Adeus Adeus Bolachinha

Ainda na linha da manteiga de amendoim…

 

Nós temos dois armários de “porcaria” comestível, mas que deixa qualquer barriga em estado vegetativo, caso se ingira mais do que a quantidade legalmente permitida. Um dos armários está na cozinha e está naturalmente recheado de bolachas com e sem chocolate e batatas fritas de pacote, e cereais açucarados. O outro, está na sala. Este está recheado de chocolates, rebuçados, chupa-chupas e paçocas. Normalmente, estes armários estão em dia, datas, e quantidades sempre actualizadas. No entanto, hoje cheguei a casa e dei com os únicos pacotes de bolachas existente, só por aqui já começa a ser assustador, passados de data…. COMO?! Exacto, foi precisamente isso que eu me questionei, como deixei que tal fosse acontecer?

Eu sou uma pessoa, que gasta tempo a mais a pensar em comida. Ao ponto de uma conversa que começa com stick de queijo faz-me desfiar todo um rosário, acabando nas sobremesas de um jantar… Eu juro que isto é muito complicado de gerir, principalmente quando dou por mim com a boca a salivar, porque alguém se lembrou de falar em bolo de chocolate húmido ou guisado de vaca…

Em suma, o armário das bolachas estava vazio, e eu dei por mim cheia de vontade de comer bolachas.

Isto também é algo que me acontece com frequência, ter vontade de comer alguma coisa que não tenho à mão de semear, como por exemplo comer um crepe de nutella no Trocadero, virada para a Torre Eiffel… Não dá, no entanto na maior parte dos casos dá para resolver, conduzindo-me somente para a minha cozinha. Como foi o caso hoje. Não haviam bolachas, mas eu tinha muita vontade de comer bolachas…

Então, na minha cabeça listei o que tinha no armário vizinho do armário das bolachas. O armário da mercearia gourmand, e percebi que havia coisas mais que suficientes para fazer bolachas de pepitas de chocolate e manteiga de amendoim… Esta ultima tinha mesmo de acabar, não tenho muitas opções onde a usar.

O resultado foi incrível, arrisco a dizer, que foram as melhores bolachas que já fiz até hoje. Acho que vai passar a ser um habitué cá de casa. Não me safo da manteiga de amendoim.

Eu segui uma receita americana, mas deixo aqui as quantidades que eu usei.

BOLACHAS DE PEPITAS DE CHOCOLATE E MANTEIGA DE AMENDOIM (ORIGINAL)

O que vais precisar?

  • 1 1/2 Chávena de farinha;
  • 1 Colher de chá de bicarbonato de sódio;
  • 4 Colheres de sopa de manteiga à temperatura ambiente;
  • 3 Colheres de sopa de manteiga de amendoim com pedaços de amendoim;
  • 1/2 Chávena de açúcar branco;
  • 1/2 Chávena de açúcar amarelo;
  • 1 Chávena de chá de essência de baunilha;
  • 1 Ovo grande;
  • 75gr de Chocolate de culinária cortado em pedaços.

Como vais fazer?

  1. Ligar o forno a 130º;
  2. Numa taça misturas a farinha com o bicarbonato de sódio e deixas ficar;
  3. Na batedeira misturas as manteigas, quando estiverem bem misturadas, adicionas os açucares, e continuas a misturar, depois a baunilha, o ovo e finalmente o chocolate, e deixas a batedeira misturar tudo muito bem, de forma a criar uma espécie de pasta;
  4. Agora adicionas a farinha lentamente e misturas, sempre com auxilio da batedeira;
  5. Quando a massa estiver consistente mas elástica, esta na altura de separar a massa em pequenas bolachinhas;
  6. Num tabuleiro, foras com papel vegetal e colocas pequenos montinhos de massa, depois com uma colher molhada passas em cima para a bolacha ficar com forma redonda.
  7. Levas ao forno e deixas uns 10minutos no máximo, ou até as pontas começarem a ficar castanhas, mas o meio ainda mole;
  8. Retiras do forno, deixas arrefecer o tabuleiro, e depois tiras o papel (com as bolachas em cima) do tabuleiro e coloca sobre uma superficie fria, como o balcão da cozinha, durante mais uns 10 minutos;
  9. Depois é só resistir e guardar, ou perder a cabela e começar a comer…image4

Só para conhecimento geral, o título é a ode que o Monstro das Bolachas canta…

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Amendoim…

Quando eu andava na universidade, há uns milhões de anos atrás, quando os dinossauros ainda podiam habitar a terra, fui informada pela Andreia que o amendoim é um super alimento para o cérebro, por causa dos ácidos gordos.

Isto aconteceu numa tarde, em que ela estava a jogar o “apanha o M&M’s que cai no teclado”.

Basicamente, o jogo consiste em abrir um pacote de M&M’s e despejar em cima do teclado, e de cada vez que a tecla selecionada tiver um M&M’s pumba come-se. Como podes ver é um jogo muito produtivo, ganhas volume extra nas coxas, barriga e braços. Tens o consolo de “enfardar” um pacote inteiro de M&M’s sem te aperceberes, e melhor que tudo, ganhas sempre, porque os M&M’s são ovais, e portanto rolam facilmente sobre o teclado.

O que a Andreia estava a tentar dizer-me, era que o jogo que ela estava a fazer, com a saca de M&M’s era um jogo para alimentar o cérebro, enquanto o exercitava, na escolha de letras. Como quando vamos ao ginásio, a pensar no pote de gelado que vamos comer de seguida…. Nunca te aconteceu? A mim também não… Só que não…

Depois deste dia, o amendoim passou a ser para mim o amiguinho do meu cérebro, e como tal, se houver martinies há amendoins, para descarcar. Temos de dar luta ao cérebro, antes de o alimentar, quase como num laboratório de estudo de macacos, ele acertou o número, dá-lhe um amendoim.

Eu adoro amendoins, seja normal, seja com sal ou com caramelo. Paçoca é um dos meus guilty pleasures que a Andreia venera. Agora sal e caramelo, não. Shame on you Lidl. Amendoins com sal e caramelo é horrível. Eu caí na asneira de só ler meio pacote, e levada pela gula comi uma mão cheia deles… Não sei como descrever a sensação de vómito que me acorreu… Ainda tentei dar ao Pedro, numa de deixa ver se sou só eu que não gosto. O resultado nele foi bem pior que em mim, ao ponto de eu ter estado com olhos, ouvidos e mãos alerta, para o dia que a Andreia, inocentemente escolheu o pacote de amendoins com sal e mel. Salvei-a de boa.

Outro tipo de amendoim que eu não sou fã, é a manteiga. Manteiga de amendoim não é a minha onda. Ainda no outro dia, aproposito de uns brownies de banana e chocolate, vi-me obrigada a comprar um pote de manteiga de amendoim. Eu queria mesmo experimentar aquela receita, valeu a pena, mas fiquei desconsolada, por não conseguir chegar aos zebrados que aparece na receita. Faz que não te arrependes. O problema é que no fim sobra todo um pote de manteiga de amendoim, visto que na receita é só decorativo.

Detesto coisas inúteis. E ainda detesto mais, quando deixo passar prazos de validade de coisas inúteis… A manteiga de amendoim não é inútil, nós lá em casa é que não lhe damos uso. Portanto, ando desde a quarta-feira passada a pensar no que fazer com o pote de ácidos gordos que tenho lá em casa.

Ontem, enquanto conduzia para casa, debaixo da depressão Beatriz, tive uma visão. Brownies. Sheldon louco com cheiros, Pedro contente com o doce… Mas que brownies… Tenho farinha de aveia que já não sei o que fazer com ela, manteiga de amendoim… Pronto, vou pensar nuns brownies!

Et Voilà!

BROWNIES DE MANTEIGA DE AMENDOIM E CHOCOLATE

O que vais precisar?

  • 1 Chávena de farinha de aveia;
  • 2 Colheres de sopa de óleo;
  • 2 Colheres de sopa de chocolate em pó (amargo/ culinário);
  • 3 Colheres de sopa de açúcar;
  • 3 Ovos inteiros;
  • 3 Colheres de sopa de manteiga de amendoim ( generosas), eu usei da que tem pedaços de amendoim;
  • 25gr de chocolate culinário cortado grosseiramente.

Como vais fazer?

  1. Liga o forno a 130º;
  2. Com a batedeira, mistura tudo, menos o chocolate culinário;
  3. Dispõe a massa num tabuleiro, e espalha o chocolate por cima da massa;
  4. Leva ao forno, por 30 mins;
  5. Retira, deixa arrefecer, corta em quadradinho, e só para ficar mais giro espalha açúcar em pó por cima!

Sem prazo de validade no calcanhar…

Ontem fui a um funeral.

Que bela maneira de começar isto…

Pois bem, fui a um funeral de um vizinho, pelo qual criei alguma estima, depois de ter acompanhado de perto o início da doença que acabou com ele ali, sem vida num caixão e comigo, cheia de vida a pensar que na última vez que o tinha visto, ele foi simplesmente um doce quando me viu. Como aliás era sempre.

A esposa, já morreu há algum tempo, não tive oportunidade de ir ao funeral dela. No entanto, também ela me ficou marcada, porque enquanto cuidava preciosamente do marido, foi diagnosticada com um problema rarissimo nos ossos e só durou o tempo de perceber que o marido tinha alguma independência. Quando ele já conseguia fazer a vida dele, ela foi-se.

Isto parece um fado demasiado pesado. E é. É um fado que eu julgo, nenhum de nós decide ter, quando os nossos pais nos conseguem finalmente conceber.

Fado…

Ontem, o Diácono, enquanto pregava, para as almas com vida, e as sem vida também, dizia: “será que nascemos para morrer, ou vivemos para morrer?”. Confesso que aquilo mexeu comigo.

Nós somos concebido, com ou sem amor, o processo até chegarmos cá fora é uma seleção. Uns chegam outros ficam pelo caminho. Depois, de já cá fora, vamos aprendendo o básico, uns atingem o complexo, outros chegam a um nível superior, e depois há os restritos, que atingem o nível de conhecimento extra superior. (Novamente seleção natural). Atenção, não me refiro a conhecimentos académicos, refiro-me a conhecimentos sociais, conhecimentos que aprendemos uns com os outros. O meu pai sempre disse: “Tu aprendes muito na sala de aula, mas nos corredores acabas mestre mais cedo…”

Ou seja, estar aqui, hoje, mais velho ou mais novo, é um bilhete de lotaria… Premiado!

O que eu quero dizer com isto, é que nós temos duas opções. Ou, aprendemos diariamente a acordar e a escolher o que vale a pena fazer, sentir e amar, e ser feliz. Ou simplesmente levamos uma vida de preocupações, na esperança que o próximo dia é o ultimo.

Eu penso da seguinte maneira: “pena para as latas de atum que trazem uma data de fim de consumo. Muitas vezes acabam intactas no lixo, porque achamos sempre que o dia de amanha ainda está longe do fim. Já nós, não trazemos a nossa data de fim, impressa no calcanhar, pelo menos não visível. Portanto, hoje pode ser mesmo o último dia. Assim, o melhor é saborear um bom bolo de chocolate e acreditar que amanhã se não houver fatia faço um novo. Ou então, se não houver amanha, ao menos este vai comigo.”

Para mim nós nascemos para viver, amar e ser felizes!
BOLO DE CHOCOLATE
O que vais precisar?

  • 125ml de Óleo;
  • 1 colher de sobremesa de baunilha
  • 125gr de açúcar;
  • 4 ovos;
  • 200gr de chocolate negro em tablete (50% ou mais de cacau);
  • 60 gr de farinha;
  • 60gr de amido de milho;
  • meia colher de café de fermento em pó;

Como vais fazer?

  1. Liga o forno a 130º;
  2. Colocas o óleo e o chocolate em banho-maria, até juntos formarem uma calda bem homogénea;
  3. Bates os ovos com o açúcar e a baunilha até duplicar o tamanho;
  4. Adicionas a farinha o amido e o fermento, misturas bem;
  5. Agora adicionas o chocolate com o óleo. Envolve muito bem a massa;
  6. Colocas o preparado numa forma, previamente untada;
  7. Levas ao forno, e acompanha a cozedura, até não sair massa no palito.

Quero deixar bem claro, que eu adicionei, antes de levar o bolo ao forno, bombons frutos do mar, a todo o bolo, ou seja não aguentei muito para ele ter uma temperatura aceitável e poder ser comido…

Et voilá! Vamos viver o nosso “prazo”…

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Crinkles, get out of here

Esta historia de chegar aos 30, ainda que não os sinta em parte nenhum do corpo, fez-me pensar numa publicidade que dava à uns anos, revitalift da Loreal. Não consigo precisar quando, mas sei que foi à algum tempo.

(Confesso que para mim, anos 90 & 00 soam tudo ao mesmo. Daí não ser capaz de precisar no tempo)

A publicidade mostrava a Andy MacDowell a falar sobre um fantastico creme anti-rugas. Depois de explicar as capacidades milagreiras do creme, a modelo dizia uma frase, tipo punch line. A frase era “wrinkles, get out of here“. A primeira vez que ouvi, repeti um milhão e cem vezes “crinkles, get out of here“. Na minha cabeça fazia todo o sentido. Uns dias mais tarde, numa aula de inglês, falou-se em wrinkles. O meu cérebro viajou na maionese, e eu percebi que andava com a punch line estragada. Mudei, e repeti mais um milhão e cem vezes “wrinkles get out of here“.

Na semana em que fiz 30 anos, dei comigo a adicionar no facebook um grupo novo, onde as pessoas vão postando e falando de pratos de comida que fizeram. (Ah, só existem dois prazeres nesta vida e um deles é comer).  Adicionei o grupo, e quando comecei a correr o meu ecrã, apareceram uns bolinhos com um aspecto incrível, pareciam uns bolos enrugado, tipo crosta de broa, falavam em crinkles. Eu fiquei fascinada. Olhei para a foto e disse para mim mesma “crinkles, get out of here!”. Desta vez fez muito sentido.

Pesquisei sobre o assunto, e li receitas com muito bom aspecto e de vário sabores. Experimentei as de chocolate, e o resultado, foi uns bolinhos com cara lisa sem wrinkles/crinkles. Pensei que tinha funcionado o creme milagreiro de punch line que memorizei. Ainda que bons, eram bolinhos de chocolate, nada mais do que isso, muito longe dos que vi. Pudera, só os deixei 7h no frigorífico e para piorar coloquei-os ao forno com um guisado

Esta semana, repeti a proeza. Deixei a massa 24h no frigorífico. Coloquei o forno a uma temperatura mais baixa, e subi os tabuleiros.

Quando tirei o primeiro do tabuleiro do forno a punch line voltou à minha cabeça: “Wrinkles, get out of here“.

Não sei porque na altura aquilo me ficou na cabeça, sei que sempre que vejo estas bolachas me salta à memoria esta punch line. Também sei que os 30 só me trouxeram rugas de expressão, e dessas eu sou hiper fã, como sou de Crinkles.

CRINKLES

O que vais precisar?

  • 1 tablete de chocolate amargo/culinária;
  • 100gr de açucar branco;
  • 60gr de manteiga;
  • 200gr de farinha;
  • 1 colher de café de baunilha;
  • 2 Ovos;
  • 1 colher de sobremesa de fermento em pó;
  • Açucar em Pó QB.

Como vais fazer?

  1. Derretes o chocolate com a manteiga e reservas;
  2. Bates os ovos inteiros com o açúcar e a baunilha, até dobrar a quantidade e ficar esbranquiçado;
  3. Adicionas o chocolate aos ovos e misturas muito bem;
  4. Adicionas a farinha e o fermento ao preparado, até atingires uma massa bem consistente;
  5. Tapas e levas ao frigorífico por 24h;
  6. Ao fim das 24h, fazes pequenas bolas e untas com açúcar em pó;
  7. Levas ao forno, pré aquecido a 130º, o tempo de cozedura, é de aproximadamente 15/20 mins;
  8. Quando vires as rugas todas a aparecer, e a massa já não reluzir, retiras, deixas arrefecer e colocas num prato;
  9. Serve como sobremesa, como acompanhante de chá… Eu sei lá, até para calar a gula serve!

 

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Combinações improváveis

Existem combinações que nos trazem sensações incríveis, mas que aos olhos alheios podem soar a algo muito estranho. A minha mãe diz sempre, só se pode comentar, depois de experimentar. Eu sou daquelas pessoas, que quando diz que não gosta é porque já experimentou, e não funcionou. Temos o caso, do bolo de espinafres. Muitos dizem que é incrível, eu provei, e odiei. Temos por exemplo coelho, eu já experimentei, e é muito mau, ainda não provei coelho de alguma maneira que me saiba bem. Hmmm, por exemplo também não gosto de ensopado de borrego… Alias borrego, anho, e cabrito. Eu sei que são todos diferentes, mas a não ser que sejam costelinhas de borrego grelhadas com molho de alho, não me convidem, porque eu vou passar muita fome. Aconteceu, eu dizer à minha futura sogra que não gostava, mas disse-o de uma forma pouco convincente. Escusado será dizer, que levei com ensopado de borrego uns dias mais tarde. Desde esse momento, sempre que há ensopado de borrego, há ensopado de galinha para a Angélica.

Confesso que não sou só esquisitices, eu gosto muito de batatas fritas, caseiras, com sumo de limão por cima. Eu bebo leite com cereais em leite quente, criando portanto uma papa que me sabe a céu, e enoja o meu namorado. Eu adoro sandes de batatas fritas, meu Deus eu adoro mesmo muito, sandes de batata frita. Sou 100% fã de churros recheados com chocolate, uma vez por ano, pelo menos, eu tenho de ir à caravana das farturas, comprar um churro recheado de chocolate. Segundo o Pedro, é o meu momento gorda!

Agora que penso, isto são esquisitices, pior do que não gostar de coelho. Pois bem, para adicionar a estes meus hábitos, estranhíssimos, eis que a minha amiga Mafalda inventou o meu novo vício, brownies de chuchu e chocolate. Na verdade ela faz pequenos bolinhos, eu faço em formato brownie. E agora o pensamento é, chuchu e chocolate? Chuchu, aquele legume que substitui a batata na sopa?? Iup, esse precisamente. Quando vi a receita, pensei, só pode estar maluca, depois olhei para o especto dos bolinhos, e tinham um ar tão mas tão apetitoso, que eu pensei, não sei se lhes resistiria.

A verdade é que rapidamente, me transformei num soldado da paz dos hunger games. Sim porque hunger foi o que me deu quando vi os bolinhos.

Liguei para a minha mãe, para ver se a terra tinha sido uma boa mãe e tinha procriado quase milagrosamente chuchus. Aparentemente sim, porque ela tinha um gigante para mim. Cheguei a casa, descasquei-o, piquei as mão e fiquei com elas super ásperas. Porque é o que acontece quando se brinca com chuchu. Cortei em pedaços, meti no liquidificador, pesei o líquido e a partir daí fiz as contas à receita da Mafalda. Oh meu Deus, estes brownies são quase tão bons como os originais, e têm uma contrapartida, como trazem um legume, servem de entrada e sobremesa para uma refeição, e pode ser uma sandes de batatas fritas, com meio limão a regar as batatas… Acho que assim, não engorda tanto!

Brownies de Chocolate e Chuchu – Receitas do Bairro

 

 

 

Quartas-feiras loucas…

Cheguei a casa e tinha de correr muito, por sinal… É dia de ir levar o cesto de roupa para passar. A minha rica mãe, como já devo ter contado, deixou-me sair de casa na condição que lhe levava a roupa todas as semanas para passar… Isto porque, ela tem um serviço contratado, que quanto mais peças menos paga… Por peça… No fim vai tudo dar ao mesmo…

Salame de chocolate…

Sabes aqueles momentos em que tens oportunidade de provar pela primeira vez o melhor doce do mundo e acabas contigo a pedir o mais simples e conhecido?? Tanto eu como a Sofia sabemos.

Estivemos recentemente de férias no Algarve. Demos muitas voltas, e fizemos muitas caminhadas, principalmente para chegar à praia, que fica no fundo de uma falésia. No entanto para o que vou contar, estes momentos de cross, são altamente irrelevantes.

Pois bem, Algarve, muitas voltas. Numa dessas voltas, fomos até Portimão. A dona Alice, mãe do Pedro, adora não só Portimão, como a casa Isabel. Um salão de chá com doces algarvios e conventuais. O sitio é lindo, apesar de por falta de sorte nossa, no dia em que lá fomos, o que mais havia eram crianças coladas à montra. Quando digo coladas é a lamber a montra. Não quero ser mal interpretadas, eu adoro crianças, no entanto faz-me alguma espécie, quando estão aos gritos num espaço pequeno e a lamber as montras. Aparentemente só me fez confusão a mim e à menina que nos atendia, porque a mãe estava calmamente a lanchar….

Pois bem, Portimão, casa da Isabel. Hora do lanche. Todos fomos tentar ver qual o bolo, sim porque não te consegues dissociar dos bolos, ou seja o lanche tem de ser um, ou mais. Cada um escolheu o que mais queria, no entanto para alem do Sr. Rui que se encontrava a guardar mentalmente o pedido de cada um, mais ninguém sabia o que o outro ia lanchar. Resumindo, quando a menina chegou à mesa todos ficamos a olhar para os doces uns dos outros. Eu escolhi um coco. Podia ter escolhido um Dom Rodrigo, se o tivesse visto, mas como ja disse não dava para ver bem a montra. A dona Alice escolher uma espécie de barriga de freira, o Sr. Rui um Dom Rodrigo, para meu bem, não se importou de me deixar provar. O Pedro escolheu uma nata e a Sofia, uma fatia de salame de chocolate. Vejamos, uma casa de doces conventuais, com bolos de todas as espécies e feitios, muitos deles com chocolate, mas a Sofia escolheu salame. Eu devo ter ficado com ar de perplexa, que ela disse logo:”que foi? eu adoro salame. Não sei porque nunca fizeste”. Neste momento, eu senti-me um bocado como o Barney Stinson, só não disse a famosa frase “chalenge accepted“. Confesso que rapidamente me esqueci da escolha dela. A única coisa que me passava pela cabeça era, quais são mesmo os ingrediente? Tu já fizeste isto noutra altura.

Em resumo, num sitio com tanta escolha, onde a Sofia ou eu poderíamos ter comido dos mais elaborados doces escolhemos coisas mundanas. Ela ficou satisfeita, eu mais ou menos, para piorar não me saía o salame da cabeça. não por vontade de o comer, mas por vontade de o fazer.

Esta semana, depois de uma dia de trabalho, cheguei a casa, tirei todos os ingrediente e atirei-me à confecção de salame. Muito simples e aparentemente, o cacau em pó puro fez as delicias da Sofia.

English Version

You know those times when you have opportunity to taste on of the best cakes in the world but you end up asking for the simplest that you know?? Both me and Sofia, we know it.

Recently, we went on holiday to Algarve. We end up doing a lot of walks, especially to get to the beach, which is down a cliff. However for what I have to tell, walks are irrelevant, but tour about Algarve, ain’t that irrelevant. Specially the one that took us to Portimão

Ms Alice, Pedro’s mom, loves not only Portimão, but tea house “Casa da Isabel”. A tea house with Algarvian and “doces conventuais”*. The place is beautiful, although for our bad luck on the day we went there, there were a lot of children glued to the shop window. When I say glued I mean locking it. Don’t take me wrong, I love children, but it gets to me, when they scream in a small place and in addiction they lick things. Apparently, this was only bad for me and the girl that was serving us, because the mother was quietly snacking…

So, Portimão, “casa da Isabel”. Tea time. We all went to the shop window, trying to choose best cake, yes cake, because if you go there you want to try one. Each of us selected the one he wanted, besides Mr. Rui who was mentally storing the request of each, no one knew what the other was going to eat. In short, when the girl arrived at the table we were all looking at each other sweets. I chose a coconut cake. I could have chosen a Don Rodrigo, if I had seen it, but as I already told I couldn’t see well the showcase. Ms Alice chose a kind of “barriga de freira”, Mr. Rui a Don Rodrigo, for my own good he did not care to let me try. Pedro chose a custard cream cake and Sofia, a slice of chocolate salami. Let’s see, a house of “doces conventuais”, with cakes of all kinds and sizes, many with chocolate, but Sofia chose chocolate salami. I must looked puzzled, becauseSofia said, “What? I love salami I do not know why you have never done it..” At this time, I felt a bit like Barney Stinson, whit is favorite quote “challenge accepted”. I must say that I quickly forgot of her choice. The only thing on my mind was, what are the ingredient? You’ve done this before.

In short, a place with so much to choose, where Sofia or I could have eaten the most elaborate, mouthwatering cake, we chose regular cakes. She was pleased, me… well not so much, to make matters worse salami’s recipe didn’t get out of my mind. Not by the will to eat but by the will to do so.

This week, after a day of work, I got home, picked all the ingredients, and started my salami. A very simple recipe and apparently pure cocoa powder made the delights of Sofia.

 

*doces conventuais – a long time ago, in Portuguese convents, nun’s use to have a lot of yolks, since they used white to iron their closes. So they started to create sweets based with yolks and sugar, a lot of it. In Portugal most of typical sweet, from regions, are invented by nuns, so they have a lot of yolks and sugar. This is why we call it “doces conventuais”. Translated by word, convent sweets.

SALAME DE CHOCOLATE

O que vais precisar?

  • 100gr de manteiga à temperatura ambiente;
  • 100gr de açúcar;
  • 2 ovos;
  • 100gr de chocolate em pó;
  • 200gr de bolacha maria;

Como fazer?

  1. Trituras grosseiramente as bolachas;
  2. Num recipiente colocas todos os ingrediente menos a bolacha;
  3. Quando a mistura estiver homogénea, adicionas a bolacha e misturas com uma colher de pau;
  4. esticas uma folha de papel de alumínio de 30 por 30 (cm) e uma folha de papel vegetal da mesma dimensão;
  5. Sobrepões o papel vegetal ao papel de alumínio e coloca a massa em cima sob o comprido, enrola e faz um cilindro;
  6. Leva ao frigorífico e em 2h está pronto a comer!

 

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