Focaccia…

Versão Portuguesa

Sabes aqueles momentos em que sentes uma inspiração que vai das pontas dos dedos dos pés, às pontas dos cabelos? Aquela sensação, que te faz não querer nem conseguir estar quieto? Aquele momento em que uma das lâmpadas, que às tantas se apagou e não sabes bem porquê, voltou a dar luz de repente? Aquela estranheza do: “é precisamente isto!”…

Foi isso mesmo que me aconteceu. Eu ate tenho uma justificação lógica para a falta de “inspiração” (sim porque eu não sou nem cozinheira nem escritora), chama-se excesso de procrastinação… Ou seja, primeiro foi a antecipação das férias, vivi ao sabor disso. Depois foram as férias, e aí sim eu saboreei. De tal maneira que todos os dias me peso e penso se a balança estará mesmo a ser honesta comigo. Quero com isto dizer que, com excepção dos dias em que trabalhei, eu pouco mais fiz do que:

-comer, comida feita por outros;

-não fazer nada;

-terminar os três livros que tinha em lista de espera.

Ah vida boa!

Os livros eram mesmo muito bons. O segundo, fez-me pensar na forma como meio mudo engana outro meio. Já o último fez-me ter muita vontade de voltar a ser a Angélica que adora a cozinha. Deu-me vontade de fazer pão. Tudo porque, “Pão, mel e amor”, fala de uma mulher que depois de ter tudo, perde tudo e começa do zero a fazer algo que assume como um hobbie, fazer pão. Sendo que é descrito o processo de fazer pão, é que já não tive mais sossego na alma. Eu queria e tinha de fazer pão… Então, ela fala em focaccia. O verdadeiro já foste, não consegui pensar em muito mais. Se não fosse suficiente, a minha mãe comprou a revista do continente e ali estava, a receita da focaccia. Como se diz muito no Porto, “fechei o tasco”, fixei-me de tal forma na ideia que só sosseguei quando a consegui fazer.  Na segunda, sai do trabalho e dirigi-me ao pingo doce, porque era o “mais à mão” e comprei o fermento que faltava. Dei uma vista de olhos por algumas receitas, extra a do continente, e acabei por seguir a da revista do continente. Foi um sucesso, para as papilas gustativas e também para os meus músculos que já precisavam de trabalhar na cozinha! Confesso que ontem ainda me lembrava do sabor…

Ressalvo que só terminei o livro na segunda à noite, e quando acabei de ler, descobri que no fim tem receitas para todos os pães que são elaborados… Parece-me que vamos ter mais receitas de pão!!

English Version

You know those moments when you feel an inspiration that goes from the tips of the toes to the tips of hair? That feeling, that makes you not want or be able to be quiet? That moment when one of the lamps, that long faded and you do not know why, suddenly returns? That strangeness of: “It is precisely this!” …

That’s exactly what happened to me. I even have a rationale answer for the lack of “inspiration” (yes because I am neither cook nor a writer), it is called procrastination …  All because, first I was anticipating holidays. Then It was holidays, and yes I tasted it like great chocolate. So, that I still think my scale is lying to me, when the weight appears. I mean, with the exception of the days I worked, I did little more than:

-Eat, food made by others;

-Do nothing;

-Finish the three books I had on the waiting list.

Ah amazing life!

Books were really good. The second, made me think about how half the world fools the other half. But the last one, made me have a great desire to return to be the Angélica who loves the kitchen. It made me want to make bread. All because, “Little beach street bakery,” tells, of a woman who after losing everything, starts from scratch doing something that is taken as a hobby, baking bread. All her process of baking bread, is described, and this made me no longer have more peace in the soul. I wanted and needed to bake bread … Then she speaks of focaccia. I could not think of much more. If it were not enough, my mother bought the magazine of “Continente” and there it was, the recipe for focaccia. My mind got stuck in baking it. In the second, I got out of work, I went to the supermarket, and bought the yeast missing. I took a look for some recipes before it, and I ended up following the continent’s magazine recipe. It was a success for the taste buds and also for my muscles already needed to work in the kitchen! I confess that yesterday still remembered the taste …

I only finished the book on Monday night, and when I finished reading, I discovered that in the end of it, there are all the recipes for all the breads that were baked during the book … I think we will have more bread recipes !!

FOCACCIA (baseada na receita de Continente Magazine)

O que vais precisar?

  • 2 Chávenas de farinha + 1 chávena;
  • 1 Chávena de água quente;
  • 1 Colher de sopa rasa de açúcar;
  • 2 Colheres de sopa de azeite;
  • 1 Colher de sobremesa de sal grosso;
  • 1 Embalagem pequenina de fermento de padeiro, fresca;
  • Ingredientes para cobrir o pão. Eu usei chouriço, mozarela, orégãos e azeitonas;

Como vais fazer?

  1. Num recipiente colocas a água e o fermento, e com auxílio de um garfo desfazes o fermento;
  2. Adicionas o açúcar, o azeite e o sal, se criar espuma, não tem problema. Mistura tudo muito bem;
  3. Noutro recipiente, colocas as 2 chávenas de farinha e fazes um buraco no meio. Dentro desse buraco colocas a mistura do fermento;
  4. Com as mãos mistura tudo, ate ficar uma pasta peganhenta;
  5. Numa bancada limpa, coloca e espalha a farinha que resta, e mistura muito bem a massa;
  6. Precisas misturas, até sentires que a massa ta consistente, mas fácil de manobrar;
  7. Deixa a repousar, numa bacia untada com azeite, durante uma hora num local quente;
  8. Ao fim desse tempo, a massa deve ter dobrado o tamanho;
  9. Eu separei-a em duas assadeiras, que também untei com bastante azeite;
  10. Coloquei-lhe a massa e com os dedos, fui fazendo buracos, não furos;
  11. Liga o forno, a 150º e cobre o pão;
  12. Para cobrires o pão, colocas o que gostares, eu fiz uma com chouriço e orégãos por cima, e fiz outra com azeitonas, orégãos e queijo mozarela fresco;
  13. Levas ao forno por 20/30minutos;
  14. O resultado deve ficar parecido, ou melhor do que o meu.

Quero ressalvar que quando tirei do forno cheirava tão bem, que não resisti a provar e acabei por tirar um naco grande… por isso numa das fotos a focaccia está “fanada”…

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Pão recheado… com manteiga barrado hmmmm

VERSÃO PORTUGUESA

Quantas vezes pensas em pão quente, acabado de cozer, barrado com manteiga???

Se existe coisa que me faz babar é o cheiro do pão quente.

Eu faço serviço de voluntariado, e não como nada daquilo que existe na cozinha. Contudo durante muitos anos, a minha função era ir buscar um saco de pão a uma das padarias locais. Eles costumam oferecer um saco de pão quente, e eu vinha aquele km a tentar concentrar-me na condução e não no cheiro que preenchia o carro. Depois de muita baba, vinha a parte dramática, abrir o pão, que escalda, e colocar queijo e fiambre ou manteiga… agora faz tudo sem comer nada enquanto as tua papilas gustativas estão a gritar ao teu cérebro: ‘COME COME COME’. Um sacrifício digno de matar Gulias, se bem que este gigante morreu por intermédio de uma pedra e uma fisga.

Pois bem, o pão com manteiga é memoria de infância. Quem tem uma infância barrada em pão quente com manteiga, só pode ser feliz quando a recordação vem à mente. Eu acho que é hábito/conluio da parte de avós, pais e tios oferecer assim que aparecemos, o pão barrado com manteiga.

A minha tia Lina, tinha sempre o café com leite e o pão com manteiga. Entretanto passou a ser pão simples e café com leite. Durante muitos anos acho que comi tanto pão com manteiga, que houve uma fase em que não queria mesmo comer. Com excepção, dos sábados de manha, em que ia a casa da minha tia Carmen e ela tinha sempre, pão a sair do forno a lenha. Eu trazia sempre e mal chegava a casa, barrava manteiga no pão e comia, como se de um manjar se tratasse. Os anos passaram-se e as possibilidades de ir a casa da minha tia ao sábado de manha também deixaram de existir. Ou seja, o pão com manteiga, deixou de aparecer no meu cardápio.

Porém, o Pedro apareceu na minha vida, não como amigo mas sim como namorado. Se há coisas que aprendemos com os namorados, são os hábitos. O do Pedro é comer manteiga com tudo, inclusivamente pão com manteiga e chouriço. Eu não o faço, nem pretendo fazer, contudo passei a adorar torradas com manteiga. Já não é tosta mista, como durante muito tempo foi, é pão torrado barrado com manteiga. Ainda por cima, descobri que os super-mercados, durante o meu adormecimento para o pão com manteiga, criaram a manteiga magra. Oh lá lá, que foram vocês fazer?!

Pois bem, em jeito de resposta à minha pergunta inicial: “Quantas vezes pensas em pão quente, acabado de cozer, barrado com manteiga???” Aqui fica a minha resposta: “sempre que a minha barriga dá horas, que passo por uma torradeira, uma padaria ou simplesmente por manteiga”

Hoje a receita é pão recheado, não com manteiga mas com muitas outras coisas.

ENGLISH VERSION

How many times do you think of warm bread, freshly baked, buttered ???

If there is something that makes me drool is the smell of warm bread.

I do voluntary service, and do not eat a thing that exists in the kitchen. However for many years, my job was to get a bag of bread at one off the local bakerys. They usually offer a bag of warm bread, and I was driving for a km trying to concentrate on the driving and not the smell that filled the car. After so much drooling, came the dramatic part, open the bread, hot, and put ham and cheese or butter … now, do everything without eating anything while your taste buds are screaming at your brain, ‘EAT EAT EAT’ . A sacrifice worthy to kill Gulias, although this giant’s dead was because of a stone and a slingshot.

Well, the bread and butter are childhood memory. Who has a childhood buttered in hot bread, can only be happy when the memory comes to mind. I think it’s either habit / stunt, grandparents, parents and uncles offer, when we appeared, bread buttered.

My aunt Lina, always had coffee with milk and bread with butter. However it became plain bread and coffee with milk. For many years I have eaten so much bread with butter, that there was a phase where I wasn’t able to eat it. Except, Saturday’s morning, when I went to my aunt’s Carmen house and she had always, bread out of the oven. I always carried a piece and barely reached the house, buttered the bread and ate, as if it were a delicacy. The years have passed and the possibilities of going to my aunt’s house on Saturday’s morning also left there. That is, the bread and butter, no longer appear on my menu.

However, Peter appeared in my life, not as a friend but as a boyfriend. If there are things we have learned with boyfriends, are habits. One of Peter’s habit is eating butter with everything, including bread buttered and chorizo. I do not do, or plan to do it, however I started to love buttered toast. It is not toasted sandwich as it was for long, it’s toasted bread buttered. Moreover, I found out that super markets, during my sleep for the bread and butter, created the low-fat butter. Oh la la, what are you doing ?!

Well, in response to the my original question: “How many times you think of warm bread, freshly baked, spread with butter ???” Here is my answer: “whenever my belly gives hours, I pass for a toaster, pass at a bakery or simply pass by butter”

Today’s recepy is related to bread, but without butter. Stuffed Bread.

 

PÃO RECHEADO

O que vais precisar?

  • 1 pão alentejano;
  • Queijo Mozarella fresco light;
  • Bacon, em pedacinhos;
  • cogumelos frescos, laminados;
  • 1/2 copo de vinho branco,
  • 1 colher de sopa de sopa de rabo de boi.

Como vais fazer?

  1. Liga o forno a 100º;
  2. Corta a parte de cima do pão alentejano e retira-lhe o máximo de miolo e reserva;
  3. Numa wook/frigideira, colocas o bacon e os cogumelos;
  4. Adiciona o vinho e a sopa de rabo de boi;
  5. Quando estiver a ganhar cor, retira do forno,e mistura o miolo do pão para ficar mais consistente;
  6. Enche o pão alentejano com o preparado;
  7. Corta o queijo em pedaços grosseiros e espalha pela zona de abertura do pão;
  8. Leva ao forno, com a cobertura que cortaste;
  9. Quando o queijo gratinar está pronto a retirar;
  10. Serve e delicia-te.

PS1: para uma versão individual eu costumo usar a receita do 24 kitchen

www.facebook.com/24kitchen.pt/photos/a.227431114009595.55001.226112514141455/782471758505525/?type=1&theater

 

Ps2: desculpa pelas fotos ratadas, mas eu não consegui resistir…

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Parabéns e profiteroles!

Sim já sei, estou com uns dias de atrasos nas minhas actualizações… Mas como sempre, tudo tem uma justificação. Eu chamo-lhe a ocupação de uma desocupada. Vejamos, não é que eu seja desocupada, é só que os meus dias dependem muitos daquilo que aparece para fazer. Acontece que esta foi daquelas semanas em que eu consegui ocupar todos os dias. Tendo culminado no monumental aniversário do meu progenitor e pai. Sim porque existe uma diferença entre progenitor e pai. Segundo a minha mãe eu não nego à firma, segundo eu, tenho um mega pai!

Pois bem, entre um domingo de festa (não só de senhora d’Ajuda mas também porque o Pedro terminou o curso), uma ida até Fátima com piquenique (onde descobrimos que alguém consegue pagar uma maquia de 240€ por frango de churrasco e batatas fritas), um dia de curso de culinária onde aprendi a fazer massa de piza (estou histérica para poder pôr em prática a receita), chego a sexta-feira. Dia de Sopas, ou seja voluntariado para os mais desfavorecidos, contudo esta semana não fui porque o mais velho homem da minha vida festejou o seu aniversário. Verdade seja dita, dia 26 de Setembro não é o dia de aniversário do meu pai, é o dia em que ele foi registado… Tu pensas: “e então? Não é assim que é o normal?”. Eu respondo:” Não, não é assim. Ou melhor é assim agora. Contudo, há uns anos atrás, o atraso na hora de registar o bebé implicava uma multa, assim como o registo implica um pagamento. Pois bem, os meus avós eram extremamente pobres, e não tinham como pagar o registo do meu pai, então quando arranjaram dinheiro, já tinha passado algum tempo, de tal forma que o meu pai já comia pão quando foi registado. Parece que os meus avós conseguiram enganar o senhor do registo e acabaram por não pagar multa nenhuma. Tendo tudo isto acontecido, no dia 26 de Setembro de 1952.

Os anos passaram e nunca se soube o verdadeiro dia de nascimento do meu pai. Por isso, desde que me conheço por gente, o dia dele é o dia 26 de Setembro.

O meu pai é daqueles homens que não dão valor nenhum ao seu aniversário, durante os restantes 365/364 dias. Ou seja, se for esquecido nesse dia, ele deprime… Um ano testamo-lo… Precisamente no ano em que ele comemorou 50 anos, fizemos uma festa surpresa e combinamos que ninguém lhe podia dar os parabéns… Quando chegamos ao restaurante toda a família e amigos estavam presentes, ele ficou em estado de choquedo. Foi incrível.

Andando uns anos à frente, mais precisamente 10, ano em que o meu pai fez 60 anos. Calhou na época de férias dos meus pais, ou seja na semana de aniversário do meu pai, eles estariam em Barcelona… Foi então que eu, a Marta e a Andreia, perdemos a cabeça, metemo-nos num avião e fomos cantar os parabéns ao meu pai ao vivo. Tudo sem ele sequer imaginar. Foi incrível, ver o sentimento de um homem tão alfa, à flor da pele. Todas as meninas dele por perto. O bolo de aniversário dele, foi um queque que compramos numa pastelaria. Ele estava tão incrivelmente feliz que quando nos deixou no metro para nós voltarmos a casa, deu-nos um abraço tão forte que nós acabamos as três no metro de lágrimas a bailar… Que gajas tão sentimentalistas.

Este ano escondemos a chegada da Andreia… Agora que olho para este texto penso: “Estamos a mal habituar o pai desta família. Pró ano não podemos fazer nada de surpresas…De contrário não saberemos o que fazer nos 70”… Enfim, continuando. Este ano escondemos a chegada da Andreia, foi difícil porque eu quase me descaí… Mas conseguimos, quando ele viu a “filha” até os olhos se riram.

Fizemos um almoço em família e um jantar em família. Contudo a tensão maior decorreu no jantar. O meu pai (benfiquista) entre o Pedro (portista) e o João (sportinguista). De fundo decorria o dérbi… Eu acho que ele estava contente não só por ter as meninas dele, como ter os dois rivais futebolistas tão próximos, a festejar o seu aniversário em noite de dérbi. Correu tudo bem, e o resultado que o meu pai tanto torcia aconteceu, empate. No fim tiramos a selfie de comemoração. Tudo pensado pela Andreia, que por seu turno se juntou à minha mãe e à Marta para fazerem a pose… Que três!

Enfim, a semana começou com festa e um bolo meu. No meio houve viagem e pão feito por mim, com receita aprendida nas aulas de culinária. Ora aniversário do pai, tinha de ter bolo de Gecla, e houve. Na verdade houve dois, um para o almoço e outro para o jantar. O do almoço foi um pão-de-ló recheado de maracujá e coberto com chocolate. Já o do jantar, foi profiteroles, uma pequena pirâmide de profiteroles. Já não fazia a receita há imenso tempo, mas correu bem. Por isso, vou dar-te a receita dos profiteroles para experimentares em casa. Não dá trabalho, testa é a paciência!

Quanto aos últimos acontecimentos tenho a dizer:

  • Parabéns Pedro pelo teu trabalho ter sido recompensado;

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  • Parabéns pai, por seres sem dúvida o melhor do mundo, e por te estares a aguentar tão bem para um dia… quando chegarem os netos!

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BOLO DE PROFITEROLES

O que vais precisar?

Profiteroles (receita do livro 1001 cupcakes, biscoitos e outras tentações, edição Parragon Books Ltd 2009 (obrigada Patrícia!))

  • 70gr de margarina;
  • 200ml de água;
  • 100gr de farinha simples;
  • 3 Ovos ligeiramente batidos.

Molho de Chocolate (receita do livro 1001 cupcakes, biscoitos e outras tentações, edição Parragon Books Ltd 2009 (obrigada Patrícia!))

  • 125g de chocolate negro;
  • 35g de manteiga;
  • 6 Colheres de sopa de água;
  • 2 Colheres de sopa de açúcar em pó peneirado (adição minha).

Recheio (eu comprei o meu, mas podes ser tu a fazer. Vou dizer como fiz com os meus)

  • Doce de ovos;
  • Doce de maracujá;
  • Doce de morango.

Como vais fazer?

   Profiteroles

  1. Unta um tabuleiro de forno e liga o forno a 150º;
  2. Coloca a manteiga e a água ao lume, num fervedor;
  3. Assim que a manteiga estiver derretida, retira do lume;
  4. Adiciona a farinha e mexe freneticamente com uma colher de pau, até a massa descolar das paredes do fervedor;
  5. Passa farinha no tabuleiro;
  6. Adiciona os ovos à massa e com uma batedeira mexe tudo;
  7. Coloca a massa num saco de pasteleiro, com um bico simples;
  8. Faz bolinhas de dimensão de metade uma bola de golfe;
  9. Salpica o tabuleiro com água;
  10. Leva ao forno até as bolinhas começarem a ficar acastanhadas;
  11. Retira-as do forno, e pica cada uma para libertar o vapor;
  12. Está na hora de rechar;

  Recheio

  1. Coloca doce de ovos num saco de pasteleiro;
  2. Coloca doce de maracujá noutro saco de pasteleiro;
  3. Coloca doce de morango, noutro saco de pasteleiro;
  4. Neste não coloques bico, a pressão do recheio contra a bolinha permite a abertura de um buraco para o recheio;
  5. Enche a profiterole com o sabor que quiseres. Eu usei mesmo os três e depois misturei, assim ninguém sabe que sabor vem;

  Molho de chocolate

  1. Coloca o chocolate, a manteiga e água numa tigela em banho-maria;
  2. Quando todos estiverem derretidos envolve bem e adiciona o açúcar, mexe até se tornar um liquido homogéneo.

  Montagem!!

  1. Num prato de bolo coloca um circulo cheio de bolinhas, e rega com chocolate;
  2. faz uma segunda camada de bolinhas com um diâmetro inferior, rega com chocolate;
  3. Repete este processo até só te sobrar uma para o topo!

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Pão com chouriço que agrada

Vejamos, eu já aqui falei dos queques de chouriço. Devo confessar que rapidamente desapareceram… mas o Rui não ficou convencido… é então que inicia a minha debandada.

Quando eu era miúda achava sempre que a minha mãe se esforçava demais para agradar, entretanto cresci e a Marta também se começou a esforçar para agradar. Eu que sou engenheira de profissão, ou seja estudei no meio de homens, trabalho no meio de homens e ainda sou a menina do papá, percebi que quando eles estão satisfeitos nós até parecemos mais giras e Sejamos honestos, uns com os outros toda a mulher gosta de um piropo desde que não seja porco.

Enfim, as mulheres são um bicho incrível porque, como eu sempre ouvi dizer, têm a manha de sete raposas, e como eu também sempre ouvi dizer cada raposa tem a manha de sete mulheres. Em suma, nós temos prazer em agradar porque sabemos que vamos obter alguma coisa. Não me interpretem mal, eu não estou a dizer que a mulher deve ser capacho e muito menos estou a dizer que todos os homens sabem aproveitar o facto de ter uma mulher que agrada. Pelo contrário, estou a tentar demonstrar que a mulher durante muito tempo foi subestimada quando na verdade era o motor para que tudo funcionasse. No outro dia estava a ler uma antiga edição de uma revista para mulheres que dizia qualquer coisa como, mantenha o seu homem sempre feliz. Há primeira vista isto é um ultraje, até porque acabei por ler outras frases que azedaram o meu fígado. Contudo, esta frase tem muito que se lhe diga porque a realidade é a seguinte, e é baseada na teoria dos favores em cadeia, quando eu faço o meu companheiro feliz, ele faz-me a mim feliz ou seja não há caos instalado. Mais uma vez, quero referir que toda a teoria tem um corolário e toda a regra excepção. Porem, é esta a forma de conseguir a harmonia nas relações. Eu tenho para mim que tudo o que aqui disse serve não só para casais como por exemplo para relações entre amigos.

 Voltando então ao tema do agradar. Eu estava a contar que vi a minha mãe e a Marta sempre a querer agradar e a minha reacção a isto era qualquer coisa como a simulação de um vómito, em compensação a reacção destas mulheres era, tu um dia vais lá chegar e vais perceber. O tempo foi passando, e eu sem me aperceber que estava a tentar agradar os que me rodeavam. Pediam eu fazia, ligavam eu ia. Até que um dia fui apanhada e apaixonei-me por um dos meus melhores amigos e então compreendi o que a Marta e a minha mãe sempre me disseram, nós temos prazer em agradar, não só porque vem aquela parte que falei, mas também porque a recepção da outra parte é tão quentinha.  Sim eu confesso, agora quem simula o vómito é a Andreia e sim eu sei que sou como as outras, mas eu não quero saber. Toda esta história do querer agradar vem ao encontro dos queques com chouriço que o Rui não gostou o que me fez aprimorar a receita e fez-me chegar aos pães de chouriço. No outro dia fiz uma versão e o Rui disse que estava bom mas eu devia fazer qualquer coisa diferente e então cheguei à minha actual receita de pão com chouriço. Aqui fica a minha receita para agradar, que pelo que percebi agradou todos menos o meu pai que não gosta de pão com chouriço… tenho de inventar pão com queijo para agradar o outro homem da minha vida.

Ps: eu assumo, eu amoleci…

PÃO COM CHOURIÇO

O que vais precisar?

  • 750gr de Farinha
  • 100gr de creme vegetal ou vaqueiro
  • 25gr de fermento de padeiro
  • 250ml de água quente
  • 2 Colheres de café de sal grosso
  • 250gr de chouriço fatiado

Como vais fazer?

1º Numa bacia coloca 200gr de farinha e faz uma muralha deixando o meio sem nada

2º Mistura o fermento, a água quente e o vaqueiro e o sal tudo num recipiente e deixa desfazer  tudo, até ficar uma água grossa. Se for preciso leva um pouquinho ao lume.

3º Adiciona o preparado anterior à bacia e com uma colher de pau mexe tudo. Vai ficar uma massa líquida mas é aqui que vai adicionar gradualmente a restante farinha. Nota que a certa altura a colher de pau deve ser posta de parte e tens de mexer com as mãos, mistura muito bem e se achares que precisas de mais farinha adicionar. A Massa final fica bem leve e bem elástica.

4º Deixa repousar/levedar por uma hora, ela cresce para o dobro se for preciso deixa mais um pouco.

5º Depois de levedada, liga o forno a 100º e estica a massa, espalha o chouriço e enrola. Faz um rolo da massa com o chouriço pelo meio.

6º Unta um tabuleiro com azeite e corta o rolo de massa em bocados iguais e dá a forma de uma bolinha e coloca no tabuleiro.

7º Leva ao forno até ganhar um tom castanho claro. Para saber se ficou cozida e fofa pelo meio bate no fundo do pão e soar oco, provavelmente tá fofo dentro. Vi isto no britain’s best bakery.

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8º Espero sinceramente que te agrade, ou não fosse esta a minha nova actividade.

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