Acontecimentos em cadeia…

Sábado passado, fomos jantar a Gaia. Eramos 4, e a intenção era ir jantar ali na bela zona da Afurada. Correu mal. Já tinha começado a correr mal, quando eu finalmente acordei para a vida e percebi que nesse sábado os Scorpions iam dar um concerto no MEO Marés Vivas e cujos bilhetes já estavam esgotados há meses. Superei calmamente esta mega desilusão, no entanto superei-a tão calmamente que me olvidei do quão pouco inteligente era ir pr’Afurada jantar… Portanto depois de uns valentes 20 minutos de voltas e mais voltas, acabamos em direção ao tabuleiro inferior da ponte de D. Luis. Passar a ponte, não era inteligente, já passava largamente das 21, e portanto se na Afurada a confusão estava instalada, na ribeira não se rompia, optamos portanto estacionar o carro num parque e lá fomos nós na debanda de um restaurante onde se jantasse bem e onde pudésemos conviver uns com os outros… Eu honestamente, nunca tive muito boas experiências em restaurantes próximos do rio, são poucos os que servem bem e cujos empregados são humildes o bastante para nos fazer sentir confortáveis. Portanto, cética lá fui eu em busca de ementas, enquanto os rapazes, vinham perdidos nas suas conversas. Pelo caminho, encontrei a Rita, já não a via há imenso tempo e a verdade é que o encontro com ela deu-me uma felicidade enorme. Isto, porque estamos a falar de uma pessoa com uma aura feliz, pelo menos é assim que eu vejo a Rita, uma aura feliz. Fiquei verdadeiramente contagiada com a energia dela, e portanto um pouco à frente tomei a decisão, depois de ler peito de frango recheado com alheira. Chamei o empregado, e ele disse que tinha mesa para nós. Vieram as entradas, fizemos o pedido, e eis que chega o esperado peito de frango recheado de alheira.

Preciso mesmo de fazer um parágrafo. QUE FRANGO! Oh meu Deus, que carne tão suculenta, que combinação tão especial. De cada vez, que ouço este tipo de combinações soa-me sempre a enjoo pela certa, mas aqui não faltava nada. Não faltava mesmo. Era uma explosão incrível na boca. O Pedro que tinha optado pelo bife de pimentas, que também era saboroso, mas normal, ficou deliciado e acho que desconsolado por não ter pedido o mesmo. Enfim, ele como tem a regra de que a comida não se divide, só teve direito a um bocadinho, e foi porque eu marralhei um pedacinho do bife dele.

Muito bom mesmo. Taberna d’Maria, pouco antes da praça Sandeman em Gaia.

Esta semana, tirei uns bifes para o jantar de quarta-feira. Não sabia bem o que fazer para o jantar, mas tirei bifes, atá à hora descortinaria uma solução. Deixei os bifes dentro da banca a descongelar. Dentro da banca, porque temos uma cabra do monte cá em casa, e não um cão, e a nossa cabra do monte tem sangue de Beagle, logo um faro hiper mega apurado. Achei que dentro da banca era um lugar seguro para a vaca, aparentemente, a cabra do monte fareja e salta mais do que o imaginado, portanto quando cheguei a casa, vaca nem vê-la. ANGÉLICA 0 – SHELDON 1, foi o resultado possível… O problema é que a hora do jantar aproximava-se e eu nada tinha para cozinhar. Lá encontrei uns peitos de frango. Coloquei a descongelar, com auxílio de água quente. Cá em casa janta-se às 20h, era 18.30 quando coloquei o frango a descongelar… 19.30 e o frango ainda era pedra… Estava quase a desesperar, quando os pais do Pedro ligam para irmos jantar fora. Nem pensei duas vezes, arrumei tudo e lá fomos… Desta vez pus o frango no frigorífico, já li em qualquer lado que a inteligência das cabras do monte as obrigam a ir ao mesmo sítio duas vezes…

Desde que o frango está no frigorífico que tenho pensado, que merece um tratamento especial. Merece ser servido num prato digno da espera. Ora ontem pensei, é desta. Vou repetir o jantar da semana passada e deixar o Pedro a salivar. No entanto, esqueci-me de me precaver, vendo a data da alheira que estava no frigorífico.

19.40, pego na alheira, 9/7/2017, liquido branco dentro do saco… Simulo um vómito e com as pontas dos dedos meto-a no lixo… Não quero de maneira alguma saber de onde vem aquele líquido… Ora bolas e agora?! LINGUIÇA! Ora aqui está outro enchido que eu adoro, principalmente nas francesinhas. Se eu adoro, o Pedro tem-lhe um amor de estimação. Assim, compus-me e refiz-me rapidamente da desilusão que se apoderou de mim, e lá fui eu fazer um jantar digno de um sábado à noite.

Desculpa a extensão do texto, mas só queria provar que tudo acontece por uma razão. Se não tivéssemos optado por ir jantar a Gaia, nunca teria visto a Rita, nunca teria provado um prato tão saboroso, do qual falei praticamente toda a semana. Se o Sheldon não tivesse devorado os bifes, eu nunca teria iniciado a demanda de reproduzir o prato, nunca teria chegado ao saboroso jantar de ontem… Afinal, o universo conspira!

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Cabra do Monte com a barriga cheia de bife AKA Sheldon Cooper

 

PEITO DE FRANGO RECHEADO COM LINGUIÇA (2 pessoas)

O que vais precisar?

  • 2 Peitos de frango;
  • 1 Linguiça;
  • Queijo ralhado (eu tenho sempre no frigorífico um mix, mozarelha, ilha e flamengo, tudo num tupperware)
  • Azeite;
  • Meia cerveja;
  • 1 Caldo de frango;
  • 50gr de manteiga;
  • 3 Colheres de sopa de farinha;
  • 1.5 Copos de leite frio;

Como vais fazer?

  1. Corta a linguiça longitudinalmente, até obteres duas metades;
  2. Abres o peito de frango, colocas-lhe queijo, metade de linguiça, e enrolas;
  3. Repetes, para o outro peito de frango;
  4. Numa assadeira, colocas o azeite e os peitos de frango e cobres com a cerveja;
  5. Leva ao forno, até começar a alourar. Quando assim for, vira para ficar lourinho dos dois lados;
  6. Para fazeres o molho, colocas a manteiga a derreter com o caldo de galinha;
  7. Quando estiverem reduzidos a líquido adicionas a farinha, para fazer uma embamata/ roux, quando ficar uma pasta, adicionas o leite e mexes bem até obter um líquido parecido ao molho bechamel;
  8. Tiras o peito de frango do forno cobres com o molho e serves com salada e arroz branco, ou salada e chips de batatas. Eu tenho um viciado em chips cá em casa e portanto optei pelo segundo acompanhamento.

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Quando acontece…

Versão Portuguesa

Ontem dei comigo a sentir um conforto estúpido em ouvir o relato enquanto passava a ferro. Sim, eu a passar a ferro. Pode parecer e soar muito estranho, mas é a verdade. Eu, a passar a ferro, a um domingo de tarde, enquanto na televisão acontece um derbi qualquer.

Quando eu vivia em casa dos meus pais, a minha mãe dizia, não te habitues muito, isto é sol de pouca dura. Um dia destes és tu com as preocupações. Eu ignorava, quem não ignora, um futuro que nos coloca de ferro em punho e tábua à frente? Pois bem, ontem, depois de três semanas de férias sem parar cheguei ao momento que a minha mãe falava. De ferro em punho tábua à frente e o relato de fundo.

Confesso que ao fim da primeira camisola, queria desistir. Até porque eu não me importo da maior parte das tarefas domésticas, mas passar a ferro… bem passar a ferro roça o suplicio. Julgo no entanto que é uma cena de família, visto a minha mãe ter contratado à uns anos um serviço que eu louvo muito, o Ferro Amigo. Uma empresa que vai a casa à quarta buscar a roupa e à sexta traz toda arranjada. Ou seja,eu fui criada a achar que todos temos direito a um ferro amigo. Na verdade temos, porque a minha mãe fez um upgrade, tipo serviço de net, cabo e telefone, e agora tanto eu como a minha irmã podemos usufruir deste serviço. No entanto há sempre umas peças de roupa pelas quais não dá para esperar nem por quarta muito menos por sexta. Foram precisamente essas peças que eu estava a passar enquanto ouvia o relato. Foi todo o cenário, tipo filme que me fez sentir confortável em minha casa. Foi toda a envolvente que me fez perceber que as mudanças e a novidade são assustadoras mas muito boas.

Incrível, um ferro roxo, uma tábua rosa e o relato do Porto-Sporting, quando eu sou Benfiquista. Realmente, o conforto e a felicidade acontecem nos momentos mais estranhos. Isto faz-me lembrar a massa que decidi fazer hoje para o jantar.

Há uns tempos, ainda não dividia casa com o Pedro, ele ligou-me porque os pais iam sair e ele ia jantar sozinho. Perguntou se não queria jantar com ele, mas que não queria sair para jantar. Eu, não hesitei a dizer que sim, mas hesitei no que cozinhar. O Pedro adora massa, mas massa com massa não lembra a ninguém… abri o frigorífico e lá estavam, as amigas do Judeus. ALHEIRAS. Pronto dai à massa de alheira foi um tirinho. Refogar a alheira com massa de tomate caseira, cozer a massa juntar tudo, tiras de chouriço por cima e voilá, comida de conforto. Comida que hoje ao jantar aposto me vai fazer substituir a minha actual imagem de conforto, um ferro roxo, uma tábua rosa e o relato do Sporting-Porto.

English Version

Yesterday I found myself feeling a stupid comfort in hearing the football commentaries while ironing. Yes, I iron. It may look and sound very strange, but it’s true. Me, ironing, on a Sunday afternoon while there’s football on the television.

When I lived in my parents’ house, my mother used to say, don’t get the habit of not doing a thing, this won’t last long. One of these days you’ll be like me. Obviouly I ignored, who doesn’t? A future that puts us with an iron and a board ahead? Well, yesterday, after three weeks of vacation without stopping I got to the point that my mother spoke. Iron on one hand board at the front and the background football comments.

I confess that at the end of the first sweater, I wanted to give up. Also because I do not care of most household chores, but ironing … ironing feel like hell. I think however that it is a family thing, as my mother has a service that I praise very much, it’s called “ferro amigo”, “iron friend”. A company that that goes pick the clother on Wednesday, and returns at Friday with everything ironed. So, I was raised to thinking that we are all entitled to an iron friend. In fact we have, because my mother did an upgrade, like an internet, cable and telephone kinda service, and now both I and my sister can use the service. However there are always clothes for which you cannot wait for Wednesday or much less by Friday. It was precisely these clothes I was taking care while listening to football comments. It was the whole scenario, type movie that made me feel comfortable in my home. It was the whole environment that made me realize that the changes and the new are frighten but very good.

Amazing, a purple iron, a pink board and the report of Sporting-Porto when I’m from Benfica. Really, comfort and happiness happen at the strangest times. This reminds me of the pasta I decided to do today for dinner.

Once, Pedro and I we weren’t living together yet, he called me because his parents went out and he was dining alone. He asked if I wanted to have dinner with him, but did not want to go out to dinner. I did not hesitate to say yes, but I hesitated in cooking. Pedro loves pasta but pasta with pasta isn’t a good chance … I opened the fridge and there they were, Jews best friends. Alheiras. From that to pasta with Alheira it was a really small step. Sauté sausage with homemade tomato pasta, boil the pasta put it all together, chorizo strips on top and voila, comfort food. Food that today at dinner I bet will make me replace my current image of comfort, a purple iron, a rose board and commentaries the Sporting-Porto.

MASSA DE ALHEIRA (2 PESSOAS)

O que vais precisar?

  • 1 alheira;
  • Polpa de tomate, eu uso caseira;
  • Chouriço aos bocadinho
  • Massa tipo espiral, 100gr
  • Sal;
  • Agua qb;
  • Azeite

Como vais fazer?

  1. Coloca água a cozer com 2 colheres de sal grosso;
  2. Numa frigideira funda, tipo Wook, coloca azeite no fundo, e leva ao lume;
  3. Retira a pele à alheira e refoga-a, adiciona chouriço cortadinho em bocadinhos pequenos, cobre com a polpa de tomate de deixa cozinhar bem, vai adicionando água para cozer bem e provando para perceber a quantidade de tempero.
  4. Quando a massa estiver cozida, retira-lhe a água adiciona ao ragu de alheira.
  5. Com uma colher mistura tudo bem, e serve.
  6. A minha de hoje ficou assim!

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3 anos de Angie Clouds! Maravilha…

Versão Portuguesa

Foi então que chegamos aos 3 anos de AngieCloudsDisappear!

Isto pessoalmente é uma mega conquista. Lembro-me como se fosse hoje, o dia em que abri este blog.

Estávamos em Maio de 2013, eu estava desempregada e tinha algum tempo livre. Passava horas na cozinha, a elaborar receitas da família, ou experiências novas. Sempre que entrava em pequenos momentos de desespero, o meu pai dizia, “porque não escreves um livro?”. Aquilo mexia comigo, eu acho que praticamente todos sonhamos em ter um livro à venda numa livraria.  No entanto, eu sempre achei que os meus textos não eram assim interessantes de mostrar.

Às tantas, e não sei bem como, num qualquer volte face, eis que dei comigo a questionar uma amiga minha sobre como ter um blog. Ela foi incansável. Ela em casa dela, eu em minha casa e estávamos a montar todo o blog. No fim, não sabia o que escrever, e então escrevi sobre como me organizo na cozinha. Depois de fazer o meu primeiro post, senti borboletas no estômago, quase parecidas com as que senti quando o Pedro me deu o primeiro beijo. Nesse momento, lembro-me de me levantar e ir a correr a casa do Pedro, eu tinha de partilhar com ele a minha novidade. Sim eu sei, podia ter partilhado com ele online, mas assim não dava para o surpreender. Quando cheguei a casa dele corri para o computador, liguei o blog e disse olha o que eu criei!! Ele ficou extasiado, mas sei que uma das frases que me ficou foi, “Ah agora posso ter uma T-shirt a dizer: “A minha namorada é Blogger“”. Eu achei aquilo amoroso, e disse-lhe:”Eu ainda não sou Blogger, eu ainda só fiz um post!”

Depois disso contei à minha mãe e partilhei com todos os meus conhecidos, 3 anos volvidos, tenho 10200 visita, 580 seguidores. São meras estatísticas, e que no mundo dos blogs não é considerável. No entanto, para mim, é motivo de orgulho e satisfação.

Ora os aniversários, são para ser festejados, este ano não fiz festa nenhuma, não ainda. Eu quero e vou fazer, mas mais lá para a frente. Julho ou Agosto. No entanto, não podia deixar este dia em branco, e fiz um jantar saboroso e especial, para o rapaz que se ofereceu para usar a T-shirt orgulhoso. O meu futuro marido. Obrigada Pedro, pelo sorrisão de orgulho quando te mostrei o Blog. 

A todos vocês, que vêm cá, que partilham as minhas insanidades, que quando me vêm me falam dos meus post’s. Obrigada, vocês fazem-me sentir ainda mais vontade de cá vir!

English Version

And then, 3 years of AngieCloudsDisappear!

Personally, this is a huge achievement. I remember, as if it was yesterday, the day I opened this blog.

It was May 2013, I was unemployed and had some free time. I spent hours in the kitchen to cook family recipes, or new experiences. Whenever I was caught in small moments of despair, my father would say, “Why don’t you write a book?”. That moved me. I think virtually, everyone dreams to have a book for sale in a bookstore. However, I always thought that my texts were not so interesting to show.

Suddenly, I don’t remember exactly when, I found myself asking a good friend of mine, how could I start a blog. She was tireless. She was at her home, I was in mine and we were building this blog. At the end, I didn’t know what to write, and then I wrote about how I organize myself in the kitchen. After making my first post, I felt butterflies in my stomach, almost like those I felt when Pedro kissed me for the first time. At that moment, I remember getting up and running to Peter’s home, I had to share with him my news. Yes I know, I could have shared with him online, but so I could not surprise him. When I got there, I ran to his computer, looked for the blog and said: “Look at what I’ve just created!!” He was ecstatic, but I fully remember one of the things he said, “Oh, now I ca wear a T-shirt saying,” My girlfriend is a Blogger “”. I found lovely that, and told him: “I am not yet a Blogger, I still only made a post!”

After that, I told my mother and I shared it with all my acquaintances, three years later, I reached 10200 visitors and 580 followers. These are mere statistics, and that, in the world of blogs this ain’t considerable. However, for me, it is a source of pride and satisfaction.

Now, birthdays are for being celebrated. Yet, I haven’t done the party, but I will. Maybe, July or August. However, I could not let this day in white, and made a tasty and special dinner for the boy who offered to use the Proud T-shirt. My future husband. Thank you Pedro, the grin of pride when I showed you the Blog.

To all of you who come here who share my insanities, that talks to me, about my post, whenever you see me. Thank you, you make me feel with more desire to come here!

 

FARFALLE DE ALHEIRA

O que vais precisar?

  • Farfalle para 2;
  • 1 Alheira de aves;
  • 100gr de bacon cortados em bocadinhos;
  • 5 colheres de sopa de molho de tomate;
  • 1 copo de vinho branco;
  • 1 colher de sopa de rabo de boi;
  • 1 colher de sopa de azeite;
  • 1 bola de queijo mozzarella, fresco;

Como vais fazer?

  1. Ligas o forno a 100º;
  2. Colocas água numa panela e cozes o farfalle;
  3. Numa wook, ou numa sertã, colocas o fio de azeite, e o bacon;
  4. Quando o bacon começar a fritar, adicionas a alheira. Tira primeiro a pele da alheira;
  5. Mistura o molho de tomate ao vinho e à sopa de rabo de boi, faz uma pasta e adiciona à carne;
  6. Deixa cozinhar;
  7. Corta a bola de mozzarella, em rodelas e reserva;
  8. Retira um copo de água da massa e mistura na carne;
  9. Tira à massa o resto da água, e adiciona a massa à carne;
  10. Mistura bem;
  11. Coloca um fio de azeite no fundo de uma assadeira, e enche a assadeira com a massa;
  12. Cobre com as rodelas de mozzarella, e leva ao forno para gratinar;
  13. Serve e que te saiba muito bem!!!

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