Kiwis

Quando eu era adolescente, vá pré adulta… sejamos honestos, uma jovem, tinha um ritual de sábado com a minha mãe. Sair de casa bem cedo, ir às compras, tomar um café e passar em casa da minha tia Carmen. Não era uma coisa que acontecesse semanalmente, e o ritual também não era necessariamente desta maneira, no entanto, a minha mãe esforçava-se por passar em casa da irmã, porque tinha saudades. Segundo ela, esta minha tia faz lembrar a minha avó e portanto, julgo que aquele bocadinho era para a minha mãe como voltar a estar com a minha avó, nem que fosse por uns minutos.

A minha tia mudou-se para uma casa enorme, numa zona bem alheia da vizinhança e com uma vista privilegiada para o pinhal. Confesso que à noite era para mim um pouco assustador passar lá, por estar tão próximo do pinhal. No entanto, durante o dia, ela transformou a casa dela, num espaço saído de um livro infantil. Um lugar bonito e acolhedor. Na verdade eu acho que só a existência da minha tia lá em casa torna tudo muito acolhedor. Ela não é uma pessoa meiga e de palavras doces. Ela é como a minha mae, e todas as minhas outras tias, tem o coração e o cérebro em luta para ver quem chega primeiro à boca.

Havia algo nas nossas idas lá a casa ao sábado de manha que me deixava cheia. Não  estomago mas alma.

Ao sábado, e depois de ter feito o seu tão apreciado forno a lenha, a minha tia cozia pão. Ela amassava-o de manha bem cedo, e por volta das 11 já o forno estava pronto para receber o pão. A minha tia sempre fez parecer toda a tarefa, amassar pão, meter lenha no forno, aguardar que este atingisse a temperatura certa, meter-lhe o pão e calmamente aguardar que este cozesse, fosse a tarefa mais simples do mundo. Isso notava-se no pão. Era simples, muito simples, mas cheio de sabor. Sabor de pão caseiro. Inicialmente eu fazia-me de rogada, e dizia que não havia necessidade, mas às tantas deixei-me de modos… A minha tia passou a ter sempre um bocadinho de pão quente para mim. Nós não íamos lá de maneira nenhuma pelo pão, mas aquele pão quente, que eu mal tinha oportunidade barrava com manteiga, trazia-me uma felicidade impensável. Sabia-me a amor.

O tempo passou. A minha tia emigrou. Eu praticamente deixei de passar.

Um dia destes, combinei passar em casa da minha tia, na verdade hoje é a casa das minhas primas. Passei para deixar umas coisas.

Cá o sol ainda brilha, com brilho de primavera. As flores ainda não recolheram a 100% e portanto, tudo ainda tem cores de primavera.

Quando cheguei reparei, que tudo está como à uns largos anos atrás. A minha tia não está, mas as minhas primas, cuidam da casa e do jardim como se fossem a minha tia. Entrei, e la andava o João preocupado em manter o jardim bonito. Os cães felizes da vida por me verem chegar, como se eu fosse o primeiro-ministro dos cães. Estivemos à conversa, eu e o meu primo, e às tantas pergunta-me ele, queres kiwis? Nunca me faço de difícil a fruta biológica, portanto prontamente disse que sim. Ficaria muito agradecida. Lá entrei em casa, estive com a minha prima. Tudo igual como no tempo da minha tia, fogão da cozinha ligado, para fazer algo de muito bom. Tal como, quando eu lá ía ao pão quente.

A sensação que tive foi que o tempo não passou, só faltou ver o pequeno António, aos pinchos porque não quer leite com crepitas! Senti-me novamente uma miuda, ali naquela cozinha.

Aos sair, lá estavam os kiwis que o João me foi buscar. Eram lindos, ainda verdes e enormes. Trouxe-os como se fossem preciosos. Pelo caminho revivi tudo isto. Subi as escadas, pousei-os na bancada da minha cozinha e pensei, merecem tratamento como o que acabei de receber.

Descasquei-os, cortei-os, adicionei-lhe maçãs e fiz um doce de excelência, Kiwi e Maçã.

Existem dias que nos fazem sentir nostalgia.

DOCE DE KIWI E MAÇÃ

O que vais precisar?

  • 6 Kiwis grandes;
  • 3 Maçãs pequenas
  • 250gr de açúcar(obrigada tia Teresa e Cláudia);
  • 100gr de água;
  • 1 Colher de sobremesa de essência de baunilha;
  • 1 Pau de canela

Como vais fazer?

  1. Descasca os kiwis e as maças, e corta em pedaços pequenos, atenção tira os talos das maçãs;
  2. Num tacho largo, coloca os kiwis, as maçãs, a canela, o açucar, a água e a baunilha e leva ao lume baixo;
  3. Mistura inicialmente tudo com uma colher de pau, e deixa ficar a cozinhar, até ficar com textura de doce/geleia.
  4. Eu deixei 1h a cozer.

NB: Porque os meus kiwis ainda não estão maduros, obtive um sabor to tipo acidulce. Tipo as gomas cheias de açúcar pelo exterior, mas muito melhor. Portanto, secalhar corta um bocadinho no açúcar se os teus kiwis já estiverem madurinhos.

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Hygge de frango

Sabes quando chegas a casa e a lareira está acesa, e lá fora está um frio do caraças?

Sabes quando te deitas em conchinha, com a tua pessoa, e adormeces num sono tão profundo que te sabe como se tivesses dormido uma vida?

Sabes aquele abraço que vem sem contar. Que chega e te envolve e tu libertas tantas feromonas, que te sentes a pessoa mais feliz do mundo?

Sabes quando te enroscas no sofá com um cobertor, meião quente, divides uma tigela de pipocas, na TV passa um filme qualquer e lá fora chove um mundo inteiro?

A sensação que tenho quando imagino estas imagens, chama-se Hygge. É uma palavra dinamarquesa. Não tem tradução direta para português. No entanto, eu traduzo Hygge como conforto. Isto porque, eu acredito piamente que o ser humano só é feliz, quando está confortável. Ninguém de sanidade, é capaz de ser feliz numa situação desconfortável. E se somos felizes numa situação desconfortável, é porque estamos confortáveis com o desconfortável. Portanto, Hygge, (HUGA como se diz) é o conforto.

O conforto é o que precisamos muitas vezes no outono e inverno. Nestas épocas somos mais tristes, somos mais moles. Precisamos de mais mimo. Precisamos de lareiras acesas, de abraços sem contar, de poder enroscar. Precisamos de fazer conchinha. Nesta época do ano, temos necessidade de procurar a felicidade que é tantas vezes espontânea na primavera e no verão, principalmente porque os dias são gigantes.

No outono e no inverno, acabamos a tentar compensar, muitas vezes em comida, o que não vem espontaneamente. Mas até a comida, tem de ser mais quente, mais saborosa. Só uma salada não chega. Porque está frio, porque está a chover (nem por isso), porque estou a trabalhar e já é de noite.  Nesta altura do ano, procuramos o conforto quase tanto, como no verão procuramos água. É uma necessidade.

Na verdade, para mim o conforto é uma necessidade.

Faz uns dias, andava a visitar uns blogues e deparei-me com uma receita de frango. A verdade é que a foto daquela receita de frango, tirou-me de onde estava e sentou-me na minha mesa da cozinha, a jantar com o Pedro, enquanto o Sheldon, do outro lado da barricada aguarda, que um de nós lhe ceda um momento de degustação. E aquilo soube-me a conforto, soube-me a amor. Aquilo soube-me a Hygge.

Eu adoro, mesmo de verdade, chegar a casa e iniciar todo o processo de preparação da única refeição aceitável que faço e ingiro durante o dia. Na verdade eu acho que se me medissem os níveis de feromonas nesta altura, quase que os podiam comparar (menos um pedaço) com os que eu liberto quando o Pedro me dá um abraço.

Eu sou realmente uma pessoa feliz, na minha cozinha no terceiro andar.

Sou tão feliz, que nas minhas viagens de regresso a casa, faço duas tabelas na minha cabeça, uma com ingredientes das receitas, outra com ingredientes da dispensa e frigorifico. Quando subi ao terceiro andar, e depois de 10minutos ininterruptos de mimos vindos de um orelhudo, acabo a vestir o meu avental, ligar o rádio e mão à obra. O resultado foi diferente do da receita original, até porque mudei alguns ingredientes, mas confesso que já repeti varias vezes, e em todas elas compreendo o porquê de haver necessidade de se ter uma única palavra para descrever o conforto da felicidade!

Viva o conforto/felicidade/Hygge

 

Cheesy Chicken and Brocolli

Eu substituí os brócolos por esparregado, substituí a maionese e o alho, por molho de Alho da Calvé. Substituí o queijo cheddar por mozzarela ralado. Tubes crescent Rolls, eu usei massa folhada.

  • Basicamente é cozer um peito de frango, cortar em cubinhos, e numa taça misturar o frango, com natas, com molho de alho, queijo e esparregado, formando um recheio.
  • Abrir a massa folhada, colocar-lhe o recheio, fechar o embrulho e levar ao forno.

Qualquer dúvida diz, que se eu conseguir eu ajudo. Mas experimenta de verdade, é realmente muito bom!

 

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Bacalhau à invenção

Versão Portuguesa

Existe um peixe que os portugueses só pescam se estiverem emigrados, no entanto cozinham-no como poucos. Sabem-no tratar de tal forma que o deixam irresistível. Que me perdoem os vegan, vegetarianos e carnivoros como o Pedro, mas eu acho o bacalhau algo que dificilmente não sabe bem. Isto, porque combina com tudo e com todos. Desde os bolinhos, ao bacalhau cozido, não há muito por onde errar. Nós, a nação saudosista e do fado, tornamos o bacalhau em carne, ou não fosse este um prato típico de terras lusas. Eu julgo que não se deve passar, sem vir a portugal e provar um bom prato de bacalhau, seja ele à Zé do Pipo, Braga ou Liberdade. Eu acho que se fosse um bacalhau, e soubesse que a minha morte passava por ser um pescado, eu gostava de cair na mão de um exportador de bacalhau, daqueles que mandam para Portugal, isto porque assim sabia que não ia ser um bacalhau qualquer. Ia ser um bacalhau com nome próprio como Bacalhau à Brás. Isso sim é morrer por uma boa causa. Assim compensa.

Honestamente, eu não sou fã de bacalhau cozido, ou com todos. Pronto eu assumo as minhas fraquezas, no entanto, cedo por exemplo no Natal e no Ano Novo. Como o bacalhau cozido. Mas monto o meu próprio prato, batatinhas cozidas, uma posta de bacalhau a tender para o fino, tenho sempre receio da quantidade de sal que se esqueceram de extrair, e depois rego com azeite quente. Ui só de pensar… Mas isto só me sabe bem no natal, e durante a refeição porque depois o azeite é indigesto,  e durante o ano causa-me mau estar.

Durante o ano eu recorro a pratos mais “batidos” bacalhau com broa, bacalhau à Zé do Pipo, à Braga, à Liberdade e à Invenção. Eu gosto muito de bacalhau à invenção. Trata-se daquele bacalhau que pensas nele e deixas a tua mente criar. Quando chega ao fim do prato pronto e ingeres a primeira garfada, percebes o porquê de nós, o povo simples, saudosista, bem educado e do fado sabe cozinhar tão bem bacalhau. Porque nos traz de volta à origem à casa da avó e da mãe. Ao sitio onde fomos mais feliz. Pelo menos para mim o bacalhau faz isso mesmo, reporta-me para as minha memórias felizes.

English Version

There’s this fish that Portuguese fish only if they are immigrants, but cook it like few others. They cook it in an irresistible way. Vegan, vegetarians and carnivores like Peter, forgive me for this, but I think cod hardly tastes bad, at least in Portugal.  Since “bolinhos de bacalhau” to boiled cod, there is not much to miss. We, the nation that sings fado and fells Saudade like no others, transformed cod into meat, and also in a typical Portuguese dish. I believe that one should not pass without coming to Portugal and taste a good plate of cod like Zé do Pipo, Braga or liberdade. I think that If I was a cod, and knew that my death might happen because I was fooled by a bate, I would like to fall into the hands of a cod exporter, those who send it to Portugal, at least this way I would new I would became something important, and with a full name, like Bacalhau à brás

Honestly, I’m not a fan of boiled cod. I assume my weaknesses, however, on Christmas and New Year, I do eat cod this way. Boiled. But I take care of my wn dish, boiled potatoes, a piece of cod, not very high, I always fear the amount of salt that they forgot to extract, and then boiled olive oil. Hmmm just the thought … But for me, this only tastes good at Christmas and during the meal because after, the olive oil is indigestible, and during the year causes me nauseas…

 

During the rest of the year I prefer the most common dishes like with corn bread, Zé do Pipo, to Braga, Liberdade, and the Invention one. I really like codfish invention. It’s this cod that is created just by thinking about it. Then you achieve the final creation, and it taste amazingly good and you understand why, we, the common, nostalgic, well-educated and fado People can cook so well cod. Because it brings us back to the origin of granny’s and mom’s home. The place where we were happier. At least for me cod does just that, reports me for my happy memories.

 

BACALHAU À INVENÇÃO

O que precisas? (2 pessoas)

  • 2 postas de bacalhau, o mais demolhadas possível;
  • 2 Pimentos amarelo/verde. Eu usei verde, mas o amarelo é menos agressivo;
  • Puré de batatas. Eu uso instantâneo porque sofro de preguicite, mas pode fazer o teu próprio puré. Um dia deste eu trago a minha receita de puré. Entretanto, cozes batatas, escorres, passas num passe-vite, adicionas leite e manteiga misturas bem, umas pedras de sal, pimenta e noz moscada et voilá!
  • Maionese, a gosto

Como vais fazer?

  1. Corta os pimentos em tiras finas e frita-os um pouco;
  2. Numa assadeira, colocas um fundo de azeite, as postas de bacalhau, as tiras de pimento e cobres com puré de batata;
  3. Leva ao forno a 180º até o puré ficar tostadinho;
  4. Retira, coloca a maionese por cima e volta a levar ao forno, por mais 10 minutos.
  5. Retira de vez e serve-te!

Serve e delicia-te, simples e fácil!

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PS: 11000 visitas!! Um novo marco, até ao fim do ano ainda chego às 12000 ou 13000 quem sabe!!!

 

Quando acontece…

Versão Portuguesa

Ontem dei comigo a sentir um conforto estúpido em ouvir o relato enquanto passava a ferro. Sim, eu a passar a ferro. Pode parecer e soar muito estranho, mas é a verdade. Eu, a passar a ferro, a um domingo de tarde, enquanto na televisão acontece um derbi qualquer.

Quando eu vivia em casa dos meus pais, a minha mãe dizia, não te habitues muito, isto é sol de pouca dura. Um dia destes és tu com as preocupações. Eu ignorava, quem não ignora, um futuro que nos coloca de ferro em punho e tábua à frente? Pois bem, ontem, depois de três semanas de férias sem parar cheguei ao momento que a minha mãe falava. De ferro em punho tábua à frente e o relato de fundo.

Confesso que ao fim da primeira camisola, queria desistir. Até porque eu não me importo da maior parte das tarefas domésticas, mas passar a ferro… bem passar a ferro roça o suplicio. Julgo no entanto que é uma cena de família, visto a minha mãe ter contratado à uns anos um serviço que eu louvo muito, o Ferro Amigo. Uma empresa que vai a casa à quarta buscar a roupa e à sexta traz toda arranjada. Ou seja,eu fui criada a achar que todos temos direito a um ferro amigo. Na verdade temos, porque a minha mãe fez um upgrade, tipo serviço de net, cabo e telefone, e agora tanto eu como a minha irmã podemos usufruir deste serviço. No entanto há sempre umas peças de roupa pelas quais não dá para esperar nem por quarta muito menos por sexta. Foram precisamente essas peças que eu estava a passar enquanto ouvia o relato. Foi todo o cenário, tipo filme que me fez sentir confortável em minha casa. Foi toda a envolvente que me fez perceber que as mudanças e a novidade são assustadoras mas muito boas.

Incrível, um ferro roxo, uma tábua rosa e o relato do Porto-Sporting, quando eu sou Benfiquista. Realmente, o conforto e a felicidade acontecem nos momentos mais estranhos. Isto faz-me lembrar a massa que decidi fazer hoje para o jantar.

Há uns tempos, ainda não dividia casa com o Pedro, ele ligou-me porque os pais iam sair e ele ia jantar sozinho. Perguntou se não queria jantar com ele, mas que não queria sair para jantar. Eu, não hesitei a dizer que sim, mas hesitei no que cozinhar. O Pedro adora massa, mas massa com massa não lembra a ninguém… abri o frigorífico e lá estavam, as amigas do Judeus. ALHEIRAS. Pronto dai à massa de alheira foi um tirinho. Refogar a alheira com massa de tomate caseira, cozer a massa juntar tudo, tiras de chouriço por cima e voilá, comida de conforto. Comida que hoje ao jantar aposto me vai fazer substituir a minha actual imagem de conforto, um ferro roxo, uma tábua rosa e o relato do Sporting-Porto.

English Version

Yesterday I found myself feeling a stupid comfort in hearing the football commentaries while ironing. Yes, I iron. It may look and sound very strange, but it’s true. Me, ironing, on a Sunday afternoon while there’s football on the television.

When I lived in my parents’ house, my mother used to say, don’t get the habit of not doing a thing, this won’t last long. One of these days you’ll be like me. Obviouly I ignored, who doesn’t? A future that puts us with an iron and a board ahead? Well, yesterday, after three weeks of vacation without stopping I got to the point that my mother spoke. Iron on one hand board at the front and the background football comments.

I confess that at the end of the first sweater, I wanted to give up. Also because I do not care of most household chores, but ironing … ironing feel like hell. I think however that it is a family thing, as my mother has a service that I praise very much, it’s called “ferro amigo”, “iron friend”. A company that that goes pick the clother on Wednesday, and returns at Friday with everything ironed. So, I was raised to thinking that we are all entitled to an iron friend. In fact we have, because my mother did an upgrade, like an internet, cable and telephone kinda service, and now both I and my sister can use the service. However there are always clothes for which you cannot wait for Wednesday or much less by Friday. It was precisely these clothes I was taking care while listening to football comments. It was the whole scenario, type movie that made me feel comfortable in my home. It was the whole environment that made me realize that the changes and the new are frighten but very good.

Amazing, a purple iron, a pink board and the report of Sporting-Porto when I’m from Benfica. Really, comfort and happiness happen at the strangest times. This reminds me of the pasta I decided to do today for dinner.

Once, Pedro and I we weren’t living together yet, he called me because his parents went out and he was dining alone. He asked if I wanted to have dinner with him, but did not want to go out to dinner. I did not hesitate to say yes, but I hesitated in cooking. Pedro loves pasta but pasta with pasta isn’t a good chance … I opened the fridge and there they were, Jews best friends. Alheiras. From that to pasta with Alheira it was a really small step. Sauté sausage with homemade tomato pasta, boil the pasta put it all together, chorizo strips on top and voila, comfort food. Food that today at dinner I bet will make me replace my current image of comfort, a purple iron, a rose board and commentaries the Sporting-Porto.

MASSA DE ALHEIRA (2 PESSOAS)

O que vais precisar?

  • 1 alheira;
  • Polpa de tomate, eu uso caseira;
  • Chouriço aos bocadinho
  • Massa tipo espiral, 100gr
  • Sal;
  • Agua qb;
  • Azeite

Como vais fazer?

  1. Coloca água a cozer com 2 colheres de sal grosso;
  2. Numa frigideira funda, tipo Wook, coloca azeite no fundo, e leva ao lume;
  3. Retira a pele à alheira e refoga-a, adiciona chouriço cortadinho em bocadinhos pequenos, cobre com a polpa de tomate de deixa cozinhar bem, vai adicionando água para cozer bem e provando para perceber a quantidade de tempero.
  4. Quando a massa estiver cozida, retira-lhe a água adiciona ao ragu de alheira.
  5. Com uma colher mistura tudo bem, e serve.
  6. A minha de hoje ficou assim!

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