Ele sabe que é sábado!

Nós costumamos dizer que o Sheldon sabe quando é sábado. Eu até brinco e digo que ele conta pelas almofadinhas. No entanto hoje eu percebi o que o faz comportar-se diferente aos fins-de-semana.

Durante a semana, a rotina cá em casa é, acordar, fazer o pequeno-almoço, tomar o pequeno-almoço levar o sheldon a passear, voltar, deixa-lo e sair para trabalhar. Todos os dias fazemos isto. Ele é preguição pela manhã, mas depois dos seus 10 minutos a espreguiçar, a semi-cerar olhos e a esconder a cabeça debaixo dos cobertores, acaba por se levantar e deitar no escuro da sala, enquanto o pequeno-almoço não sai. Entenda-se pequeno-almoço como torradas, café e chá para o Pedro e a Gecla, côdeas para o Sheldon.

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Ao sábado o ritmo é diferente, normalmente o Pedro dorme até tarde, e eu levanto-me por volta das 9.30 para fazer pequenas tarefas que não faço durante a semana, ou simplesmente para ligar à minha mãe e ir dar uma volta, quanto mais não seja, tomar um café, meter conversa em dia (que já fazemos diariamente, no entanto ao sábado sabe a ouro). Ora acordo às 9.30, saio 10.30/11h não vou passear o cão. Ao sábado arrasto as saídas do Sheldon para mais tarde e mais longas. Imagine-se o que faço eu, entre as 9.30 e as 10.30/11h?! Exato, tomo o pequeno-almoço. Tomo o pequeno-almoço, como se estivesse num hotel, com a diferença que num hotel tudo me é servido, cá em casa sou eu que o preparo. Preparo-o com calma, com gozo, com prazer. Enquanto faço isto, o Sheldon está deitado, no meio da cozinha, como se de um tapete se tratasse e também ele aguarda calmamente pelo pequeno-almoço que a Gecla prepara. Côdeas durante a semana, panquecas ao Sábado! Ah como ele sabe.

O incrível é que eu acordo mesmo com vontade de pegar em tudo o que é preciso para fazer um pequeno-almoço bem saboroso e reforçado. Por vezes, à sexta à noite, já penso no que vai acontecer no dia seguinte de manhã.

É assim que eu acho que o Sheldon sabe que é fim-de-semana, o pequeno-almoço é gigante e ele pode sentar-se ali, calmamente à espera de ter direito a um bocadinho de alguma coisa diferente.

Hoje não foi exceção. Hoje acordei com as panquecas na cabeça, sim eu sei, vestido de noiva em um mês, para de comer Angélica… Mas eu descobri uma maneira de fazer umas panquecas menos calóricas e tão ou mais saborosas que as tradicionais. Além do mais, li em algum lado, que comer de manhã controla mais as vontades durante o dia (não está a acontecer, mas também eu sofro de gulodice aguda). Começo então o processo, uma maçã, sem caroço, inteira dentro do liquidificador. Depois é meio copo de leite, três colheres de farinha, 1/3 de colher de fermento, canela em pó, ou baunilha quando partilho com o Pedro. Liquidificador no máximo. Frigideira antiaderente ao lume, e a magia acontece.

Por esta altura, já o Sheldon está em frente ao fogão à espera que as panquecas cheguem até ele. Tenho de me despachar, porque o Sheldon quer ir enfiar-se debaixo dos cobertores com o Pedro… Mas antes, Gecla passa para cá um naquinho de panqueca.

O difícil no meio disto tudo é aguentar até ter tudo pronto.

PANQUECAS DE MAÇÃ

O que vais precisar?

  • 1 Maçã;
  • 3 Colheres de farinha;
  • ½ Copo de leite;
  • 1 colher de café de fermento;
  • 1 colher de sopa de essência de baunilha/1 colher de café de canela;

Como vais fazer?

  1. Descaroçar a maçã, cortar em pedaço mais pequenos, não descasques a maçã. Vai inteira mesmo;
  2. Colocas no liquidificador, e deixas desfazer o máximo, depois adicionas o leite e voltas a ligar o liquidificador;
  3. Quando a mistura estiver bem ligada, adicionas a farinha, o fermento e a canela;
  4. Voltas a ligar no máximo, deixas misturar bem. No fim vê se a massa está espessa, se não estiver adiciona mais uma colher de farinha;
  5. Coloca uma frigideira antiaderente ao lume, e quando estiver bem quente distribuis a massa, deixas cozinha bem, viras de lado, cozer bem. Retiras, e ou comes assim mesmo, ou recheias, seja nutela/nocciola, doce de morango… o que for, o que importa é que te sentes calmamente a comer o pequeno-almoço!

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Panquecas…

Uma das coisas que mais me faz pensar nos meus hábitos matinais, enquanto adepta fervorosa de pequenos-almoços, são as séries norte americanas. Ele é french toasts, ele é pancakes, ele é gofres, ele é o diabo a 7, e o meu pequeno-almoço não passa de um café duplo com leite e três fatias de pão d’avó torradas com manteiga. Ora bolas, como conseguem eles ter estes pequenos-almoços todos elaborados? Pois bem, os anos têm-se encarregado de me mostrar, MASSAS PRONTAS do supermercado. Oh oh, assim também eu, abres o pacote, metes um ovo e leite, batedeira e está feito, aqueces a fritadeira, sem gordura, massa la para dentro et voilá,  panqueca pronta. A sério??

Pois bem, as panquecas estão na moda, não sei se é uma coisa do concelho, do país ou do mundo, sei que cá em Espinho estão na moda, ele é panqueca de aveia, chocolate ou normal, leva molho do que se imaginar. Há panquecas na boca do mundo. Ora eu até há bem pouco tempo, resignava-me a ver a panqueca típica das séries americanas, cheguei até a comprar uma garrafa de massa do Lidl, confesso, mas depois dessa minha tirada, decidi não repetir, até porque, a massa não era de grande coisa.

No entanto, e com tanta casa de brunch em Espinho a abrir, dei comigo sentada a uma mesa, a comer scones com nutela enquanto via o Pedro a comer um pequeno monte de panquecas com nutela e morangos. O Pedro odeia dividir, mas deve ter visto faíscas a saltar-me dos olhos porque prontamente me perguntou se eu queria experimentar… Oh que bom… Bom mesmo. No entanto, foi um bocado numa de, Ok é bom, estou consolada, não vou pensar mais em panquecas. Mas o tempo vai passando, e a febre das casas de brunch não passa e portanto, a palavra panqueca tem andado a pairar no meu cérebro, quanto a isto eu não fiz nada. Até que fui de férias para Barcelona, onde os pequenos-almoços era uma loucura de tão intercontinentais que eram. No entanto não havia panquecas. Havia tudo, fruta, feijão, ovo estrelado, cozido e escalfado, bacon, pão, manteiga, queijo, bebidas de tudo e mais alguma coisa, e tinha nocilla, a nutela dos espanhóis, mas não tinha panquecas. Durante todas a férias, eu comia bem, bem demais até se me é permitido, mas as panquecas que até ali tinham passado a ser palavra frequente, não existiam.

As férias acabaram, e ainda no avião, 23h dizia-me o Pedro muito triste; “e agora? Vamos voltar aos pequenos-almoços simples?”. Aquilo mexeu comigo, sim, claro que vamos. As férias acabaram e eu tenho de ficar em forma, mas tens razão… Adormeci, acordei no Porto de volta à realidade. No dia seguinte já a meio da tarde acordei e pensei, e agora o pequeno-almoço? Acho que é mais ao menos assim que funciona com os viciados, ” e agora, o álcool? os medicamentos? a droga? O CHOCOLATE?!”.  Naquele dia, vivi de volta à realidade, mas durante a noite, fui iluminada, pelo Pancake God. O mesmo que é tão aclamado na terça-feira gorda de Carnaval. Acordei de manha, fiz uma rápida pesquisa, e encontrei a receita mais simples de panquecas, do mundo, recheei-as de nutela, espremi laranjas, coloquei tudo num tabuleiro, e fui acordar o Pedro.

“Bom dia!! Afinal ainda estamos de férias.”

Digamos que o Sheldon por esta altura, estava sentado em cima da cama, impávido com o cheiro que o invadia.

PANQUECAS

(http://www.e-konomista.pt/artigo/receitas-de-panquecas-rapidas-e-fofas/)

O que vais precisar? (10 panquecas)

  • 1 chávena de leite;
  • 1 colher de sopa de açúcar ;
  • 1 ovos;
  • 1 c. de chá de óleo vegetal;
  • 1 c. de chá de extrato de baunilha;
  • 1 chávena de farinha de trigo;
  • 1/2 c. de sopa de fermento em pó.

Como vais fazer?

  1. Colocas tudo no liquidificador e deixas a misturar;
  2. Colocas uma frigideira, ao lume sem gordura nenhuma, e anti aderente;
  3. Quando estiver bem quente colocas um pouco de massa e deixas cozinha, quando começar a fazer bolinhas na massa viras.
  4. Assim que estiver cozinhada, colocas num prato e barras com o que quiseres, doce de morango, mel, chocolate simples ou de avelã;
  5. Repetes o processo para toda a massa e vais sobrepondo as panquecas;
  6. Tenta não ir comendo pelo meio… Depois não saboreias tanta quantidade.