Salame de chocolate…

Sabes aqueles momentos em que tens oportunidade de provar pela primeira vez o melhor doce do mundo e acabas contigo a pedir o mais simples e conhecido?? Tanto eu como a Sofia sabemos.

Estivemos recentemente de férias no Algarve. Demos muitas voltas, e fizemos muitas caminhadas, principalmente para chegar à praia, que fica no fundo de uma falésia. No entanto para o que vou contar, estes momentos de cross, são altamente irrelevantes.

Pois bem, Algarve, muitas voltas. Numa dessas voltas, fomos até Portimão. A dona Alice, mãe do Pedro, adora não só Portimão, como a casa Isabel. Um salão de chá com doces algarvios e conventuais. O sitio é lindo, apesar de por falta de sorte nossa, no dia em que lá fomos, o que mais havia eram crianças coladas à montra. Quando digo coladas é a lamber a montra. Não quero ser mal interpretadas, eu adoro crianças, no entanto faz-me alguma espécie, quando estão aos gritos num espaço pequeno e a lamber as montras. Aparentemente só me fez confusão a mim e à menina que nos atendia, porque a mãe estava calmamente a lanchar….

Pois bem, Portimão, casa da Isabel. Hora do lanche. Todos fomos tentar ver qual o bolo, sim porque não te consegues dissociar dos bolos, ou seja o lanche tem de ser um, ou mais. Cada um escolheu o que mais queria, no entanto para alem do Sr. Rui que se encontrava a guardar mentalmente o pedido de cada um, mais ninguém sabia o que o outro ia lanchar. Resumindo, quando a menina chegou à mesa todos ficamos a olhar para os doces uns dos outros. Eu escolhi um coco. Podia ter escolhido um Dom Rodrigo, se o tivesse visto, mas como ja disse não dava para ver bem a montra. A dona Alice escolher uma espécie de barriga de freira, o Sr. Rui um Dom Rodrigo, para meu bem, não se importou de me deixar provar. O Pedro escolheu uma nata e a Sofia, uma fatia de salame de chocolate. Vejamos, uma casa de doces conventuais, com bolos de todas as espécies e feitios, muitos deles com chocolate, mas a Sofia escolheu salame. Eu devo ter ficado com ar de perplexa, que ela disse logo:”que foi? eu adoro salame. Não sei porque nunca fizeste”. Neste momento, eu senti-me um bocado como o Barney Stinson, só não disse a famosa frase “chalenge accepted“. Confesso que rapidamente me esqueci da escolha dela. A única coisa que me passava pela cabeça era, quais são mesmo os ingrediente? Tu já fizeste isto noutra altura.

Em resumo, num sitio com tanta escolha, onde a Sofia ou eu poderíamos ter comido dos mais elaborados doces escolhemos coisas mundanas. Ela ficou satisfeita, eu mais ou menos, para piorar não me saía o salame da cabeça. não por vontade de o comer, mas por vontade de o fazer.

Esta semana, depois de uma dia de trabalho, cheguei a casa, tirei todos os ingrediente e atirei-me à confecção de salame. Muito simples e aparentemente, o cacau em pó puro fez as delicias da Sofia.

English Version

You know those times when you have opportunity to taste on of the best cakes in the world but you end up asking for the simplest that you know?? Both me and Sofia, we know it.

Recently, we went on holiday to Algarve. We end up doing a lot of walks, especially to get to the beach, which is down a cliff. However for what I have to tell, walks are irrelevant, but tour about Algarve, ain’t that irrelevant. Specially the one that took us to Portimão

Ms Alice, Pedro’s mom, loves not only Portimão, but tea house “Casa da Isabel”. A tea house with Algarvian and “doces conventuais”*. The place is beautiful, although for our bad luck on the day we went there, there were a lot of children glued to the shop window. When I say glued I mean locking it. Don’t take me wrong, I love children, but it gets to me, when they scream in a small place and in addiction they lick things. Apparently, this was only bad for me and the girl that was serving us, because the mother was quietly snacking…

So, Portimão, “casa da Isabel”. Tea time. We all went to the shop window, trying to choose best cake, yes cake, because if you go there you want to try one. Each of us selected the one he wanted, besides Mr. Rui who was mentally storing the request of each, no one knew what the other was going to eat. In short, when the girl arrived at the table we were all looking at each other sweets. I chose a coconut cake. I could have chosen a Don Rodrigo, if I had seen it, but as I already told I couldn’t see well the showcase. Ms Alice chose a kind of “barriga de freira”, Mr. Rui a Don Rodrigo, for my own good he did not care to let me try. Pedro chose a custard cream cake and Sofia, a slice of chocolate salami. Let’s see, a house of “doces conventuais”, with cakes of all kinds and sizes, many with chocolate, but Sofia chose chocolate salami. I must looked puzzled, becauseSofia said, “What? I love salami I do not know why you have never done it..” At this time, I felt a bit like Barney Stinson, whit is favorite quote “challenge accepted”. I must say that I quickly forgot of her choice. The only thing on my mind was, what are the ingredient? You’ve done this before.

In short, a place with so much to choose, where Sofia or I could have eaten the most elaborate, mouthwatering cake, we chose regular cakes. She was pleased, me… well not so much, to make matters worse salami’s recipe didn’t get out of my mind. Not by the will to eat but by the will to do so.

This week, after a day of work, I got home, picked all the ingredients, and started my salami. A very simple recipe and apparently pure cocoa powder made the delights of Sofia.

 

*doces conventuais – a long time ago, in Portuguese convents, nun’s use to have a lot of yolks, since they used white to iron their closes. So they started to create sweets based with yolks and sugar, a lot of it. In Portugal most of typical sweet, from regions, are invented by nuns, so they have a lot of yolks and sugar. This is why we call it “doces conventuais”. Translated by word, convent sweets.

SALAME DE CHOCOLATE

O que vais precisar?

  • 100gr de manteiga à temperatura ambiente;
  • 100gr de açúcar;
  • 2 ovos;
  • 100gr de chocolate em pó;
  • 200gr de bolacha maria;

Como fazer?

  1. Trituras grosseiramente as bolachas;
  2. Num recipiente colocas todos os ingrediente menos a bolacha;
  3. Quando a mistura estiver homogénea, adicionas a bolacha e misturas com uma colher de pau;
  4. esticas uma folha de papel de alumínio de 30 por 30 (cm) e uma folha de papel vegetal da mesma dimensão;
  5. Sobrepões o papel vegetal ao papel de alumínio e coloca a massa em cima sob o comprido, enrola e faz um cilindro;
  6. Leva ao frigorífico e em 2h está pronto a comer!

 

14215159_10154260022237529_1026248967_o14233546_10154260025287529_604330701_o

 

Anúncios

Na pérola do Atlântico, com bolo do caco

Qual é a melhor parte do Verão? Vá, tenta lá adivinhar…. Eu ajudo. FÉRIAS!

Exactamente, a melhor parte do verão, são as férias. Do meu ponto de vista, umas boas férias incluem, uma boa companhia, um bom pouso e coisas novas para ver e saborear. Ora aqui a sortuda do pedaço, companhia muito boa já tem, faltava tudo resto. Foi então, que num volte face, conseguiu o pacote completo, e meteu-se num avião a caminho da pérola do atlântico.

Primeiro momento de estranheza. Apanhas um avião em Portugal, voas para Portugal e em momento nenhum te perguntam: “Quer um café?”. Muito pelo contrário a questão feita é:”Voulez-vous un café?”. IUP, só francês. Como a duração da viagem entre o Porto e o Jardim, é igual à duração da viagem entre o Porto e Paris, eu questionei-me se teria apanhado o voo certo.

Ao que parece, sim. Isto porque, quando olhei pela pequena janela do avião e vi uma asa fora da pista, e que parecia que rasgava o mar, entendi que não estava em Paris.

Dizem os entendidos no assunto, que a Madeira é um jardim. Não estão em nada equivocados, mas mais do que ser um jardim, é um bosque encantado. Não houve nada mais estranho, do que andar a passear a Ilha, e às tantas, entre crisântemos e hortênsias, aparecem nuvens, brancas e fofinhas, como as dos desenhos animados. Nós ali, dentro de um carro, numa estrada onde mal cabiam dois carros, com um GPS que nunca nos deixou ficar mal e que sem aviso prévio mostra um aviso de erro… “Estou perdido” era o que o GPS queria dizer… E agora? Eu passei a informação ao Pedro, que mais uma vez, descansado da vida responde:” Relaxa, à pouco o GPS falava em 8 km, ainda só fizemos 2, são mais 6 por aqui”. Honestamente, acho que ele está a começar a ficar com o síndrome de Arsénio (o meu pai), que tem o depósito prestes a acender a luz, e continua a insistir que ainda dá para mais 100km… Enfim, o Pedro tinha razão mais 6 km pelo caminho e chegamos a um novo lugar. Para melhorar, o GPS encontrou-se!

Outra das sensação incríveis que se tem, é de que num único dia, conseguimos apanhar todas as estações do ano. Não no mesmo sitio, é certo, mas andando de um lado para o outro. Ora chove aqui, andam-se 10km, já não chove mas faz frio, mais 10km, já não faz frio está calor…. Enfim, se numa ilha com uma área de 801km2 não há consenso entre o tempo, porque haveria de haver consenso com o continente?

Outro dos momentos estranhos, é o facto de nós sermos portugueses de gema, eles serem portugueses e no entanto, dificilmente se dirigiam a nós em português. 2 opções, ou nós temos cara de espanhóis/ingleses, ou então os madeirenses querem tanto agradar que se esquecem da própria origem.

Aqui está outra coisa, a vontade que têm de agradar. Não vou dizer no Funchal, porque é muito turístico e chegam a abusar do deslumbre dos turistas, mas vou falar dos outros sítios em que estivemos. As pessoas são realmente atenciosas e simpáticas e combinam em muito com a paisagem. Até porque, são precisamente essas pessoas que tornam a paisagem tão soberba. Foram varias as pessoas, que vimos a tratar das cantarias em flor. Se no continente as cantarias são em pedra, ali não, ali são a continuação das levadas. São arbustos em flor que encontramos aos longo das estradas. Realmente, a madeira é bucólica e cheia de beleza natural.

Existem realmente experiências que são para ser vividas, lugares para ser conhecidos. Eu tive por 5 dias, a experiência de visitar um sitio, lindo, viver memorias incríveis e mais importante, ter uma companhia como sempre à altura do desafio. Se quero lá voltar? claro que sim, mas só depois de conhecer outros destinos da minha lista de viagens. Alem disso, tenho receio de voltar a viver a desilusão da casinha das bonecas na Disney. A primeira vez, é fenomenal, a segunda são bonecas a cantar e na terceira já só queres que aquele carrinho corra para o fim.

IMG_1892

A receita que trago é Bolo do Caco. Nós comemos muito, com manteiga de alho e eu achei por bem aprender a fazer. Nunca se sabe, quando vou necessitar de impressionar alguém com cozinhados típicos portugueses.

BOLO DO CACO (para 4)

O que vais precisar?

  • 350gr de farinha + extra, caso a massa fique muito liquida;
  • 250gr de batata doce descascada, cozida e a água onde foi cozida;
  • 1 solher de café de sal marinho;
  • 8gr de fermento de padeiro;

Como vais fazer?

Vou deixar aqui o video, que me ensinou a fazer.

Ele fala em 15minutos para levedar, eu deixei 4h. As receitas originais falam em 2/3h, podendo ficar a noite toda.

https://youtu.be/Ra5Jy_q-244

WP_20150822_19_17_17_Pro

WP_20150822_19_17_22_Pro WP_20150822_19_17_25_Pro

Uma semana em terrenos de sua Majestade!

Desde a minha primeira aula de inglês, que tenho um sonho. Visitar Londres. Às tantas, ponderei  não só visitar como habitar. Ser um imigrante em Inglaterra. De tal forma que quando disse, ao fim de 18 anos a sonhar com a corrente semana, aos meus pais que ia  passar uma semana a Londres, a ideia deles voo para:” mas vais para ficar?” Eu disse que secalhar, muito descontraidamente. A sensação que tive, foi que os meus pais ficaram com um nó na garganta. Contudo não cederam, e deixaram os dias passar.

Isto aconteceu à cerca de 2 meses.

Os preparativos continuaram, e rapidamente chegamos a dia 16 de Novembro. O chamado dia D. O dia pelo qual eu tanto esperava. Eu e o Pedro. Os pais do Pedro levaram-nos ao aeroporto e 2 horas depois aqui estávamos nós em Inglaterra, o país onde a rainha manda, mas o Prime minister tem  sempre uma palavra a dar… O país que pertence à União Europeia, mas tem a sua própria moeda… muito diferente do nosso Euro… Um pais onde cada um sai à rua vestido como bem entende e eu julgo que as únicas pessoas que ficam em choque sou eu e o Pedro. Sim, porque os nossos companheiros de viagem, parece-me que já são mais ingleses que portugueses… tudo porque para eles é normal…

Por falar em companheiros de viagem. Esqueci-me de explicar que viemos para casa do Paulo e da Cátia o primo do Pedro e a namorada. Que são um dos muitos e típicos, casos portugueses que deram tudo para ser profissionais de sucesso, nas suas áreas, mas oportunidades nem vê-las e então decidiram procurar o seu lugar ao sol, na terra onde o sol raramente brilha….

A primeira reacção que tive foi: “oh minha nossa, o Paulo conduz contra a mão…”. A segunda foi: “oh meu Deus, todos conduzem contra a mão”. Depois de me ambientar, ou pelo menos explicar ao meu cérebro desleixo que na Inglaterra tudo funciona assim, descontraí, relaxei e vivi uma semana incrivel.

Quero ressalvar que comecei a escrever isto num starbucks (dos muitos que existem) em Fleet, e estou a acabar no meu escritório. Ou seja qualquer mudança temporal entre estou e estive é puramente realismo do texto!

Pois bem. Fleet é uma cidade engraçada, que às 6 da tarde se torna um lugar fantasma… Tudo fecha.

De Fleet, fomos a Aldershot, uma cidade maioritariamente habitada por Nepaleses. Tinham um Lidl. Fiquei satisfeita, mas ou o meu sotaque é horrível, ou os ingleses são pretensiosos, porque na minha cabeça soava igual ao que eles diziam, mas eles não percebiam. Neste mesmo dia, ofereci, aos donos da casa um jantar made by Angie Clouds, que é o que vou partilhar hoje.

No dia seguinte, os rapazes, tomaram o pequeno almoço britânico. Depois de tantos anos a passar férias em Albufeira, ainda não tinha conhecimento do aspecto da REFEIÇÃO… Eu recusei-me e ainda bem, porque de tarde fomos conhecer Reding, e o Pedro e o Paulo andaram empanturrados o dia todo… Afinal o Paulo ainda não é Britânico. Reding é uma cidade muito engraçada, e tem uma Anne Summers, ou seja tive de a retirar da minha lista de Londres, porque a visitei em Reding. Que loja incrivel. Aviso já que é de elevado teor sexual e direccionada para mulheres de muito bom gosto. Pelo menos é a minha opinião pessoal. Quero ressalvar, que neste dia compramos uma caixa de donuts, incríveis.

Com isto estou na terça-feira, dia 18 de Novembro. À noite o Pedro ainda sofria por causa do pequeno almoço.

Na quarta-feira fomos pela primeira vez a Londres. A cidade é magnífica e tem um peso histórico que se sente no ar que se respira. Aproveitamos este dia para fazer o famoso tour turistico. Westminster, China town, Picadilli, Soho, Covent Garden e ao fim do dia, quando as pernas estavam menos vivas que a lua que no acompanhava desde as 5 da tarde, acabamos a caminhar pelo London Bridge city Pier, em direção a Tower bidge. Foi um dia melhor do que imaginava, e ainda que a minha excursão achasse impossível eu ver tudo o que tinha planeado para aquele dia. O Pedro bem disse: “com a Angélica vocês vêm, ela não pára para comer. Nós em três dias vimos Madrid, e só usamos o metro no ultimo dia…”. Verdade seja dita, eu só parei porque a excursão precisava de comer.

De volta a Fleet, e já no dia seguinte, fizemos o merecido descanso. Combinamos porem, um jantar com um colega de trabalho do Paulo. O Paulo e a Cátia decidiram que aquele era o melhor dia para conhecermos um Pub típico e assim foi. A sensação que tive foi:” Estou de volta ao Algarve”, com excepção das baixas temperaturas, que pelos vistos só o nosso grupo sentiu. Isto porque os “nativos” andavam de top’s e t-shirts… Aqui bebi a minha primeira sidra de pêra. todos odiaram, eu adorei!

Na sexta as ferias começavam a tornar-se curtas e estávamos a ficar nostálgicos. O Paulo ficou adoentado, mas conseguimos enfia-lo num carro e ir até Winchester ver a inauguração do natal.

Sábado, voltamos a Londres. Conclui por esta altura, que hora de ponta decorre todo o santo dia de sábado. Gente sem fim. Metro cheio, autocarros atravancados, ruas inundadas. Enfim. Neste dia fomos ao Madame Tussaud, ao museu de historia natural, a Portobello Road e ao seu famoso mercado, que aparece no filme Notting Hill e quando voltávamos para casa, fomos à Winter Wonderland, na zona de Kensington. Pelo meio ficamos sem um bilhete de transportes. Contudo, o que seriam umas ferias sem perder alguma coisa?

No domingo estávamos de volta. O Pedro trazia o coração apertado, por ter deixado o primo-irmão em terras de sua Majestade. Eu trazia o cérebro cheio das bonitas coisas que vimos e fizemos. Claro que é sempre difícil despedir dos amigos, mas sabendo que estão bem, só temos de pensar positivo.

Em resumo, foi uma semana incrivel, deu para o Pedro matar saudades e deu para nós descomprimirmos. Contudo, atrasou o meu blog e por isso peço desculpa se cá vieste saber de novidades…. andava em Inglaterra a entrar no espírito natalício. Sim, porque na rádio, passam muitas musicas de Natal.

Agradecimentos? Ao Paulo e à Cátia por me receberem tão bem como receberam o Pedro. Obrigada meninos, foi uma boa semana!

O que comemos…

Comida_AutoCollage_12_Images

A excursão…

os4_AutoCollage_7_Images

MASSA E BACON (4pessoas)

O que vais precisar?

  • 600gr de massa crua, seja ela cortada, penne ou parafuso;
  • 1l de molho bechamel;
  • 300gr de cogumelos frescos;
  • 450gr de Bacon em pedaços;
  • Queijo mozarela ralado;
  • meia cebola picada;
  • 1 dente de alho triturados;
  • 4 colheres de azeite;
  • oreganos e sal q.b.;

Como vais fazer?

  1. Põe a massa a cozer, em água e sal;
  2. Numa wook, coloca o azeite o alho e a cebola e deixa refogar;
  3. Quando começar a fervilhar, adiciona os cogumelos cortados em lamina e o Bacon;
  4. Deixa fritar um pouco o bacon e quando a massa estiver Al dente, retira-lhe a água e adiciona-a ao refogado;
  5. envolve bem, coloca sal e oregaos a gosto. Adiciona o queijo mozarela, na quantidade que preferires e ainda meio pacote de bechamel e mistura tudo muito bem;
  6. Coloca o preparado numa assadeira, rega com o restante molho bechamel e leva ao forno para tostar a parte superior;
  7. Serve.

Eu acho que este é um daqueles pratos de conforto. Simples rápido e no frio do inverno, aquece a barriguinha!

 

IMG_0333

 

IMG_0332

IMG_0334

IMG_0337

 

 

Comer castanhas num bar de praia!!!

Chegou o outono!!! Vamos comprar roupa de frio, encher os cestos de lenha. Abastecer a cozinha com castanhas e chocolate, para as bebidas quentes. Tudo porque finalmente chegou o frio… Só que não…

Estamos a 22 de Outubro, em Espinho, Portugal. Estão 23º e só agora o relógio da capela está a dar as 12 badaladas do meio-dia… Ou seja, até às 2h da tarde devemos atingir a módica temperatura de 25º. O mar está flat, pena para os surfistas, óptimo para os desempregados que de resto são uma maioria quando comparados com surfistas ou muitas outras “profissões”. Lá fora, cheira a Verão. Tipo Julho…

Olhando bem para esta descrição sinto-me contente. Contudo, é-me difícil ultrapassar o facto de ser OUTUBRO. Senhor Santo Pedro, Santo das temperaturas e divergência delas. Que mal fez o povo a ti, para durante os meses de verão teres ido de férias para a Lapónia e durante os meses de inverno teres ido até ao Brasil?! Isto está tudo descontrolado… Assim até parece mal comer castanhas assadas… Se bem que nem se sente o cheiro delas, pudera com temperaturas destas não apetece estar em frente a um assador, mas sim de uma arca congeladora a servir gelados…. O problema, é que já não há quase arcas de gelados funcionais, porque o Verão já acabou e agora ninguém quer gelados… A sensação que tenho é que o tempo está a passar pela fase de menopausa que todas as mulheres têm. Quando está frio, abrem janelas porque está um calorão e estão afogueadas. Quando está calor vestem uma malhinha, porque sentem uma correntezinha de ar… Bolas já não me bastou ter apanhado 1001 constipações na fase da minha mãe e da minha tia e agora também o tempo? Começo a ficar depressiva com estas mudanças comportamentais do tempo. Por isso tomei uma decisão. Adaptei-me.

Pedi à minha mãe que comprasse castanhas, temos cobertores de inverno espalhados por todas as divisões. O frigorífico, como de resto todo o ano, está recheado de chocolates. Os meus casacos de inverno estão todos apostos, o inverno nunca se sabe, pode voltar repentinamente. Ok, na rua uso os meus vestidos veraneios, mas ando sempre com uma malhinha, o S. Pedro pode regressar do Brasil a qualquer momento. Mais do que tudo isto, e ultrapassando todas as leis de calor, ASSAMOS CASTANHAS!!!

QUE LOUCURA!!!

Haverá alegria maior do que castanhas assadas em minha casa?! Provavelmente há, mas façamos de conta que não. Cá em casa, quando as castanhas saem do forno, nós temos um comportamento que visto de fora pode parecer estranho… Imagina 4 crianças e um cão, sendo que agora somos 3 crianças e um cão, na expectativa de ter um chocolate em cima da mesa. Cada um quer um quadrado, e mais um…. o cão sente o cheiro também quer. No fim todos estão lambuzados, sorridentes e consolados… Agora Imagina tudo outra vez, com a substituição do chocolate por um tabuleiro de castanhas assadas, e as 3/4 crianças por 3/4 adultos… A reacção é a mesma… se bem que nos tornamos um pouco territoriais, ninguém pode roubar castanha descascada a ninguém… mas toda a gente rouba. Sim, isto acontece cá em casa e agora na versão Outono veraneio, em vez de camisolões de lã, temos t-shirts… em vez de pantufas, temos flip-flop’s…. Que confusão… até o cão anda descontrolado…

Resumindo, a adaptação cá em casa está a acontecer. Comemos castanhas e vamos a um bar de praia chillar. Ou então, deixo aqui a opção de negócio, temporal, servir castanhas assadas num bar de praia!!!

CASTANHAS ASSADAS

O que vais precisar?

  • 1kg de castanhas
  • 2/3 colheres de sopa de sal grosso
  • 1/3 de copo de água

Como vais fazer?

  1. Dá um golpe em cada castanhas;
  2. Coloca-as todas numa assadeira e coloca o sal e a água. Provavelmente não precisas da água toda. a intenção é molhar as castanhas e não deixa-las num mar…
  3. leva ao forno no máximo, e vai mexendo a assadeiras para elas irem assando por todo;
  4. Ao fim de 30 minutos vê se já estão prontas a sair. Tira uma e vê se a pele sai bem. Se não sair deixa ficar mais tempo até elas abrirem bem;
  5. Retira-as do forno, cobre com um pano molhado, aguar 5minutos e serve;

InstagramCapture_5e0c4d84-7613-4633-80b1-f3321f549652

Saborear o maracujá

Esta noite, enquanto tentava reconciliar o sono que me parecia quase perdido, veio-me à mente a primeira vez que saboreie maracujá. Eu digo saboreei, porque existe o comer sem perceber sabores, e existe o saborear. Aquela sensação, que acontece quando te falam em algo e as tuas papilas gustativas disparam malvadamente. Pois bem, nunca mais me poderei esquecer do mítico dia em que percebi o porquê do maracujá ter uma tradução de passion fruit, ou seja, fruto da paixão.

Vou recuar uns 20 anos. Setembro de 1994, Quarteira.

Eu tinha 6 a fazer 7 anos no fim do ano. Estava de férias com os meus pais e a minha irmã, em Albufeira. A minha atual madrinha de crisma, Meninha, tinha chegado à dias com os filhos, sobrinho e marido, para umas bem merecidas férias na Quarteira. Encontramo-nos todos e marcamos um jantar na casa de férias deles, e um jantar na nossa casa de férias. Eu e a minha irmã estávamos excitadíssimas, finalmente íamos poder estar com os nossos amigos pequenos. Fomos até casa deles, brincamos muito, julgo que comemos salmão grelhado, mas não tenho certeza, lembro-me muito bem do momento SOBREMESA. O Duarte, filho da Meninha, pediu a sua sobremesa. Eu não fazia ideia do que era. Aguardei para ver. Se me agrada-se pedia também. A Meninha chegou da cozinha com uma chávena de maracujá. Eu pensei, ah é isso… sim pode ser para mim também. Ela trouxe-me igual. Pela primeira vez saboreie à colherada o maracujá. A sensação que tive foi de júbilo na boca. A doçura e agressividade do sabor fizeram-me arrepiar. Foi indescritível.

O momento acabou, nós voltamos para “nossa casa”. As férias de sol, praia e diabruras continuaram. Contudo o maracujá, nunca mais saiu do meu pensamento. Regressamos a casa, época de escola, e alguns maracujás. Eu comecei a experimentar colocar açúcar, funcionava, mas o sabor original era imbatível.

Os anos passaram e eis que estamos, novamente, em 2014. Ano de tempo louco, pouquíssimo verão, e pelo menos cá em casa pouquíssimo maracujá. Ou seja pela primeira vez, eu não fiz sobremesas com maracujá. Contudo, à umas semanas quando fui até Fátima com o Pedro, e levei piquenique, fiz uma salada de fruta regada com maracujá… os únicos que vi. O resultado foi muito bom, o Pedro pelo menos pareceu-me encantado. Eu senti um prazer incrível por poder saborear o fruto da paixão. Comecei então, a imaginar o que poderia fazer com maracujá.

Esta semana, enquanto andava com a minha mãe a aproveitar os 10% em cartão do continente, passei miraculosamente pelo corredor das conservas e lá estava ele, polpa de maracujá enlatada. Ok, não é o original, mas tem um parecido sabor irresistível. Meti instantaneamente no carrinho, havia de pensar no que fazer.

Ontem comecei a pensar que estava na hora de um post, sobre o quê? A lata de maracujá surgiu-me no cérebro, pensei em contar sobre a fuga do meu agaporne amarelo… mas, parece que as almofadas são mesmo boas conselheiras e quando acordei de manhã, lembrei-me da primeira vez que saboreie maracujá e disse: “é isso, bolo de maracujá!”

Enquanto escrevi este post, ele esteve a crescer no forno, agora que estou a acabar, vou cortar uma fatia pequenina e vou saborear porque verdade seja dita… EU CONTINUO A DIETAR.

BOLO DA PAIXÃO

O que vais precisar?

  • 5 ovos grandes, inteiros;
  • 240gr de açúcar;
  • 170gr de farinha;
  • 50gr de óleo;
  • 20gr de fermento;
  • 100gr de polpa de maracujá sem gracinhas + um bom bocado para ensopar o bolo ;
  • Sementes de papoila qb.

Como vais fazer?

  1. Liga o forno nos 100º;
  2. Numa taça coloca os ingredientes todo menos a semente de papoila. Mexe bem, até envolver a massa toda;
  3. Unta uma forma, com manteiga e polvilhar com farinha;
  4. Cobre o fundo da forma com sementes de papoila. Tapa o fundo;
  5. Verte a massa do bolo e leva ao lume tapado com papel de alumínio, até ficar pronto;
  6. Retira da forma, com o lado das sementes virada para cima;
  7. Com um palito comprido, faz alguns buraco no bolo e rega com a polpa extra. De forma a escorrer pelas paredes do bolo;
  8. Espera que arrefeça e come… ou então come logo. O máximo que pode acontecer é uma mega dor de barriga.

WP_20141009_10_14_18_Pro  WP_20141009_10_16_25_ProWP_20141009_10_16_22_Pro