31 Dezembros…

Ai Dezembro!

Pronto não há mais para a acrescentar.
O espírito natalício atravessou-me como uma flecha do cupido. Faltam precisamente 7 dias para o meu aniversário e 13 para a noite de consoada.
TREZE!
Portanto, está na hora de começar a fazer preparação para a insanidade da consoada de natal. Preparar o estômago, sem lhe provocar um flagelo só. Como quando vamos fazendo caminhadas de preparação para a maratona. Neste caso é preparar o estômago para a noite mais longa do ano, a comer. Porque longa mesmo, só a noite de S. João e a da passagem de ano, que também acontece ainda este mês…
Tenho de acrescentar na minha lista de actividades deste mês, insistir nas caminhadas com o Sheldon para caber no vestido da passagem de ano…
Voltando ao tema base, hoje fiz a primeira experiência, rabanadas recheadas. Eu adoro rabanadas, desde que assadas… E sem óleo… Porque durante as épocas festivas isto é uma a bomba entre gorduras de comida e acidez de estômago…
C’um carago!
Para quem como eu adora doçuras de natal misturadas com queijo da serra, daquele mesmo agressivo de bom e ainda bacalhau com azeite…
Raios, já senti o refluxo…
Pronto, hoje Não me alongo mais, até porque conto cá vir nos próximos dias com as minhas versões de doces de Natal… E anos. Afinal, Dezembro é natal para muitos, mas para mim é a dobrar, nasceu o menino Jesus numa manjedoura, e eu num quarto da Ordem do Carmo, no dia 19!
31 Dezembros!
RABANADAS RECHEADAS
O que vais precisar?
  • 2 copos altos, daqueles de sumo, cheios de leite, eu uso magro;
  • 1 Ovo L;
  • Pão de forma, paras as quantidades eu usei 8 fatias;
  • Nocilla, podes também usar Nutella;
  • Manteiga sem sal;

Como vais fazer?

  1. Ligas o forno a 150º;
  2. Misturas o ovo com o leite, misturas com auxilio de um garfo, até ficar um liquido homogéneo;
  3. Cortas as extremidades do pão, e com um rolo da massa esticas o pão, até ficar bem fininho e esticado;
  4. Com uma faca, barras bem o pão com Nocilla/Nutella;
  5. Enrolas o pão, como se de um rolinho se tratasse e mergulhas no liquido do leite com ovo;
  6. Num tabuleiro de forno, vais dispondo os rolinho e pelo meio vais distribuindo nozes/quadrados de manteiga;
  7. Levas ao forno e quando começarem a alourar, viras ao contrário até ficarem tostadinhas;
  8. Retiras do forno e polvilha com açúcar em pó e canela. As minha não levam canela porque o Pedro tem um ódio de estimação pela canela…

Et voilá. Difícil é deixar que arrefeçam…

IMG_20181212_182448_608

Anúncios

Manhã de dia 23

Janeiro 2018

“Angélica, faltam 6 meses, e eu vejo-te muito calma. Tu já pensaste nos mapas para os convidados? Tu já convidaste toda a gente? Tu já pensaste como vais fazer no dia?”

“Mãe, respira, eu e o Pedro temos tudo sob controle”

Não tínhamos, mas ainda tínhamos 6 meses.

Março 2018

“Mãe, estive a pensar e acho que no dia do casamento, como é à tarde, podíamos levantar-nos cedo, e íamos fazer um brunch a qualquer lado, ou arranjar alguém que nos venha cá a casa fazer um brunch. Ou eu própria posso organizar um brunch… Faço panquecas, French Toasts, sumo de laranja natural… e lá para as 11 vamos ao cabeleireiro e então iniciamos o processo, preparar a noiva”

Confesso que não consigo lembrar-me de ter conseguido dizer tudo isto à minha mãe, que estava a conduzir para o cabeleireiro, comigo no lugar do pendura.

Confesso também, que agradeço o facto de ela ser uma bomba que explode antes do tempo. De contrário, julgo que se me tivesse ouvido até ao fim, teria tido um micro enfarte, e a 3 meses do casamento não ia ser muito simpático.

“Ouve lá, tu estás bem? Tu vais acordar cedo para ires para o cabeleireiro minha menina, brunch?? Primeiro não faço ideia o que isso é, segundo nós vamos é abrir a porta de nossa casa, com comida na mesa para os convidados não irem de estômago vazio para o casamento”

Aqui percebi que ia ser uma luta inglória, ela desarmou-me com “não sei o que é um brunch“. Para piorar, eu sei que numa luta com a minha mãe, mesmo que eu ganhe ela é sempre a vencedora.

Maio 2018

“Meus meninos, vocês já têm tudo organizado? Timmings dos fotógrafos? Cerimónia pronta? Eu vejo-vos demasiado calmos para quem casa em pouco menos de um mês! A Meninha, tem de organizar a agenda dela! Todas as tias estão em compasso de espera porque vocês não dizem horas. O Sr. Henriques, diz que vem ter a nossa casa e que come por lá qualquer coisa. A tia Dália já ligou, para saber se vai haver comida em nossa casa…”

“Então, e a ideia do brunch? Nós e as damas de honor, a comer bastante logo pela manhã para nos aguentarmos todo o dia??”

Pronto a minha mãe aqui, morreu um bocadinho por dentro. Olhou para mim, como se eu fosse um caso sem solução. Respirou fundo, olhou para mim e disse: “Escolhe outro dia para essa coisa, no dia do teu casamento, tu vais estar com os sentimentos à flor da pele. No dia do teu casamento tu vai nem vais ter tempo para pensar um brunchs. Tu vais estar nervosa e stressada, para que tudo corra bem. A comida nem te vai descer”

Eu absorvi aquilo, como absorvo os meus pequenos almoços de fim de semana. Calmamente.

16 Junho 2018

“Andreia, ainda demoras para irmos provar os vestidos?”

“Não, estou a chegar. A Sofia ’tá doente. Tínhamos planeado levar-te, depois dos vestidos a um brunch. Vamos as duas?”

Ideia tentadora, mas estávamos só as duas, e durante a tarde era a minha despedida de solteira…

“Não. Ou vamos todas, ou não vai ninguém”

23 de Junho 2018

6h da manhã

Acordei com um martelar tresloucado mesmo por cima da minha cabeça, luzes acesas. Olhei para o relógio e pensei “O que é que aconteceu?”

Levantei-me para ir à casa-de-banho, encontrei-me com o meu pai no corredor. Trocamos um olhar silencioso, mas que me diz muito… diz: “a mãe já anda a 1100/h”. Entrei na casa-de-banho dois minutos depois, a cabeça mais bonita de todas, com os olhos mais maternais que eu conheço, aparece-me na casa de banho e diz: “Bom dia!!! dormiste bem??”

“Não, tu meteste a porcaria da máquina a lavar” assim, bruta e fria… O que poderia eu fazer?? Era verdade, ela tinha-me prometido calma… eram 6h da manhã, já estávamos todos acordados… mais valia termos ido todos para o brunch

Hmpf… Voltei para a cama, dormi mais duas horas. Levantei-me, fui acordar o meu pai, como já não fazia à algum tempo.

Tomei um pequeno almoço, com muito açúcar. Fui para o cabeleireiro, estive com as minhas primas, e comi mais meia bola de Berlim. Voltei a casa, vieram os fotógrafos e a maquiadora, e um caixa de miniaturas de bolos.

Vesti-me, tirei um milhão de fotos. Estive com todos os convidados, que souberam da “casa aberta” e ainda cortei broa com o meu vestido vestido.

Às 14h saímos de casa.

Não tive um brunch, propriamente dito, mas tive uma manhã cheia de pessoas e muita comida, desde doces a salgados! Bendita manhã de casamento, e mãe que não faltou com nada!

0207-IMG_7092-180623-ar-mid.jpg

FRENCH TOAST DA ANGIE
O que vais precisar?

  • 100ml de leite;
  • 1 ovo;
  • 1/2 colher de café de canela;
  • 1/2 colher de sopa de açúcar;
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 20gr de chocolate negro;
  • 2 fatias de pão de forma;

Como vais fazer?

  1. Num prato de sopa colocas, o leite, a canela, o açúcar e o ovo, mexes tudo muito bem;
  2. Coloca uma frigideira anti aderente ao lume e a colher de manteiga para esta derreter.
  3. Mergulha o pão no preparado anterior, de um lado e do outro, bem ensopado, e coloca na frigideira (como se estivesses a fazer rabanadas, mas com muito menos gordura);
  4. Repete o processo para a outra fatia de pão;
  5. Quando ambas estiverem tostadas, não queimadas, de ambos os lados, colocas o chocolate sobre uma fatia e cobre com a outro fatia;
  6. Deixas tostar mais um bocadinho de cada lado e serve;

De manhã começa o dia…

IMG_20180823_103402

IMG_20180823_103431

Natal e rabanadas… no forno!

Decidi que de hoje até ao natal vou fazer post’s, somente relacionados com o Natal. Ou seja, receitas natalícias e historias a combinar. Já estás a enjoar? Como é possível? Eu tenho um fascínio incomensurável pelo Natal. Vários são os motivos, sendo que o melhor de todos é a onda de boa vontade e caridade que se sente nesta altura. Todos temos a sensação de que o mundo é realmente afável e cheio de pessoas boas. Falsa sensação, será? Eu não acredito nisso. Acredito sim, que muitas pessoas têm a doçura tão escondida que só sobe à superfície quando ouvem as musicas natalícias. Ou então, quando na televisão aprece alguém a viver em baixo da ponte, e cuja refeição de natal não passa de uma marmita oferecida pelos voluntários do Natal. Todos aqueles que se decidem por um natal diferente, onde a regra não é estar em família, mas sim ajudar o próximo. São imagens tocantes, principalmente quando assistes a isto enquanto estás sentada à lareira a comer a bela da rabanada e as luzes estão todas acesas… Eu fui ensinada, pela minha crença, que o nascimento do menino Jesus é uma época de esperança, de união. De conforto. No entanto, a sociedade banaliza muito e acaba por se esquecer de passar os verdadeiros motivos dos festejos, recordando somente a parte do consumismo. Eu quando era miúda agia praticamente da mesma maneira, passava horas a pensar na carta ao Pai Natal. Quais os brinquedos, tendo inclusivamente pesadelos porque me tinha esquecido de mencionar que queria a boneca dos arrotos e não só o carrinho de bebé… ou então o facto de o pobre Pai Natal não ter forma de trazer a minha bicicleta pela chaminé abaixo… Contudo o meu pai, que lia sempre as minhas cartas e as corrigia antes de irem para o Polo Norte, mencionava-me sempre a importância de referir o quão sensibilizada eu estava com a fome e a tristeza dos que têm nada. Eu achava aquilo uma perda de tempo, mas se a intenção era conseguir entregar a carta a tempo, que fosse. Eu escrevia. Hoje olho para traz,e penso que a intenção dele era alertar-me para a realidade do mundo. Até porque o Pai Natal sabe de tudo, sabe se te portas bem ou mal… Com os anos, fui absorvendo aquele primeiro paragrafo da minha carta ao Pai Natal e hoje sei, que o Pai Natal não pode fazer grande coisa pelo pobre que vai dormir debaixo da ponte. Contudo, descobri que o Pai Natal e o menino Jesus juntos, podem ajudar o comum mortal a tornar a ceia do pobre muito mais quentinha. Como a que nós fazemos nas nossas casa. Por isso é que eu gosto tanto do espírito natalício, todos somos invadidos pelo tsunami da ajuda ao próximo e aprendemos a pensar no primeiro paragrafo como uma realidade que cabe a todos nós ajudar a ultrapassar, e não ao Pai Natal. Por isso hoje, decidi agradecer a todas as pessoas que fazem o magnifico trabalho, de oferecer Natal aos que dificilmente sabem em que dia estamos. Obrigada. São pessoas como vocês que me fazem acreditar que o Natal não é só uma época de consumismo, é uma época de amor e entreajuda. Se eu me sinto mal por não fazer o mesmo? Não. Sinto que se durante o resto do ano eu puder ajudar, dando-me aos que precisam de mim, posso tirar umas ferias na noite de Natal. Chorar feita maluca, porque os outros estão a ser uns anjos, comer a minha rabanada quentinha e ao mesmo tempo rezar para que no próximo ano não se restrinjam à noite de natal. Ok, e ser egoísta porque não troco o meu lugar à lareira por uma noite nas ruas com os que precisam… Obrigada do fundo do coração, a todos os voluntários do Natal. Vocês são realmente especiais. Por falar em rabanadas… RABANADAS DE FORNO O que vais  precisar?

  • pão recesso. Pode ser cacete, ou pão normal com alguns dias
  • Açúcar qb;
  • 1l de leite (magro ou meio gordo)
  • 2 ovos batidos
  • 1 pau de canela
  • 1 casca de limão
  • canela em pó q.b.
  • manteiga/margarina para untar

Como vais fazer?

  1. Corta o pão em fatias com 1cm de espessura;
  2. leva ao lume o leite com 5 colheres de sopa de açúcar,  pau de canela e a casca de limão;
  3. Quando o leite estiver prestes a ferver retira-o do lume e deixa arrefecer;
  4. Bate 2 ovos e assim que conseguires colocar 1 dedo dentro do leite, adiciona os ovos e mexe, com ajuda de uma varinha;
  5. Liga o forno nos 200º;
  6. Untar uma forma com uma boa quantidade de manteiga ou margarina;
  7. Ensopa o pão no preparado e leva ao forno;
  8. Quando começarem a ganhar cor, retira-as e dispõe num prato;
  9. Polvilha-as com canela e açúcar;
  10. Se resistires, óptimo para a tua coxa, se não conseguires. Come-as ainda quentes que é de chorar por mais!

WP_20141128_17_50_47_Pro WP_20141128_18_03_17_Pro