Focaccia…

Versão Portuguesa

Sabes aqueles momentos em que sentes uma inspiração que vai das pontas dos dedos dos pés, às pontas dos cabelos? Aquela sensação, que te faz não querer nem conseguir estar quieto? Aquele momento em que uma das lâmpadas, que às tantas se apagou e não sabes bem porquê, voltou a dar luz de repente? Aquela estranheza do: “é precisamente isto!”…

Foi isso mesmo que me aconteceu. Eu ate tenho uma justificação lógica para a falta de “inspiração” (sim porque eu não sou nem cozinheira nem escritora), chama-se excesso de procrastinação… Ou seja, primeiro foi a antecipação das férias, vivi ao sabor disso. Depois foram as férias, e aí sim eu saboreei. De tal maneira que todos os dias me peso e penso se a balança estará mesmo a ser honesta comigo. Quero com isto dizer que, com excepção dos dias em que trabalhei, eu pouco mais fiz do que:

-comer, comida feita por outros;

-não fazer nada;

-terminar os três livros que tinha em lista de espera.

Ah vida boa!

Os livros eram mesmo muito bons. O segundo, fez-me pensar na forma como meio mudo engana outro meio. Já o último fez-me ter muita vontade de voltar a ser a Angélica que adora a cozinha. Deu-me vontade de fazer pão. Tudo porque, “Pão, mel e amor”, fala de uma mulher que depois de ter tudo, perde tudo e começa do zero a fazer algo que assume como um hobbie, fazer pão. Sendo que é descrito o processo de fazer pão, é que já não tive mais sossego na alma. Eu queria e tinha de fazer pão… Então, ela fala em focaccia. O verdadeiro já foste, não consegui pensar em muito mais. Se não fosse suficiente, a minha mãe comprou a revista do continente e ali estava, a receita da focaccia. Como se diz muito no Porto, “fechei o tasco”, fixei-me de tal forma na ideia que só sosseguei quando a consegui fazer.  Na segunda, sai do trabalho e dirigi-me ao pingo doce, porque era o “mais à mão” e comprei o fermento que faltava. Dei uma vista de olhos por algumas receitas, extra a do continente, e acabei por seguir a da revista do continente. Foi um sucesso, para as papilas gustativas e também para os meus músculos que já precisavam de trabalhar na cozinha! Confesso que ontem ainda me lembrava do sabor…

Ressalvo que só terminei o livro na segunda à noite, e quando acabei de ler, descobri que no fim tem receitas para todos os pães que são elaborados… Parece-me que vamos ter mais receitas de pão!!

English Version

You know those moments when you feel an inspiration that goes from the tips of the toes to the tips of hair? That feeling, that makes you not want or be able to be quiet? That moment when one of the lamps, that long faded and you do not know why, suddenly returns? That strangeness of: “It is precisely this!” …

That’s exactly what happened to me. I even have a rationale answer for the lack of “inspiration” (yes because I am neither cook nor a writer), it is called procrastination …  All because, first I was anticipating holidays. Then It was holidays, and yes I tasted it like great chocolate. So, that I still think my scale is lying to me, when the weight appears. I mean, with the exception of the days I worked, I did little more than:

-Eat, food made by others;

-Do nothing;

-Finish the three books I had on the waiting list.

Ah amazing life!

Books were really good. The second, made me think about how half the world fools the other half. But the last one, made me have a great desire to return to be the Angélica who loves the kitchen. It made me want to make bread. All because, “Little beach street bakery,” tells, of a woman who after losing everything, starts from scratch doing something that is taken as a hobby, baking bread. All her process of baking bread, is described, and this made me no longer have more peace in the soul. I wanted and needed to bake bread … Then she speaks of focaccia. I could not think of much more. If it were not enough, my mother bought the magazine of “Continente” and there it was, the recipe for focaccia. My mind got stuck in baking it. In the second, I got out of work, I went to the supermarket, and bought the yeast missing. I took a look for some recipes before it, and I ended up following the continent’s magazine recipe. It was a success for the taste buds and also for my muscles already needed to work in the kitchen! I confess that yesterday still remembered the taste …

I only finished the book on Monday night, and when I finished reading, I discovered that in the end of it, there are all the recipes for all the breads that were baked during the book … I think we will have more bread recipes !!

FOCACCIA (baseada na receita de Continente Magazine)

O que vais precisar?

  • 2 Chávenas de farinha + 1 chávena;
  • 1 Chávena de água quente;
  • 1 Colher de sopa rasa de açúcar;
  • 2 Colheres de sopa de azeite;
  • 1 Colher de sobremesa de sal grosso;
  • 1 Embalagem pequenina de fermento de padeiro, fresca;
  • Ingredientes para cobrir o pão. Eu usei chouriço, mozarela, orégãos e azeitonas;

Como vais fazer?

  1. Num recipiente colocas a água e o fermento, e com auxílio de um garfo desfazes o fermento;
  2. Adicionas o açúcar, o azeite e o sal, se criar espuma, não tem problema. Mistura tudo muito bem;
  3. Noutro recipiente, colocas as 2 chávenas de farinha e fazes um buraco no meio. Dentro desse buraco colocas a mistura do fermento;
  4. Com as mãos mistura tudo, ate ficar uma pasta peganhenta;
  5. Numa bancada limpa, coloca e espalha a farinha que resta, e mistura muito bem a massa;
  6. Precisas misturas, até sentires que a massa ta consistente, mas fácil de manobrar;
  7. Deixa a repousar, numa bacia untada com azeite, durante uma hora num local quente;
  8. Ao fim desse tempo, a massa deve ter dobrado o tamanho;
  9. Eu separei-a em duas assadeiras, que também untei com bastante azeite;
  10. Coloquei-lhe a massa e com os dedos, fui fazendo buracos, não furos;
  11. Liga o forno, a 150º e cobre o pão;
  12. Para cobrires o pão, colocas o que gostares, eu fiz uma com chouriço e orégãos por cima, e fiz outra com azeitonas, orégãos e queijo mozarela fresco;
  13. Levas ao forno por 20/30minutos;
  14. O resultado deve ficar parecido, ou melhor do que o meu.

Quero ressalvar que quando tirei do forno cheirava tão bem, que não resisti a provar e acabei por tirar um naco grande… por isso numa das fotos a focaccia está “fanada”…

WP_20160104_20_05_01_ProWP_20160104_20_05_26_ProWP_20160104_20_06_16_Pro

Anúncios

Pão recheado… com manteiga barrado hmmmm

VERSÃO PORTUGUESA

Quantas vezes pensas em pão quente, acabado de cozer, barrado com manteiga???

Se existe coisa que me faz babar é o cheiro do pão quente.

Eu faço serviço de voluntariado, e não como nada daquilo que existe na cozinha. Contudo durante muitos anos, a minha função era ir buscar um saco de pão a uma das padarias locais. Eles costumam oferecer um saco de pão quente, e eu vinha aquele km a tentar concentrar-me na condução e não no cheiro que preenchia o carro. Depois de muita baba, vinha a parte dramática, abrir o pão, que escalda, e colocar queijo e fiambre ou manteiga… agora faz tudo sem comer nada enquanto as tua papilas gustativas estão a gritar ao teu cérebro: ‘COME COME COME’. Um sacrifício digno de matar Gulias, se bem que este gigante morreu por intermédio de uma pedra e uma fisga.

Pois bem, o pão com manteiga é memoria de infância. Quem tem uma infância barrada em pão quente com manteiga, só pode ser feliz quando a recordação vem à mente. Eu acho que é hábito/conluio da parte de avós, pais e tios oferecer assim que aparecemos, o pão barrado com manteiga.

A minha tia Lina, tinha sempre o café com leite e o pão com manteiga. Entretanto passou a ser pão simples e café com leite. Durante muitos anos acho que comi tanto pão com manteiga, que houve uma fase em que não queria mesmo comer. Com excepção, dos sábados de manha, em que ia a casa da minha tia Carmen e ela tinha sempre, pão a sair do forno a lenha. Eu trazia sempre e mal chegava a casa, barrava manteiga no pão e comia, como se de um manjar se tratasse. Os anos passaram-se e as possibilidades de ir a casa da minha tia ao sábado de manha também deixaram de existir. Ou seja, o pão com manteiga, deixou de aparecer no meu cardápio.

Porém, o Pedro apareceu na minha vida, não como amigo mas sim como namorado. Se há coisas que aprendemos com os namorados, são os hábitos. O do Pedro é comer manteiga com tudo, inclusivamente pão com manteiga e chouriço. Eu não o faço, nem pretendo fazer, contudo passei a adorar torradas com manteiga. Já não é tosta mista, como durante muito tempo foi, é pão torrado barrado com manteiga. Ainda por cima, descobri que os super-mercados, durante o meu adormecimento para o pão com manteiga, criaram a manteiga magra. Oh lá lá, que foram vocês fazer?!

Pois bem, em jeito de resposta à minha pergunta inicial: “Quantas vezes pensas em pão quente, acabado de cozer, barrado com manteiga???” Aqui fica a minha resposta: “sempre que a minha barriga dá horas, que passo por uma torradeira, uma padaria ou simplesmente por manteiga”

Hoje a receita é pão recheado, não com manteiga mas com muitas outras coisas.

ENGLISH VERSION

How many times do you think of warm bread, freshly baked, buttered ???

If there is something that makes me drool is the smell of warm bread.

I do voluntary service, and do not eat a thing that exists in the kitchen. However for many years, my job was to get a bag of bread at one off the local bakerys. They usually offer a bag of warm bread, and I was driving for a km trying to concentrate on the driving and not the smell that filled the car. After so much drooling, came the dramatic part, open the bread, hot, and put ham and cheese or butter … now, do everything without eating anything while your taste buds are screaming at your brain, ‘EAT EAT EAT’ . A sacrifice worthy to kill Gulias, although this giant’s dead was because of a stone and a slingshot.

Well, the bread and butter are childhood memory. Who has a childhood buttered in hot bread, can only be happy when the memory comes to mind. I think it’s either habit / stunt, grandparents, parents and uncles offer, when we appeared, bread buttered.

My aunt Lina, always had coffee with milk and bread with butter. However it became plain bread and coffee with milk. For many years I have eaten so much bread with butter, that there was a phase where I wasn’t able to eat it. Except, Saturday’s morning, when I went to my aunt’s Carmen house and she had always, bread out of the oven. I always carried a piece and barely reached the house, buttered the bread and ate, as if it were a delicacy. The years have passed and the possibilities of going to my aunt’s house on Saturday’s morning also left there. That is, the bread and butter, no longer appear on my menu.

However, Peter appeared in my life, not as a friend but as a boyfriend. If there are things we have learned with boyfriends, are habits. One of Peter’s habit is eating butter with everything, including bread buttered and chorizo. I do not do, or plan to do it, however I started to love buttered toast. It is not toasted sandwich as it was for long, it’s toasted bread buttered. Moreover, I found out that super markets, during my sleep for the bread and butter, created the low-fat butter. Oh la la, what are you doing ?!

Well, in response to the my original question: “How many times you think of warm bread, freshly baked, spread with butter ???” Here is my answer: “whenever my belly gives hours, I pass for a toaster, pass at a bakery or simply pass by butter”

Today’s recepy is related to bread, but without butter. Stuffed Bread.

 

PÃO RECHEADO

O que vais precisar?

  • 1 pão alentejano;
  • Queijo Mozarella fresco light;
  • Bacon, em pedacinhos;
  • cogumelos frescos, laminados;
  • 1/2 copo de vinho branco,
  • 1 colher de sopa de sopa de rabo de boi.

Como vais fazer?

  1. Liga o forno a 100º;
  2. Corta a parte de cima do pão alentejano e retira-lhe o máximo de miolo e reserva;
  3. Numa wook/frigideira, colocas o bacon e os cogumelos;
  4. Adiciona o vinho e a sopa de rabo de boi;
  5. Quando estiver a ganhar cor, retira do forno,e mistura o miolo do pão para ficar mais consistente;
  6. Enche o pão alentejano com o preparado;
  7. Corta o queijo em pedaços grosseiros e espalha pela zona de abertura do pão;
  8. Leva ao forno, com a cobertura que cortaste;
  9. Quando o queijo gratinar está pronto a retirar;
  10. Serve e delicia-te.

PS1: para uma versão individual eu costumo usar a receita do 24 kitchen

www.facebook.com/24kitchen.pt/photos/a.227431114009595.55001.226112514141455/782471758505525/?type=1&theater

 

Ps2: desculpa pelas fotos ratadas, mas eu não consegui resistir…

CAM00472 CAM00474