Incubus em mim…

Em Português

Vejamos… tenho de me confessar. Nas ultimas 3 semanas tenho oferecido a alma de bandeja, ao Incubus. Não é de ânimo leve que faço esta afirmação. Fui possuída de uma forma quase pornográfico. Quase, porque não envolve corpos desnudados, contudo é pornográfico porque oferece ao palato um sensação de regozijo descontrolado.

Eu ainda não expliquei do que se trata, contudo só em pensar, quase cedo à tentação. Reza a história, que Incubus, é uma espécie demoníaca que consome a sua vitimas por meio sexual, depois do “serviço feito”, Incubus segue o seu rumo energizado e a vitima fica entregue à debilidade física. Incubus é do sexo masculina, contudo existe a Sucubus que por seu turno representa o sexo feminino. Eu vejo estas duas criaturas como violadores da alma humana. Não só através do sexo (luxuria) mas, através de qualquer outro pecado, considerado mortal, que nos possa fazer sucumbir aos nossos próprios deleites. Entenda-se por isto, que eu vejo Incubus, nas muitas caixas de chocolate que recebi esta época festiva. Eu fui forte, uma guerreira aguerrida, lutando diariamente contra o canto das sereias. Porem, belo dia esqueci-me dos tampões para o ouvidos… O que aconteceu?! Fui sugada pelo canto das sereias, possuída por Incubus e comi chocolate. Roçou, de forma nada impropria, um momento orgasmico. Contudo, foi altamente prazeroso. O problema, é que Eva quando provou o fruto proibido, não se contentou com um, e para piorar ofereceu a Adão. Ambos foram consumidos pela realidade nua e crua que é o mundo. Eu também, quando comi o primeiro chocolate, não me contentei com ele e comi mais, e ofereci ao Pedro… Foi a desgraça. Ao Pedro, em nada afecta a sua silhueta, já a mim, o mesmo não se pode dizer. 5 meses de dieta, quase, intensa e acabo por cometer uma infracção muito grave.

humpfff…

Hoje estou aqui para me confessar, para dizer que o meu nome é Angélica e estou a ser consumida pelos meandros do cacau. Que fui uma fraca e perdi a minha moeda de 5meses, porque não soube resistir aos encantos do Chocolate. Porém, ainda nada está perdido, depois de 3 quadrados de chocolate de leite da Nestlé, 3 trufas da guylian’s, vou voltar a lutar pelas moedas dos lutadores. Eu vou conseguir novos 5 meses sem chocolate chocolate, porque derivados não contam… Como o bolo de chocolate que fiz no outro dia, que é do tipo simplicíssimo, e vem num dos meus presentes de aniversário. Obrigada Patricia pelo Livro “Bolos”, de E. Bailey, Quimera editores.

Pensando bem… o mal foi feito quando a Patricia me ofereceu os livros… Bolas a minha própria prima está a desencaminhar esta pobre moça…

 English version

Sooo … I have to confess. In the last three weeks, I’ve offered my soul to Incubus. It is not in light mood that I say this. I was possessed in an almost pornographic manner. Almost, because it doesn’t involve naked people, yet it is pornographic because it offers the palate one sense of uncontrolled mirth.

I have not explained what it is about, but just thinking on it, I feel like beeing tempted. The story goes, that Incubus is a demonic species that consumes its victims by sexual means, after the “job done, Incubus follows its course energized and the victim is delivered to physical weakness. Incubus is the male gender, however there is a Sucubus which represents the female version of it. I see these two creatures as violators of the human soul. Not only through sex (lust) but through any other sin. By saying this, I see Incubus in the enourmous amount of chocolate boxes I received this hollidays. I was strong, a fierce warrior, fighting against the daily mermaid balad. However, one fine day I forgot earplugs What happened ?! I was sucked into the mermaid balad, posessed by Incubus and ate chocolate. It brushed,orgasmic moment, but not in an inappropriated way. However, it was highly enjoyable. The problem is that, when Eve tasted the forbidden fruit, one was not enough, and to make matters worse offered to Adam. Both were consumed by the harsh reality that is the world. I did the same. When I ate the first chocolate, I needed more and ate more, and offered to Peter … It was the disgrace. To Peter, it won’t affect his silhouette, as to me, the same can not be said. Five months of diet, almost, intense and I ended up committing a very serious offense.

humpfff

Today I am here to confess, to say that my name is Angelica and I am being consumed by cocoa intricacies. I was weak and lost my 5 month’s penny, because I was not able to resist the charms of the Chocolate. But still, nothing is lost. After 3 squares of milk chocolate Nestle, 3 truffles from guylian, I will return to fight back. I’ll get new five months penny without chocolate chocolate, because derivatives do not count … Like the chocolate cake I baked the other day, which is the most simple type, and is one of my birthday gifts. Thank you Patricia for the Book Cakes” by E. Bailey.

On second thought the harm was done when Patricia offered me the books Balls, my own cousin is mislead this poor girl

CHOCOLATE EM CAMADAS, adaptado de “Bolos”, E. Bailey, Quimera Editores

O que vais precisar?

Bolo

  • 225gr de Farinha;
  • 3 colheres de sopa de cacau em pó;
  • 2 colher de chá de fermento em pó;
  • 200gr de açúcar;
  • 2 colheres de chá de essencia de baunilha;
  • 180ml de leite;
  • 180ml de manteiga sem sal;
  • 2 ovos grandes;

Cobertura e recheio

  • 75gr de manteiga com sal amolecida;
  • 250gr de açucar em pó;
  • 75gr de chocolate em pó;
  • 1/2 colher de sopa de baunilha;
  • 4 colheres de sopa de leite morno;

Como vais fazer?!

  1. Pre aquece o forno em 180º;
  2. Mistura a farinha e o cacau e adiciona o açucar e a baunilha;
  3. Derrete a manteiga e adiciona à mistura de farinha;
  4. adiciona os ovos e o leite ao preparado e mistura muito bem;
  5. Prepara uma forma, untando-a e enfarinhando-a e coloca a massa do bolo;
  6. Leva ao forno até ficar cozido. Para não queimar, coloca uma folha de alumínio por cima;
  7. Retira o bolo, deixa arrefecer. Enquanto isso trata do recheio e cobertura;
  8. Para a cobertura, bate a manteiga com o açucar, quando estiver bem misturado, adiciona o cacau, a baunilha e o leite;
  9. Mistura tudo muito bem;
  10. Quando o bolo arrefecer, corta-o na horizontal, e barra da cobertura;
  11. Tapa e cobre todo o bolo com este preparado de cacau;

O resultado é um bolo humido e fofo!

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Ps: Obrigada Marcelo pelas Fotos.10896308_10205726577901914_1723823112468233001_o

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Coroa de natal… COMESTÍVEL!

Sim é verdade, estou a deixar um espaçamento grande entre post’s…. Vários são os motivos, mas o mais dramático é realmente o facto de ter direccionado os meus post’s, durante a quadra natalícia, ao Natal. Não que eu não tenha um sem fim de coisas que me faça chegar à cozinha. O que mais existe no culineiro cá de casa são receitas natalícias. O problema chama-se, gostaria de um pequeno rufo para isto, ‘A Angélica continua em dieta’.

O facto é, eu estou em dieta deste dia 1de Julho, segundo a minha endócrinologista, isto é coisa para durar assim toda a vida. Ora, eu andava no caminho certo, contudo fui ate Londres, e o meu cérebro numa das suas tentativas e sabotagem, disse:’ Angélica, Angélica, ferias são férias. São de tudo, inclusivamente dessa dieta’. Eu tentei explicar ao meu cérebro, numa batalha perdida, que não era bem assim. Ou seja, eu TENTEI portar-me bem, mas foi difícil… Eu recorri sempre ao “mais saudável”, mas julgo que o efeito não foi o surtido… Pois bem, as férias acabaram e eu fui entregue aos Meandros do Natal. Ou seja, a coisa boa para o paladar é péssima ao fígado.  Falo do chocolate, doces fritos (que contraste tão manhoso), nozes… Enfim, tudo coisas que a minha doutora das endócrinas me PROIBIU de ingerir… Porém, Angélica não come… num mundo perfeito, num mundo normal, cheio de imperfeições, a Angie esquece-se… Come nozes à socapa e sente um prazer quase pornográfico. Rouba um Ferrero Rocher  e diz a si mesma, hoje vais ao zumba ou ao pilates e isto, olha, vaptivupe… Ou assim eu espero. Parece-me, não tenho certeza, que não estou a emagrecer os não sei quantos poucos kg a doutora Sara mandou… Ou seja, de cada vez que este pensamento me surge, entro no chamado ciclo vicioso… Fico stressada, como qualquer coisa, sabe-me mal porque me desabituei  a comer, procuro algo saudável, e como… em demasia, sinto-me de estômago reconfortado mas cérebro desorientado, como uma peça de fruta, respiro, acalmo. Então olho para o calendário e penso,  hmmm Natal, rabanadas, bilharacos, nozes, Guylian’s… Entro em luta com o meu cérebro, vou à cozinha, como uma fatia de fiambre de aves. Daí ao descalabro são segundos e não sei o que acontece a seguir.

O problema de olhar para o calendário, prende-se com o facto de ter a próxima consulta à porta. Já  marquei para antes do Natal para estar descontraída e afinal, de descontraída não tenho nada…. Bolas acabei de fazer uma coroa de natal comestível, experimentei e estava óptima, justifiquei o pecado com, vou ao zumba. A aula correu bem, deu para desfazer muita coisa. Contudo se o sistema digestivo funcionar correctamente, tenho para mim que ainda não consegui desfazer a fatia de coroa de hoje. Digamos que o feriado foi longo, ou seja, mais horas para comer….

Estou em pânico, 5meses de trabalho árduo e de repente, estou quase a deitar tudo fora em prol de mais delicias Natalícias… Acho que me vou fechar numa solitária, flagelar-me e sair a tempo e fazer a próxima receita deste espaço… Para piorar, saiu a revista deste mês do continente… A capa é a coroa comestível, que vem a dizer: “Angélica elabora-me, mas troca as framboesas e a canela por uma cena tua”. Eu sou uma fraca… mais uma vez cedi. Pimba, fiz a dita cuja, mas com nozes e chocolate… Daqui entrei no ciclo vicioso descrito, anteriormente.

O que me salva é ser Natal, e ninguém levar a mal… ou será que isto acontece somente no Carnaval?!

COROA DE NATAL (adaptado de continente magazine, nº51 Dezembro2014 http://chefonline.continente.pt/receitas/coroa-de-canela-e-framboesas)

O que vais precisar?

  • 600gr de farinha;
  • 1 colher de chá de sal fino;
  • 240ml de leite morno (eu usei magro);
  • 30gr de fermento fresco (eu usei só 25gr);
  • 60 gr de manteiga derretida (eu usei vaqueiro liquida)
  • 2 gemas de ovo, guarda as claras;
  • 4 colheres de sopa de açúcar;
  • manteiga para untar a forma;

Recheio

  • 70gr de manteiga amolecida (eu usei light);
  • 1 colher cheia de açúcar;
  • 2 colheres bem cheias de chocolate em pó;
  • 200gr de nozes , sem casca, e cortadas grosseiramente;
  • Açúcar em pó q.b.;

Como vais fazer?

  1. Mistura o leite com o fermento, a manteiga derretida, o sal, o açúcar e as gemas. Reserva, por 10minutos;
  2. Peneira a farinha para uma vasilha e abre um buraco no meio, tipo vulcão. Coloca a mistura anterior la para dentro e com auxilio de um garfo vais misturando a farinha ao restante. Assim que conseguires, amassa com as mão e faz uma bola de massa. Tens de usar toda a farinha. Não vale desistir;
  3. unta a vasilha com óleo, coloca a bola de massa dentro, cobre bem e deixa repousar, 2h é suficiente para aumentar de volume;
  4. Enquanto o tempo passa prepara o recheio;
  5. Mistura o chocolate em pó com o açúcar e a manteiga, faz uma espécie de pasta. No fim, adiciona as nozes e mistura bem;
  6. Quando a massa estiver pronta a ser trabalhada, abre-a numa superfície limpa, mas polvilhada com farinha e espalha o recheio, adiciona uma camada de açúcar em pó por cima, para ficar bem mais docinha;
  7. Faz um rolo, e depois um corte longitudinal. Entrança as duas faixas, e enrola numa coroa;
  8. Unta uma forma com manteiga, polvilha com farinha, unta a coroa com as claras que sobraram e leva ao forno;
  9. 25minutos a 180º. Vai vendo se não está a queimar, e no fim vê se está cozida;
  10. Retira, polvilha com açúcar em pó e serve.

O meu resultado foi o seguinte.

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A tortura dos tres chocolates!

Eu considero a semana que está, praticamente, acabada, como a semana da tortura. Sim é verdade TORTURA!

Pois bem, está uma exposição na Alfandega do Porto sobre as máquinas de tortura utilizadas noutros tempos, sendo que algumas delas ainda hoje se utilizam. Até aqui, tudo normal, com restrições bem sei. O drama no meio de tudo isto, é o facto de ter sido eu a mentora do programa, ir ver a exposição das máquinas de tortura. Pior, eu estou à quase um mês a fazer a terapia do falar baixinho. Sabes como é? é do tipo, queres fazer alguma coisa e vais dizendo isso assim de uma forma descontraída e despreocupada e introduzes a opção nas actividades de grupo. Por exemplo: “ah o João faz anos, o que vamos fazer para passar o dia com ele?” e a resposta é “olha, até podíamos ir à exposição das máquinas de tortura.” Ou então, “a Andreia quer passar a tarde connosco, o que poderíamos fazer?”, “olha, até podíamos ir à exposição das maquinas de tortura!”. Isto parece meio chanfrado, mas aconteceu mesmo. Em tempos diferentes, num espaço de 30 dias e basicamente com o paciente namorado de sempre, o Pedro. Que depois de ter dito não, acabou por dizer que sim… quando a insistência era duas gajas em uníssono! Depois de toda esta descrição tu dizes, “olha lá oh exagerada, e é a isso que chamas de semana da tortura?” e eu digo que sim. Porque desde que entrei naquela sala de paredes vermelhas, com alguns objectos parecidos com os descritos no livro “50 sombras de Grey“, que não tenho tido sossego. Já para não falar, que me arrependi com todos os ossos que tenho no corpo de ter ido ver o flagelo à humanidade. Cum caraças, aquilo é tão descritivo e tão doentio que magoa as entranhas… e eu só estava a assistir, não estava a viver… Foi de arrepiar um cubo de gelo! A parte descomprimida, foi o facto de ter levado o Pedro e a Andreia. Por um lado a Andreia andou a exposição toda a olhar para tudo com ar de nojedo, e ao mesmo tempo de interesse no papel do carrasco. Diga-se, que lhe saíram comentários do género: “Olha que fixe, eles ali a jogar às cartas enquanto o homem morre lentamente”… Juro que não me conseguia concentrar na imagem de fundo, somente no flagelo representado. Por outro lado, o Pedro estava fascinado com a exposição. Ele que estava a odiar a ideia, foi o que mais gozou. ele até conhecia algumas das máquinas. Vou acreditar piamente que o meu namorado não me mentiu quando disse, que conhecia algumas máquinas de alguns filmes que viu… De contrário, posso voltar a perder o sono. Eu digo voltar, porque desde então, tenho tido algumas visões mórbidas a meio de sonhos… Raios, quem me manda a mim ter a curiosidade de um gato!

Quando finalmente, acabou a exposição a Andreia decidiu que tínhamos de ir lanchar à beira rio, ou mais precisamente à beira-eléctrico… Isto porque acabamos num restaurante-pastelaria cuja esplanada se encontra à distancia de um fio de cabelo, e não é dos compridos, do eléctrico. Depois de pedirmos o que nos aprazia, eis que uma gaivota se lembrou que ainda não tinha feito o seu cocó publico… e pronto, aliviou-se ali próximo. Segundo a Andreia, ela aliviou-se dentro dos nossos copos… o nojedo voltou. Se até aquele momento eu estava a conseguir manter o almoço no estômago, naquele momento eu atrevo-me a dizer que o almoço andou mais uns metros na direcção da boca… Nojeira à parte, acabei de beber o meu compal, porque como se sabe eu estou em dieta e não como coisas de pastelaria. Levantei-me e percebi que a gaivota se tinha aliviado próximo, mas não ali… Ou seja, a sensação que tive, foi a de estar a entrar no século XIV quando a peste bubónica assolou a Europa e haviam instrumentos medievais para se castigar ou matar pessoas… Por um lado os animais a defecar na rua, por outro as maquinas de tortura ali tão próximo…

Para aliviar os ânimos, fomos ver a exposição da Lego que me deixou muito mais animada. Aquelas construções todas, dão-me vida. Pena os senhores da Lego ainda não terem percebido, pela quantidades de currículos que envio para lá, que eu adoro fazer e apreciar as construções. Um dia, meto-me num avião e vou bater à porta do Senhor Kjeld Kirk Kristiansen e pergunto se não arranja mesmo um lugarzinho para mim lá no meio das peças todas. A exposição está muito bonita, vale a pena.

Quando demos por terminada a tarde cultural, eu apercebi-me do quão doida tinha sido de obrigar o Pedro e a Andreia a virem ver aquela insanidade, valeu pela Lego. Apercebi-me também, que trazia os músculos retesados e contraídos só de pensar no que tinha visto. Digamos que eu vinha mesmo mal impressionada.

Ou seja, quando cheguei a casa, iniciei o meu processo terapêutico, PASTELAR!! ou como dizem os ingleses Baking.

Sim, é verdade, eu estou proibidissima de ingerir elementos de pastelaria, mas não estou proibida de os fazer. Assim para me acalmar criei as bolachas de amendoim e três chocolates. Fiz especialmente para agradecer ao Pedro e à Andreia por terem alinhado na minha insanidade. Fiz também, para poder voltar a sentir o aroma de bolachinhas a sair do forno e a compressão a abandonar o meu sistema nervoso!

Que tortura o aroma das bolachas sem as provar!

BOLACHAS DE AMENDOIM E TRÊS CHOCOLATES

Do que vais precisar?

  • 2 Canecas de farinha;
  • 1 Colher de chá de fermento;
  • 1 Caneca de açúcar Amarelo;
  • 1 Caneca de açúcar Branco;
  • 2 colheres de sopa de creme vegetal;
  • 1 colher de sopa bem cheia de manteiga de amendoim;
  • 2 Colher de chá de baunilha;
  • 1 Ovo grande;
  • 4 Colheres de leite morno;
  • 100gr de uma tablete de chocolate branco picada;
  • 100gr de uma tablete de chocolate de leite picado;
  • 100gr de uma tablete de chocolate negro picado;
  • 1 mão cheia de amendoins picados;

Como vais fazer?

  1. Numa bacia misturas os açucares com as manteigas, faz isto com auxilio de uma batedeira;
  2. Adiciona o leite, a baunilha e o ovo e continua a bater.
  3. Agora a este preparado mole, adiciona os chocolates e os amendoins. Mexe bem, com a batedeira;
  4. Adiciona a farinha e o fermento com auxilio de um coador e continua a mexer. A massa não é muito dura, pelo que funciona bem com batedeira;
  5. Deixa descansar 15min. Neste tempo, liga o forno na temperatura mais baixa e começa a forrar um tabuleiro de forno com papel vegetal e besunta com manteiga para não colar ao fundo;
  6. Com auxilio de duas colheres de sopa, faz bolas e espalha pelo tabuleiro;
  7. Leva ao forno até começarem a ganhar cor. Nesta altura tira. Se estiver mole está óptimo, quando arrefecem ficam crocantes. Não deixes torrar muito, de contrário ficam muito difícil de ser comidas…

Foi torturante fazer, mas mais torturante foi ver o ar de consolo da Andreia e do Pedro a comerem as bolachas!

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O porquê dos meus posts andarem atrasados…

Estou sem dúvida a atingir o meu limite…. raios, não aguento muito tempo sem poder vir aqui e partilhar os dramas que me fazem trazer comida. Acontece que, nos últimos dias fui colocada com a espada contra a parede… ao contrário do Paulo Bento, eu não sou a espada, sou sem dúvida a parede…
Vou regredir no tempo, até dia 1 de Julho. Dia em que fui ao médico e as palavras proferidas foram: “Ou a angélica faz uma enorme restrição alimentar, ou então, vai tomar medicação para o resto da vida (…)”
Escusado será dizer, que a sensação que tive foi a de que me tiraram o chão. Tu pensas:” lá vens tu com os exageros, as dietas são cena de gaja. Tu és uma, tas habituada”. Não. Comigo a palavra dieta é TABU. Eu não sei cumprir, só sei cometer erros e para piorar, sinto-me quase sempre demasiado bem na minha pele para pensar em dietas. Com excepção daqueles dias, em que aparece um boazona qualquer, e por escassos minutos me faz pensar, tens um pneu… da Michelin… Ou seja, quando ouvi dizer dieta eu paniquei e disse à minha médica que tinha um blog e precisava de matéria prima… Ela riu-se do meu desespero, eu acho que ela estava feliz por me poder ver tão desorientada… deve ter pensado: “Ganhei o dia”.
Em suma, desde esse dia estou numa tão grande restrição alimentar que nem eu sei quanto tempo mais aguento.
Contudo, tudo seria muito mais simples não fosse o facto de ao longo destes últimos 14 dias de dieta terem aparecido as festas todas. Foi o aniversário do pai do Pedro e da madrinha do Pedro, onde houve sapateira e leitão estaladiço, foi a sexta de futebol com os rapazes, onde o prato foi hambúrguer, foi a despedida de solteira da Judite, o rei era rodízio, a comunhão do meu primo António e as entradas e sobremesas, o baptizado da pequena Joaninha, onde a sopa era cocktail de gambas, é o casamento da Judite que ainda tá para vir, mas já ouvi dizer que a comida vai ser de valor… e mais, são todas as páginas de comida que eu gosto no facebook a postar coisas como tarte de coisas boas, mousse de coisas ainda melhores… bolas ainda só passaram 14 dias dos 90 e eu já sinto um vazio na minha barriga… Ah e já fiz uma lista de comidas que quero.
Quanto às comemorações que falei, o meu prato foi sempre o mesmo, 1 colher de arroz, um peito de frango grelhado e uma salada. Não acreditas? Nem eu. Na minha cabeça criativa, eu comi de tudo o que me apeteceu e acho que até acumulei gordurinhas virtuais.

No outro dia, depois de mais um convite social, o Pedro disse muito carinhosamente:” Eu avisei-te que só devias ir ao médico depois das festas todas. Assim, cometias os erros todos e depois curavas-te”. Ele tem razão devia mesmo ter feito isso, mas ainda acabava no hospital inundada em colesterol e triglicerideos. Acho que já não era muito boa namorada nessa situação… Enfim, contou pela intenção.

Findado este desabafo, e não podendo eu comer as minhas coisas prediletas, acho que posso beber um dos meus refrescos de verão preferidos. Ou, se não posso, ontem cometi o meu primeiro erro de dieta e vou ali ao lado auto-flagelar-me e já volto.

O que hoje trago é a limonada da minha infância, com mais uns pozinhos perlimpimpim !!

LIMONADA PERLIMPIMPIM

O que vais precisar?

  • 4 limões sumarentos;
  • 3 folhas de hortelã;
  • raspa de gengibre;
  • 5 pastilhas de adoçante;
  • água q.b.;
  • 1 jarro.

Como vais fazer?

  1. raspa as cascas dos limões e espreme-lhes o sumo;
  2. no jarro colocas o sumo dos limões, as raspas, o gengibre, a hortelã e o adoçante e mexe muito bem;
  3. Adiciona água até preencher o jarro.

Se quiseres servir fresquinho, coloca uns cubos de gelo. Um bom refresco para as tardes de verão que se avizinham!

PS: Só consegui esta foto da minha limonada, mas assim que der, coloco uma foto mais atraente!

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