Bolo de chocolate… amargooooo

Versão Portuguesa

Existe um chocolate à venda, em países mais a leste da Europa que contem uma percentagem de cacau a rondar os 85/90% ou seja, “amargo como rabo-de-gato”. Honestamente, não sei se rabo-de-gato é amargo, sei no entanto que este chocolate de tão amargo que, em contacto com as papilas gustativas cria uma feira de aberrações no nosso corpo.

Vejamos, o cérebro entra em excitação pela expectativa de introdução de serotonina, então avisa todos os órgãos: “Atenção pessoal, aí vem o que nos está a fazer falta”. Começam todos os órgãos a esfregar as mãos: “UPA UPA”. Então a língua, o primeiro músculo a saborear a serotonina, passa-se. Grita estupidamente alto para todos os outros órgão, músculos e ossos: “FALSO ALARME, FOMOS ENGANADO PELO CÉREBRO”.

Imagina agora um cenário de guerra, do tipo aldeia francesa, no início de século. Quando todos se encontravam nas trincheiras, à espera de oportunidade para atacar o inimigo.

O que acontece no teu corpo, quando a língua avisa todos que o cérebro os enganou, é exactamente isso. Todos os órgãos remetem-se para as trincheiras, colocam os seus capacetes, pouco próprios, e PUM, rebenta a primeira bomba. Ataque ao cérebro. A reacção que tu, capa exterior de todo um conjunto de órgãos, músculos e ossos tens é: “IUK, que coisa horrível”.

Foi isto que me aconteceu. O Diogo teve de viajar para a Roménia, eu pedi que me trouxesse um exemplar. Não queria morrer estúpida. Como não sei quando vou morrer, mais vale experimentar por estes dias. Ora, o Diogo não pode trazer. Quando esteve na Roménia, as temperaturas estavam tão altas que, trazer um chocolate sólido, era arriscar, chegar a Portugal, com um cartão de chocolate líquido… que desgraça. Então eu resignei-me, e prometi a mim mesma que quando anda-se por ali próximo, compraria um para ver o que acontecia.

No entanto, e sendo os amigos a família que escolhemos, ele e a Rachel foram a Praga e à Áustria, este ano. Enquanto se passeavam, nas belas paisagem que e conheci por foto, visualizaram O chocolate. Pensando no meu pedido, não se fizeram rogados, e trouxeram-me O chocolate. Quando eu o recebi, fiquei tão mas tão feliz, que libertei tanta serotonina como o cacau oferece de cada vez que é ingerido. Prometi no entanto, que mal tivesse oportunidade iria usar a joia rara numa das minhas invenções. Todos torceram o nariz!

No passado dia 21 de Outubro, a Rachel completou os tão temidos 27+1. Foi então que eu decidi que era altura de usar a joia rara. As joias devem ser partilhadas, sempre com os que mais amamos, porque são eles que nos ajudam a ser quem somos.

Pois bem, mão à massa. O resultado, foi um pequeno bolo de cacau!

Percebes agora o porquê de eu estar quase há um mês sem cá vir? Tenho andado a fechar ciclos!

Ps: O chocolate existe num supermercado normal, é da marca Lindt. No entanto, obrigada Rachel e Diogo, há gestos que marcam!

English Version

There is a chocolate for sale in most east European countries containing a percentage of cocoa of around 85/90% meaning “bitter as wormwood.” I honestly do not know if wormwood is bitter, I know however, that this chocolate is so bitter that, in contact with the taste buds creates a freak show in our body.

Let’s see, the brain goes into excitement on the expected introduction of serotonin, then notifies all organs: “Attention People, here comes what we’ve been missing”. All organs start rubbing their hands: “UPA UPA”. So the language, the first muscle to taste serotonin, freaks its mind, and cries stupidly high for all other organs, muscles and bones, “FALSE ALARM, WE’VE BEEN FOOLED BY BRAIN”.

Now imagine a scenario of war, the kind French village, at the beginning of the century. When everyone were in the trenches, waiting for an opportunity to attack the enemy.

What happens in your body when the language warns everyone that the brain deceived them, is exactly that. All organs go to the trenches, put their helmets, little own, and PUM, Busts the first bomb. Attack to the brain. The reaction that you, outer layer of a whole set of organs, muscles and bones have is: “IUK, what a horrible thing.”

This is what happened to me, when a tasted really bitter chocolate for the first time.

Diogo had to travel to Romania, so I asked him to bring me bitter chocolate. I don’t want to die stupid, and I don’t know when I will die, better try these days. Now Diogo couldn’t bring it to me. When he was in Romania, temperatures were so high that bring a solid chocolate, was to risk, to get to Portugal, with a liquid chocolate card … what a disgrace. So I resigned myself, and I promised myself that when I’m near, or even in, east European countries, I’ll buy one to see what was happens.

However, being friends the family we have chosen, Diogo and Rachel went to Prague and Austria this year. As they walked, the beautiful landscape and I met by photo, they found the Chocolate. Thinking about my request, they brought me The Chocolate. When I received it, I was so happy, that I almost freed much serotonin as cocoa offers each time it is swallowed. I promised however, that by the time I had a chance I would use the rare jewel in one of my inventions. All turned up their noses!

On 21 October, Rachel completed so feared 27 + 1. It was then that I decided it was time to use the rare jewel. The jewels should be shared, always with those we love most, because they are the ones that help us be who we are.

Well, hands in work. The result was a small cocoa cake!

Now you know why I’m almost a month without coming here… I’ve been closing cycles!

NB: This Chocolate exists in a normal supermarket, it is Lindt brand. However, thanks Rachel and Diogo, there are gestures that mark

BOLO DE CHOCOLATE NEGRO

O que vais precisar?

  • 50gr de chocolate negro (80-90% de cacau);
  • 50gr de manteiga;
  • 50gr de açúcar;
  • 20gr de farinha;
  • 1 Ovo;

Como vais fazer?

  1. Pré-aquece o forno;
  2. Derrete o chocolate em banho-maria e adiciona a manteiga, até ficar tudo bem misturado;
  3. Numa tigela, bater os ovos, o açúcar e a farinha;
  4. No fim adicionar o chocolate e a manteiga. Mexer tudo muito bem;
  5. Colocar numa forma pequenina, previamente untada com manteiga;
  6. Deixar cozinhar por minutos, para não ficar muito seco;
  7. Quando o bolinho estiver pronto, selecciona os chocolate que mais gostares, do tipo doce. Eu optei por barras de kinder. Derreti em banho-maria e cobri o chocolate.


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Quero ressalvar, que apesar do meu corpo ter péssima reacção ao chocolate negro, eu provei a massa do bolo e estava muito saboroso!

Foi do meu cérebro que veio o Rolo….

Versão Portuguesa

Dizem os entendidos que somos o que comemos… Eu diria que infelizmente o que comemos nem sempre somos nós.
É certo que a pessoa é feita de comida, daí o aviso prévio às castanhas ou feijões, no entanto nem sempre nos encontramos consciente e cientes do que ingerimos. Que o diga eu que, enquanto pensava na receita de hoje, e a executava, dei por mim a devorar literalmente M&Ms. Não que o estivesse a fazer conscientemente, não estava. Mas estava a fazê-lo em parceria com o facto de estar a bater um bolo. Eu não consegui parar de abrir o frasco enfiar a mão la dentro, roubar uma mão cheia de M&Ms e leva-los à boca. Fiz este processo pelo menos duas vezes… À terceira ouvi a amargura do meu cérebro/consciência: ”Aqueles M&Ms estão neste momento a alojar-se nas zonas mais difíceis do teu corpo… Barriga e coxas… Para, tu estas maluca?!”
Em seguida, veio o sentimento de culpa… Eu honestamente não sei o que mais me magoa… Se sentir os M&Ms a procurar alojamento no meu corpo, se o facto de a minha consciência chorar. É horrivelmente degradante, sentir que todo o teu esforço, associado à última ida ao ginásio, está neste momento a ser inválido. Imagina uma conta bancaria, neste momento estaria o gestor de conta a ligar, porque não só tenho a conta a descoberto como tenho dividas para pagar. Ora bolas… O pior nisto tudo, é que não entendo o porquê de ter estes acessos irracionais. É como se a luz se apagasse, e eu pudesse comer tudo que ninguém veria… nem eu mesma. Como quando somos miúdos, e nos dizem não mexe. A primeira pergunta que o cérebro faz é:”Ora pois bem, e começo a não mexer onde?!”
Vendo bem, provavelmente é daí que vem o meu comportamento pouco racional, de devorar chocolates inconscientemente. Eu vou mexer sempre e provavelmente partir, eu vou comer sempre e sentir que se alojou na zona da anca. Esta sina, persegue-me desde miúda. Não era eu que partia, era o meu cérebro que me orientava para o sítio e às tantas as coisas partiam-se… Como? Não faço ideia, mas acontecia. Não era eu que ali estava. Pronto era eu, mas não era eu. Porque eu não parto jarras de cristal caríssimas só porque sim, assim como não devoro M&Ms só porque sim. O meu cérebro enganador, é que me leva a fazer as asneiras… Como se tivesse prazer em ver-me ser castigada…

O problema, tal como naquela publicidade da rádio do suplemento para o cérebro, é que o meu cérebro sou eu. Ou seja, quando digo que fiz um ato inconsciente, estou simplesmente a tentar desculpar-me da parvoíce de devorar M&Ms…

O que eu quero dizer, para além de dar a receita do rolo, é que alojar M&Ms nas coxas é culpa minha. Não do meu cérebro. Eu sou culpada pelos meus atos… Logo, sim nós somos o que comemos, e o que comemos somos nós. Porque cada um de nós escolhe devorar brócolos o M&Ms. Ninguém faz essa escolha por nós, nem a voz da consciência. Somente o nosso cérebro que somos nós!

English Version

The experts say that we are what we eat … I would say that unfortunately not always what we eat is what we are.

It is true that the person is made of food, hence the notice to let say beans, but not always we are conscious and aware of what we eat. That tells me that, thinking in today’s recipe, and baking it, I found myself literally eating M&Ms. Not that I was doing it consciously, I wasn’t. But I was doing it while baking a cake. I could not stop opening the bottle stick his hand inside it, stealing a handful of M&Ms and bring it to mouth. Made this process at least twice … The third time, I heard the bitterness of my brain / consciousness: “Those M&Ms are currently on vacation in the most difficult areas of your body … belly and thighs … Are you insane?! ”

Then comes the guilt … I honestly do not know what hurts the most … If the feeling of M&Ms looking for a place in my body, or the fact that my conscience is crying. It is horribly degrading, feel that all your effort, associated with the last trip to the gym, currently is being invalid. Imagine a bank account, at this moment account manager would be calling because not only I have the account with no money as I have debts to pay. What the hell … The worst in all this, is that I do not understand why you have these irrational access. It’s like the light went out, and I could eat everything that no one would see … not even me. As when we are kids, and mom asks not to be an elephant on the pottery shop. The first question that the brain does is, “Oh well, and where can I not be an elephant??”

Well, probably that’s where my irrational behavior comes from, devouring chocolates unconsciously. I’m always going to be the elephant, I will always eat and latter feel that it is lodged in the hip area. This fate, chasing me from girl. It was not that I was braking things, it was my brain that guided me to the site and so many happened … How? No idea, but it did happen. It was not I that I was there. I was there, but it was not me. Because I did not break overpriced crystal vases just because yes, and do not devour M&Ms just because. My deceived brain, takes me to do stupid things … As if he’d be happy to see me being punished…

The problem, is that my brain is me. That is, when I say I made an unconscious act, I’m just trying to excuse myself from eating M&Ms …

What I mean, apart from giving the cakes recipe, it is that housing M&Ms on my thighs is my fault. Not my brain’s. I’m guilty for my actions … So yes we are what we eat and what we eat is what we are. Because each of us chooses to eat broccoli or M&Ms. No one makes that choice for us, not the voice of conscience. Only our brain that is what we are!

ROLO DE CHOCOLATE E DOCE DE LEITE

O que vais precisar?

  • 250gr de açúcar;
  • 6 ovos;
  • 1 colher de chá de fermento;
  • 1 colher de sobremesa de essência de baunilha;
  • 2.5 colheres de sopa de chocolate em pó;
  • 150gr de farinha;
  • 4 colheres de sopa de água;
  • doce de leite para o recheio

Como vais fazer?

  1. Ligas o forno a 100º e untas uma forma rectangular plana;
  2. Separa as gemas das claras e bate as claras em castelo;
  3. Adiciona o açúcar às gemas e mexe bem;
  4. Adiciona a baunilha e o chocolate e mistura bem toda a massa;
  5. Adiciona as claras, mexe e no fim coloca a farinha e o fermento;
  6. Dá uma volta final à massa e coloca-a na forma na rectangular;
  7. Leva ao forno, tapa com folha metálica e sobre a temperatura para os 180º;
  8. Molha um pano, estende-o no balcão, espalha açúcar sobre o pano e assim que o bolo esteja cozido (teste do palito) vira-o sobre o pano (ainda o bolo bem quente);
  9. Besunta o bolo com doce de leite, enrola e deixa ficar por 5 minutos;
  10. Retira o pano e serve.

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Natal a 100%…

Os meus últimos dias têm sido caótico. De tal forma, que me senti quase como a Lucy, no filme Lucy, não pelos intrincados, mas pela capacidade de usar o cérebro a 100%. Sim eu sei, eu não usei o cérebro a 100%, mas vi-me obrigada a usar os meus 10% a 100%, (de notar que não se usa só 10% do cérebro, contudo para o filme que se segue, esta afirmação é plausível).

Estamos a 17 de Dezembro, dia em que fiz um post sobre um quiz de Natal. Este dia, correu sem percalços, normalíssimo. Pacifico. Contudo, com o nervoso miudinho de estar prestes a entrar na casa dos 27… Bolas, canseira! O dia acabou e o começou dia 18. O dia 18, é o dia de aniversário da Sof’s a irmã do meu mais que tudo, fomos até Braga cantar-lhe os parabéns. Porque ela até é uma boa menina. Contudo devo relembrar que a distancia entre Espinho e Braga é de aproximadamente 50km, ou seja 4 pessoas meteram-se no carro, percorreram 50km com intuito de cantar parabéns a 1 pessoa… Se isto não é um ato de amor e natalício, mostrem-me os vossos caixotes do lixo. A festa acabou e regressamos a casa. Pelo caminho, entramos no dia 19 de Dezembro, também conhecido pelo aniversário da Angélica. Foi uma alegria. O namoradão e os pais do namoradão, cantaram os parabéns. O telemóvel começou a tocar… Eu estava delirante, e cheia de sono, porque já passava em muito do meu horário de recolher. Nessa noite, deitei-me tarde… Vá eu agora com 27, aprendi a valorizar o conceito de dormir. Cá em casa, é para acordar cedo, e eu tenho de seguir as regras, logo o ideal é deitar-me cedo… Coisa que não aconteceu e às 8h da matina, tinha o Pai, a Mãe e o Leo a cantar-me parabéns e a acordar-me numa festa só. Eu adoro este momento anual, mas eu tinha tanto sono… Escusado será dizer que já não dormi mais, porque a pessoa faz anos, mas tem trabalho para fazer. Esse dia foi especialmente cheio de trabalho. Tratar dos afazeres do FasSopa, levar a Marta aos domicílios, enfim um autocarro de coisas. Tudo seria normal, não fosse o facto de durante o caminho para um desses domicílios, um Yorkshire ter decidido atravessar-se no meio do meu caro. Podia ter morrido… mas não, ao que parece eles sabem o que fazer quando a roda traseira de um carro lhes passa por cima, ou seja depois de 2h de exames no veterinário, descobrimos que o bicho estava só em estado de choque e com uma infecção que passaria ao fim da toma de corticoides. Ou seja, o meu aniversário não estava perdido. De tal forma, que à noite todos rumaram a minha casa para festejar o facto de eu ser uma miúda de 27 anos. Foi bom e saboroso e acho que não me importava de fazer anos todos os dias. Contudo teria de controlar melhor o festejo, porque novamente deitei-me tarde e no dia seguinte acordei antes do galo cantar para o dia que se avizinhava. Ida ao médico, festa de família da Sof’s, jantar de Natal com os amigos… Sim, isto aconteceu tudo no mesmo dia. O meu cérebro martelava, mas ás tantas começo a funcionar a um ritmo quase alucinante… até que adormeço a meio da tarde no sofá… Isto não me fez chegar tarde aos compromissos, por isso: “Ura Ura, tudo correu como previsto”. Ou então não, porque o Pedro repetiu algumas vezes:”terra chama Angélica”, durante o jantar.

Estamos portanto em sábado à noite, e eu a pensar, domingo de manha, recupero horas de sono. Foi então que a Andreia achou por bem informar que o comboio dela saía às 9h da manha. Eu estive quase a ter um ataque de stress traumático, por carência de sono. Contudo, consegui controlar os meus neurónios e dormi 5h e fui levar a Andreia ao comboio. Estava tão sedada, que agora pensando bem, devia parecer uma maluquinha… Domingo de manha, roupa de ir ao ginásio, cabelo mal amanhado e cedi aos meus pais que quiseram ir tomar o pequeno almoço fora… EU FUI ASSIM. Acho que ninguém me viu nesses trajos, porque não me recordo de questões do tipo: “Que se passa contigo? Que ar andrajoso é esse?”.

No domingo, para alem do pequeno-almoço, tive almoço de família, e ainda aniversário de uma tia. Estamos precisamente no 4º dia de festa. Tudo poderia ficar por aqui, não tivesse eu ido ontem ao médico, recebido noticias do tipo positivas: “Boa, o teu esforço está a funcionar”. À noite fomos cantar os parabéns via Skype ao Paulinho. Oyeah,5 dias de festa.

Hoje é dia 23, hoje é dia de preparação para a festa do ano, o Natal. Eu ainda estou a ressacar dos últimos 5 dias e já se avizinham mais 2?!?!?! Bolas, esta época do ano é fenomenal mas tão desgastante… Quem se queixa é Antoinette, a minha balança. Tem nome francês, por se tratar do meu único exemplar a gritar: “Olha a linha Angélica!”. Todos sabemos que os franceses se preocupam bastante com a aparência física. Ou então, têm todos um fantástico metabolismo, porque é difícil encontrar um francês gordo.

Em resumo, 7 dias de festa, com interrupção de um dia… se isto não obriga os teus 10% de cérebro a trabalhar a 100%… Então o que obriga?! Um exercício de betão armado?! Provavelmente… Mas tanta festa, também obriga o cérebro a funcionar, de contrario como me apresentaria eu nos festejos?! Do tipo classe zumbi?!

Pronto, a verdade é que 5 já passaram e agora vem aí o tão esperado Natal!!! Só de pensar na mesa do Natal babo, ou pelo menos, as minhas papilas gustativas rejubilam. Eu prometi que durante a época natalícia só traria receitas natalícias, e hoje contei a complicação dos meus últimos dias. Ou seja a minha receita de hoje é um nadinha mais complicada que o costume, mas vou tentar deixar de forma a perceberes bem.

Antes de passar a essa receita, quero deixar uma mensagem a todos os que vêm cá ler as minhas insanidades.

Desejo, do fundo do coração, que o frio que está na rua não chegue ao centro do teu Natal. Que sejas abençoado com a melhor companhia. Se estás sozinho, lembra-te sempre, Maria e José andavam sozinhos, barrigudos e com um burrinho, e na noite de natal, foram abençoados pelo espírito de todos os que se encontravam em redor.

Um Santo e Feliz Natal!

Deixo aqui uma foto de todos aqueles que de alguma maneira ou de outra, fizeram parte dos contos deste blog. Ou seja o meu postal de Natal.

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SERICAIA DE ELVAS (receita de restaunet)

O que vais precisar?

  • 450gr de açúcar;
  • 120gr de farinha sem fermento;
  • 10 ovos;
  • 600ml de leite;
  • 250ml de água;
  • Casca de meio limão;
  • Canela em pó q.b.

Como vais fazer?

  1. Faz uma calda, fervendo o açúcar com a água e a casca de limão. Tens de atingir o ponto de fio. Ou seja, quando levantas a colher de pau a calda cai em fio, sem interrupção;
  2. Num outro fervedor coloca a farinha e o leite, mistura com a varinha de contrario esta mistura fica grumosa. Leva ao lume até ficar bem consistente;
  3. Quando ambos os fervedores, atingirem os objectivos propostos, junta tudo num, mistura bem e volta a levar ao lume. e mexe, ate se tornar numa massa bem misturada. Tira do lume e deixa arrefecer;
  4. Divide as claras das gemas, e bate as claras em castelo.
  5. Bate as gemas e adiciona o preparado que estava a arrefecer. Provavelmente ainda está quente, por isso tens de ter cuidado a misturas as gemas com o preparado, para não cozer as gemas. Mistura tudo;
  6. Adiciona as claras à massa anterior e mexe bem, mas sem ser muito rápido, para a massa ficar arejada;
  7. Unta um prato grande em barro com manteiga, verte a massa para dentro e leva ao forno a 250º. Quando começar a ganhar cor, tapa com papel de alumínio e coze até começarem a abrir fissuras na massa;
  8. Retira, deixa arrefecer e ser.

Eu tive de fazer duas porque o meu prato não era grande o suficiente, e só tenho foto da pequena. Se contigo acontecer o mesmo, ou corta nas quantidades ou divide por várias travessas de barro.

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Como ou não como?

Estive a fazer uma pesquisa sobre os diferentes lobos cerebrais. Quais as suas acções. É verdade que tanto a Cris como a Andreia, já me tentaram explicar, por várias vezes, como funciona o cérebro humano. Acontece que eu às tantas estava perdida e não percebi nada. Contudo, ontem à noite enquanto tentava dormir, coisa que não aconteceu, desenvolvi toda uma teoria em torno do cérebro. O sim e o não. Ou melhor, para que lado vou? Tu pensas:” só percebeste isto agora? todas as acções na vida passam pelo sim e não”. Não, eu não percebi isto hoje, consegui foi hoje justificar isto. Eu acho que o facto de andar sem chocolate à 16 dias está a tornar-me muito mais racional e fria, fazendo-me ver e ouvir a verdade. Como testo esta minha teoria? Muito simples, começando exactamente pelo chocolate. Tu visualizas o chocolate, e o cheiro entranha-se e a boca dispara em saliva. Então o teu cérebro pergunta:” devo comer?” e metade responde:”claro que sim, imagina o prazer de o trincar.” A outra metade responde:” Nem penses, se o comeres não vais conseguir vestir as calças novas e justíssimas que compraste” o cérebro reúne a informação e delibera. Como ou não como?! Vejamos agora perante a presença de um bonito vestido. Tu visualizas, a mão toca o tecido e a boca abre. O cérebro pergunta:” compro?”. Metade do cérebro responde:” Claro que sim, ai vai ficar-te a matar. Não tens nada parecido e o preço não é assim tão alto”. A outra metade do cérebro responde:” é caríssimo, de certeza que não tem o teu numero e mais essas, cores não combinam contigo”. Novamente, o cérebro reúne tudo e delibera. Compro ou não compro?!

Toda esta teoria tem uma razão de ser, fazer ou não fazer dieta?!

Estás em dieta, uma épica dieta. Tenho para mim que o Aquiles não tinha só o calcanhar frouxo, se estivesse perante a minha dieta, também ele perecia. Então, como eu dizia… Estás em dieta e visualizas queijo, daquele que derrete ao toque e na boca. Daquele que, quando acendes o forno, ele já está a dizer:” não me leves para ali que eu não aguento!”. O cérebro pergunta: “devo comer?”. A tua mão tenta alcançar, as papilas gustativas entram um colisão total. O teu nariz está literalmente a snifar. Nesse momento, metade do cérebro responde:” oh uma vez não faz mal. Anda lá, olha só para a tentadora cor”. A outra metade diz:” hoje na boca amanhã na coxa. Nem imaginas o quão gorduroso ele é”. Chegou então o momento de deliberação. Como ou não como?

A verdade é que já lá vão 16 dias que não como deste queijo. O único que posso integrar na minha curtíssima lista de alimentos, é o queijo fresco. Ou seja, perante o caminho em cima descrito, durante 90 dias eu vou dizer:” não como”. 16 estão a acabar e 74 estão para vir. Está difícil… mas eu não vou ceder, porque no fim vou ficar bem gostosa e o vestido da deliberação vai ser comprado. Enquanto isso elaboro, ou tento elaborar, comidinha light!

SANDWICH SKINNY ANGIE

O que vais precisar?

  • 2 fatias de pão integral;
  • 1 tomate de salada pequeno;
  • 1 peito de peru;
  • 1 queijinho fresco magro;
  • Sumo de 1 limão

Como vais fazer?

  1. Verte o sumo do limão sobre o peito de peru e deixa ficar por 30minutos;
  2. acende o fogão e coloca-lhe uma frigideira sem qualquer tipo de gordura, durante aproximadamente 5minutos. Ao fim desse tempo coloca o peito de peru e deixa ganhar cor de grelhado de um lado e do outro. não é preciso muito tempo, eu diria que conta até 60 em cada um dos lados e está;
  3. Corta o tomate em rodelas e o queijo fresco também;
  4. Vamos montar a sandwich. Colocas uma fatia de pão e em cima o tomate, depois o peru, em seguida o queijo e tapa com outra fatia de pão.
  5. Corta a meio. Para mim uma sandwich desta dá para duas refeições, mas eu acho que é pela dimensão do pão. Vê como funciona contigo.

Simples, rápida e magrinha… Quase como eu vou ficar em 76 dias!

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