Nação Valente e Imortal!

Versão Portuguesa

Fez ontem 1 mês, foi dia de Camões, Portugal e das comunidades Portuguesas. Foi feriado nacional. Ninguém trabalhou, ou pelo menos praticamente todos ficaram em casa a gozar o sentimento de se ser Português. Cantou-se o Hino Nacional, para relembrar a todos a importância deste tão nobre povo que em tempos foi “dono” de meio mundo, o resto pertencia aos Espanhóis. Fez ontem 1 mês eu arrepiei-me com todas as armas expostas, todos os militares que representam as forças portuguesas. Arrepiei-me por sentir o orgulho no meu tão destemido povo. Orgulhei-me do facto de termos tantas vezes ultrapassado os fados políticos que nos permitiram ter como simbolismo verdes prados, sangue derramado e castelos conquistados. O dia acabou, o orgulho ficou. Como fica todos os dias.

No entanto, ontem um mês depois, relembrei-me novamente do orgulho de ser Portuguesa. Os nossos guerreiros foram à luta. Vestiram os escudos e lutaram para colocar o nosso nome na história deste velho continente. Não me refiro somente aos 10 que correram, escorregaram, choraram e gritaram. Refiro-me a todos os Portugueses que ontem, mostraram ao mundo a garra deste povo lutador. Deste povo que canta fado enquanto chora. Deste povo que tem uma maneira de ser invejada. Deste povo que cedo aprendeu a sobreviver no meio dos outros sem nunca perder a energia e eletricidade tão nossa. Deste povo que apesar de ser obrigado a sair para sobreviver, mantem uma ligação tão intensa à terra. Deste povo que nunca desiste, que luta até ao fim, e mesmo quando a matemática diz que não há mais a fazer, existe sempre um Português que resolve, que encontra uma solução.

Não sei se é pelas nossas raízes, não sei se é pela nossa história. Sei que somos especiais. Que somos pequeninos mas somos vívidos. Somos uma “província” espanhola dizem uns, um país classificado como lixo dizem outros. A verdade é que estes Portugas, mostraram ontem a garra que têm. São saltos infinitos, corredoras velozes, lançadores fortes, ciclistas ligeiros, e claro uma equipa de futebol tão cheia que de onde menos se esperava saiu uma bomba que ditou um fantástico fim de dia este nosso Portugal.

Não fazemos mal a ninguém? Claro que não, nós vivemos para agradar os outros. Nós somos um país de pessoas humildes, honestas e lutadoras. Daqui só saem coisas boas. Daqui saem guerreiros e vencedores. Daqui sai uma raça tão única que aposto que todos agradecem pelo amigo Português que têm. Eu, pelo menos, tenho muito amor aos meus amigos Portugueses. Tenho muito orgulho e amor a este meu País.

A todos os que ontem lutaram pelo nome de Portugal, Obrigada. A todos o que hoje lutam pelo nome de Portugal, Obrigada. A todos os que amanhã vão lutar pelo nome de Portugal, Obrigada.

Como ontem foi dia de jogo cá em casa, vou aproveitar para deixar a minha receita de comida de futebol. Vai dar jeito quando começar os jogos olímpicos!!!

English version

It’s been a month, since we had our national holyday. 10 June, day of Portugal and its communities. Nobody worked, or at least almost everyone stayed at home to enjoy the feeling of being Portuguese. The National Anthem was sang, reminding everyone the importance of being Portuguese. Reminding us that once we were half owners of the world the rest belonged to Spanish people. When I saw all military that represent this country, on the military parade I felt shills. I felt a huge pride of being Portuguese. I felt the strength of those who fought our honor.  At the end of the day, I maintained the proud of being Portuguese as always

However, yesterday, precisely a month later, I recalled again the pride of being Portuguese. Our warriors were fighting. They put shields and fought to put our name in the history of the old continent. I do not mean only the 10 who ran, slipped, cried and shouted. I refer to all the Portuguese who yesterday showed the world the gut of this fighting people. This people that sings fado while cries. This people who have a way to be envied. This people who soon learned to survive in the midst of others without losing the energy and electricity, so typical. This people that despite being forced to leave to survive, keep an intense link to the land who saw their first breath.  This people who never gave up, fighting to the end, and even when math says there isn’t much to do, there is always a Portuguese solving, finding a solution.

I do not know if it’s from our roots, I do not know if by our history. I know that we are special. We’re little but vivid. We are a “province” Spanish some say, others say a country rated as junk. The truth is that these “Portugas” showed yesterday their gut. Endless jumps, fast runners, strong launchers, light cyclists, and of course a football team so full that suddenly, the least expected left a bomb that dictated a fantastic end of journey in Portugal.

We do no harm to anyone? Of course not, we live to please others. We are a country of humble, honest people and fighters. Only good comes from us.

Everyone who yesterday fought by the name of Portugal, thank you. To all who today are fighting for the name of Portugal, thank you. To all who tomorrow will fight for the name of Portugal, thank you.

By the way, yesterday was a football day at my home, so I’m leaving my recipe of match. It will give way when Olympics start!

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NUGGETS E BATATAS FRITAS

O que vais precisar? (serve 4)

PARA OS NUGGETS

  • 4 Peitos de frango;
  • 250gr Cereais tipo corn flakes mas sem açúcar;
  • 1 Colher de sobremesa de orégãos secos;
  • 1 Colher de sobremesa de alho seco
  • Meia colher de sobremesa de sal grosso
  • 1 Ovo inteiro
  • 1 Caneca de farinha

PARA BATATAS

  • 1 Batata-doce
  • 2 Batatas normais

Como vais fazer?

  1. Lava bem as batatas, não tires a casca, com auxílio de uma mandolina corta todas as batatas, bem fininhas. Mistura-as assim não sabes quais são as normais nem as doce. Reserva;
  2. Corta os peitos de frango em bocadinhos, não muito pequenos, dimensão de 3 dedos. Deixa-os “bem carnudos”;
  3. Numa 123, coloca os cereais, os orégãos o sal e o alho e tritura tudo, não é para ficar em pó, a intenção é só triturar um pouco. No fim coloca num prato de sopa.
  4. Noutro prato colocas o ovo batido.
  5. Num outro prato a farinha.
  6. A intenção é panar os nuggets, assim começas por passar na farinha depois no ovo depois nos cereais. Repete o processo para todo o frango.
  7. Numa assadeira, coloca algum azeite no fundo e cobre-a com os nuggets. Leva ao forno, a 200º durante 20minutos, ou então até achares que estão cozinhados.
  8. Enquanto os nuggets assam, frita as batatas em óleo bem quente.
  9. No fim de fritares as batatas, coloca-lhe algum sal de mesa, e como se diz em Portugal, Bom apetite!!

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Bamos lá Cambada, todos à molhada!!!

Esta semana começou o mundial de futebol, ou como o país de recepção lhe chama, a copa do mundo. Até aqui nada de novo, não fosse o facto do meu namorado, e muitos outros homens, se tornarem, assim sem aviso prévio, praticantes da religião que se tornou o futebol. Como diria o senhor John Oliver, que esta semana teve o vídeo do seu programa a ser muitas vezes publicitado nas redes sociais, futebol é religião e a FIFA o seu Deus. (https://www.youtube.com/watch?v=DlJEt2KU33I)
Como é óbvio, não vou discutir Deuses. Cada um segue a religião que quer, contudo vejo-me obrigada a intervir nisto do fanatismo… Se estivermos a falar de um jogo onde a minha pátria mãe é uma das equipas, eu vou torcer, sofrer e vibrar. Agora, se se trata da pátria de outras pessoas, a mim não me faz confusão não ver. Faz confusão, é ver o Pedro a assistir Brasil-Croácia, sofrer e ainda resmungar comigo porque em vez de prestar atenção aos roubos na arbitragem, estou preocupada em ler um livro. Pior, quando no dia seguinte levei com mais futebol e vibrei com um golo, que na verdade era uma repetição, fui vaiada e criticada por não ter estado na minha santa sala, a rezar ao Deus FIFA para intervir na coerência da arbitragem. Pelo que percebi das ultimas conversas, todos se queixam do mesmo. Meninos, por favor, arranjem uma religião que vos faça uma catarse e não um ataque.
O meu maior problema é que durante a época futebolística, nunca vejo jogos com o Pedro, porque somos de dois opostos muito extremos. Assim, optamos por respeitar o outro, desrespeitando. Ou seja, quando chega o mundial ou o europeu, a tendência é vermos Portugal juntos. Porém, neste mundial, o Pedro decidiu que temos de respirar futebol, por isso, na televisão ou dá jogos do mundial, ou os comentários de futebol da Sic noticias. Pela Santa, Portugal ainda não jogou e eu já estou farta de golos anulados, arbitragem mal feita e FBI a tentar perceber se a FIFA afinal não é uma sociedade secreta que  monopoliza a brazuca! Que complexo, que nó no cérebro. Parece até que estou a ver um fora-de-jogo, que graças a um europeu bem vivido, um pai torcedor e um namorado paciente, aprendi a definir.
Digo por fim, que apesar de toda a pressão que sinto, estou a viver o mundial com muita fé, muito amor à camisola, muita revolta contra a equipa de arbitragem, e como diria o José Estebes,

“(…) Tragam as gaitas, as bandeiras e a pomada
Vamos dar-lhes uma abada, ensinar-lhes o que é bom
Vamos mostrar a esses carafunchosos
Por momentos gloriosos
Quem é a nossa selecção (…)”

(https://www.youtube.com/watch?v=E4XOuDl8TsA)

Como eu sou uma fã acérrima da nossa selecção, contando por isso sentar-me mais do que três vezes no sofá a ver a minha equipa a jogar, hoje trago um snack que podes comer durante o jogo. Batatas fritas com tudo. Ah pois é, não há como os snack de batatas fritas que trazem a casca incluída. Demora 20minutos no máximo a fazer e 15minutos na mesa, isto porque vai demorar até comeres a primeira visto que estás na torcida, mas depois o problema é parar de as comer.

SNACK DE BATATAS FRITAS COM TUDO

O que vais precisar?

  • 4 batatas grandes e de preferência não novas
  • 1 colher de vinagre
  • Água q.b.
  • sal fino q.b.

Como vais fazer?

  1. Lava muito bem as batatas, coloca-as numa bacia em água e com o vinagre, para sair toda a terra que possa existir;
  2. limpa as batatas com um pano;
  3. Com a lamina lateral que existe por norma nos raladores manuais, vai cortando a batata em fatias muito finas. Repete o processo para todas as batatas; Imagem
  4. Caso não as vás fritar já, deixa-as numa bacia com água e sal grosso. Se as fores fritar já, coloca-as sobre um pano para absorver a água natural da batata e depois frita em óleo bem quente.
  5. Depois de fritas polvilha com sal fino, parecem as batatas de pacote do supermercado.

PS: são também muito parecidas com as batatas fritas da hambúrgueria Munchen no Porto.

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