1992

Sinto-me descansada, relaxada é mais o termo.

11.06h – 8/10/2017

Bom dia mundo, foi o que pensei logo depois de me espreguiçar. O Pedro já se tinha levantado, e hoje não fui acordada por um Sheldon carente que quer muito recolher calor humano dos donos. Confesso que me deixei ficar mais uns minutos, não me lembro da ultima vez que me levantei depois do Pedro. Isto realmente sabe a preguiça pura.

Depois de percorrer as minhas redes sociais lá me levanto, e muito sorrateira abro a porta que dá para o hall a sala e a cozinha. O Sheldon, já me tinha sentido, e portanto estava ali para me fazer uma recepção digna de estrela de Hollywood, o Pedro estava a domingar no sofá com o livro, que sabe que tem de ler porque eu já tirei tiquet para o ler e o pai também. Fui à cozinha fiz o pequeno-almoço e vim para a “roina” do sofá, enquanto comíamos o Sheldon estava louco para poder partilhar comida connosco. Não, regra numero um, se no fim sobrar recebes um bocadinho… ele la acalmou, tirei tudo da sala para a cozinha, e voltei para o sofá, o Pedro voltou ao livro dele e portanto passei a ser a dona do comando. Parei no canal Hollywood, estava a dar um filme que já não vejo, faz imenso tempo. Já ia próximo do fim, mas mesmo assim insisti em ver. O Sheldon arranjou posição entre mim e o Pedro, e ali naquele momento eu senti-me uma afortunada. Eu o Sheldon e o Pedro, domingo de manha a aproveitar a companhia uns dos outros.

Enquanto fazia cafunés nas orelhas do Sheldon, as lágrimas inundaram-me. Não pela felicidade daquele momento, mas pelo filme que estava a dar. O meu primeiro beijo. Basicamente, um menino e uma menina de 11 anos, nos anos 90. liberdade infantil, ela apaixona-se pelo professor de poesia, ele é o melhor amigo. Entre brincadeiras e conversas pueris, acabam por experimentar o primeiro beijo entre o dois. Não conto mais, porque é um filme digno de se ver.

Faz-me chorar, porque me recorda a simplicidade da minha infância. Porque me recorda de como era bom todos juntos a jogar às escondidas, enquanto a tia Lina nos chamava para lanchar. Porque me faz perceber, que se um dia tiver um filho, ele não vai ter acesso à mesma inocência. A um primeiro beijo sem o peso que isso acarreta. Porque a minha sobrinha, não vai saber o que é andar descalça na rua, porque dá mais jeito… Foi por isso que tive um momento de nostalgia profunda. Porque em 1992, só a rua sésamo nos fazia correr para casa. Hoje, provavelmente só a rua sésamo os faria correr de casa…

 

Isto da nostalgia e da simplicidade da vida tem me inundado esta semana. Ao ponto de ter saudades de comer bolo de cenoura. Julgo que foi dos primeiros bolos que fiz. era miuda queria fazer um bolo e a minha mãe ensinou-me a fazer um de cenoura, acho que na altura não saiu assim muito bem, e a minha mãe como sempre culpou o facto de eu não ter separado correctamente as claras das gemas. Eu era e sou trapalhona… Ora então aqui a trapalhona nostálgica esta semana perdeu a cabeça, e encontrou o liquidificado. O resultado foi um bolo de cenoura super fofo e saboroso.

Ah como era bom voltar a 1992 beber cevada da tia lina, comer este bolo e ver a rua sésamo, tudo super rápido porque a trapalhona tinha os amigos na rua à espera para brincar…

BOLO DE CENOURA

O que vais precisar?

  • 3 cenouras descascadas e cortadas grosseiramente (médias);
  • 1/2 chávena de óleo;
  • 3 ovos;
  • 1/2 chávena de amido de milho;
  • 1+1/2 chávenas de farinha;
  • 1+1/2 chávenas de açúcar;
  • 1 colher de café de fermento em pó;

Como vais fazer?

  1. No liquidificador colocas os ovos, as cenouras e o óleo;
  2. Liga o liquidificador no máximo, unta uma forma e liga o forno, 170º;
  3. Numa bacia colocas, o açúcar, a farinha, o amido e o fermento, mistura tudo com uma colher de pau;
  4. Quando a mistura do liquidificador estiver homogénea (cenouras desfeitas), vertes para a bacia e misturas o liquido aos secos. Tudo com auxilio da colher de pau;
  5. Quando a mistura, estiver bem unida, vira para a forma e leva ao forno, 40 mins;
  6. Para a cobertura eu usei metade de uma tablete de chocolate amargo (60% cacau) mais a mesma quantidade de chocolate de leite, derreti os dois em conjunto e depois do bolo pronto pus como cobertura;

WP_20171005_18_32_43_Pro

WP_20171005_18_32_03_Pro

Temos em baixo uma pata branca a fazer-se ao bolo…

 

 

Anúncios

A minha pequena nação está de luto, e eu fiz bolo de cenoura para compensar… ou pelo menos tentar

Esta semana está a ser complicada. Não, eu não vou falar do desastre do jogo de segunda, que depois de tanta expectativa, me fez lembrar que os impropérios me saem boca fora naturalmente e alto, sempre que vejo Portugal a perder… sinto-me deveras embaraçada, mas eu não tenho culpa do amor que nutro à Camisola.

Venho contudo falar da perda que tive esta semana. Os meu Mandarins deixaram os filhos morrer à fome. Eu estou desolada… nem sei por onde começar…
Pois bem, depois de me instruir no assunto “criação de pássaros“, muitos blogs de entendidos eu ando a ler sobre o assunto, percebi o que fazer para que os meus amigos passarinhos possam construir a sua própria família. Freud, diria que eu estou a projectar as minhas vontades nos meus pássaros, eu digo simplesmente que o silêncio de uma casa vazia é doloroso. Assim, a solução é trazer sangue novo. Eu poderia gastar os meus trocados num novo casal de pássaros, mas porque não fazer uma árvore genealógica? Foi assim que arranjei gaiolas maiores para os casais, comprei ninhos e dei fio de cocô para decorarem as casas, ou seja, dei o incentivo e comprometi-me a nunca faltar com comida e água. Em suma, eu sou o estado e em troca de bebês dou o abono, neste caso em géneros. Conversei, e fiz um apelo à minha nação, até convoquei o vice presidente Leo. Confesso porém, que este não pode estar presente devido às quezílias que mantém com o resto da nação. Enfim, ambas as famílias da minha nação, assentiram que fariam os possíveis para aumentar os da sua espécie.  No fim da reunião, cada um foi para sua casa, com intuito de procriar. Os Agapornis chegaram a casa e decidiram que ainda são muito jovens e têm muito para curtir, tipo eu e o Pedro. Primeiro viver e lá pós 40 pensamos em investir em crianças… Já os Mandarins, não se fizeram de rogados e nessa noite procriaram. 4 ovos foram dados à luz. Eu dei uma conferência de imprensa, dando a conhecer que a nação ia aumentar, haviam três bebés a caminho. Visto que um dos ovos não tinha nadinha. Eles vieram ao mundo com ajuda da destreza e desenvoltura dos pais. Contudo, tudo se tornou dramático. Os pais não sabiam como saciar a fome dos bebés, e eu, a presidenta desta pequena nação, continuei a oferecer uma ração bastante variada, mas ao fim de 3 dias os corpos foram trasladados do ninho para a sepultura. Foi demasiado cruel ver a mãe e o pai sem saber o que fazer. Porém, mais impotente me senti eu por não ter formação de segurança social e poder retirar a guarda das crianças aos pais. Foi horrível, o funeral foi de uma tristeza só. Um país como este, onde até o vice presidente dita ordens, como pode não ser fiável à sua sociedade? Foi triste…
Digo contudo, que o luto já foi feito. Todos choraram, todos barafustaram, mas no reino animal tudo se processa mais rapidamente.Por isso, já todos estamos refeitos. O bom presidente é aquele que sabe como melhorar a dor da sua nação, e do meu ponto de vista isso passa pela alimentação, ou não fosse eu uma food addict. Isto dito noutra língua faz-me sentir bem mais magra… Então voltando ao assunto que me cá trás hoje, variação de alimentos. Comecei então a dar maçãs, melão e cenoura aos passarinhos. Eles adoram. Na minha tarde de luto, reparei na destreza e satisfação com que os Agapornis devoram as cenouras. Isso levou-me até um assado que comi à uns tempos, cuja carne era recheada de cenoura. Sinceramente, aquele sabor agridoce não me satisfez. isto porque a cenoura assada fica com um sabor adocicado. Daí a existência do famoso bolo de cenoura. Foi então que para afastar do pensamento a tristeza que sentia decidi ir até à cozinha e elaborei o meu bolo de cenoura.  Aqui vai a receita.

BOLO DE CENOURA

O que vais precisar?

  • 150gr de açúcar amarelo
  • 50gr de manteiga amolecida
  • 2 ovos inteiros
  • 1,5dl de óleo
  • 300gr de cenoura ralada
  • 230gr de farinha
  • 1 colher de chá de fermento
  • 1/3 de uma tablete de chocolate negro para cobrir o bolo.

Como vais fazer?

  1. Liga o forno a 100º e unta uma forma de bolo inglês;
  2. mistura o açúcar com a manteiga até ficar uma massa bem oleosa;
  3. Adiciona o óleo, e o ovos e continua a bater o bolo;
  4. Com auxilio de uma colher de pau, mistura a cenoura à massa;
  5. Quando a massa estiver bem misturada, adiciona a farinha e o fermento, peneirando e misturando com uma colher de pau;
  6. Passa farinha na forma do bolo, para este não colar e verte a massa;
  7. Leva ao forno, e retira-o quando ao fazeres o teste do palito já não sai massa;
  8. Desenforma o bolo ainda quente e espalha os quadrado de chocolate pelo bolo. O calor do bolo vai derreter o chocolate de com uma faca de manteiga espalhas o chocolate pela superfície do bolo;
  9. Deixa arrefecer e dá-lhe uma trinca.

 

ImagemImagemImagem