Maria, eu fiz Blondies!

Versão Portuguesa

Esta semana apareceu-me no Facebook a novidade do prato do dia, Blondies, feitos pela Filipa Gomes. Ora eu ao ler Blondies, tive uma epifania.

Eu tenho uma pequena, muito reduzida mesmo, colecção de livros de culinária, maioritariamente oferecidos pela minha prima Patricia. Ela sabe que isso junta o melhor de dois mundo, cozinha e leitura. Como tal o nome Blondies não me suou estranho desta vez, suou-me estranho da primeira vez.

Blondies para mim, é um grupo de musica rock dos anos 70, 80 e 90. Eles cantam aquele, que é para mim um hino, à minha capacidade de fazer mondegreen. “Maria” é a musica. Eu, julgo que a única coisa que acerto de cada vez que tento cantar a musica, é a parte do “MARIAAAA”, honestamente é deprimente ouvir-me… e cantar. Contudo, não consigo mesmo ultrapassar este bug do meu cérebro…

Outra coisa que a musica me faz lembrar, é os meus tempos áureos de estagiária numa construtora, à uns anos atrás. Onde eu em muitos momentos deixei de ser a Angélica e passei a ser a Blondie. Tudo porque o meu cabelo é castanho claro, e eu sou fã das madeixas louras. O resultado dá um cabelo a roçar o louro escuro. Isto tudo junto, resultou na minha perda de nome, e ganho de um novo padrinho!

Como é possível perceber, eu não vejo blondies como um bolo. Por isso mesmo, da primeira vez que tropecei na receita, ignorei-a. Da primeira, segunda, terceira e mais um milhão e meio de vezes depois destas. No entanto a receita da Filipa Gomes, tinha chocolate branco e nozes. Ora, o sino que os meus neurónios tocam, de cada vez que as ligações internas fazem sentido, tocou naquele momento. E porquê?! Simples, era quinta-feira, dia de ir até à cozinha, e haviam chocolate branco e nozes em casa! Boa! Vamos fechar a porta à estranheza, e ver no que resultam os Blondies.

Hoje repeti a receita, imagina o que cantei…. MARIAAAA tchanananana (https://youtu.be/VoOG7LEyUJ0)

English Version

One of this day, on my facebook feed appeared from 24kitchen channel, a recipe for blondies. While reading it, I had an epiphany.

I have a small, really small, collection of cookbooks, mostly offered by my cousin Patricia. She knows that it combines the best of both world, cooking and reading. Blondies, this time didn’t sound strange to me this time. But on the first time, it sound actually kind of funny.

Blondies for me, is a rock band of the 70’s, 80’s and 90’s. They sing the song that to me is an anthem to my ability to do mondegreen. “Maria” is the music. I think the only thing that hit every time I try to sing the music is the part of “MARIAAAA” is honestly depressing hearing myself me singing it. However, I can’t overcome this bug in my brain …

Another thing that Blondie reminds me, is my internship at a construction company a few years ago. Many times, I stopped being Angelica and became Blondie. All because my hair is light brown, and I’m a fan of blonde locks. The result gives hair rubbing the dark blond. This all together, resulted in the loss of my name, and the gain of a new sponsor!

As you can see, I do not see blondies like a cake. Therefore, the first time I stumbled on the recipe, I ignored it. The first, second, third and another million and a half after these times. However Filipa Gomes recipe had white chocolate and nuts. Now the bell, that my neurons touch each time that internal links make sense, played at that moment. Why, you ask? Simple, it was Thursday, the day to go to the kitchen, and I had white chocolate and nuts at home! Good! Let’s close the door to the strangeness, and see what turn out to be a great simple cake to my family.

Today I re-baked Blondies, during all process this song didn’t abandoned my brain…. MARIAAAA (https://youtu.be/VoOG7LEyUJ0)

BLONDIES

Blondies

Eu segui a receita, só modifiquei nozes pecã, por nozes normais e açúcar moreno por açúcar amarelo

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Tarte de frutos secos… difícil mesmo é resistir!

VERSÃO PORTUGUESA

Tenho andado com alguma frequência a lembrar-me do sabor dos fruto secos da feira medieval de St. Maria da Feira. Eu sei que estou em dieta e contenção, mas uma mulher não é de ferro. Não pode simplesmente ignorar, todos os sinais enviados pelos seu corpo.

Eu ainda tentei enganar o meu cérebro, comendo simplesmente frutos secos. Contudo, a mensagem enviada pelos meus neurónios gulutões foi:” Mas afinal tu julgas que enganas quem?”. A sensação de tristeza invadiu-me e eu tentei compensar com outras coisas, que não me são proibidas ao palato. Porém, o exercício foi em vão. À certa altura, já não era só o sabor dos frutos secos da feira medieval. Era a tarte de amêndoa que vende em muitas pastelarias espinhenses e que por norma existe sempre nas festas de aniversário em casa do Pedro. Uma semana de tortura, portanto…

Sabes quando existe aquele momento que o estômago fala para o cérebro e explica que ou o alimentam ou as coisas vão correr mal? Nesse momento os neurónio, meros piões na fabrica cérebro, fazem uma video conferencia contigo e mostram-te imagens de comida. Poderiam mostrar imagens de peixe cozido com tudo. Poderiam enviar imagens de sopa de legumes… só que não. A imagens são, hambúrgueres de fazer salivar. Batatas fritas bem salgadinhas. Um bife de vaca mal passado com ovo a cavalo… ou no meu caso, tarte de amêndoa… UM SUPLICIO. UM ULTRAJE… Foi uma semana desgastante. Para piorar, ainda mais o drama, toda a semana não tive aulas de francês, logo chegava mais cedo a casa, sentava-me no puf e ligava a televisão… Em que canal?! 24 kitchen… Verdade, verdadinha. Ora eles ali, no canal das comidas, cozinham de tudo, mas têm um programa de nome “bolos da América” que na apresentação aparece o que o meu cérebro indica como sendo uma tarte de amêndoa… Ora muito bem, se toda a semana a babar por uma tarte de amêndoa não é dramático, eis que aparece mais um elemento visual a dizer:” Eu existo e sou simples, faz-me e come-me”. Pronto isto soa a algo muito pornográfico, mas na verdade à momentos em que a comida se torna pornográfica.

Agora é assim, eu nestes meus curtíssimos 27 anos, conclui que tudo tem um motivo para acontecer. Quero com isto dizer que visualizar tantas vezes uma tarte de amêndoa a ser sinalizada deve ter um qualquer significado. Depois de ter depositado alguns minutos na investigação, eis que me surge a resposta. O TEU BLOG! Ou seja, toda a semana recebi impulsos neurológicos que apontam para tarte de amêndoa e tarte de noz. Ora como, este meu WebSpace, só fornece uma receita por post, eu decidi fundir as tartes… O resultado é tarte de frutos secos.

Eu assumo, comi e gostei. Contudo hoje sai de casa a pé para tentar gastar o que ingeri…

IN ENGLISH

I’ve been,with some frequency, remembering the taste of medieval fair’s nuts in St. Maria da Feira. I know I’m on a diet and restraint, but a woman is not made of iron. You can’t just ignore all signals sent by your body.

I still tried to fool my brain simply eating nuts. However, the message sent by my gluttons neurons was: “who the hell do you think we are? fools?!”. A certain sadness washed over me and I tried to compensate with other things that weren’t forbidden to my palate. However, the exercise was in vain. By certain point, the taste of medieval fair’s nuts wasn’t the only sin I was greeding for. It was the almond tart selling in many Espinho’s pastries and that normally apears on parties Pedro’s home. A week of torture, so …

You know that moment when the stomach calls the brain and explains that either his fed or things will go wrong? At this point the neuron, mere pawns at the factory brain, make a video conference with you and show you pictures of food. They could show pictures of boiled fish with everything. Could send pictures of vegetables soup … BUT NO. The images are burgers that pinch your tung. Salty chips. A rare beef steak fried eggs … or in my case, Almond Pie … AN ORDEAL. AN OUTRAGE … It was an exhausting week . To make matters worse, all week I had no French lessons, so arrived really early home, sat on sofa and turned on the television … What channel ?! 24 kitchen … In the channel they cook a lot of things, but there’s this program called “America’s cakes” on which presentation seems to my brain as a walnut pie … But well, if all week drooling for an almond pie is not dramatic enough, behold, because more a visual elements appear just to say: “I exist and I am simple, makes me and eat me.” Ready this sounds like something very pornographic, but in fact times exist, when food becomes pornographic.

Now, it is so that on my very short 27 years, I concluded that everything has a reason to happen. By this, I mean that visualizing so often almond pie must have a meaning. Once i gave a few minutes in the research, here comes me answer. YOUR BLOG! That’s it, all week I received neurological impulses that link to almond pie and walnut pie. Now, as this  WebSpace, only provides a recipe for post, I decided to merge the pies … The result is Nut Pie.

I assume, I ate and enjoyed it. Yet ,today I went out for a walk to try to spend what I ingested …

TARTE DE FRUTOS SECOS

O que vais precisar?

  • 100gr de manteiga amolecida +100 gr de manteiga;
  • 2 Ovos;
  • 140 gr de farinha;
  • 75 + 100gr de açúcar;
  • 75gr de mel;
  • 4 Colheres de sopa de brandy;
  • 4 Colheres de sopa de leite;
  • 100gr de nozes e amêndoas, descascadas. Amêndoas sem pele!

Como vais fazer?

  1. Unta uma forma de fundo amovível;
  2. Liga o forno a 170′;
  3. Numa tigela, com auxilio de uma batedeira, mistura a manteiga amolecida, 75gr de açúcar, os ovos, a farinha, o brandy e o mel;
  4. Quando a massa estiver homogénea, coloca na tarteira e leva ao forno;
  5. Deixa cozer, e se começar a queimar, tapa com papel de alumínio;
  6. Quando estiver pronto, retira do forno e deixa arrefecer;
  7. Enquanto isto, num fervedor coloca a restante manteiga a derreter;
  8. Depois adiciona o açúcar e assim que começar a ficar castanho adiciona o leite e os frutos secos;
  9. Mistura bem. Cobre o bolinho que foi cozido e volta a levar ao forno;
  10. Quando estiver castanho retira do forno, deixa arrefecer e desenforma.

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Coroa de natal… COMESTÍVEL!

Sim é verdade, estou a deixar um espaçamento grande entre post’s…. Vários são os motivos, mas o mais dramático é realmente o facto de ter direccionado os meus post’s, durante a quadra natalícia, ao Natal. Não que eu não tenha um sem fim de coisas que me faça chegar à cozinha. O que mais existe no culineiro cá de casa são receitas natalícias. O problema chama-se, gostaria de um pequeno rufo para isto, ‘A Angélica continua em dieta’.

O facto é, eu estou em dieta deste dia 1de Julho, segundo a minha endócrinologista, isto é coisa para durar assim toda a vida. Ora, eu andava no caminho certo, contudo fui ate Londres, e o meu cérebro numa das suas tentativas e sabotagem, disse:’ Angélica, Angélica, ferias são férias. São de tudo, inclusivamente dessa dieta’. Eu tentei explicar ao meu cérebro, numa batalha perdida, que não era bem assim. Ou seja, eu TENTEI portar-me bem, mas foi difícil… Eu recorri sempre ao “mais saudável”, mas julgo que o efeito não foi o surtido… Pois bem, as férias acabaram e eu fui entregue aos Meandros do Natal. Ou seja, a coisa boa para o paladar é péssima ao fígado.  Falo do chocolate, doces fritos (que contraste tão manhoso), nozes… Enfim, tudo coisas que a minha doutora das endócrinas me PROIBIU de ingerir… Porém, Angélica não come… num mundo perfeito, num mundo normal, cheio de imperfeições, a Angie esquece-se… Come nozes à socapa e sente um prazer quase pornográfico. Rouba um Ferrero Rocher  e diz a si mesma, hoje vais ao zumba ou ao pilates e isto, olha, vaptivupe… Ou assim eu espero. Parece-me, não tenho certeza, que não estou a emagrecer os não sei quantos poucos kg a doutora Sara mandou… Ou seja, de cada vez que este pensamento me surge, entro no chamado ciclo vicioso… Fico stressada, como qualquer coisa, sabe-me mal porque me desabituei  a comer, procuro algo saudável, e como… em demasia, sinto-me de estômago reconfortado mas cérebro desorientado, como uma peça de fruta, respiro, acalmo. Então olho para o calendário e penso,  hmmm Natal, rabanadas, bilharacos, nozes, Guylian’s… Entro em luta com o meu cérebro, vou à cozinha, como uma fatia de fiambre de aves. Daí ao descalabro são segundos e não sei o que acontece a seguir.

O problema de olhar para o calendário, prende-se com o facto de ter a próxima consulta à porta. Já  marquei para antes do Natal para estar descontraída e afinal, de descontraída não tenho nada…. Bolas acabei de fazer uma coroa de natal comestível, experimentei e estava óptima, justifiquei o pecado com, vou ao zumba. A aula correu bem, deu para desfazer muita coisa. Contudo se o sistema digestivo funcionar correctamente, tenho para mim que ainda não consegui desfazer a fatia de coroa de hoje. Digamos que o feriado foi longo, ou seja, mais horas para comer….

Estou em pânico, 5meses de trabalho árduo e de repente, estou quase a deitar tudo fora em prol de mais delicias Natalícias… Acho que me vou fechar numa solitária, flagelar-me e sair a tempo e fazer a próxima receita deste espaço… Para piorar, saiu a revista deste mês do continente… A capa é a coroa comestível, que vem a dizer: “Angélica elabora-me, mas troca as framboesas e a canela por uma cena tua”. Eu sou uma fraca… mais uma vez cedi. Pimba, fiz a dita cuja, mas com nozes e chocolate… Daqui entrei no ciclo vicioso descrito, anteriormente.

O que me salva é ser Natal, e ninguém levar a mal… ou será que isto acontece somente no Carnaval?!

COROA DE NATAL (adaptado de continente magazine, nº51 Dezembro2014 http://chefonline.continente.pt/receitas/coroa-de-canela-e-framboesas)

O que vais precisar?

  • 600gr de farinha;
  • 1 colher de chá de sal fino;
  • 240ml de leite morno (eu usei magro);
  • 30gr de fermento fresco (eu usei só 25gr);
  • 60 gr de manteiga derretida (eu usei vaqueiro liquida)
  • 2 gemas de ovo, guarda as claras;
  • 4 colheres de sopa de açúcar;
  • manteiga para untar a forma;

Recheio

  • 70gr de manteiga amolecida (eu usei light);
  • 1 colher cheia de açúcar;
  • 2 colheres bem cheias de chocolate em pó;
  • 200gr de nozes , sem casca, e cortadas grosseiramente;
  • Açúcar em pó q.b.;

Como vais fazer?

  1. Mistura o leite com o fermento, a manteiga derretida, o sal, o açúcar e as gemas. Reserva, por 10minutos;
  2. Peneira a farinha para uma vasilha e abre um buraco no meio, tipo vulcão. Coloca a mistura anterior la para dentro e com auxilio de um garfo vais misturando a farinha ao restante. Assim que conseguires, amassa com as mão e faz uma bola de massa. Tens de usar toda a farinha. Não vale desistir;
  3. unta a vasilha com óleo, coloca a bola de massa dentro, cobre bem e deixa repousar, 2h é suficiente para aumentar de volume;
  4. Enquanto o tempo passa prepara o recheio;
  5. Mistura o chocolate em pó com o açúcar e a manteiga, faz uma espécie de pasta. No fim, adiciona as nozes e mistura bem;
  6. Quando a massa estiver pronta a ser trabalhada, abre-a numa superfície limpa, mas polvilhada com farinha e espalha o recheio, adiciona uma camada de açúcar em pó por cima, para ficar bem mais docinha;
  7. Faz um rolo, e depois um corte longitudinal. Entrança as duas faixas, e enrola numa coroa;
  8. Unta uma forma com manteiga, polvilha com farinha, unta a coroa com as claras que sobraram e leva ao forno;
  9. 25minutos a 180º. Vai vendo se não está a queimar, e no fim vê se está cozida;
  10. Retira, polvilha com açúcar em pó e serve.

O meu resultado foi o seguinte.

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Mãe dos adultos… só se for com sementes de papoila!!

Há uns anos atrás, enquanto fazia zapping na TV, encontrei um programa da Oprah. Facilmente parei o zapping para assistir ao programa. Como sempre, o tema era híper interessante.(Sim porque os programas da Oprah são sempre muito bons, principalmente o das favourite things. Fico sempre com vontade de estar no lugar de um daqueles sortudos do publico para ir para casa cheia de caixotes de coisas novas.) O tema era sobre a droga das mães norte americanas, ou melhor mom’s helper. Lembro-me que na altura fiquei chocada, com o facto de as mães tomarem a Ritalina, diagnosticada aos filhos com défice de atenção. Resumidamente, às crianças hiperativas, receita-se Ritalina para se tornarem mais sossegados, produzindo o efeito zombie. Por seu turno, aos adultos, torna-os mais focados nos objectivos e ajuda a manter o peso ou perder. Também ajuda aos AVC’s, coisa que uma jovem mãe provavelmente não se vai preocupar, porque é jovem e os jovens não sofrem de AVC’s. Enfim, para se tornarem super mães, usufruem da medicação do filho. Na altura eu não percebia muito bem o que aquilo significava, mas então comecei a ver donas de casa desesperadas e às tantas a Linete Scavo, mãe de uma família numerosa, faz uso da Ritalina para se tornar uma mãe extremosa, organizada e concentrada. A verdade é que aquilo pacificou bastante os Scavos. Novamente eu não percebia muito bem o que se estava a passar. Questionando até que ponto ser mãe era uma tarefa tão tramada que leva ao consumo de drogas.

Porem, esta semana percebi o porquê.

Esta semana, a minha mãe foi internada 48h horas, para ser submetida a uma cirurgia. Ate aqui tudo mais ou menos pacifico, contudo a bomba caiu. A mãe vai para ao hospital, mas a Angélica está em casa para tratar de tudo, durante a ausência da mãe. Eu aceitei o desafio, achando que ia ser “melzinho na chupeta“. Até que descubro que toda a gente afinal tem um outro nome na boca que não é Angélica, é mãe. Ou seja durante 48h fui mãe a tempo inteiro do meu pai, das minhas três tias mais velhas, do cão, dos pássaros e até da minha irmã mais velha. Tive de acordar quase antes do galo cantar, fazer o pequeno almoço, arrumar a casa, dar roupa, ajudar nas tarefas das tias. Tratar da higiene e comida do cão, manter os passarinhos vivos… ao fim de duas horas no meio deste fogo cruzado, senti-me exausta. Nesse momento enviei SMS ao Pedro para lhe dizer que a minha mãe tinha de voltar o quanto antes ou eu cortava os pulsos com uma faca de manteiga. (só para chamar à atenção, porque eu não sou suicida).

O problema é que ter de ouvir os pedidos de todos e as criticas pelos atrasos, foi o que mais doeu. Bolas eu não sou a mãe, e julgo que se fosse, alguém tinha levado uma bela sova. C’um caraças, no fim do dia eu estava exasperada. Caí na cama e a única coisa que me passou pela cabeça foi, caramba, como é que ela consegue?? Foi então que me lembrei das mães norte americanas, compreendendo o porquê de não conseguirem resistir à tentação de serem as mães ideais para agradaram a todos. Como é óbvio a minha mãe não toma nada, até porque o autocarro de medicamentos que a perseguem, já são demasiado para se meter na Ritalina. A verdade é que ela é uma espécie de super mãe e a verdade é que consegue. Bem ou mal, ela consegue.

As ultimas 24h chegaram, eu comecei a manhã com café duplo, (tinha de fazer experiências) a meio da manhã mais um, ao fim da manhã outro. Incrível. Aguentei-me heroicamente sem vacilar. Ate tive tempo para fazer um bolo. Enquanto pensava no que colocar no bolo pensei novamente no facto de tantas mães serem super-mães, com ou sem ajuda. Pensei também na história do bolo muito procurado que na verdade continha ópio sem ninguém saber. Ou seja, acrescentei sementes de papoila, na expectativa de inocentemente estar a confeccionar ópio no meio de um bolo que me fizesse ter a sensação da Ritalina, afinal  eram mais 12h no emprego de mãe. Porem não funcionou, de tal forma que às 5.30 comecei a amolecer quase imediatamente, tendo acabado esparramada no sofá a dormir profundamente. Ou seja, ainda não descobri como é que o senhor colocava “inocentemente” ópio no seu bolo, mas descobri que ser-se mãe é uma tarefa digna de uma super-heroína. Principalmente, quando os filhos têm idade entre os 30 e os 90.

A operação da minha super-mãe foi um sucesso e ela hoje já esta mais independente, ou seja tive descanso. Nesse descanso pensei se não estarei a viajar na maionese quando falo na módica quantia de três filhos num futuro!

BOLO DROGADO

O que vais precisar?

  • 6 ovos;
  • 220gr de Açúcar;
  • 130gr de farinha;
  • 20gr de amêndoa sem pele cortada grosseiramente
  • 20gr de nozes cortadas grosseiramente;
  • 20gr de sementes de papoula;
  • 100gr de óleo;
  • 20gr de fermento em pó;
  • Açúcar em pó, canela e noz moscada para decorar.

Como vais fazer?

  1. unta uma forma com manteiga e polvilha farinha;
  2. Coloca os ingredientes todos numa bacia, menos o fermento. Bate com a batedeira;
  3. Adiciona o fermento e mexe muito bem com uma colher de pau;
  4. Coloca a massa numa forma e leva ao forno por 40minutos, 150º
  5. Antes de o retirar vê se está bem cozido, fazendo o teste do palito;
  6. Desenforma e polvilha com açúcar em pó, noz moscada e canela.

Ps1: é óptimo para o lanche;

Ps2: vou servir às visitas da minha mãe….

Ps3: Mais importante do que ser uma óptima mãe, é ser uma mãe saudável. Conselho de uma filha!

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