Natal a 100%…

Os meus últimos dias têm sido caótico. De tal forma, que me senti quase como a Lucy, no filme Lucy, não pelos intrincados, mas pela capacidade de usar o cérebro a 100%. Sim eu sei, eu não usei o cérebro a 100%, mas vi-me obrigada a usar os meus 10% a 100%, (de notar que não se usa só 10% do cérebro, contudo para o filme que se segue, esta afirmação é plausível).

Estamos a 17 de Dezembro, dia em que fiz um post sobre um quiz de Natal. Este dia, correu sem percalços, normalíssimo. Pacifico. Contudo, com o nervoso miudinho de estar prestes a entrar na casa dos 27… Bolas, canseira! O dia acabou e o começou dia 18. O dia 18, é o dia de aniversário da Sof’s a irmã do meu mais que tudo, fomos até Braga cantar-lhe os parabéns. Porque ela até é uma boa menina. Contudo devo relembrar que a distancia entre Espinho e Braga é de aproximadamente 50km, ou seja 4 pessoas meteram-se no carro, percorreram 50km com intuito de cantar parabéns a 1 pessoa… Se isto não é um ato de amor e natalício, mostrem-me os vossos caixotes do lixo. A festa acabou e regressamos a casa. Pelo caminho, entramos no dia 19 de Dezembro, também conhecido pelo aniversário da Angélica. Foi uma alegria. O namoradão e os pais do namoradão, cantaram os parabéns. O telemóvel começou a tocar… Eu estava delirante, e cheia de sono, porque já passava em muito do meu horário de recolher. Nessa noite, deitei-me tarde… Vá eu agora com 27, aprendi a valorizar o conceito de dormir. Cá em casa, é para acordar cedo, e eu tenho de seguir as regras, logo o ideal é deitar-me cedo… Coisa que não aconteceu e às 8h da matina, tinha o Pai, a Mãe e o Leo a cantar-me parabéns e a acordar-me numa festa só. Eu adoro este momento anual, mas eu tinha tanto sono… Escusado será dizer que já não dormi mais, porque a pessoa faz anos, mas tem trabalho para fazer. Esse dia foi especialmente cheio de trabalho. Tratar dos afazeres do FasSopa, levar a Marta aos domicílios, enfim um autocarro de coisas. Tudo seria normal, não fosse o facto de durante o caminho para um desses domicílios, um Yorkshire ter decidido atravessar-se no meio do meu caro. Podia ter morrido… mas não, ao que parece eles sabem o que fazer quando a roda traseira de um carro lhes passa por cima, ou seja depois de 2h de exames no veterinário, descobrimos que o bicho estava só em estado de choque e com uma infecção que passaria ao fim da toma de corticoides. Ou seja, o meu aniversário não estava perdido. De tal forma, que à noite todos rumaram a minha casa para festejar o facto de eu ser uma miúda de 27 anos. Foi bom e saboroso e acho que não me importava de fazer anos todos os dias. Contudo teria de controlar melhor o festejo, porque novamente deitei-me tarde e no dia seguinte acordei antes do galo cantar para o dia que se avizinhava. Ida ao médico, festa de família da Sof’s, jantar de Natal com os amigos… Sim, isto aconteceu tudo no mesmo dia. O meu cérebro martelava, mas ás tantas começo a funcionar a um ritmo quase alucinante… até que adormeço a meio da tarde no sofá… Isto não me fez chegar tarde aos compromissos, por isso: “Ura Ura, tudo correu como previsto”. Ou então não, porque o Pedro repetiu algumas vezes:”terra chama Angélica”, durante o jantar.

Estamos portanto em sábado à noite, e eu a pensar, domingo de manha, recupero horas de sono. Foi então que a Andreia achou por bem informar que o comboio dela saía às 9h da manha. Eu estive quase a ter um ataque de stress traumático, por carência de sono. Contudo, consegui controlar os meus neurónios e dormi 5h e fui levar a Andreia ao comboio. Estava tão sedada, que agora pensando bem, devia parecer uma maluquinha… Domingo de manha, roupa de ir ao ginásio, cabelo mal amanhado e cedi aos meus pais que quiseram ir tomar o pequeno almoço fora… EU FUI ASSIM. Acho que ninguém me viu nesses trajos, porque não me recordo de questões do tipo: “Que se passa contigo? Que ar andrajoso é esse?”.

No domingo, para alem do pequeno-almoço, tive almoço de família, e ainda aniversário de uma tia. Estamos precisamente no 4º dia de festa. Tudo poderia ficar por aqui, não tivesse eu ido ontem ao médico, recebido noticias do tipo positivas: “Boa, o teu esforço está a funcionar”. À noite fomos cantar os parabéns via Skype ao Paulinho. Oyeah,5 dias de festa.

Hoje é dia 23, hoje é dia de preparação para a festa do ano, o Natal. Eu ainda estou a ressacar dos últimos 5 dias e já se avizinham mais 2?!?!?! Bolas, esta época do ano é fenomenal mas tão desgastante… Quem se queixa é Antoinette, a minha balança. Tem nome francês, por se tratar do meu único exemplar a gritar: “Olha a linha Angélica!”. Todos sabemos que os franceses se preocupam bastante com a aparência física. Ou então, têm todos um fantástico metabolismo, porque é difícil encontrar um francês gordo.

Em resumo, 7 dias de festa, com interrupção de um dia… se isto não obriga os teus 10% de cérebro a trabalhar a 100%… Então o que obriga?! Um exercício de betão armado?! Provavelmente… Mas tanta festa, também obriga o cérebro a funcionar, de contrario como me apresentaria eu nos festejos?! Do tipo classe zumbi?!

Pronto, a verdade é que 5 já passaram e agora vem aí o tão esperado Natal!!! Só de pensar na mesa do Natal babo, ou pelo menos, as minhas papilas gustativas rejubilam. Eu prometi que durante a época natalícia só traria receitas natalícias, e hoje contei a complicação dos meus últimos dias. Ou seja a minha receita de hoje é um nadinha mais complicada que o costume, mas vou tentar deixar de forma a perceberes bem.

Antes de passar a essa receita, quero deixar uma mensagem a todos os que vêm cá ler as minhas insanidades.

Desejo, do fundo do coração, que o frio que está na rua não chegue ao centro do teu Natal. Que sejas abençoado com a melhor companhia. Se estás sozinho, lembra-te sempre, Maria e José andavam sozinhos, barrigudos e com um burrinho, e na noite de natal, foram abençoados pelo espírito de todos os que se encontravam em redor.

Um Santo e Feliz Natal!

Deixo aqui uma foto de todos aqueles que de alguma maneira ou de outra, fizeram parte dos contos deste blog. Ou seja o meu postal de Natal.

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SERICAIA DE ELVAS (receita de restaunet)

O que vais precisar?

  • 450gr de açúcar;
  • 120gr de farinha sem fermento;
  • 10 ovos;
  • 600ml de leite;
  • 250ml de água;
  • Casca de meio limão;
  • Canela em pó q.b.

Como vais fazer?

  1. Faz uma calda, fervendo o açúcar com a água e a casca de limão. Tens de atingir o ponto de fio. Ou seja, quando levantas a colher de pau a calda cai em fio, sem interrupção;
  2. Num outro fervedor coloca a farinha e o leite, mistura com a varinha de contrario esta mistura fica grumosa. Leva ao lume até ficar bem consistente;
  3. Quando ambos os fervedores, atingirem os objectivos propostos, junta tudo num, mistura bem e volta a levar ao lume. e mexe, ate se tornar numa massa bem misturada. Tira do lume e deixa arrefecer;
  4. Divide as claras das gemas, e bate as claras em castelo.
  5. Bate as gemas e adiciona o preparado que estava a arrefecer. Provavelmente ainda está quente, por isso tens de ter cuidado a misturas as gemas com o preparado, para não cozer as gemas. Mistura tudo;
  6. Adiciona as claras à massa anterior e mexe bem, mas sem ser muito rápido, para a massa ficar arejada;
  7. Unta um prato grande em barro com manteiga, verte a massa para dentro e leva ao forno a 250º. Quando começar a ganhar cor, tapa com papel de alumínio e coze até começarem a abrir fissuras na massa;
  8. Retira, deixa arrefecer e ser.

Eu tive de fazer duas porque o meu prato não era grande o suficiente, e só tenho foto da pequena. Se contigo acontecer o mesmo, ou corta nas quantidades ou divide por várias travessas de barro.

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Actualização de brownies!

Acho que já deu para perceber, que a maioria das coisas que aqui escrevo, têm personagens extra a mim. Quero com isto dizer, que as histórias que partilho trazem sempre um outro ser vivo… Ou seja, o Leo, os pássaros, a minha família, o Rui, os meus amigos… Enfim, eu incluo todos aqueles que de alguma forma vão acabar relacionados com aquilo que cozinho. Até porque eu sempre ouvi dizer que “diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és” e “tu és o que comes”. Ora fazendo um bolinho com estes dois podemos ter, “diz-me com quem andas, dir-te-ei o que comes”. Não sejamos, menos próprios, isto está associado a quem se senta à mesa contigo. Sim porque, é muito complicado, pelo menos para mim, fazer uma refeição sozinha…

Pois bem, a personagem que trago hoje é a Andreia. Ontem falei do facto de ela e a Raquel terem feito anos a semana passada. Eu fiz um bolo para festejar foi um sábado incrivel. Contudo, a vida continuou e a Andreia tem uma espécie de veia cigana. Não me interpretes mal. Eu acho realmente incrivel o facto de os ciganos terem festas de casamento de verdade. Três dias de casamento, com muita poupa e circunstancia. O George Clooney pela certa baseou-se na etnia cigana para festejar o seu próprio casamento. A Andreia é mais ou menos assim. A Andreia fez anos na sexta, mas como esteve num congresso, não pode fazer grande festa, então reservou, o sábado, o domingo, a segunda e a terça, para os festejos (afinal ela faz mais festa que num casamento cigano).

No sábado, foi a festa que te falei ontem. No domingo foi almoço cá em casa e não contente pediu se eu fazia o obséquio de fazer bolo de anos para os amigos de Lisboa.

Vejamos, eu não sou interesseira, mas pensar que os meus bolinhos chegam à Capital, fez-me vibrar internamente… Resumidamente, aceitei logo tratar dos bolinhos para os amigos de Lisboa. Fiz os brownies que aprendi com a Nigella. Pensei que sendo um sucesso cá, no estrangeiro seria um sucesso maior… O estrangeiro é Lisboa…

Pois bem, na segunda a Andreia zarpou para Lisboa com os brownies. Eu fiquei em Espinho à espera do telefonema que fazia uma espécie de review dos brownies. Esperei… Esperei… e foi então que ela ligou para dizer que no laboratório todos gostaram. Respirei fundo e pensei, já só falta a festa de amanhã… Bolas porque faz ela tanto festejo… são 26 anos…

(Amigos da Andreia do laboratório, e da cafetaria, que estejam a ler isto, espero mesmo que não tenham sido bondosos em dizer que os brownies eram bons. Eu sou forte e aguento as criticas negativas… Afinal os meus maiores críticos são o meu pai e o meu namorado…)

Esperei, liguei. Esperei, liguei.

Chegou finalmente o momento da ultima festa.

A Andreia joga à bola com um grupo de rapazes. Ela toda a vida foi futebolista, e andava com coceira no pé para poder voltar a jogar. Quando surgiu a oportunidade de jogar com os “meninos do IMM” (se estiver a cometer um erro diz!) não perdeu tempo. Encheu os pulmões de ar e foi enfrentar as feras. Todas as vezes que cá vem, um dia é para falar do futebol e dos “meninos do IMM” que a tratam muito bem. Que aprendeu a ser caceteira com eles. Enfim, maus hábitos que deixam a minha mãe a roçar o desgostoso…. Pois bem, ontem ela fez a festa com eles, e prometeu sem me consultar, que eu vinha a este meu cantinho, falar deles. Ao que tudo indica os brownies também foram um sucesso entre eles. (Novamente espero não ter sido enganada, porque isto é um espaço idóneo)

Resumidamente, eu estou aqui para republicar a receita dos brownies, e caso pretendam esclarecimentos é contactar. Caso queiram um carregamento, contactem. Pela certa, hei-de encontrar uma solução de fazer os brownies chegarem ao destino.

https://angiecloudsdisappear.wordpress.com/2013/06/25/piramide-de-brownies/

PS: não tenho fotos, porque mal os brownies secaram, a Andreia guardou-os para ninguém os roubar.

PS2: Obrigada aos meninos do IMM, às meninas da cafetaria e aos colegas do laboratório, por tomarem conta da nossa Andreia enquanto ela vagueia pela Capital.