Pastéis é em Chaves

A aldeia do avô do Pedro, hoje adotada por todos fica a 20 minutos, estradas municipais, de Chaves. Ou seja, quando alguém vai la acima, é quase volta obrigatória ir até Chaves. Eu não me importo nada, até porque acabo sempre por lucrar um pastel. Ai como eu adoro aqueles pastéis.

No dia 1 de Maio, a família do Pedro costumava juntar-se e fazer uma romaria até à aldeia e arredores, ou seja Vidago e Pedras Salgadas. Tornou-se um hábito que acabou por cair em desuso. Muita pena eu tive disso, mesmo sem nunca ter feito parte de ajuntamento. Digo isto porque acho o jardim do Vidago Palace, e o jardim do hotel das Pedras Salgadas algo digno de ser explorado. São dois lugares realmente muito bonitos. Cheios de recantos e natureza no seu melhor.

Ora, este ano, o pai do Pedro, decidiu que estava na altura de se voltar a comemorar o 1º de Maio. Como tal, aqui em casa levamos o Sheldon à baby-sitter, metemos bolachas e leitinhos no carro e la fomos em romaria. Fomos à aldeia, almoçamos em Pedras salgadas, e a avó do Pedro, Matriarca da família, decidiu e muito bem, que devíamos ir até Chaves. Já la não ia há muito tempo.

Estacionamos o carro num parque próximo do rio e subimos a pé até ao castelo.

Às tantas, a dona Alice achou que ir a Chaves e não comer ou levar pasteis é como ir a Paris e não ver a tour Eiffel. Portanto, demos por nós numa casinha saída da aldeia do filme da Bela e do Monstro. Uma casinha de fachada em madeira e toda azul. Saía de lá um cheirinho, que mesmo para quem tinha almoçado há tão pouco tempo, fazia crescer água na boca.

Trouxemos os pastéis, voltamos para casa.

Ao jantar fizemos deles refeição. Bem, e que refeição. Que pasteis tão saborosos.

Estou a contar isto agora, porque me vieram à memória e não só. Estou a contar isto agora porque tenho carne picada e não quero fazer o jantar comum, até porque é sábado e ao sábado eu gosto de fazer uns jantares mais elaborados, porque tenho mais tempo.

Portanto, sabes que mais, é isso mesmo, vou fazer uns pastéis de chaves mesmo bem recheados.

Amanhã volto a fazer dieta.

PASTÉIS DE CHAVES

O que vais precisar?

  • 300gr de carne picada (vaca e chouriço);
  • 1 Colher de sobremesa de colorau;
  • 1 Colher de sopa de sopa de rabo de boi;
  • 1 Colher de café de sal grosso;
  • 1 Colher de café de molho inglês;
  • 1 Chávena de vinho branco;
  • Pimenta q.b.;
  • Molho picante chipotle q.b.;
  • 1 Rolo de massa folhada;
  • 1/3 de cebola ralada;
  • 2 Dentes d alho ralados;
  • 2colheres de sopa de azeite;
  • 10 Tostas mini;

Como vais fazer?

  1. Colocas a cebola e o alho a alourar no azeite num tacho;
  2. Quando a cebola começar a ganhar cor, colocas a carne a fritar;
  3. Numa chávena colocas todos os ingredientes e adicionas o vinho e misturas bem, para fazer uma pasta;
  4. Adicionas a pasta à carne e colocas mais uma chávena de água;
  5. Tapas o tacho e deixas a carne absorver todo o líquido;
  6. Aproveita para triturar as tostas, e assim que a carne estiver bem cozinhada, adicionas as tostas para secar a carne. Se achares que precisa de mais tostas para secar, então tritura mais algumas e adiciona. A intenção é a carne ficar bem seca;
  7. Ligas o forno a 130º;
  8. Abres a massa folhada e divides em dois. Eu só fiz dois, para serem suficientemente compostos para o jantar;
  9. Distribuis a carne pelos dois pedaços e fechas, como os pastéis;
  10. Levas ao forno, e deixas assar bem a massa folhada;
  11. No fim serves com umas batatinhas fritas!

 

NB: Se sobrar carne, guarda, e adicionas molho de tomate, cozes massa esparguete e aí tens mais uma refeição. ;P

 

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Kiwis

Quando eu era adolescente, vá pré adulta… sejamos honestos, uma jovem, tinha um ritual de sábado com a minha mãe. Sair de casa bem cedo, ir às compras, tomar um café e passar em casa da minha tia Carmen. Não era uma coisa que acontecesse semanalmente, e o ritual também não era necessariamente desta maneira, no entanto, a minha mãe esforçava-se por passar em casa da irmã, porque tinha saudades. Segundo ela, esta minha tia faz lembrar a minha avó e portanto, julgo que aquele bocadinho era para a minha mãe como voltar a estar com a minha avó, nem que fosse por uns minutos.

A minha tia mudou-se para uma casa enorme, numa zona bem alheia da vizinhança e com uma vista privilegiada para o pinhal. Confesso que à noite era para mim um pouco assustador passar lá, por estar tão próximo do pinhal. No entanto, durante o dia, ela transformou a casa dela, num espaço saído de um livro infantil. Um lugar bonito e acolhedor. Na verdade eu acho que só a existência da minha tia lá em casa torna tudo muito acolhedor. Ela não é uma pessoa meiga e de palavras doces. Ela é como a minha mae, e todas as minhas outras tias, tem o coração e o cérebro em luta para ver quem chega primeiro à boca.

Havia algo nas nossas idas lá a casa ao sábado de manha que me deixava cheia. Não  estomago mas alma.

Ao sábado, e depois de ter feito o seu tão apreciado forno a lenha, a minha tia cozia pão. Ela amassava-o de manha bem cedo, e por volta das 11 já o forno estava pronto para receber o pão. A minha tia sempre fez parecer toda a tarefa, amassar pão, meter lenha no forno, aguardar que este atingisse a temperatura certa, meter-lhe o pão e calmamente aguardar que este cozesse, fosse a tarefa mais simples do mundo. Isso notava-se no pão. Era simples, muito simples, mas cheio de sabor. Sabor de pão caseiro. Inicialmente eu fazia-me de rogada, e dizia que não havia necessidade, mas às tantas deixei-me de modos… A minha tia passou a ter sempre um bocadinho de pão quente para mim. Nós não íamos lá de maneira nenhuma pelo pão, mas aquele pão quente, que eu mal tinha oportunidade barrava com manteiga, trazia-me uma felicidade impensável. Sabia-me a amor.

O tempo passou. A minha tia emigrou. Eu praticamente deixei de passar.

Um dia destes, combinei passar em casa da minha tia, na verdade hoje é a casa das minhas primas. Passei para deixar umas coisas.

Cá o sol ainda brilha, com brilho de primavera. As flores ainda não recolheram a 100% e portanto, tudo ainda tem cores de primavera.

Quando cheguei reparei, que tudo está como à uns largos anos atrás. A minha tia não está, mas as minhas primas, cuidam da casa e do jardim como se fossem a minha tia. Entrei, e la andava o João preocupado em manter o jardim bonito. Os cães felizes da vida por me verem chegar, como se eu fosse o primeiro-ministro dos cães. Estivemos à conversa, eu e o meu primo, e às tantas pergunta-me ele, queres kiwis? Nunca me faço de difícil a fruta biológica, portanto prontamente disse que sim. Ficaria muito agradecida. Lá entrei em casa, estive com a minha prima. Tudo igual como no tempo da minha tia, fogão da cozinha ligado, para fazer algo de muito bom. Tal como, quando eu lá ía ao pão quente.

A sensação que tive foi que o tempo não passou, só faltou ver o pequeno António, aos pinchos porque não quer leite com crepitas! Senti-me novamente uma miuda, ali naquela cozinha.

Aos sair, lá estavam os kiwis que o João me foi buscar. Eram lindos, ainda verdes e enormes. Trouxe-os como se fossem preciosos. Pelo caminho revivi tudo isto. Subi as escadas, pousei-os na bancada da minha cozinha e pensei, merecem tratamento como o que acabei de receber.

Descasquei-os, cortei-os, adicionei-lhe maçãs e fiz um doce de excelência, Kiwi e Maçã.

Existem dias que nos fazem sentir nostalgia.

DOCE DE KIWI E MAÇÃ

O que vais precisar?

  • 6 Kiwis grandes;
  • 3 Maçãs pequenas
  • 250gr de açúcar(obrigada tia Teresa e Cláudia);
  • 100gr de água;
  • 1 Colher de sobremesa de essência de baunilha;
  • 1 Pau de canela

Como vais fazer?

  1. Descasca os kiwis e as maças, e corta em pedaços pequenos, atenção tira os talos das maçãs;
  2. Num tacho largo, coloca os kiwis, as maçãs, a canela, o açucar, a água e a baunilha e leva ao lume baixo;
  3. Mistura inicialmente tudo com uma colher de pau, e deixa ficar a cozinhar, até ficar com textura de doce/geleia.
  4. Eu deixei 1h a cozer.

NB: Porque os meus kiwis ainda não estão maduros, obtive um sabor to tipo acidulce. Tipo as gomas cheias de açúcar pelo exterior, mas muito melhor. Portanto, secalhar corta um bocadinho no açúcar se os teus kiwis já estiverem madurinhos.

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Lasanha Vapt-Vupt

Andava eu a fazer as minhas compras de recheio de frigorífico e despensa, quando dou por mim perdida no corredor dos condimentos. Depois do corredor dos chocolates, este é dos que me faz gastar mais tempo nas compras. Isto porque comparo preços, e dou comigo a tentar recordar sabores, quando pego por exemplo na mostarda dijon, ou nas várias misturas de pimentas. O molho de tomate, normal ou com alho e cebola? Ah e as tortilhas, maiores mais pequenas… Quanto maiores mais quesadilha como, portanto melhor trazer as mais pequenas. Ando ali para trás e para a frente, sopa de rabo de boi, sopa de marisco, Knorr de carne, Knorr de frango… Eis que me aparece, a mistura Knorr para lasanha e bolonhesa.

Eu adoro lasanha, adoro mesmo. Assim que me recorde, a minha mãe nunca fez, mas eu fui percebendo como se fazia, e la ia inventado a minha lasanha, tinha sempre o problema de as placas não ficarem suficientemente moles, o que estraga logo tudo. O meu grande problema em fazer lasanha é que acabo por gasta-la só na limpeza da cozinha. Ora vejamos, panela para o ragu, panela para o molho bechamel, panela para aquecer água para amolecer as placas, e ainda a assadeira da lasanha… Bolas, so de enumerar até fiquei cansada, 3 panelas ao lume e uma assadeira sobre a cortiça, para não acabar estalada com as diferenças de temperatura. Quero com isto dizer, que faço lasanha muito menos vezes do que gostaria de a comer. Bom para mim, muitos dirão, menos esse nas coxas. Pois, mas isso agora não é o problema, o problema é que quero fazer lasanha, bem boa, e não ter de passar 2h só a esfregar tachos.

Ora bem, vi num blog de nome Kitchn, uma lasanha (que se clicares no link chegas logo lá) do tipo super básica de fazer e ainda prometia a utilização de só uma panela. Eu na verdade nem era para ir ver, porque estou bastante contente com a minha lasanha super trabalhosa que acaba sempre por ser desconsolante, no entanto a promessa de uma so panela fez-me sonhar. Até este momento, lasanha rápida saborosa e pouco trabalhosa, era uma utopia. Começo a ler, mas não li grande coisa, eu estava sedenta era com a possibilidade de uma lasanha rápida e pouco trabalhosa. Às tantas diz lá, fazes o ragu, partes a massa da lasanha e enfias no meio do ragu. Coloca mesmo por baixo, para conseguires camadas. A esta altura, o meu nível de ceticismo era tipo máximo. Pensei:”Hmm ta bem, mete la para o meio que aquilo faz camadas ta bem tá… a ver se experimento isto em casa”.

Já aqui falei da minha vontade de aceitar desafios, certo? Pois bem, esta receita eu fi-la no sentido do desafio. Ou seja, se funcionar vou ganhar um jantar incrível para fazer a meio da semana. Se perder… Bem se perder, la se vai o jantar de hoje, e a utopia mantem-se… Então decidi jogar as cartas todas, se é para jogar, mete-se logo os ases e as biscas na mesa. Pimba, saquei do Knorr de lasanha, fiz como indica lá, frita-se a carne em azeite e manteiga, adiciona-se o pó de perlimpimpim, e água, deixa-se levantar fervura. Depois segui os conselhos de Kitchn, parti a massa da lasanha e fui metendo para o meio, depois cobri com bechamel e cubos de mozarela fresco. Meti no forno e fiquei na cozinha feita palerma a olhar para o forno e a pensar, qual vai ser o Plano B… são 20.20h, não tenho muito tempo para arranjar outro jantar. Esperei os 20 minutos que demora para gratinar bem. Chamei o Pedro, servi o jantar… e voltei a servir mais duas vezes, porque a lasanha estava incrível.

Hoje experimentei com massa de canelones. Se vale a pena, viva os senhores da Knorr que criaram uma ótima mistura de ragu e viva Kitchn por se ter lembrado de fazer a melhor lasanha de meio da semana!

LASANHA VAPT-VUPT

O que vais precisar?

PLANO A

  • 1 Saqueta de mistura KNORR para lasanha;
  • Azeite q.b.
  • 400gr de carne picada, eu uso uma mistura de vaca e chouriço;
  • Massa de Lasanha partida em bocados ou Canelones
  • 200ml de molho bechamel;
  • 1 Queijo mozarela fresco.

PLANO B – Caso não queiras utilizar ou não exista os sacos perlimpimpim da Knorr

  • 400gr de carne picada;
  • Sal, pimentas, molho inglês, pimentão em pó, piri piri chipotle;
  • Uma cebola ralada ou picada
  • 2 Dentes de alho picados;
  • Azeite q.b.
  • Molho de tomate;
  • 1 Cerveja;

Como vais fazer?

PLANO A

  1. Fritas a carne no azeite, e segues as indicações da saqueta;
  2. Quando a carne estiver pronta, adicionas a massa de lasanha aos poucos, ou os canudos dos canelones, de forma a que a carne entre nos canudos;
  3. Cobres tudo com o molho bechamel;
  4. Cortas o queijo em cubos ou rodela e distribuis por cima;
  5. Levas ao forno até gratinar;
  6. Retiras e serves.

PLANO B

  1. Picas a cebola e o alho e colocas no azeite;
  2. Quando começar a alourar, adicionas a carne.
  3. Quando esta estiver meia frita, adicionam-se todos os ingredientes, inclusivamente a cerveja e o molho de tomate.
  4. Deixas a carne tomar sabor, regulas os condimentos e vê se precisa de um bocadinho de água;
  5. Quando a carne já estiver pronta adicionas a massa de lasanha aos poucos, ou os canudos dos canelones, de forma a que a carne entre nos canudos;
  6. Cobres tudo com o molho bechamel;
  7. Cortas o queijo em cubos ou rodela e distribuis por cima;
  8. Levas ao forno até gratinar;
  9. Retiras e serves.

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Hygge de frango

Sabes quando chegas a casa e a lareira está acesa, e lá fora está um frio do caraças?

Sabes quando te deitas em conchinha, com a tua pessoa, e adormeces num sono tão profundo que te sabe como se tivesses dormido uma vida?

Sabes aquele abraço que vem sem contar. Que chega e te envolve e tu libertas tantas feromonas, que te sentes a pessoa mais feliz do mundo?

Sabes quando te enroscas no sofá com um cobertor, meião quente, divides uma tigela de pipocas, na TV passa um filme qualquer e lá fora chove um mundo inteiro?

A sensação que tenho quando imagino estas imagens, chama-se Hygge. É uma palavra dinamarquesa. Não tem tradução direta para português. No entanto, eu traduzo Hygge como conforto. Isto porque, eu acredito piamente que o ser humano só é feliz, quando está confortável. Ninguém de sanidade, é capaz de ser feliz numa situação desconfortável. E se somos felizes numa situação desconfortável, é porque estamos confortáveis com o desconfortável. Portanto, Hygge, (HUGA como se diz) é o conforto.

O conforto é o que precisamos muitas vezes no outono e inverno. Nestas épocas somos mais tristes, somos mais moles. Precisamos de mais mimo. Precisamos de lareiras acesas, de abraços sem contar, de poder enroscar. Precisamos de fazer conchinha. Nesta época do ano, temos necessidade de procurar a felicidade que é tantas vezes espontânea na primavera e no verão, principalmente porque os dias são gigantes.

No outono e no inverno, acabamos a tentar compensar, muitas vezes em comida, o que não vem espontaneamente. Mas até a comida, tem de ser mais quente, mais saborosa. Só uma salada não chega. Porque está frio, porque está a chover (nem por isso), porque estou a trabalhar e já é de noite.  Nesta altura do ano, procuramos o conforto quase tanto, como no verão procuramos água. É uma necessidade.

Na verdade, para mim o conforto é uma necessidade.

Faz uns dias, andava a visitar uns blogues e deparei-me com uma receita de frango. A verdade é que a foto daquela receita de frango, tirou-me de onde estava e sentou-me na minha mesa da cozinha, a jantar com o Pedro, enquanto o Sheldon, do outro lado da barricada aguarda, que um de nós lhe ceda um momento de degustação. E aquilo soube-me a conforto, soube-me a amor. Aquilo soube-me a Hygge.

Eu adoro, mesmo de verdade, chegar a casa e iniciar todo o processo de preparação da única refeição aceitável que faço e ingiro durante o dia. Na verdade eu acho que se me medissem os níveis de feromonas nesta altura, quase que os podiam comparar (menos um pedaço) com os que eu liberto quando o Pedro me dá um abraço.

Eu sou realmente uma pessoa feliz, na minha cozinha no terceiro andar.

Sou tão feliz, que nas minhas viagens de regresso a casa, faço duas tabelas na minha cabeça, uma com ingredientes das receitas, outra com ingredientes da dispensa e frigorifico. Quando subi ao terceiro andar, e depois de 10minutos ininterruptos de mimos vindos de um orelhudo, acabo a vestir o meu avental, ligar o rádio e mão à obra. O resultado foi diferente do da receita original, até porque mudei alguns ingredientes, mas confesso que já repeti varias vezes, e em todas elas compreendo o porquê de haver necessidade de se ter uma única palavra para descrever o conforto da felicidade!

Viva o conforto/felicidade/Hygge

 

Cheesy Chicken and Brocolli

Eu substituí os brócolos por esparregado, substituí a maionese e o alho, por molho de Alho da Calvé. Substituí o queijo cheddar por mozzarela ralado. Tubes crescent Rolls, eu usei massa folhada.

  • Basicamente é cozer um peito de frango, cortar em cubinhos, e numa taça misturar o frango, com natas, com molho de alho, queijo e esparregado, formando um recheio.
  • Abrir a massa folhada, colocar-lhe o recheio, fechar o embrulho e levar ao forno.

Qualquer dúvida diz, que se eu conseguir eu ajudo. Mas experimenta de verdade, é realmente muito bom!

 

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Combinações improváveis

Existem combinações que nos trazem sensações incríveis, mas que aos olhos alheios podem soar a algo muito estranho. A minha mãe diz sempre, só se pode comentar, depois de experimentar. Eu sou daquelas pessoas, que quando diz que não gosta é porque já experimentou, e não funcionou. Temos o caso, do bolo de espinafres. Muitos dizem que é incrível, eu provei, e odiei. Temos por exemplo coelho, eu já experimentei, e é muito mau, ainda não provei coelho de alguma maneira que me saiba bem. Hmmm, por exemplo também não gosto de ensopado de borrego… Alias borrego, anho, e cabrito. Eu sei que são todos diferentes, mas a não ser que sejam costelinhas de borrego grelhadas com molho de alho, não me convidem, porque eu vou passar muita fome. Aconteceu, eu dizer à minha futura sogra que não gostava, mas disse-o de uma forma pouco convincente. Escusado será dizer, que levei com ensopado de borrego uns dias mais tarde. Desde esse momento, sempre que há ensopado de borrego, há ensopado de galinha para a Angélica.

Confesso que não sou só esquisitices, eu gosto muito de batatas fritas, caseiras, com sumo de limão por cima. Eu bebo leite com cereais em leite quente, criando portanto uma papa que me sabe a céu, e enoja o meu namorado. Eu adoro sandes de batatas fritas, meu Deus eu adoro mesmo muito, sandes de batata frita. Sou 100% fã de churros recheados com chocolate, uma vez por ano, pelo menos, eu tenho de ir à caravana das farturas, comprar um churro recheado de chocolate. Segundo o Pedro, é o meu momento gorda!

Agora que penso, isto são esquisitices, pior do que não gostar de coelho. Pois bem, para adicionar a estes meus hábitos, estranhíssimos, eis que a minha amiga Mafalda inventou o meu novo vício, brownies de chuchu e chocolate. Na verdade ela faz pequenos bolinhos, eu faço em formato brownie. E agora o pensamento é, chuchu e chocolate? Chuchu, aquele legume que substitui a batata na sopa?? Iup, esse precisamente. Quando vi a receita, pensei, só pode estar maluca, depois olhei para o especto dos bolinhos, e tinham um ar tão mas tão apetitoso, que eu pensei, não sei se lhes resistiria.

A verdade é que rapidamente, me transformei num soldado da paz dos hunger games. Sim porque hunger foi o que me deu quando vi os bolinhos.

Liguei para a minha mãe, para ver se a terra tinha sido uma boa mãe e tinha procriado quase milagrosamente chuchus. Aparentemente sim, porque ela tinha um gigante para mim. Cheguei a casa, descasquei-o, piquei as mão e fiquei com elas super ásperas. Porque é o que acontece quando se brinca com chuchu. Cortei em pedaços, meti no liquidificador, pesei o líquido e a partir daí fiz as contas à receita da Mafalda. Oh meu Deus, estes brownies são quase tão bons como os originais, e têm uma contrapartida, como trazem um legume, servem de entrada e sobremesa para uma refeição, e pode ser uma sandes de batatas fritas, com meio limão a regar as batatas… Acho que assim, não engorda tanto!

Brownies de Chocolate e Chuchu – Receitas do Bairro

 

 

 

1992

Sinto-me descansada, relaxada é mais o termo.

11.06h – 8/10/2017

Bom dia mundo, foi o que pensei logo depois de me espreguiçar. O Pedro já se tinha levantado, e hoje não fui acordada por um Sheldon carente que quer muito recolher calor humano dos donos. Confesso que me deixei ficar mais uns minutos, não me lembro da ultima vez que me levantei depois do Pedro. Isto realmente sabe a preguiça pura.

Depois de percorrer as minhas redes sociais lá me levanto, e muito sorrateira abro a porta que dá para o hall a sala e a cozinha. O Sheldon, já me tinha sentido, e portanto estava ali para me fazer uma recepção digna de estrela de Hollywood, o Pedro estava a domingar no sofá com o livro, que sabe que tem de ler porque eu já tirei tiquet para o ler e o pai também. Fui à cozinha fiz o pequeno-almoço e vim para a “roina” do sofá, enquanto comíamos o Sheldon estava louco para poder partilhar comida connosco. Não, regra numero um, se no fim sobrar recebes um bocadinho… ele la acalmou, tirei tudo da sala para a cozinha, e voltei para o sofá, o Pedro voltou ao livro dele e portanto passei a ser a dona do comando. Parei no canal Hollywood, estava a dar um filme que já não vejo, faz imenso tempo. Já ia próximo do fim, mas mesmo assim insisti em ver. O Sheldon arranjou posição entre mim e o Pedro, e ali naquele momento eu senti-me uma afortunada. Eu o Sheldon e o Pedro, domingo de manha a aproveitar a companhia uns dos outros.

Enquanto fazia cafunés nas orelhas do Sheldon, as lágrimas inundaram-me. Não pela felicidade daquele momento, mas pelo filme que estava a dar. O meu primeiro beijo. Basicamente, um menino e uma menina de 11 anos, nos anos 90. liberdade infantil, ela apaixona-se pelo professor de poesia, ele é o melhor amigo. Entre brincadeiras e conversas pueris, acabam por experimentar o primeiro beijo entre o dois. Não conto mais, porque é um filme digno de se ver.

Faz-me chorar, porque me recorda a simplicidade da minha infância. Porque me recorda de como era bom todos juntos a jogar às escondidas, enquanto a tia Lina nos chamava para lanchar. Porque me faz perceber, que se um dia tiver um filho, ele não vai ter acesso à mesma inocência. A um primeiro beijo sem o peso que isso acarreta. Porque a minha sobrinha, não vai saber o que é andar descalça na rua, porque dá mais jeito… Foi por isso que tive um momento de nostalgia profunda. Porque em 1992, só a rua sésamo nos fazia correr para casa. Hoje, provavelmente só a rua sésamo os faria correr de casa…

 

Isto da nostalgia e da simplicidade da vida tem me inundado esta semana. Ao ponto de ter saudades de comer bolo de cenoura. Julgo que foi dos primeiros bolos que fiz. era miuda queria fazer um bolo e a minha mãe ensinou-me a fazer um de cenoura, acho que na altura não saiu assim muito bem, e a minha mãe como sempre culpou o facto de eu não ter separado correctamente as claras das gemas. Eu era e sou trapalhona… Ora então aqui a trapalhona nostálgica esta semana perdeu a cabeça, e encontrou o liquidificado. O resultado foi um bolo de cenoura super fofo e saboroso.

Ah como era bom voltar a 1992 beber cevada da tia lina, comer este bolo e ver a rua sésamo, tudo super rápido porque a trapalhona tinha os amigos na rua à espera para brincar…

BOLO DE CENOURA

O que vais precisar?

  • 3 cenouras descascadas e cortadas grosseiramente (médias);
  • 1/2 chávena de óleo;
  • 3 ovos;
  • 1/2 chávena de amido de milho;
  • 1+1/2 chávenas de farinha;
  • 1+1/2 chávenas de açúcar;
  • 1 colher de café de fermento em pó;

Como vais fazer?

  1. No liquidificador colocas os ovos, as cenouras e o óleo;
  2. Liga o liquidificador no máximo, unta uma forma e liga o forno, 170º;
  3. Numa bacia colocas, o açúcar, a farinha, o amido e o fermento, mistura tudo com uma colher de pau;
  4. Quando a mistura do liquidificador estiver homogénea (cenouras desfeitas), vertes para a bacia e misturas o liquido aos secos. Tudo com auxilio da colher de pau;
  5. Quando a mistura, estiver bem unida, vira para a forma e leva ao forno, 40 mins;
  6. Para a cobertura eu usei metade de uma tablete de chocolate amargo (60% cacau) mais a mesma quantidade de chocolate de leite, derreti os dois em conjunto e depois do bolo pronto pus como cobertura;

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Temos em baixo uma pata branca a fazer-se ao bolo…

 

 

Panquecas…

Uma das coisas que mais me faz pensar nos meus hábitos matinais, enquanto adepta fervorosa de pequenos-almoços, são as séries norte americanas. Ele é french toasts, ele é pancakes, ele é gofres, ele é o diabo a 7, e o meu pequeno-almoço não passa de um café duplo com leite e três fatias de pão d’avó torradas com manteiga. Ora bolas, como conseguem eles ter estes pequenos-almoços todos elaborados? Pois bem, os anos têm-se encarregado de me mostrar, MASSAS PRONTAS do supermercado. Oh oh, assim também eu, abres o pacote, metes um ovo e leite, batedeira e está feito, aqueces a fritadeira, sem gordura, massa la para dentro et voilá,  panqueca pronta. A sério??

Pois bem, as panquecas estão na moda, não sei se é uma coisa do concelho, do país ou do mundo, sei que cá em Espinho estão na moda, ele é panqueca de aveia, chocolate ou normal, leva molho do que se imaginar. Há panquecas na boca do mundo. Ora eu até há bem pouco tempo, resignava-me a ver a panqueca típica das séries americanas, cheguei até a comprar uma garrafa de massa do Lidl, confesso, mas depois dessa minha tirada, decidi não repetir, até porque, a massa não era de grande coisa.

No entanto, e com tanta casa de brunch em Espinho a abrir, dei comigo sentada a uma mesa, a comer scones com nutela enquanto via o Pedro a comer um pequeno monte de panquecas com nutela e morangos. O Pedro odeia dividir, mas deve ter visto faíscas a saltar-me dos olhos porque prontamente me perguntou se eu queria experimentar… Oh que bom… Bom mesmo. No entanto, foi um bocado numa de, Ok é bom, estou consolada, não vou pensar mais em panquecas. Mas o tempo vai passando, e a febre das casas de brunch não passa e portanto, a palavra panqueca tem andado a pairar no meu cérebro, quanto a isto eu não fiz nada. Até que fui de férias para Barcelona, onde os pequenos-almoços era uma loucura de tão intercontinentais que eram. No entanto não havia panquecas. Havia tudo, fruta, feijão, ovo estrelado, cozido e escalfado, bacon, pão, manteiga, queijo, bebidas de tudo e mais alguma coisa, e tinha nocilla, a nutela dos espanhóis, mas não tinha panquecas. Durante todas a férias, eu comia bem, bem demais até se me é permitido, mas as panquecas que até ali tinham passado a ser palavra frequente, não existiam.

As férias acabaram, e ainda no avião, 23h dizia-me o Pedro muito triste; “e agora? Vamos voltar aos pequenos-almoços simples?”. Aquilo mexeu comigo, sim, claro que vamos. As férias acabaram e eu tenho de ficar em forma, mas tens razão… Adormeci, acordei no Porto de volta à realidade. No dia seguinte já a meio da tarde acordei e pensei, e agora o pequeno-almoço? Acho que é mais ao menos assim que funciona com os viciados, ” e agora, o álcool? os medicamentos? a droga? O CHOCOLATE?!”.  Naquele dia, vivi de volta à realidade, mas durante a noite, fui iluminada, pelo Pancake God. O mesmo que é tão aclamado na terça-feira gorda de Carnaval. Acordei de manha, fiz uma rápida pesquisa, e encontrei a receita mais simples de panquecas, do mundo, recheei-as de nutela, espremi laranjas, coloquei tudo num tabuleiro, e fui acordar o Pedro.

“Bom dia!! Afinal ainda estamos de férias.”

Digamos que o Sheldon por esta altura, estava sentado em cima da cama, impávido com o cheiro que o invadia.

PANQUECAS

(http://www.e-konomista.pt/artigo/receitas-de-panquecas-rapidas-e-fofas/)

O que vais precisar? (10 panquecas)

  • 1 chávena de leite;
  • 1 colher de sopa de açúcar ;
  • 1 ovos;
  • 1 c. de chá de óleo vegetal;
  • 1 c. de chá de extrato de baunilha;
  • 1 chávena de farinha de trigo;
  • 1/2 c. de sopa de fermento em pó.

Como vais fazer?

  1. Colocas tudo no liquidificador e deixas a misturar;
  2. Colocas uma frigideira, ao lume sem gordura nenhuma, e anti aderente;
  3. Quando estiver bem quente colocas um pouco de massa e deixas cozinha, quando começar a fazer bolinhas na massa viras.
  4. Assim que estiver cozinhada, colocas num prato e barras com o que quiseres, doce de morango, mel, chocolate simples ou de avelã;
  5. Repetes o processo para toda a massa e vais sobrepondo as panquecas;
  6. Tenta não ir comendo pelo meio… Depois não saboreias tanta quantidade.