Comer castanhas num bar de praia!!!

Chegou o outono!!! Vamos comprar roupa de frio, encher os cestos de lenha. Abastecer a cozinha com castanhas e chocolate, para as bebidas quentes. Tudo porque finalmente chegou o frio… Só que não…

Estamos a 22 de Outubro, em Espinho, Portugal. Estão 23º e só agora o relógio da capela está a dar as 12 badaladas do meio-dia… Ou seja, até às 2h da tarde devemos atingir a módica temperatura de 25º. O mar está flat, pena para os surfistas, óptimo para os desempregados que de resto são uma maioria quando comparados com surfistas ou muitas outras “profissões”. Lá fora, cheira a Verão. Tipo Julho…

Olhando bem para esta descrição sinto-me contente. Contudo, é-me difícil ultrapassar o facto de ser OUTUBRO. Senhor Santo Pedro, Santo das temperaturas e divergência delas. Que mal fez o povo a ti, para durante os meses de verão teres ido de férias para a Lapónia e durante os meses de inverno teres ido até ao Brasil?! Isto está tudo descontrolado… Assim até parece mal comer castanhas assadas… Se bem que nem se sente o cheiro delas, pudera com temperaturas destas não apetece estar em frente a um assador, mas sim de uma arca congeladora a servir gelados…. O problema, é que já não há quase arcas de gelados funcionais, porque o Verão já acabou e agora ninguém quer gelados… A sensação que tenho é que o tempo está a passar pela fase de menopausa que todas as mulheres têm. Quando está frio, abrem janelas porque está um calorão e estão afogueadas. Quando está calor vestem uma malhinha, porque sentem uma correntezinha de ar… Bolas já não me bastou ter apanhado 1001 constipações na fase da minha mãe e da minha tia e agora também o tempo? Começo a ficar depressiva com estas mudanças comportamentais do tempo. Por isso tomei uma decisão. Adaptei-me.

Pedi à minha mãe que comprasse castanhas, temos cobertores de inverno espalhados por todas as divisões. O frigorífico, como de resto todo o ano, está recheado de chocolates. Os meus casacos de inverno estão todos apostos, o inverno nunca se sabe, pode voltar repentinamente. Ok, na rua uso os meus vestidos veraneios, mas ando sempre com uma malhinha, o S. Pedro pode regressar do Brasil a qualquer momento. Mais do que tudo isto, e ultrapassando todas as leis de calor, ASSAMOS CASTANHAS!!!

QUE LOUCURA!!!

Haverá alegria maior do que castanhas assadas em minha casa?! Provavelmente há, mas façamos de conta que não. Cá em casa, quando as castanhas saem do forno, nós temos um comportamento que visto de fora pode parecer estranho… Imagina 4 crianças e um cão, sendo que agora somos 3 crianças e um cão, na expectativa de ter um chocolate em cima da mesa. Cada um quer um quadrado, e mais um…. o cão sente o cheiro também quer. No fim todos estão lambuzados, sorridentes e consolados… Agora Imagina tudo outra vez, com a substituição do chocolate por um tabuleiro de castanhas assadas, e as 3/4 crianças por 3/4 adultos… A reacção é a mesma… se bem que nos tornamos um pouco territoriais, ninguém pode roubar castanha descascada a ninguém… mas toda a gente rouba. Sim, isto acontece cá em casa e agora na versão Outono veraneio, em vez de camisolões de lã, temos t-shirts… em vez de pantufas, temos flip-flop’s…. Que confusão… até o cão anda descontrolado…

Resumindo, a adaptação cá em casa está a acontecer. Comemos castanhas e vamos a um bar de praia chillar. Ou então, deixo aqui a opção de negócio, temporal, servir castanhas assadas num bar de praia!!!

CASTANHAS ASSADAS

O que vais precisar?

  • 1kg de castanhas
  • 2/3 colheres de sopa de sal grosso
  • 1/3 de copo de água

Como vais fazer?

  1. Dá um golpe em cada castanhas;
  2. Coloca-as todas numa assadeira e coloca o sal e a água. Provavelmente não precisas da água toda. a intenção é molhar as castanhas e não deixa-las num mar…
  3. leva ao forno no máximo, e vai mexendo a assadeiras para elas irem assando por todo;
  4. Ao fim de 30 minutos vê se já estão prontas a sair. Tira uma e vê se a pele sai bem. Se não sair deixa ficar mais tempo até elas abrirem bem;
  5. Retira-as do forno, cobre com um pano molhado, aguar 5minutos e serve;

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Sangria de S. Pedro

De hoje a um mês vou estar provavelmente com uma mega enxaqueca. Bem disposta, contente, rabugenta e com enxaquecas. Tu perguntas-te:” Ah e tal porque vais estar com esse mix de sentimentos?” e eu respondo:”Santos Populares”.

Eu sou uma acérrima fã do mês de Junho, do cheiro a sardinha, que na verdade me traz um bifinho de peru grelhado. As saladas de pimento, as musicas populares, as marchas. Tudo, é uma festa. Eu vivo este mês com tanta intensidade que este ano já ando com a minha mãe a preparar a nossa garagem para a mega sardinhada de S. Pedro.

Pois bem, em Lisboa vibra-se com o Santo António, eu vibro com os casamentos de Santo António e com as marchas. No porto vive-se o S. João. O S. João é tão rapioqueiro, tanta gente na rua, tanta musica entre Porto e Gaia, o cheiro das sardinhadas e da cerveja ressequida (esta parte remonta-me à queima e isso é outro assunto). Porém na minha cidade, à beira mar plantada, vive-se intensamente o S. Pedro. Em minha casa, fazemos uma sardinhada, com tudo a que se tem direito, até a sobremesas da Angie Clouds, ah e o fadinho que o meu pai não consegue parar de pedir até eu ceder. Depois vamos ver o fogo, os meus amigos que não podem vir à sardinhada vêm às sobremesas. Tão bom, tanta alegria, tanta música da rádio festival. Eu fico numa excitação tal que pareço uma menina. O meu namorado passa a vida a a suspirar que já não me pode ouvir falar da festa. Ele não gosta muito da confusão, mas como sabe que eu adoro, esforça-se para me acompanhar.

Enfim, isto vem tudo a propósito de hoje estar no carro quando começou uma musica muito engraçada da Amália, “Sr. extraterrestre”. Não sei porquê, mas a musica não me sai da cabeça e é típica de santos populares, por isso enquanto a musica tocava pensei que poderia dedicar um post, a uma coisa muito típica das sardinhadas de cá de casa, a Sangria! Eu sou alérgica ao álcool, tão alérgica que me torno um zombie quando bebo álcool, contudo, arranjei uma imagem de marca que por acaso tem álcool. A Sangria da Angie Clouds. Sempre que há festas cá em casa ou entre amigos a Sangria não pode faltar.  Por isso vou dar-te a receita e como elemento de fundo, para entrares já no ambiente dos Santos Populares, vou deixar o extraterrestre da Amália e uma das musicas portuguesas mais famosas no que toca a santos populares.

SANGRIA BY ANGIE CLOUDS

O que vais precisar?

  • 1 garrafa de espumante rosé
  • meia garrafa de gasosa
  • meia garrafa de sumo de laranja
  • 2 cervejas
  • Fruta variada
  • Açúcar q.b.
  • 1 pau de canela
  • Folhas de hortelã fresca
  • Gelo

Como vais fazer?

  1. Corta a fruta em cubo. Lava bem a fruta e não tires a casca;
  2. Numa vasilha coloca os líquidos todos, a fruta cortada, o gelo o pau de canela e as folhas de hortelã;
  3. Adiciona o açúcar a gosto. o ideal é ires provando. Mas não proves na medida copo, prova na medida colher, de contrário pode dar-se que quando estiver bom de açúcar não está bom de quantidade de bebida.

Bebe, canta e dança. O santos estão aí à porta e são incríveis!!!

Imagemhttps://www.youtube.com/watch?v=RbNdD8CFTYg

 

Ps: lembrei-me agora mesmo, o Miguel Araújo no seu novo CD também tem uma musica muito boa, chama-se Romaria das festas de Santa Eufémia. Descreve muito bem a loucura dos Santos populares!!