Churros a quanto obrigas….

Versão Portuguesa

Existe uma coisa, que ainda hoje, depois de tentar treinar a boca, continuo a não conseguir resistir. Churros!!

Para mim o churro, é a decadência veraneia. E porquê? Porque durante muitos anos, as barracas de farturas e churros só existiam nas festas populares. Eu vivo numa cidade à beira mar e nós temos pelo menos 4 festas populares no ano, toda a festa popular acontece no verão. Ou seja, quando chega o S. Pedro, o S. João, a Senhora do Mar ou a Nossa Senhora d’Ajuda, eu começo a sofrer de desejos. Exactamente como as grávidas sentem durante os 9 meses de gravidez. Acontece que eu graças a Deus, só tenho estes desejos uma vez durante toda a semana de festa, e dou-me à preguiça de me deslocar de casa até à banca das farturas e pedir um churro… Por isso ando a semana toda a pedir ao meu pai para lá passar, e quando deixa de colar peço à minha mãe e quando nem esta me vale (coisa que dificilmente acontece) fico em casa a definhar e a sonhar com o churro. Eu sei que isto soa a insanidade pura, tens vontade, vais lá. O problema é que sempre que eu faço o caminho para a barraca das farturas, ouço o meu cérebro a tentar aconselhar-me:” Tu não ganhas juízo”, “amanha rebolas”, “ui as tuas coxas vão ficar a nadar em gordura”…. Estas frases do meu cérebro são super cruéis, não me demovem, de maneira alguma, a chegar à barraca das farturas. Contudo, quando finalmente chego à barraca sinto-me gigante. Para piorar dificilmente tenho coragem de me lambuzar com a fartura, trago-a no saco até casa. É ridículo, eu sei, mas quando eu como uma fartura em publico, já aconteceu eu admito e era das recheadas, sinto que todo o mundo para as suas actividade para olhar para mim e dizer:”Olha para aquela a lambuzar-se à grande com uma fartura!!!”. Eu vivo este drama durante o verão. O problema maior ainda está mesmo no facto, de praticamente sempre, no dia a seguir a comer a fartura está óptimo tempo para desnudar (com restrições) o corpo na praia. Novamente, a sensação que tenho é que todos os olhos estagnam em mim e dizem “olha, aquela comeu um churro ontem…. Ou então foi mesmo uma fartura recheada”. Resumidamente, já não me levanto da toalha, fico o resto do dia depressiva, e prometo a mim mesmo que não vou repetir… Mas 2 semanas depois, começa a nova festa popular e tudo volta ao inicio….

Imagina que receita trago hoje?!?! Exactamente, churros.

English Version

There is one thing that even today, after trying to train mys mouth, I still can’t resist. Churros !!

For me churro is the summer confort food. Why? Because for many years, churros caravan’s only existed in festivals. I live in a city by the seashore and we have at least four festivals in the year, all the festival takes place in the summer. That is, when it comes St. Peter, St. John, Sea Lady or Our Lady of Help, I start to suffer from desires. Just like a pregnant women feels during the 9 months of pregnancy. Turns out I thank God, I only have these desires once during the feast of weeks, and during this desire moment I suffer from pure sloth and can’t move outside to buy churro’s … So I ask, during the entire week my father to go there, and when he forget’s I ask my mother and when neither she remenber’s (which hardly happens) I stay at home to languish and to dream of the churro. I know this sounds like pure insanity. The problem is that whenever I do the way to the tent of churro’s, I hear my brain trying to advise me: “You have not won judgment”, “your thighs will get so fat” …. These phrases of my brain are super cruel, but do not remove me from my path, to get to the tent of churros. However, when finally I get to see the giant tent I feel huge. To make matters worse, I hardly have the courage to smear me with plenty, I bring the bag  home. It’s ridiculous, I know, but when I eat one in public, it has happened and I admit it was churro stuffed with chocolate, I feel that the whole world, stop their activity to look at me and say, “Look at that eating so foundly that churro!!! “. I live this drama during the summer. The biggest problem is still the same in fact, almost always, the day after eating the churro is great time to strip (with restrictions) the body on the beach. Again, the feeling I have is that all eyes stagnate at me and say “look at that one, she must have eaten a churro yesterday …. Or it was a stuffed churro”. Briefly, I no longer get up the towel, get the rest of the day depressive, and I promise myself that I will not repeat … But two weeks later, starts the new festival and everything goes back to the beginning ….

Imagine what I bring today?!?! Exactly, churros.

CHURROS (receita continente magazine)

O que vais precisar?

  • 1 chávena de água;
  • 1 chávena de farinha;
  • 2 colheres de sopa de óleo;
  • 2 colheres de sopa de açúcar
  • sal q.b.

Como vais fazer?

  1. Liga a frigideira para o óleo ficar bem quente;
  2. Num fervedor coloca todos os ingredientes menos a farinha, leva ao lume;
  3. Quando o o preparado anterior começar a ferver, retira do lume e adiciona a farinha.
  4. Mistura muito bem com uma colher de pau até formar uma bola de massa;
  5. Coloca num saco de pasteleiro com um bico em estrela, dos bem largos;
  6. Espreme do saco de pasteleiro directamente para o óleo bem quente;
  7. Deixa fritar bem, escorre e adiciona canela e açúcar em pó;

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Sangria de S. Pedro

De hoje a um mês vou estar provavelmente com uma mega enxaqueca. Bem disposta, contente, rabugenta e com enxaquecas. Tu perguntas-te:” Ah e tal porque vais estar com esse mix de sentimentos?” e eu respondo:”Santos Populares”.

Eu sou uma acérrima fã do mês de Junho, do cheiro a sardinha, que na verdade me traz um bifinho de peru grelhado. As saladas de pimento, as musicas populares, as marchas. Tudo, é uma festa. Eu vivo este mês com tanta intensidade que este ano já ando com a minha mãe a preparar a nossa garagem para a mega sardinhada de S. Pedro.

Pois bem, em Lisboa vibra-se com o Santo António, eu vibro com os casamentos de Santo António e com as marchas. No porto vive-se o S. João. O S. João é tão rapioqueiro, tanta gente na rua, tanta musica entre Porto e Gaia, o cheiro das sardinhadas e da cerveja ressequida (esta parte remonta-me à queima e isso é outro assunto). Porém na minha cidade, à beira mar plantada, vive-se intensamente o S. Pedro. Em minha casa, fazemos uma sardinhada, com tudo a que se tem direito, até a sobremesas da Angie Clouds, ah e o fadinho que o meu pai não consegue parar de pedir até eu ceder. Depois vamos ver o fogo, os meus amigos que não podem vir à sardinhada vêm às sobremesas. Tão bom, tanta alegria, tanta música da rádio festival. Eu fico numa excitação tal que pareço uma menina. O meu namorado passa a vida a a suspirar que já não me pode ouvir falar da festa. Ele não gosta muito da confusão, mas como sabe que eu adoro, esforça-se para me acompanhar.

Enfim, isto vem tudo a propósito de hoje estar no carro quando começou uma musica muito engraçada da Amália, “Sr. extraterrestre”. Não sei porquê, mas a musica não me sai da cabeça e é típica de santos populares, por isso enquanto a musica tocava pensei que poderia dedicar um post, a uma coisa muito típica das sardinhadas de cá de casa, a Sangria! Eu sou alérgica ao álcool, tão alérgica que me torno um zombie quando bebo álcool, contudo, arranjei uma imagem de marca que por acaso tem álcool. A Sangria da Angie Clouds. Sempre que há festas cá em casa ou entre amigos a Sangria não pode faltar.  Por isso vou dar-te a receita e como elemento de fundo, para entrares já no ambiente dos Santos Populares, vou deixar o extraterrestre da Amália e uma das musicas portuguesas mais famosas no que toca a santos populares.

SANGRIA BY ANGIE CLOUDS

O que vais precisar?

  • 1 garrafa de espumante rosé
  • meia garrafa de gasosa
  • meia garrafa de sumo de laranja
  • 2 cervejas
  • Fruta variada
  • Açúcar q.b.
  • 1 pau de canela
  • Folhas de hortelã fresca
  • Gelo

Como vais fazer?

  1. Corta a fruta em cubo. Lava bem a fruta e não tires a casca;
  2. Numa vasilha coloca os líquidos todos, a fruta cortada, o gelo o pau de canela e as folhas de hortelã;
  3. Adiciona o açúcar a gosto. o ideal é ires provando. Mas não proves na medida copo, prova na medida colher, de contrário pode dar-se que quando estiver bom de açúcar não está bom de quantidade de bebida.

Bebe, canta e dança. O santos estão aí à porta e são incríveis!!!

Imagemhttps://www.youtube.com/watch?v=RbNdD8CFTYg

 

Ps: lembrei-me agora mesmo, o Miguel Araújo no seu novo CD também tem uma musica muito boa, chama-se Romaria das festas de Santa Eufémia. Descreve muito bem a loucura dos Santos populares!!