Hygge de frango

Sabes quando chegas a casa e a lareira está acesa, e lá fora está um frio do caraças?

Sabes quando te deitas em conchinha, com a tua pessoa, e adormeces num sono tão profundo que te sabe como se tivesses dormido uma vida?

Sabes aquele abraço que vem sem contar. Que chega e te envolve e tu libertas tantas feromonas, que te sentes a pessoa mais feliz do mundo?

Sabes quando te enroscas no sofá com um cobertor, meião quente, divides uma tigela de pipocas, na TV passa um filme qualquer e lá fora chove um mundo inteiro?

A sensação que tenho quando imagino estas imagens, chama-se Hygge. É uma palavra dinamarquesa. Não tem tradução direta para português. No entanto, eu traduzo Hygge como conforto. Isto porque, eu acredito piamente que o ser humano só é feliz, quando está confortável. Ninguém de sanidade, é capaz de ser feliz numa situação desconfortável. E se somos felizes numa situação desconfortável, é porque estamos confortáveis com o desconfortável. Portanto, Hygge, (HUGA como se diz) é o conforto.

O conforto é o que precisamos muitas vezes no outono e inverno. Nestas épocas somos mais tristes, somos mais moles. Precisamos de mais mimo. Precisamos de lareiras acesas, de abraços sem contar, de poder enroscar. Precisamos de fazer conchinha. Nesta época do ano, temos necessidade de procurar a felicidade que é tantas vezes espontânea na primavera e no verão, principalmente porque os dias são gigantes.

No outono e no inverno, acabamos a tentar compensar, muitas vezes em comida, o que não vem espontaneamente. Mas até a comida, tem de ser mais quente, mais saborosa. Só uma salada não chega. Porque está frio, porque está a chover (nem por isso), porque estou a trabalhar e já é de noite.  Nesta altura do ano, procuramos o conforto quase tanto, como no verão procuramos água. É uma necessidade.

Na verdade, para mim o conforto é uma necessidade.

Faz uns dias, andava a visitar uns blogues e deparei-me com uma receita de frango. A verdade é que a foto daquela receita de frango, tirou-me de onde estava e sentou-me na minha mesa da cozinha, a jantar com o Pedro, enquanto o Sheldon, do outro lado da barricada aguarda, que um de nós lhe ceda um momento de degustação. E aquilo soube-me a conforto, soube-me a amor. Aquilo soube-me a Hygge.

Eu adoro, mesmo de verdade, chegar a casa e iniciar todo o processo de preparação da única refeição aceitável que faço e ingiro durante o dia. Na verdade eu acho que se me medissem os níveis de feromonas nesta altura, quase que os podiam comparar (menos um pedaço) com os que eu liberto quando o Pedro me dá um abraço.

Eu sou realmente uma pessoa feliz, na minha cozinha no terceiro andar.

Sou tão feliz, que nas minhas viagens de regresso a casa, faço duas tabelas na minha cabeça, uma com ingredientes das receitas, outra com ingredientes da dispensa e frigorifico. Quando subi ao terceiro andar, e depois de 10minutos ininterruptos de mimos vindos de um orelhudo, acabo a vestir o meu avental, ligar o rádio e mão à obra. O resultado foi diferente do da receita original, até porque mudei alguns ingredientes, mas confesso que já repeti varias vezes, e em todas elas compreendo o porquê de haver necessidade de se ter uma única palavra para descrever o conforto da felicidade!

Viva o conforto/felicidade/Hygge

 

Cheesy Chicken and Brocolli

Eu substituí os brócolos por esparregado, substituí a maionese e o alho, por molho de Alho da Calvé. Substituí o queijo cheddar por mozzarela ralado. Tubes crescent Rolls, eu usei massa folhada.

  • Basicamente é cozer um peito de frango, cortar em cubinhos, e numa taça misturar o frango, com natas, com molho de alho, queijo e esparregado, formando um recheio.
  • Abrir a massa folhada, colocar-lhe o recheio, fechar o embrulho e levar ao forno.

Qualquer dúvida diz, que se eu conseguir eu ajudo. Mas experimenta de verdade, é realmente muito bom!

 

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Irmãos, e ingredientes…

Versão Portuguesa

Eu gosto muitas coisas, doces, salgadas e ate mesmo sensaboronas. Enfim, uma extensível lista de coisas. No entanto existe um tipo de carne, que eu gosto muito de trabalhar. O frango, não só por ser, baixo em gordura, mas também, porque é uma carne que me sabe muito bem. Então de quando em vez faço misturas estrambólicas, que me fazem chegar a bons pitéus. Pelo menos segundo o meu paladar. Hoje trago uma receita de empadas de frango e maçã, mas antes de chegar à receita, quero falar um bocadinho de uns “alguéns” que me assolaram, enquanto eu desenvolvia esta receita. Os meus irmãos.

Ora vejamos, esta receita como já disse, tem frango e maça mas também tem massa folhada… Estes três ingredientes, fazem-me lembrar o tipo de irmãos que eu tenho.

O frango, é a Marta. Calma Marta, isto tem uma razão de ser. Sabes o conceito de galinhas no galinheiro, todas picam, todas são barulhentas, mas na hora de proteger quem vai ser apanhado, todas se encobrem. Eu e a Marta somos um bocadinho assim, pegamo-nos, estrebuchamos, eu parti-te um dedo e tu partiste-me um dente… No entanto, nem tu sabes viver sem mim nem eu sem ti. Todos os dias arranjamos motivo para ligar à outra, nem que seja para dizer asneiras, ou fazer badalhoquices como só tu sabes. Nesta minha receita, o frango traz a riqueza de uma refeição completa.

A maçã. Segundo reza a história, Newton estava sentado debaixo de uma macieira, quando uma maçã lhe caiu na cabeça e o fez ser um iluminado da teoria da gravidade. A Andreia é esta maçã, que me caiu não na cabeça, mas numa fase de mudança da vida. É aquele irmão, com o qual eu não tenho qualquer relação de sangue, no entanto adaptou-se tão bem ao meu feitio e eu ao dela, que podemos passar 2 meses sem nos vermos, que sabemos que quando nos voltarmos a encontrar nada mudou na nossa relação. A verdade é que eu aprendi a ver um mundo muito diferente do meu, através da Andreia. Nesta receita, a maçã traz a leveza e ao mesmo tempo a consolidação de sabores.

A massa folhada. Eu não sei se sabes como é feita a massa folhada, então é assim, ingrediente principal, manteiga. Muita manteiga. Depois de bem assada a massa folhada fica estaladiça e por camadas, mas a não ser que lhe arranques um bocado, ela não se desfaz. Este é aquele amigo-irmão que tu tens que sabes que se o mundo desmoronar, ele vai encontrar algo de positivo. É aquele irmão, que tu escolheste mas só te apercebes da resistência dos laços com ele quando o mundo desaba, e nada demove a vossa ligação. É um irmão, que à semelhança dos outros dois, não muda, e quando te liga é para dizer asneirada da grossa e perceber se estás bem. Este meu irmão é o Diogo. Nesta receita, a massa folhada traz as calorias, ninguém se apercebe do erro desta receita saudável, até chegar ao fim e lembrar-se que comeu massa folhada.

Os irmãos são isto, são a riqueza, o equilíbrio e a loucura dos momentos equilibrados. São os irmãos que nos ajudam a formar personalidade, que nos ajudam a saber lutar e a dizer asneiras. São os irmão que tanto nos protegem como nos dizem que somos ridículos. São os irmãos, que quando mais ninguém quiser saber de nós, vão ligar e aparecer, para nos ajudar a sair do buraco.

Por isso eu quero agradecer aos meus irmãos, pela relação que tenho com eles e por estarem lá, quando ou outros desaparecem!

Feliz dia dos irmãos!

PS: Quanto ao resto dos ingredientes que compõem esta receita, e que tornam toda a receita ainda mais saborosa (tomates e pickles), confesso que para mim são os meus pais e o Pedro. Porque o frango a massa e a maçã, só surtem o efeito incrível, porque estes os tomates e os pickles me fazem apaziguar o coração!

English Version

I like many things, sweet, salty and even unflavored. To be truth, it’s an extensible list of things. However there is a kind of meat, which I love working. Chicken, not only because it’s low in fat, but also because it’s a meat that, for me tastes very well. So, from time to time I do strange mixtures that make me reach delicacies. At least according to my taste. Today I bring you a recipe of chicken and apple pies, but before I get to the recipe, I want to talk a bit about the somebodies that struck me as I developed this recipe. My brothers.

Let’s face it, this recipe as I said, has chicken and apple but also has puf pastry. These three ingredients, remind me of the kind of brothers I have.

The chicken is the Marta. Calm down Marta, this has a reason for being. You know the concept of chickens in the henhouse, all pink, all noisy, but when time comes, to pick ne, they protect each other. Me and Martha are a bit like that we fight, we cry, I broke you a finger and you broke me a tooth … But none lives without the other. Every day we find a reason to call to the other, even if only to say stupid things, or do nasty things as only you know. In this recipe, the chicken brings the richness of a full meal.

The Apple. According to the story, Newton was sitting under an apple tree when an apple fell on his head and made him be an illuminated of the theory of gravity. Andreia is this apple, that did not fall on my head, but on a time my life was changing. It’s that brother, with whom I have no blood relationship, but adapts so well to my style and I to hers, we can go two months without seeing ourselves, we know that when we turn to find each other, nothing has changed in our relationship. The truth is that I learned to see a very different world from mine, by Andreia. In this recipe, apple bring the lightness and simultaneously consolidating flavors.

The puff pastry. I do not know if you know how to bake puff pastry, just to clear minds, mais ingredient is butter. Lots of butter. After well baked the pastry is crisp and with layers, but unless you take a bite, it does not fall apart. This is that friend-brother that you have, and that you know, that even if the worlds is falling apart, he will find something positive. It’s that brother, that you have chosen but you only realize the resistance of ties with him when the world falls apart, and nothing thwarts your connection. It’s a brother who, like the other two, does not change, and when he calls is to say nasty things and make sure you’re ok. This is my brother Diogo. In this recipe, the puff pastry brings the calories, and one only realizes the error of this recipe when reached the end and remember that ate puff pastry.

Brothers are this, the richness, balance, and madness of balanced moments. Brothers help us form personality, which help us to know how to fight and say stupid things. Brothers both protect us and tell us that we are ridiculous. It’s brother, when we  feel alone, after everybody turn their back, who will call and appear in order for us to get out of black hole.

So I want to thank my brothers, the relationship I have with them and being there when  others disappear!

Happy Brother’s day!

PS: As for the rest of the ingredients in this recipe, that’s makes it all even more tasty recipe (Tomatoes and Pickles), I confess that for me are my parents and Pedro. Because the chicken puff pastry and apple, only reach the incredible effect, because tomatoes and pickles make me in peace with my heart!

FOLHADO DE FRANGO E MAÇÃ (8 folhados)

O que vais precisar?

  • 2 Rolos de massa folhada;
  • 3 Maças;
  • 2 bifes de peito de frango;
  • 1 Tomate picado;
  • 1 Colher de sopa de pickles igualmente picados
  • 1 Colher de sobremesa de Molho Inglês;
  • 2 Colheres de sopa de rabo de boi;
  • 1,5 Copo de vinho Branco;

Como vais fazer?

  1. Descasca as maçãs, coze-as e faz um puré. Reserva;
  2. Corta o peito de frango aos cubos;
  3. mistura, a sopa de rabo de boi, ao vinho;
  4. Numa Wook, coloca um fio de azeite, e quando estiver quente, coloca o frango, o molho inglês, o tomate e os pickles. Dá umas voltas para os ingredientes de misturarem e adiciona a mistura do vinho com o rabo de boi, e deixa cozinhar o frango. Se estiver a ficar sem liquido adiciona mais vinho e vai tendo sempre em atenção ao sabor. Desliga o lume, quando o frango estiver cozinhado e o molho, reduzido.
  5. Deixa arrefecer o frango;
  6. Divide cada rolo de massa folhada em quatro, e coloca um bocadinho de frango e por cima cobre com o puré de maçã. Fecha a empada e pincela com ovo. Faz o mesmo com os restantes 7;
  7. Leva ao forno, previamente aquecido, deixa cozinha bem a massa folhada.
  8. Retira e serve!

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Passar pela vida…

Versão Portuguesa

Não, eu hoje não trago uma historia. Não trago. Tenho tido uma vida comum, sem alegrias insanas e muito menos tristezas profundas. Como tal tenho passado pelos dias. No outro dia, ouvi que passar pelos dias é triste. Eu não acho isso, acho que as vezes, temos de passar pelos dias para saber dar valor quando estamos a viver os dias. Como tal, estes últimos dias tenho passado pelos dias. Qual é o sabor?? Honestamente acho que é um sabor suave. Algo que metemos à boca, sabe bem, mas não sabe a fogo de artificio. Algo que comemos e à partida sabemos que não vai assentar nas coxas. No entanto, não é algo completamente livre de culpa. Porque passar pelos dias, traz também um sentimento de culpa. A culpa, de não aproveitarmos os dias como devíamos. A culpa de não valorizar devidamente o facto de estarmos vivos…

Para mim passar pelos dias, sabe a empadas de frango e pimento. O frango e o pimento, são o sabor da suavidade, o sabor que é bom,mas não explode. Já a massa das empadas, massa folhada, sabe a culpa. A culpa da manteiga que está intrincada…

Em suma, tenho passado pelos dias, mas hoje nem resisti à cozinha, nem resisti ao blog. Hoje é o meu último dia, a passar pelos dias. Amanhã volto a ser a Angélica!

English version

No, there’s no story today. For the last days, I have had an ordinary life without insane joys nor deep sorrows. So I’ve been passing thru the days. One of this days, I heard that pass by days is a sad way to live life. I do not think so, I think that sometimes we have to get along with days to be able to appreciate when we are living days. So, these last few days I have spent the days. What is the taste?? Honestly I think it’s a soft flavor. Something that we eat that tastes good, but do not bring fireworks. Something we eat and for sure we know that it won’t rest on the thighs. However, it is not something completely free of guilt. Cause, going through the day, also brings a sense of guilt. The guilt, of not living the days as we should. The guilt of not doing what the best of for living…

For me going through the days tastes like chicken and pepper pie. The chicken and peppers, are the taste of softness, the flavor is good, but does not explode. The doe of pies, puff pastry, taste to guilt. Guilt of so much butter in it …

In short, I have living thru days, but today I couldn’t resist the kitchen nor resisted the blog. Today was my last day, living thru life, tomorrow I became Angelica again!

 

EMPADAS DE FRANGO E PIMENTOS

O que vais precisar?

  • 500gr de carne de frango picada;
  • 3 pimentos pequeninos (selecção do Lidl), eu usei um laranja, um vermelho e um amarelo;
  • Alho em pó 1 colher de sopa;
  • Azeite qb;
  • Oregãos qb;
  • Sal a gosto;
  • Massa folhada (eu usei dois rolos);
  • Pimentão vermelho;
  • 1 cerveja;

Como vais fazer?

  1. Assa os pimentos, na boca do fogão assa-os retira-lhes a pele e corta-os aos bocadinhos pequeninos;
  2. Coloca uma pequena panela ao lume, cobre com azeite, quando estiver quente adiciona os pimentos, o alho, e a carne;
  3. Dá uma volta à carne, e adiciona a cerveja e os restantes condimentos. Deixa o sal para o fim;
  4. Deixa cozinhar a carne, e quando estiver a ficar sem calda, e se a carne ainda não estiver cozinhada adiciona um pouco de água.
  5. Antes de desligares o lume, verifica o sabor da carne e se precisa de um pouquinho de sal.
  6. Abre a massa folhada e divide em rectângulos;
  7. Quando a carne tiver arrefecido um pouco, adiciona em cima da massa folha e faz um rolinho. Repete o processo até ficares sem carne/ massa folhada. Eu fiz 16!
  8. Leva ao forno, para assar a massa folhada, primeiro quente por baixo, depois quente por cima, para alourar a massa folhada.
  9. Retira do forno, deixa arrefecer, e come-os pela vida…

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Picada pelo bicho da preguiça….

Versão Portuguesa

Antes de qualquer paragrafo, quero justificar que não fiz post nenhum a semana passada porque fui mordida pelo bicho da preguiça. Foi tudo muito rápido. Eu estava em mim e depois já não estava em mim. Eu arrastei-me até ao computador, mas depois não consegui. Parece que ainda sinto os efeitos da picada. Julgo que foi durante a noite… Estava eu concentrada no meu mundo romântico, que é como quem diz nos meus sonhos pouco recomendáveis, e eis que fui picada. Na verdade eu não senti nada, mas eu sei que fui picada, porque essa é a forma dos bichos nos infetarem de veneno. Alem disso no dia seguinte, eu estava “que nem podia”, expressão que aprendi não sei onde, mas que adoro aplicar. Resumidamente, estive o dia todo a jiboiar*, menos na cozinha.

No domingo calhou-me a mim ser a sopeira de serviço. Sopeira sim, porque eu até um creme de ervilhas fiz. Enfim, tratei do almoço e do lanche ajantarado de todos cá em casa. Ao almoço, fiz bifes de peru recheados. Enquanto os fazia, pensei que era mesmo uma boa receita para colocar no blog, se ficassem saborosos. Porem, como já expliquei comecei a sentir os efeitos da picadela do bicho da preguiça. Iniciei assim o ritual de jiboiar, fui do sofá para o quarto e depois novamente para o sofá e novamente para o quarto… Foi precisamente isto, numa tarde de 7h, passei o tempo todo a preguiçar e a exercitar as pernas, movimentando-me de ninho para ninho… Quando tomei consciência da parvoeira, já era fim de tarde e nem o blog estava actualizado, nem eu estava satisfeita. Por isso, para libertar frustrações, acabei novamente na cozinha… Que rico domingo.

Para bem/mal de mim, na segunda feira encontrei o world baking day da Vaqueiro, não resisti à dormência que já começava a sentir nas extremidades, e como muitos outro, participei com uma receita e uma dedicatória, que é praticamente o que faço neste espaço. Ou seja tenho andado a semana com ideia que fiz o meu post da semana, até porque nas redes sociais a minha tarte aparece com cara de nova receita de blog…

Já agora, por favor se tiveres oportunidade passa lá no site e vota, que o prémio dava-me muito jeito, para bater fantasticas claras em castelo. Ou então desenvolver a minha capacidade de fazer suspiros… http://www.vaqueiro.pt/worldbakingday2015#campaign-frame=/receita/965ff375-b562-46bc-8167-d909f6bcb924

(ps: para votar, carrega-se onde diz vote aqui!)

*jiboiar- passar o dia de barriga para o ar sem fazer nada de útil

English version

Before any paragraph, I have to say that I didn’t post anything last week because I was bitten by the bug of laziness. It was all very fast. I was in me then was no longer me. I dragged myself to the computer, but then I couldn’t do a thing. It seems that I still feel the effects of the bite. I think it was at night … I was dreaming with my romantic world, meaning that I was evolved on a not so talkable dream, suddenly I was bitten. Actually I did not feel anything, but I know I was stung, because that’s the way bugs inject the venom. In addition, the next day, I was drunk with laziness except in the kitchen.

Sunday was my day to be the cooker. Anyway, I took care of lunch and early supper. At lunch, I stuffed turkey steaks. While doing them, I thought it was a good recipe to put on the blog, if they were tasty. However, as I explained I began to feel the effects of the bite. So I started my snuggling ritual, going from the couch to the bedroom and then back to the couch and back to the room … It was precisely this, on a 7hour afternoon, I spent all the time to laze around and exercise my legs, walking myself from nest to nest … When I became aware of such stupidity, it was too late and the blog was not updated, nor was I pleased. Therefore, to release frustrations, I went back in to the kitchen … What a Sunday.

For good / bad, on Monday I found the world baking day of Vaqueiro, I could not resist the numbness on my fingers, and like many others, attended with a recipe and an inscription, which is pretty much what I do in this space. Unfortunately this gave me the impression of having written a post here, because on social networks my pie appears facing like a new blog revenue, that’s also why during the week i haven’t write a piece.

By the way, please if you have chance going there on the site and vote, the award is a kitchen robot that helps the world mixing the most amazing egg whites. Or even will help me develop my ability to make meringue nests … http://www.vaqueiro.pt/worldbakingday2015#campaign-frame=/receita/965ff375-b562-46bc-8167-d909f6bcb924

(Ps: to vote, is loaded when clicking where it says vote here!)

 

BIFES DE FRANGO RECHEADOS

O que vais precisar?

  • 1 bife de frango por pessoa;
  • Queijo cheddar, duas fatias por bife;
  • Cogumelos portobello/marron, 3 por pessoa;
  • 3 dentes de alho;
  • Natas para bifes;
  • Queijo mozarella fresco
  • azeite, sal, pimenta, qb.

Como vais fazer?

  1. Tritura os cogumelos com o alho, formando uma pasta;
  2. Numa frigideira, sem ponta de gordura, coloca a pasta dos cogumelos, para desidratar, até não ver mais água;
  3. Assim que pronto reserva;
  4. Bate com o martelo de carne, nos bifes para que fiquem mais finos e mais esticados;
  5. Assim que pronto coloca sobre o bife as duas fatias de queijo e por cima a pasta de cogumelos;
  6. Enrola bem e com um palito prende; Repete o processo para todos os bifes;
  7. Liga novamente a frigideira e coloca 1/2 colheres de azeite;
  8. Assim que estiver quente, frita os bifes enrolados, por 3 minutos;
  9. Assim que prontos reserva e adiciona aos sucos sobrantes na frigideira, as natas para bifes, 1 copo de vinho branco e um caldo de bifes;
  10. Assim que o molho reduzir e engrossar reserva;
  11. Pega numa assadeira e unta com um pouco de azeite, dispõe os rolinhos todos, rega com o molho e cobre os bifes com o queijo mozarella;
  12. Leva ao forno por 15minutos;
  13. Assim que pronto serve acompanhado de batatas fritas ou arroz branco.

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Este campo de batalha hoje cheira a caril

Foi assim sem aviso prévio, que a minha casa se tornou num campo de batalha… foi quase tão rápido como a decisão de elaborar um caril de frango para o almoço. Sobre isso conto no fim, agora sobre o campo de batalha… vou contar agora.

Cá em casa, habita um animal de 4 patas chamado Leo. O Leo veio para cá ainda pequenino, tipo 2 meses, tivemos inclusivamente de o alimentar com leite em pó para ele ganhar barreiras de protecção. Em suma foi como se um grupo de 4 adultos acabassem de adoptar um bebé. Imagina só a loucura… Os anos passaram, mais precisamente 4 anos passaram e o Leo, palavras da veterinária, não é um cão é uma flor de estufa com a ideia que é pessoa. Ou seja é um cão viciado em pessoas e que não acha piada nenhuma a outros animais. Tornou-se mimado e depressivo sempre que houve um não. Eu compreendo, também contribui para a dependência deste cão. Acontece que pensei sobre como resolver esta drama, arranjar outro cão estava fora de questão, um já chega. Foi então que comecei a pensar em papagaios. Ah e tal eles até comunicam e provavelmente o Leo ia achar piada a ter uma ave verde a falar para ele. Para mal dos meus pecados, os papagaios são um negocio de luxo, ou seja são caros como tudo, ainda “namorei” alguns, mas sempre que lia a etiqueta do preço via-me obrigada a recorrer a uma fatia de bolo para esquecer a tristeza. Foi então que num bonito dia de feira, encontrei o B, ele era lindo um pássaro incrível, um Agaporne azul, apaixonei-me e acabei por o trazer para casa. Sabes aquela sensação de, “ah tenho uma coisa nova…”, foi tão bom… Até que cheguei a casa e o Leo não achou piada nenhuma, inclusivamente achou que aquilo era para ser comido. Note-se que isto é comportamento de gato. Enfim, coloquei-o numa gaiola, alimentei-o falei-lhe meiguinho e apercebi-me da ciumeira estampada no olhar do Leo, mas achei que era tudo invenção da minha cabeça. Não era… no dia seguinte tive de sair de casa durante o dia e quando voltei descobri que o Leo se atirou contra a gaiola, a porta desta abriu e o B voou… que depressão… Ora a minha mãe que se apercebeu do fascínio que eu ganhei pelo B, decidiu que estava na hora de o substituir. Daí a passar a ter em casa um casal de Agapornes, um casal de Mandarins e um cão que mais parece um gato, foi tipo num piscar de olhos. Sim é verdade, esta gente vive toda em minha casa, esta gente toda mais 3 adultos, sendo eu um desses adultos. Eu sei, “nas quintas vivem mais criaturas e tudo funciona”. Tá bem, mas nas quintas não vive o Leo, cujo cognome é o carente.

Tu não fazes ideia da batalha que se transformou a minha casa nas primeiras 3 semanas de habituação, eram os pássaros a querer fugir da gaiola, era o Leo a ladrar e a lamber os beiços virado para as gaiolas, eram os Agapornes a criarem toda uma relação amorosa… Foi caótico e stressante. Foi quase como entrar nas trincheiras da primeira guerra mundial, em vez de lama era comida de pássaro e em vez de canhões era o latido histérico do Leo. Que canseira.

A sorte foi que da mesma maneira que isto se tornou caótico, também isto começou a acalmar. O Leo continua a lamber os beiços quando os pássaros trocam de piar, mas já não lhes dá tanta atenção. Inclusivamente aprendeu que a limpeza das gaiolas não é momento para a presença dele. Quanto aos pássaros, os mandarins construíram ninho e já não tentam fugir da gaiola, o Agapornes andam constantemente ou pegados ou tão enamorados que até assusta.

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Posso com isto concluir, que finalmente posso novamente, dedicar-me ao que eu tanto gosto de fazer, invenções na cozinha. Foi imbuída deste espírito que hoje experimentei uma coisa que há tanto penso em fazer e nunca tive oportunidade, Caril de frango! isto é quase desumano, tenho eu duas famílias distintas de aves, e mesmo assim continuo a ser consumidora assídua de aves… Isto é uma questão de ética. Eu não dou frango aos meus pássaros e também não me alimento de pássaros. E como diria a Jéssica Simpson: “O atum é o frango do mar”. Logo isto é quase uma refeição de peixe e eu não tenho peixes em casa… por agora.

CARIL DE FRANGO (3 PESSOAS)

O que vais precisar?

  • 3 pedaços de frango
  • 1 chalota cortada em pedaços pequenos
  • 1 dente de alho cortado em pedaços pequenos
  • 1 colher de sopa de azeite
  • 1 colher de sopa de óleo
  • 3 colheres de sopa de caril em pó
  • 1 colher de chá de raspa de gengibre
  • 3 colheres de chá de açafrão
  • 400ml de leite de coco
  • 1 copo de vinho branco
  • Sal e pimenta a gosto

Como vais fazer?

  1. Num tacho colocas o azeite, o óleo, a chalota e o dente de alho, e deixas refogar;
  2. Adicionas o frango e todos os outros condimentos, menos o leite de coco;
  3. Deixa ganhar paladar e quando começar a levantar fervura, adicionas o leite de coco;
  4. Deixa cozinhar bem o frango neste molho, e assim que ao picares o frango o vires a começar esfarripar, está na altura de apagar o lume
  5. Serve acompanhado de arroz branco seco, tipo basmati.

Bom proveito

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