacalhau com broa, bacalhau à Zé do Pipo, à Braga, à Liberdade e à Invenção. Eu gosto muito de bacalhau à invenção. Trata-se daquele bacalhau que pensas nele e deixas a tua mente criar. Quando chega ao fim do prato pronto e ingeres a primeira garfada, percebes o porquê de nós, o povo simples, saudosista, bem educado e do fado sabe cozinhar tão bem bacalhau. Porque nos traz de volta à origem à casa da avó e da mãe. Ao sitio onde fomos mais feliz. Pelo menos para mim o bacalhau faz isso mesmo, reporta-me para as minha memórias felizes.

English Version

There’s this fish that Portuguese fish only if they are immigrants, but cook it like few others. They cook it in an irresistible way. Vegan, vegetarians and carnivores like Peter, forgive me for this, but I think cod hardly tastes bad, at least in Portugal.  Since “bolinhos de bacalhau” to boiled cod, there is not much to miss. We, the nation that sings fado and fells Saudade like no others, transformed cod into meat, and also in a typical Portuguese dish. I believe that one should not pass without coming to Portugal and taste a good plate of cod like Zé do Pipo, Braga or liberdade. I think that If I was a cod, and knew that my death might happen because I was fooled by a bate, I would like to fall into the hands of a cod exporter, those who send it to Portugal, at least this way I would new I would became something important, and with a full name, like Bacalhau à brás

Honestly, I’m not a fan of boiled cod. I assume my weaknesses, however, on Christmas and New Year, I do eat cod this way. Boiled. But I take care of my wn dish, boiled potatoes, a piece of cod, not very high, I always fear the amount of salt that they forgot to extract, and then boiled olive oil. Hmmm just the thought … But for me, this only tastes good at Christmas and during the meal because after, the olive oil is indigestible, and during the year causes me nauseas…

 

During the rest of the year I prefer the most common dishes like with corn bread, Zé do Pipo, to Braga, Liberdade, and the Invention one. I really like codfish invention. It’s this cod that is created just by thinking about it. Then you achieve the final creation, and it taste amazingly good and you understand why, we, the common, nostalgic, well-educated and fado People can cook so well cod. Because it brings us back to the origin of granny’s and mom’s home. The place where we were happier. At least for me cod does just that, reports me for my happy memories.

 

BACALHAU À INVENÇÃO

O que precisas? (2 pessoas)

  • 2 postas de bacalhau, o mais demolhadas possível;
  • 2 Pimentos amarelo/verde. Eu usei verde, mas o amarelo é menos agressivo;
  • Puré de batatas. Eu uso instantâneo porque sofro de preguicite, mas pode fazer o teu próprio puré. Um dia deste eu trago a minha receita de puré. Entretanto, cozes batatas, escorres, passas num passe-vite, adicionas leite e manteiga misturas bem, umas pedras de sal, pimenta e noz moscada et voilá!
  • Maionese, a gosto

Como vais fazer?

  1. Corta os pimentos em tiras finas e frita-os um pouco;
  2. Numa assadeira, colocas um fundo de azeite, as postas de bacalhau, as tiras de pimento e cobres com puré de batata;
  3. Leva ao forno a 180º até o puré ficar tostadinho;
  4. Retira, coloca a maionese por cima e volta a levar ao forno, por mais 10 minutos.
  5. Retira de vez e serve-te!

Serve e delicia-te, simples e fácil!

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PS: 11000 visitas!! Um novo marco, até ao fim do ano ainda chego às 12000 ou 13000 quem sabe!!!

 

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Pais!

Versão Portugues

Quando tu tens 6 anos e chega o derradeiro momento de ir para a escola, aprender coisas novas, sentes um gelo no estômago, porque isso vai implicar menos tempo com a mãe e o pai e os irmãos. Contudo, vais aprender coisas novas, para ensinar à mãe, pai e irmãos.

Quando tu tens 15 anos, e a tua vida torna-se uma depressão profunda porque o armário onde entraste parece ser demasiado grande para ti, existem pessoas que te tentam dar mapas. No entanto, esses mapas têm orientações tão parvas. A tua única vontade é gritar ao mundo: “baza, que tu não entendes puto disto. Para piorar tas a tentar ser cool e não passas de um cota”.

Quando tens 18 anos e entras no mundo dos adultos, não à amarras que te mantenham preso. O mundo é uma descoberta, tu podes votar, conduzir e beber (pelo menos em Portugal). Existem, no entanto, aqueles caretas a quem chamamos pais, porque assim foi concebido pela sociedade, que passam a vida a tentar aconselhar:”Não faças isso; Olha para o estado em que chegaste a casa?; Se estiveres com os copos, liga que eu vou buscar-te”. Pois sim, vais é cascar-me, mas eu sou grande, forte e pior ADULTO. Eu sei bem o que é o certo e o errado.

Entretanto chegas aos 27 anos. Já passaste por muitas loucuras. Olhas para trás e pensas:”jura que fiz aquilo??”. Também olhas para trás e sentes:”Fogo, eles avisaram-me mil e cem vezes… Eu mil e cem vezes fiz ouvidos moucos”

Há uns tempo, a conversar com uma amiga de longa data, mãe de pessoas adultas e bem formadas, esta dizia que educar um filho é tarefa difícil porque a base é deixar cair, mas deixar sempre um bom colchão de penas no chão. Assim à sempre um amortecimento da queda.

Eu hoje venho aqui por isso mesmo. Eu hoje venho aqui na qualidade de filha de uma mãe aniversariante, e de um pai apaixonado pelas suas mulheres (como ele tanto gosta de dizer). Esta minha mãe passou a minha, ainda tão curta, vida a chamar-me à atenção. A ralhar comigo por tudo e por nada, (eu diria mais por nada do que por tudo). A fazer-me ver à bruta que o mundo está cheio de perigos, e eu sou uma cabeça no ar. Já o meu pai, passou a minha curta vida a fazer o papel do pai coerente, que deixa cair 100 vezes até saber andar de patins… Pois sim, continuo uma nódoa negra. Enfim, estes dois, encontraram-se a meio das viagens deles, descobriram pontos em comum e fizeram vários bebés… sobramos eu e a Marta. Cometeram mil e cem erros nas nossas educações, tentaram minimizar todos obviamente, mas eu e a Marta não somos fáceis, saímos a vocês!

Assim, só vos quero agradecer, na qualidade de filha.

Obrigada mãe por tantas vezes me incutires a necessidade de encontrar um amor verdadeiro. Aprender a separar os ovos, para bater um bolo bonito. Parabéns por estares a envelhecer da forma mais bonita e sexy. Tenho para mim que um dia quando tu fores avó, os miúdos te vão ver mais como mãe do que avó. Tu estás demasiado bem para a tua idade… A gravidade não toma conta de ti já reparaste bem… Espero quando chegar aos teus números (que, não vai acontecer porque eu parei nos 23) conseguir ter um ar tão naturalmente bonito.

Obrigada pai, por tantas horas a dar-me cabo do juízo por causa das contas, tabuadas e enfim… números. Obrigada por teres explicado à mãe que mais importante que ser uma boa dona de casa, era ser uma mulher de sucesso, assim criaria postos de trabalho, contratando uma empregada, e o mundo seria muito mais aproveitado.

Parabéns aos dois pelo amor que têm e nos dão.

Hoje não é o vosso aniversário de casamento, mas reparei de manha que para ti pai, é um aniversário de amor. Por estares ao lado da tua Leoa. Espero honestamente, continuar a ser testemunha da vossa ligação, quase ancestral. Espero um dia conquistar o que vocês conquistaram. Mais ainda, espero que no dia em que os 57 me baterem à porta, o homem da minha vida me dê os parabéns como assisti hoje de manha. Com um amor, estampado nas expressões.

Parabéns mãe.

Ps: Não há receita hoje…. desculpa

English Version

When you have 6, and reaches the moment to go to school, learn new things, you feel butterflies in your stomach, because that will mean less time with mom, dad and siblings. However, you will learn new things, to teach mom, dad and siblings.

When you have 15, and your life becomes a deep depression because the closet where you entered seems to be too big for you, there are people who try to give you maps. However, these maps have silly guidance. Your only desire is to shout to the world: get of,  you don’t understand . You’re trying to be cool but you’re to old for that“.

When you have 18 and you enter the world of adults, there’s no chains that keep you stuck. The world is a discovery, you can vote, drive and drink (at least in Portugal). There are, however, those who we call parents, because that was designed by society, who spend their lives trying to advise: Do not do that! Look at your aspect?; If you are drunk, call and I’ll pick you up.” Well yes, you will bore me to death, but I am big, strong and worse ADULT. I know well what is right and wrong.

However you arrive at 27. Already gone through many parties and crazies. You look back and think, “swears I did that??”. Also you look back and feel: “God, they warned me eleven hundred times … I did eleven hundred times a deaf ear

Some time ago, I was talking with a longtime friend, mother of adult and well-educated people, she said that educating a child is a difficult task because the base is letting them dropp, but always leave a good feather mattress on the floor. So it can cushion the fall.

I come here today for this very reason. I come here today as the daughter of a birthday mom, and a passionate dad by his girls (as he likes to say). This mom of my, came to my still so short, life calling my attention. Scolding me for everything and anything, (I would say more for anything than for all). Making me see the a world is full of danger, and that of course, I’m a head in the air. In other hand, my dad spent my short life to playing the role of coherent dad, letting me drop 100 times until I know how to rollerblad Well yes, still a bruise. Anyway, these two found themselves in the middle of their travels, they found common ground and made several babies Only me and Martha, survived. They’ve committed eleven hundred errors in our educations, tried to minimize all obviously, but both Marta and I are not easy, we are your kids!

So, I just want to thank you, as a daughter.

Thank you mom for so many times drivng me to the need of finding true love. Learning to separate the eggs, to baket a beautiful cake. Congratulations, you are aging the most beautiful and sexy way. I suppose one day, as grandmothers, kids will see you more as a mom than grandmom. You’re too good for your age Have you noticed that gravity doesn’t care for you? I hope, when I get to your numbers (that will not happen because I stopped in 23) can look so naturally beautiful.

Thank you dad, for so many hours spent in teaching me times tables and numbers. Thank you for having explained to mom that more important than being a good housewife, it is to be a successful woman, and create jobs by hiring a maid, and the world becomes better.

Congratulations to both for the love you have and give us.

Today is not your wedding anniversary, but I noticed in the morning that for you dad, is a birthday love. Because you are near to your moma bear. I hope honestly, to continue to be a witness of your connection, almost ancestor. I hope someday to conquer what you have achieved. Moreover, I hope that on the day, when 57  hit’s the door, the man of my life give me congratulations like I watched this morning. With a love expressions.

Congratulations mom.

Nb: No recepie for today… Sorry

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Fim-de-semana como antigamente

Uma das memorias que eu guardo, com afinco e doçura, são as viagens de carro para fazer férias em família e as actividades que fazíamos em conjunto. Ouvia-se e cantava-se José Malhoa e as 24 Rosas (eu ainda hoje sei a letra toda), e quando chegava ao dia de ir às piscinas de tubos, levávamos a marmita e fazíamos um lanche. Que demais. Julgo que quando tinha 5/6 anos achava isto muito cool, aos 14 achava ridículo e vergonhoso… Aos 26, acho novamente incrivel!

Este fim-de-semana que passou, fui até Ferreira do Zêzere com parte da minha “seita” (não religiosa porque isso é uma cena muito pessoal). Eu, o Rui, o Diogo e a Raquel fomos fazer uma escapadinha, cá dentro. A intenção era sermos mais, mas foi complicado porque hoje em dia, todos são demasiado ocupados para parar 3 dias consecutivos. Porém, lá conseguimos ir os 4 à descoberta. Até aqui tudo dentro da normalidade, 4 amigos à descoberta das entranhas de Portugal… Num sitio idílico, ou não. Pois vejamos, Século XXI, eu e a Raquel somos dependentes de novas tecnologias, ela tem um blogue (bookshelf) e eu outro. O Diogo passa a vida a ler noticias de desporto no telemóvel, quanto ao Rui, aguenta-se muito bem sem internet, agora sem televisão… Nem pensar, ele adora televisão e ainda por cima este fim-de-semana jogou o seu Porto. Em resumo, quando na sexta paramos para aquilo que prometia ser mega fim de semana, rapidamente percebemos que teríamos de por as cabeças a funcionar e tentar perceber como funcionava o mundo na altura em que a roda não existia…

Felizmente para a “seita”, existem 2 pessoas altamente criativas e 2 pessoas disposta a alinhar na criatividade. Como a minha intenção não é ferir o Diogo ou o Rui, não vou proferir o nome das pessoas criativas. Em suma, rapidamente tornamos a noite de sexta numa paragem de táxis, onde os condutores passam o tempo de espera a jogar à sueca. Foi isso que fizemos, várias partidas de sueca, eu e a Raquel fomos enganadas pelos rapazes e acabamos por perder… isto porque eles não sabem respeitar regras, como por exemplo o cansaço das oponentes. Contudo não vou gastar muito tempo em redor deste tema, porque sinto uma revolta interior perante o abuso e aproveitamento à desconcentração do oponente.

Quero sim, contar que no sábado tive um dia como os de antigamente. Não numa piscina de tubos, mas no rio. De manhã eu preparei o piquenique com a minha subchefe e os nossos moços de recados, e assim saímos à procura da aventura. A sensação que tivemos quando chegamos à primeira praia fluvial foi do tipo:”Ah é isto…”, mas mudamos logo de perspectiva porque estávamos ali para descomprimir. Usufruímos muito do rio, jogamos Uno e “Piquenicamos”.

Eu ADORO “Piquenicar”. Descobri esta minha faceta quando finalmente recebi a minha cesta de piquenique, em verga.

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Depois de “Piquenicar” e deixar o almoço chegar a um ponto de segurança, metemos-nos no carro, pedimos auxilio à Luísa Micaela, também conhecida por GPS da Raquel, e lá fomos até Dornes. Uma aldeia muito pequena, onde nem mercearia há, mas há o senhor das bifanas. Quando nos sentamos para aproveitar a incrivel e natural paisagem eu avistei as canoas. foi então, que o meu lado competitivo tomou conta de mim e ludibriei toda a gente a uma corrida de canoas… Ou assim eu achava. Sim porque, na verdade andamos foi a passear pelo rio, porque estava demasiado calor para fazermos maluqueiras… Mas valeu muito a pena. Foi deveras incrivel, com excepção do corte que ambas, eu e a Raquel, fizemos nos pés. Como diria o meu Sr. Pai:”Gajas, são fraquinhas”.

Depois de rotos, e eu ter voltado a experimentar a loucura e libertação de me passear de biquíni, num espaço onde já ninguém repara em ninguém, mas repara se há água fresca num raios de 5 cm, voltamos ao resort do século antepassado, ora o céu ainda estava bem iluminado e nenhum de nós tinha coragem de recolher, então montamos o estaminé no jardim e fizemos o duelo de mentes, Trivial Porsuit. Desta vez a Raquel deu-nos um “bailinho da madeira”… e depois quando jogamos Uno, dançamos, novamente todos, o bailinho mas desta feita de Vilar do Paraíso!

Como tudo o que é bom acaba, chegamos a domingo. Carregamos calmamente o carro, ainda fomos a Tomar, para torrar. Sim porque 39º não é temperatura para gentes do litoral. Quando entramos no carro e começamos a fazer o caminho de volta, iniciamos aquilo a que eu chamo de habito nas viagens com o Diogo e a Raquel. A rixa de canções, ou seja pomos um CD a tocar aos berros e vimos a viagem toda a seleccionar as musicas que conhecemos e cantamos a plenos pulmões. Este é para mim dos melhores momentos da viagem. Todos descomprimimos e parece que estamos a fazer o remake do  video clip da Alanis Morisset, “Ironic“. Eu faço o instrumental e a Raquel, nesse momento canta sempre INSTRUMENTAL. Os rapazes, acabam contagiados com a nossa dose de loucura e começam a cantar alto. O Rui adora cantar, mas evita fazê-lo em frente aos outros, nestes momentos até perde a cabeça e buzina. O Diogo, finalmente mostra o seu lado verdadeiramente descontrolado e canta tambem ele cheio de vontade. Parecemos novamente miúdos. Eu consigo facilmente transportar-me para as minha viagens em família, onde todos cantávamos e riamos descontroladamente.

Em resumo, o fim de semana foi incrivelmente positivo. Jogamos jogos de cartas e tabuleiro (ainda que tenhamos ignorado as regras do scrabble), fizemos um piquenique à beira rio com toalha e comida caseira, cantamos a plenos pulmões somente musicas portuguesas. Assim vale a pena uns dias de lazer. Obrigada à “seita”, que tem um radar mas não apanha Wi-Fi no ar!

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Quando à receita de hoje, vou dar a dos wraps que foi o nosso piquenique.

WRAPS DE PIQUENIQUE

O que vais precisar?

  • Fajitas ou wraps, comprado no supermercado;
  • Pesto, pode ser feito ou comprado;
  • Peito de frango, um por wrap;
  • Fiambre de peru e queijo fatiados;
  • Bacon fatiado
  • Tomate cortado em fatias.

Como vais fazer?

  1. Grelhas o peito de peru e na chapa quente passas o bacon para espalhar a gordura;
  2. No centro do wrap, espalhas uma colher de sopa de pesto, colocas o peito de peru e o bacon, depois o tomate e por cima as fatias de queijo e fiambre;
  3. Fechas o wrap, e com auxilio de uns palitos fixas para ele não abrir.

PS1: Eu ainda estou em dieta por isso não coloquei nem queijo nem bacon.

PS2: O pesto pode ser qualquer um, eu usei o de rúcula e ervas.

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PS3: A Raquel fez um post e falou do maracujá, passa !

http://raquelbookshelf.wordpress.com/2014/08/18/amigos-castanheiros-ou-os-limites-do-maracuja/

Natinhas com sabor a fado da Sina

Existem coisas que são tipicamente portuguesas, é normal, somos um país cheio de história e claro um país de fado. Um pais onde a palavra saudade não só não é traduzível como a sentimos de uma maneira mais intensa. Somos um povo sofrido, um povo que chora e se assume como tal. Um povo de raízes. Somos um povo que recebe o Júlio Iglésias de braços abertos, mesmo tendo ele uma musica sobre o bacalhau e em vez de no vídeo clip retratar a mulher portuguesa, retrata a brasileira. Somos um povo que assumiu uma revolução de cravos para deixar um regime autoritário. Somos um povo que em tempos era dono de metade do mundo (o restante era espanhol) e hoje temos este pequeno território que para muitos é conhecido como província espanhola. O mais engraçado no meio de tudo isto é que mesmo vendo toda esta injustiça, pouco ou nada fazemos para mostrar a indignação que nos persegue. Por vezes sinto até que nos escondemos debaixo da carapaça para não vermos o que nos rodeia. Eu contra mim falo, porque quando me sinto triste contra as injustiças que sofro, como jovem adulto num país que pagou a minha educação e que agora me fecha portas porque me falta experiência, ou tenho demasiada experiência, ou na verdade tenho a experiência toda mas o lugar é para outro, escondo-me n minha carapaça e vou até à cozinha fazer uma coisa boa enquanto canto um fado triste da Amália. Que cenário tão português e tão feminino… mas que ei-de eu fazer? Abandonar a minha nação? Deixar para traz os pais e restante família que tantas vezes me alimentaram? Pois provavelmente a solução é esta, solução que há tanto tempo me martela o cérebro e que há tanto tempo decidi tomar, é só esperar a onda certa. Como o Macnamara fez na Nazaré… o futuro realmente é incerto, principalmente pra quem sempre foi fora de série a elaborar planos de vida e a adapta-Los às constantes mutações. Mas eu não tenho medo, foi assim que este meu país me ensinou a lidar com a vida, só é preciso uma pá de forno para tornar possível a conquista. Assim, hoje, nesta primeiro dia de primavera, escrevo a contar que acordei com esta sensação de fado no coração, este pano roxo quaresmal que sinto a aquecer-me o coração e imagina só o que fiz para consolar a alma… Sim um doce tão nosso, tão português e tão cobiçado no mundo inteiro, Natinhas! Enquanto na minha cabeça tocava o tão bonito fado da Sina da Hermínia Silva eu fiz Natinhas. Se me sinto melhor? Obviamente, sinto-me mais leve e claro mais consolada porque já comi uma natinha.

Natinhas

O que vais precisar?

  • 200ml de natas
  • 200ml de leite
  • 4 colheres de sopa de açúcar
  • 1 pau de canela
  • raspa de limão
  • 2 colheres de farinha maizena
  • 1 rolo de massa folhada
  • 2 gemas de ovo

Como vais fazer?

  1. Liga o forno a 200º;
  2. Distribui a massa folhada por tabuleiro de cupcakes;
  3. Num fervedor colocas as natas, 100ml de leite, o açucar o limão e a canela e leva ao lume;
  4. Num copo colocas o restante leite, a farinha Maizena e as gemas e misturas tudo muito bem até ficar liquido;
  5. Quando o que está ao lume começar a levantar fervura, adiciona o que misturaste no copo e com auxilio de uma colher de pau mexe. No deixes ficar muito espesso nem com grumos, por isso não pares de mexer;
  6. Distribui o recheio pelas bases de massa folhada que já tens no tabuleiro de cupcakes;
  7. Leva ao forno e deixa que comecem a ficar queimadinhas por cima;
  8. Retira e serve. O melhor é esperares que arrefeçam.

 

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Faz bom proveito e deixa a Hermínio Silva cantar para ti.

https://www.youtube.com/watch?v=rdpHmj5rWl8