O Sheldon já senta…

Finalmente consegui ensinar alguma coisa, para alem de xixi e cocó na rua, ao Sheldon.

Confesso que estava a achar que nunca mais na vida ia ser possível, ensinar o orelhas a fazer tarefas básicas como, senta, dá a pata, dá a outra pata, Hi5. Não consigo, para já mais do que isto, e custou-me tanto chegar aqui, que descobri que dentro de mim existe uma mulher mais persistente do que alguma vez pensei possível. Ainda por cima é, sem duvida, uma luta inglória. Primeiro, porque dedico o tempo que aquecimento do meu almoço, à actividade de ensinar o Sheldon. Julgo ser o melhor momento, cheira a comida na cozinha e como sempre, tudo acontece ali, na nossa cozinha de chão preto e branco. Inicialmente, tentei que ele aprendesse só com o meu tom de voz, não funcionou, até porque ele só quer mesmo o que vem do forno. Depois experimentei a cena dos treinadores. Reforço positivo. No entanto, isto do reforço positivo tem muito que se lhe diga, ele enquanto o biscoito agrada é um santo descoordenado, quando o cheiro da comida começa a inundar a casa ele ignora-me. Ignora mesmo, ao ponto de estar sentado, aparentemente a ouvir o que estou a dizer, na verdade a olhar para o biscoito, e assim como que num piscar de olhos levanta-se contorna-me se senta-se de frente para o forno. Hoje, até me dei ao trabalho de absorver toda a cena. Ele sentou-se de frente para o forno, a ladrar, lentamente, tipo filme em slow motion, e parecia que o forno lhe dava resposta: “Calma míudo, daqui a nada esta cena ’tá pronta”. Ah, se o meu forno falasse era ainda mais calão que o cão. Ele não tem culpa, culpa tem o cão que lhe arrancou os botões, pouco depois de vir cá para casa viver. Para piorar besunta-mo-lo com chipotle, nesta altura quem sofreu foi o cão, que bebeu duas taças de água em duas horas sem exercício… Eu imagino muitas vezes as conversas que o Sheldon tem com o forno. Muitas vezes é uma conversa muda, outras vezes demasiado barulhenta. Já com a batedeira, bem é um forobodó, ela está a dar andamento aos ovos com açúcar enquanto o Sheldon canta um fado. Cá em casa, quando eu dedico tempo para fazer um bolo ou uma sobremesa, que implique a utilização da batedeira, tudo se torna uma chinfrineira infinita, o Sheldon fica doido. O processo de abrir a porta do armário que leva ao mundo da Pâtisserie, torna-me mais descontraída, mais feliz e torna o sheldon um cão louco. Julgo que seja a insanidade dos cheiros, que para mim são mudos, mas para ele… Bem, para o Sheldon são a Banda de Melros em plena procissão da Senhora da Agonia.

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Eu adoro isto. Eu adoro saber, que tenho ovos, açúcar e farinha. Eu adoro saber que há hipótese de fazer coisas novas, quando chegar a casa.

Ontem o meu pai fez anos, e no dia anterior, o Pedro foi buscar-me ao aeroporto, e enquanto vínhamos no carro a caminho de casa e já depois de conversar um bocadinho com os meus pais. Diz-me o Pedro: “porque não fazemos um jantar em nossa casa para o teu pai? Fazes uma daquelas tuas coisas especiais”.

Eu pensei na banda de Melros na Senhora da Agonia, pensei como o meu dia seguinte ia precisar de uma festa no fim… Só lhe disse: “Olha, boa ideia”. Mas dentro de mim, só contava minutos para aquele momento na minha cozinha, e no culminar de um bolo simples de aniversário, como o meu pai tanto gosta e como eu tão feliz sou a fazer!

BOLO DE BANANA E CHOCOLATE

O que vais precisar?

  • 2 Bananas bem maduras;
  • 1 chávena de Açúcar;
  • 10 colheres de sopa de manteiga derretida, não uses liquida, derrete manteiga;
  • 2 chávenas de farinha;
  • 2 Ovos;
  • 30gr de chocolate negro 70% cacau cortado em pedacinhos;
  • 1 colher de presencia de baunilha;
  • meia colher de café de fermento em pó;
  • 4 colheres de sopa de leite

Como vais fazer?

  1. Liga o fogão 150º e unta uma forma, eu usei redonda, mas normalmente este bolo vem em formas rectangulares;
  2. com ajuda de um garfo, desfaz a banana numa papa, descasca-a primeiro;
  3. Coloca a manteiga, com o açúcar e bates bem, quando estes estiverem bem misturado, tipo pasta, adicionas os ovos, o leite e a baunilha, mexes tudo novamente, e no fim adicionas a banana e o chocolate;
  4. Agora adicionas a farinha e o fermento, e misturas com a colher de pau;
  5. Vertes para uma forma e levas ao forno, o meu demorou uns 40 minutos a cozer, mas isto depende dos fornos, e por isso o melhor é testar com o palito.

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O irmão mais novo

Ser-se o irmão mais novo, num grupo de dois, tem muito que se lhe diga. Primeiro, para se ser o favorito, temos de lutar com unhas e dentes e muito dificilmente lá chegamos. Temos de conseguir conquistar tudo e todos, mal a nossa mãe recebe a noticia da nossa existência.

Primeiro informar a mãe, que muitas vezes está a desejar aquela segunda existência, outras vezes entra em choque, porque se sai um como o primeiro o caldo está entornado.

Depois informar o pai. Normalmente este reage com alguma pacificidade, afinal tem 9 meses, ou menos, para se adaptar. Primeiro tem de cuidar da mãe hormonal, depois do primeiro filho que se auto-exclui à priori, e finalmente vai lembrar-se de todas as noites mal dormidas que tem e começa a ganhar um pouco de “asco” ao próximo elemento que se aproxima. Normalmente quando se dá conta deste passo, já o segundo está cá fora e aos berros porque ou tem cocó ou tem fome…

Depois temos a conquista por um lugar no coração daquele Ser que tem mais idade do que nós, mas que pouco ou nada tem de voto na matéria. Ok, há muitos irmãos mais velhos, que pedem encarecidamente um mano aos pais, mas ele não sabe o que está a fazer, lembrem-se é uma criança, e se o estado só lhe atribui legalidade aos 18 anos, porque hão-de os pais, ouvi-lo antes disso?

Pois, no meu caso não deu sequer para isso, no entanto, olhando para o meu video de baptizado, ( sim eu tenho um video porque os padrinhos da minha irmã, são emigrantes franceses e lá toda a novidade chegava primeiro do que cá) concluo que a minha irmã, nunca iria pedir um mano/a. Ela era doida pelos meus pais, e eu aposto que o primeiro pensamento assassino que ela teve, foi pouco depois de me conhecer, tinha ela dois anos e 1 mês. Aposto que quando lhe disseram, olha aqui a mana que te vai sugar o papá e a mamã nos próximos anos cruciais da tua infância. A bonitona do olhão grande. Já ninguém te vai ver como o bebé, de hoje em diante és a micro adulta, que tem de ajudar a mamã a trocar fraldas…. Presumo que isto tenha sido dito, na maternidade. Porque se tivesse sido na cozinha, a minha irmã transformava-se num pequeno Chucky, e que venham de lá as facas de cozinha!!!

Assim, deste momento em diante, a minha irmã, tomou rédeas da casa, eu chorava comia e andava a conhecer lentamente o mundo, e ela aprendeu precocemente a servir o meu pai, a falar, e no meio, a ganhar uma relação amor-ódio por mim. Amor, porque eu fazia xixi na cama e ela protegia-me sem fim, ódio, porque eu comia tudo num ápice e depois queria mais do que ela lentamente saboreava. Eu sinto, nas fotos da nossa infância, um certo prazer nos olhos dela, de me ver encarecidamente a pedir um bocadinho do que quer que fosse que ela estivesse a comer, e eu já tivesse devorado.

Ah era uma luta, diária.

Entramos para a escola, ela era sempre melhor que eu. Não dava erros, comia de faca e garfo, aprendeu cedo a fazer bolos. Nunca rompeu umas meias de vidro. Já eu… apanhei piolhos, não havia meias que quisessem as minhas pernas, dava em media 10 erros por ditado e fazia os F’s ao contrario. Os meus pais suspiravam, exasperavam, mas depois olhavam para o prodigio e descontraiam.

A primeira vez que a Marta fez um bolo lá em casa, foi de uma receita de uma aula de francês. Até me arrepio, só de pensar em tudo. Ela chegou a casa, cheia de pose, e depois de na aula terem traduzido a receita de fio a pavio, pediu à minha mãe para fazer o seu primeiro bolo. A minha mãe, nunca tinha visto semelhante receita, mas confiava tanto na Martinha, e lá lhe deu o que ela precisava e ela sozinha fez o primeiro bolo. Um bolo de ananás. Era incrível. Estou aqui a escrever e a salivar, mas a minha primeira reacção foi: “Porra que porcaria”. No entanto, às escondidas, lá ia mais uma fatia.

Ah bons tempos, em que comer meio bolo não implicava dois kg em cada coxa.

O prodígio passou a ser a menina bonita até na cozinha. Já eu, quando pedia para fazer um bolo, a minha mãe não largava a cozinha, e o ambiente era tão pesado… Não sabes separar ovos, tu és uma descoordenada. Tens de bater mais as claras. Para, tu só gastas coisas e não fazes nada.

PORRA, eu desistia. Assim como desistia de fazer ponto de cruz, renda e outras coisas como aulas de piano, que para os meus pais eram essenciais.

Graças a Deus, às tantas encontramos um equilíbrio. Eu fiquei mais calma e a minha irmã começou a partir louça. Eu passei a separar bem os ovos, e a minha irmã a chegar depois de horas. As minhas meias já não tinham foguetes, e a minha irmã lutava por uma calças à boca-de-sino.

Eventualmente, passamos a ser as irmãs Rochinha, como nos morangos com açúcar (mas sem a projecção mediática delas), e eu aprendi a fazer bolo de ananás!

 

BOLO DE ANANÁS

O que vais precisar?

  • 4 Ovos
  • 2 chávenas de açúcar;
  • 1 chávena de farinha;
  • 1 chávena de amido de milho;
  • 1 colher de café de fermento em pó;
  • 1/2 chávena de óleo;
  • 1/2 chávena de calda de ananás em lata;
  • O ananás da lata;
  • Óleo e açúcar para untar a forma;

Como vai fazer?

  1. Ligar o forno;
  2. Bater os ovos inteiro com o açúcar, até dobrar o tamanho;
  3. Colocar o óleo e a calda, depois as farinhas e fermento;
  4. Quando a massa fizer bolinhas está pronta para ir ao forno;
  5. Untar a forma com óleo e polvilhar com açúcar normal, por toda a forma, distribuir depois as rodelas de ananás pela forma, e por fim verter a massa, e levar ao forno;
  6. O bolo estará cozido, quando após o teste do palito, este sair sequinho.

Et Voilá, a todos os irmãos mais novos!

 

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Sem prazo de validade no calcanhar…

Ontem fui a um funeral.

Que bela maneira de começar isto…

Pois bem, fui a um funeral de um vizinho, pelo qual criei alguma estima, depois de ter acompanhado de perto o início da doença que acabou com ele ali, sem vida num caixão e comigo, cheia de vida a pensar que na última vez que o tinha visto, ele foi simplesmente um doce quando me viu. Como aliás era sempre.

A esposa, já morreu há algum tempo, não tive oportunidade de ir ao funeral dela. No entanto, também ela me ficou marcada, porque enquanto cuidava preciosamente do marido, foi diagnosticada com um problema rarissimo nos ossos e só durou o tempo de perceber que o marido tinha alguma independência. Quando ele já conseguia fazer a vida dele, ela foi-se.

Isto parece um fado demasiado pesado. E é. É um fado que eu julgo, nenhum de nós decide ter, quando os nossos pais nos conseguem finalmente conceber.

Fado…

Ontem, o Diácono, enquanto pregava, para as almas com vida, e as sem vida também, dizia: “será que nascemos para morrer, ou vivemos para morrer?”. Confesso que aquilo mexeu comigo.

Nós somos concebido, com ou sem amor, o processo até chegarmos cá fora é uma seleção. Uns chegam outros ficam pelo caminho. Depois, de já cá fora, vamos aprendendo o básico, uns atingem o complexo, outros chegam a um nível superior, e depois há os restritos, que atingem o nível de conhecimento extra superior. (Novamente seleção natural). Atenção, não me refiro a conhecimentos académicos, refiro-me a conhecimentos sociais, conhecimentos que aprendemos uns com os outros. O meu pai sempre disse: “Tu aprendes muito na sala de aula, mas nos corredores acabas mestre mais cedo…”

Ou seja, estar aqui, hoje, mais velho ou mais novo, é um bilhete de lotaria… Premiado!

O que eu quero dizer com isto, é que nós temos duas opções. Ou, aprendemos diariamente a acordar e a escolher o que vale a pena fazer, sentir e amar, e ser feliz. Ou simplesmente levamos uma vida de preocupações, na esperança que o próximo dia é o ultimo.

Eu penso da seguinte maneira: “pena para as latas de atum que trazem uma data de fim de consumo. Muitas vezes acabam intactas no lixo, porque achamos sempre que o dia de amanha ainda está longe do fim. Já nós, não trazemos a nossa data de fim, impressa no calcanhar, pelo menos não visível. Portanto, hoje pode ser mesmo o último dia. Assim, o melhor é saborear um bom bolo de chocolate e acreditar que amanhã se não houver fatia faço um novo. Ou então, se não houver amanha, ao menos este vai comigo.”

Para mim nós nascemos para viver, amar e ser felizes!
BOLO DE CHOCOLATE
O que vais precisar?

  • 125ml de Óleo;
  • 1 colher de sobremesa de baunilha
  • 125gr de açúcar;
  • 4 ovos;
  • 200gr de chocolate negro em tablete (50% ou mais de cacau);
  • 60 gr de farinha;
  • 60gr de amido de milho;
  • meia colher de café de fermento em pó;

Como vais fazer?

  1. Liga o forno a 130º;
  2. Colocas o óleo e o chocolate em banho-maria, até juntos formarem uma calda bem homogénea;
  3. Bates os ovos com o açúcar e a baunilha até duplicar o tamanho;
  4. Adicionas a farinha o amido e o fermento, misturas bem;
  5. Agora adicionas o chocolate com o óleo. Envolve muito bem a massa;
  6. Colocas o preparado numa forma, previamente untada;
  7. Levas ao forno, e acompanha a cozedura, até não sair massa no palito.

Quero deixar bem claro, que eu adicionei, antes de levar o bolo ao forno, bombons frutos do mar, a todo o bolo, ou seja não aguentei muito para ele ter uma temperatura aceitável e poder ser comido…

Et voilá! Vamos viver o nosso “prazo”…

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Dezembro!

Ah Dezembro. Como eu te adoro, já cá andas há 10 dias e eu já sinto as veias entupidas de açúcar.

Vejamos, este mês é para mim O mês. Ah é porque fazes anos? Ah, é porque é Natal? Ah, é porque é a mudança do ano? Ah, espera é porque há ferias?! Isso tudo. Dezembro é um mês especial para mim. Inicia-se com um feriado, como Novembro, mas querendo ser diferente oferece-nos logo de seguida um novo feriado que, ainda por cima é dia da mãe (tenho mesmo de me mexer com isto dos presentes). Uns dias depois, não é feriado é certo, mas é o meu aniversário. Confesso que deixei de contar anos depois dos 22, e portanto é só mais um motivo para festejar, porque o número não muda, 22. Também neste mês, o grupo de voluntariado, organiza a ceia dos sem-abrigo. Adoro, principalmente porque a expressão deles vale mais que uma carteira bem recheada. Ora se isto não me chegasse, juntei-me a uma família cheia de aniversários em Dezembro. Logo é festa quase, dia sim, dia sim senhor.

Quando tudo parece acalmar, eis que chega a noite mais acolhedora do ano, a noite de Natal, rabanadas, pao-de-ló, queijo da serra, queijo da serra com pão-de-ló, ferrero rocher, guyllian, after eigth, bilharacos, tronco de natal, bacalhau… vou só ali desapertar o cinto, para conseguir acabar de falar sem enfartar…

Ora temos 24 e 25, o que torna tudo ainda mais intenso. Quando já só faltam meia duzia de dias para o mês e o ano acabar, eis que se inicia o processo de preparação para a passagem de ano. Vestido novo, festa XPTO, sapateira comprada… Bolas por este andar, vou ter um grave problema em Janeiro para conseguir caber dentro do meu vestido de noiva… Este é o meu maior problema durante este mês, pelo menos manter o meu peso. E eu juro que sinto peso na consciência, mas eu acho que engordo só em cheirar, e como cheirar não alimenta, acabo sempre por comer. Haverá neste mundo desgraça maior do que cair em desgraça durante um mês inteiro?! O que me salva é que todos os anos, eu peço um desejo especial, ficar magra. São 25 anos a pedir sempre o mesmo desejo. Portanto, isto ou em 2018 se concretiza ou temo que isto dos desejos é uma farsa. E só para começar a testar já os desejos, vou voltar a apertar o cinto, dirigir-me à cozinha e comer uma fatia de pão-de-ló fofo, com cobertura de doce de kiwis e maçã, que fiz aqui há tempos.

Ps1: Viva o mês de Dezembro

Ps2: Feliz dia das mães (atrasado), para todas as mães que como a minha só quer que festejemos o dia 8, mas fica triste se não lhe oferecemos uma flor no 1ºdomingo de Maio.

Ps3: Que comecem as festas!!!

 

PÃO-DE-LÓ FOFINHO

O que vais precisar?

  • 3 Ovos;
  • 3 Colheres de farinha;
  • 6 Colheres de açúcar;
  • 1 Colher de café de bicarbonato;
  • 1 Colher de café de fermento;
  • 1 Colher de sobremesa de baunilha ou sumo de limão;
  • 1 Colher de sopa de óleo;

Como vais fazer?

  1. Liga o forno a 130’
  2. Separa as gemas das claras, e bates as claras em castelo, bem firmes e reserva
  3. Bate as gemas com o óleo e o açúcar, ate ficar esbranquiçado;
  4. Com auxílio de uma colher de pau adiciona as claras, e mexe, sempre movimentos calmos
  5. Numa taça mistura a farinha o bicarbonato e o fermento,
  6. Adiciona metade do preparado anterior à massa e mistura bem, sempre calmamente para entrar ar na massa. Repete até terminar a farinha
  7. Unta uma forma com manteiga e leva ao forno. 30mins fica pronto.
  8. Depois de arrefecer, come tal como está, ou sê gulosa como eu e barra com doce ou chocolate… hmmmm

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1992

Sinto-me descansada, relaxada é mais o termo.

11.06h – 8/10/2017

Bom dia mundo, foi o que pensei logo depois de me espreguiçar. O Pedro já se tinha levantado, e hoje não fui acordada por um Sheldon carente que quer muito recolher calor humano dos donos. Confesso que me deixei ficar mais uns minutos, não me lembro da ultima vez que me levantei depois do Pedro. Isto realmente sabe a preguiça pura.

Depois de percorrer as minhas redes sociais lá me levanto, e muito sorrateira abro a porta que dá para o hall a sala e a cozinha. O Sheldon, já me tinha sentido, e portanto estava ali para me fazer uma recepção digna de estrela de Hollywood, o Pedro estava a domingar no sofá com o livro, que sabe que tem de ler porque eu já tirei tiquet para o ler e o pai também. Fui à cozinha fiz o pequeno-almoço e vim para a “roina” do sofá, enquanto comíamos o Sheldon estava louco para poder partilhar comida connosco. Não, regra numero um, se no fim sobrar recebes um bocadinho… ele la acalmou, tirei tudo da sala para a cozinha, e voltei para o sofá, o Pedro voltou ao livro dele e portanto passei a ser a dona do comando. Parei no canal Hollywood, estava a dar um filme que já não vejo, faz imenso tempo. Já ia próximo do fim, mas mesmo assim insisti em ver. O Sheldon arranjou posição entre mim e o Pedro, e ali naquele momento eu senti-me uma afortunada. Eu o Sheldon e o Pedro, domingo de manha a aproveitar a companhia uns dos outros.

Enquanto fazia cafunés nas orelhas do Sheldon, as lágrimas inundaram-me. Não pela felicidade daquele momento, mas pelo filme que estava a dar. O meu primeiro beijo. Basicamente, um menino e uma menina de 11 anos, nos anos 90. liberdade infantil, ela apaixona-se pelo professor de poesia, ele é o melhor amigo. Entre brincadeiras e conversas pueris, acabam por experimentar o primeiro beijo entre o dois. Não conto mais, porque é um filme digno de se ver.

Faz-me chorar, porque me recorda a simplicidade da minha infância. Porque me recorda de como era bom todos juntos a jogar às escondidas, enquanto a tia Lina nos chamava para lanchar. Porque me faz perceber, que se um dia tiver um filho, ele não vai ter acesso à mesma inocência. A um primeiro beijo sem o peso que isso acarreta. Porque a minha sobrinha, não vai saber o que é andar descalça na rua, porque dá mais jeito… Foi por isso que tive um momento de nostalgia profunda. Porque em 1992, só a rua sésamo nos fazia correr para casa. Hoje, provavelmente só a rua sésamo os faria correr de casa…

 

Isto da nostalgia e da simplicidade da vida tem me inundado esta semana. Ao ponto de ter saudades de comer bolo de cenoura. Julgo que foi dos primeiros bolos que fiz. era miuda queria fazer um bolo e a minha mãe ensinou-me a fazer um de cenoura, acho que na altura não saiu assim muito bem, e a minha mãe como sempre culpou o facto de eu não ter separado correctamente as claras das gemas. Eu era e sou trapalhona… Ora então aqui a trapalhona nostálgica esta semana perdeu a cabeça, e encontrou o liquidificado. O resultado foi um bolo de cenoura super fofo e saboroso.

Ah como era bom voltar a 1992 beber cevada da tia lina, comer este bolo e ver a rua sésamo, tudo super rápido porque a trapalhona tinha os amigos na rua à espera para brincar…

BOLO DE CENOURA

O que vais precisar?

  • 3 cenouras descascadas e cortadas grosseiramente (médias);
  • 1/2 chávena de óleo;
  • 3 ovos;
  • 1/2 chávena de amido de milho;
  • 1+1/2 chávenas de farinha;
  • 1+1/2 chávenas de açúcar;
  • 1 colher de café de fermento em pó;

Como vais fazer?

  1. No liquidificador colocas os ovos, as cenouras e o óleo;
  2. Liga o liquidificador no máximo, unta uma forma e liga o forno, 170º;
  3. Numa bacia colocas, o açúcar, a farinha, o amido e o fermento, mistura tudo com uma colher de pau;
  4. Quando a mistura do liquidificador estiver homogénea (cenouras desfeitas), vertes para a bacia e misturas o liquido aos secos. Tudo com auxilio da colher de pau;
  5. Quando a mistura, estiver bem unida, vira para a forma e leva ao forno, 40 mins;
  6. Para a cobertura eu usei metade de uma tablete de chocolate amargo (60% cacau) mais a mesma quantidade de chocolate de leite, derreti os dois em conjunto e depois do bolo pronto pus como cobertura;

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Temos em baixo uma pata branca a fazer-se ao bolo…