Barriga vazia, alma cheia…

Canellonis em salga. Foi o jantar que eu fiz no passado domingo… Exactamente, em salga.

Eu tenho por hábito ir provando a comida, para ter a certeza que está com o tempero correcto, mas desta vez, quando o fiz já era demasiado tarde, não havia como dar a volta ao resultado. Ora bolas, e a fome era tanta…

Dia da criança, 2017. Eu e o Pedro, achamos que merecemos comemorar este dia presenteado o outro. Em suma, eu ofereci um fidget spinner ao meu futuro marido e ele ofereceu-me uma garrafa daquelas que filtram água, julgo que para me lembrar que preciso de me dedicar um pouco mais ao ginásio, e um livro que há muito eu ando a namorar. Escrito na Água da Paula Hawkins. Ora até aqui, eu levava uma vida comum, chegar a casa organizar actividades, ver novidades e praticamente o dia estava feito. No entanto, quando este livro me apareceu, eu entrei numa espécie de transe. Não sei o que me deu, eu estava de tal forma fixada no livro que até insónias tive. Eu precisava saber o que ia acontecer a seguir. Confesso, que fiquei mais colada do que quando li o livro da mesma autora, A rapariga do Comboio.

Eu não posso, de maneira alguma entrar em pormenores. Primeiro porque eu não sou das que lê e conta, a não ser que peçam muito. Depois, porque eu imagino o quão injusto é para quem escreve, ver todo o trabalho esparramado. Posso só revelar que é viciante. Tão viciante, que eram 8h e pergunta o Pedro, o que vamos jantar? Vejamos, eu estou a 20 paginas do fim, a informação surge em catadupa e pum, vem a pergunta que eu achei que ainda ia demorar uns 30 minutos a surgir… Ora bolas… Parei de ler, e fui à cozinha, olhei para a carne picada descongelada disse calmamente, enquanto visualizava na minha cabeça o que ia acontecer a seguir no livro:”hmm, canellonis

Estava a fazer o ragu como sempre faço, azeite, cebola moída, deixo alourar, carne picada, deixo ficar pálida adiciono o molho de tomate, um pouco de colorau, pimenta, molho inglês, uma folha de louro, água e umas pedras, poucas de sal. Só que neste momento, estou a pensar nas lágrimas que tantas vezes fala na historia… sei lá eu porquê, feita palerma coloquei, para 300gr de carne picada, duas colheres de sobremesa mini de sal grosso… Fiz isto como se estivesse a abrir a porta a um convidado, normalmente. Deixei a carne cozinhar, li mais 3/4 paginas do livro e vou rechear os cannellonis. Nesta altura, recebo o chamado clique, provar a carne para ver como está… IUK está salga… são 8.30, como vou resolver isto!?!?! Água e deixo cozinhar mais um pouco? Não dá tempo, já sei, recheio o cannellonis e coloco água na assadeira, e enquanto assam libertam este sal…

SÉRIO??? SÉRIO?? Iup, a sério, foi o que me ocorreu…

Eu adoro cannellonis, o Pedro adora cannellonis, tínhamos passado a tarde a jogar Paddle, tínhamos muita fome. Resultado?! Quando servi os cannellonis, pareciam uma papa, por causa da água, e o sabor a sal mantinha-se… Eu mal toquei na comida, acabei por ir dormir cheia de fome, o Pedro comeu tudo visto estar esfaimado. Tudo o que tinha no prato, o que ficou na assadeira, suposto meu almoço para o dia seguinte, foi para o lixo… Fiquei super desconsolada. Para me compensar fui acabar o livro.

Ah, e que livro!

 

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Ps: Desaparecidas, de Megan Miranda é igualmente muito bom!

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Quartas-feiras loucas…

Cheguei a casa e tinha de correr muito, por sinal… É dia de ir levar o cesto de roupa para passar. A minha rica mãe, como já devo ter contado, deixou-me sair de casa na condição que lhe levava a roupa todas as semanas para passar… Isto porque, ela tem um serviço contratado, que quanto mais peças menos paga… Por peça… No fim vai tudo dar ao mesmo…

Oh Ilda que t’enliaste…

“OH MIGAAA, VOCÊ ESTÁ BOA?”

“ESTOUUUUU”

“ESSA BIDAA”

“SOU SABIDA?”

Era mais ou menos assim que se iniciavam as nossas conversas, quando ia a casa dos meus pais para ver toda agente. Ela estava normalmente sentada no sofá, à espera. Não me posso convencer de que esperava por mim, até porque não ia lá todos os dias, mas ela estava ali. Para mim era reconfortante ver a minha “miga” ali. Vivemos ininterruptamente um ano juntas, cada uma no seu quarto claro, mas eu sentia-a. É parvo dizer que era como quando a Marta lá estava. Não era. Eu e a Marta perdido e achado estávamos pegadas, mas sabíamos que por muito que nos custasse, fomos inclinas do útero da minha mãe, e portanto tínhamos de aprender a ser uma para a outra. Com a Ilda não. Primeiro porque se tivéssemos dividido útero, provavelmente estaríamos num qualquer filme holiwodesco e não na vida real. Segundo porque ela não pertence à minha árvore genealógica.

Lembro-me de ter 5/6 anos, estar num jardim gigante, numa casa que cheirava estranho, uma senhora num cadeirão verde e duas senhoras de meia idade de bata, muito bem arranjadas a tratar do jantar. Tenho vagas imagens dos meus pais, e sei que estava com a Marta, nas pueris correrias pelo jardim, depois de ter comido pescada cozida, iuk, e ouvir alguém chamar para a sobremesa. Era uma voz esganiçada e altiva. A sobremesa era um feast daqueles dos anos 90 que não tinha chocolate pelo meio só por fora. Estava cheio de cristais de gelo por ter sido congelado e descongelado vezes sem conta… não sabia bem, mas depois de pescada cozida, que mais podíamos pedir??

Os anos passaram e a mais velha das duas sempre foi desagradável. Eu acredito que fosse pela vida que levou. Muito trabalho, pouca alegria. Viviam umas para as outras, mãe e 3 filhas. Um dia, a mais velha casou, engravidou, e a mãe e as irmãs meteram-se num barco, e foram ajudar a criar o sobrinho. Uma vez perguntei se nunca se tinha apaixonado. Deu-me como resposta que “lá na América, havia um Italiano que queria casar comigo, mas eu não quis. Nunca quis rapaz. Eles queriam dançar comigo e tudo, mas eu não queria”, “Porquê?”, perguntei eu. “I don’t know Marta, Angélica. I don’t know”. Vou sentir falta disto. Toda a vida fui Angélica, e nos últimos anos, até me sinto um bocadinho Marta. Não havia dia, em que eu não fosse Marta, o Pedro João, a Marta Angélica, o Sr. Arsénio Séninho e a dona Irene, “como se chama Dona Irene?”.

Um dia, os meus pais foram dar uma volta, e ficamos as duas 3 dias em casa sozinhas, mandamos castrar o cão e o gato e ficamos as duas a tomar conta deles. Quando os fomos buscar ao veterinário, eles estavam mais para lá do que para cá. Ela chorou todo o caminho, mandou-me ligar 2 vezes ao veterinário para termos certeza de que não iam morrer. Eu disse que era normal, eles estavam sedados. Ela respondeu-me que quando mandaram capar a taruqinha, ela não vinha assim. Então eu decidi contar-lhe a verdade, a taruca na verdade era um taruco, e elas tinham sido enganadas pelo taxista que estava farto de ser chamado para levar a gata/gato ao veterinário. Portanto, ele ficou com o dinheiro da castração, deu uma volta com o gato no carro e depois entregou-o “capado”. CANDONGUEIRO, foi a resposta dela. “Nós éramos, mesmo umas Julinhas”.

Candongueiro, a Marta é a nossa candongueira.

Julinhas, essa era a Ilda. “Oh Ilda, você não me saia Julinha.”, “Não, que eu sou muito esperta”

No outro dia, vinha para sair de casa e disse:

“Good bye Ilda”

“See you Later Angélica”

Voltei atrás e disse:

“Como disse?”

“I don’t know Marta”

Vou ter saudades disto.

Santo Agostinho, diz que se amamos não choramos. Eu vou-me esforçar. Hoje é o ultimo dia de choro.

Resta-me saber que a minha Miga agora está com a Mãezinha, a Gracinda e a Micas. Resta-me saber que a minha Miga, agora pode comer pizza, porque voltou a ter os dentes todos, que inexistentes tantas vezes lhe doíam. Resta-me saber que a minha Ilda foi amada como, tia, avó e mãe nestes últimos tempo. Resta-me saber que fizemos tudo para que fosse feliz.

See you later Ilda!

Ilda

 

 

 

Life doesn’t have to be perfect to be wonderful

Versão Portuguesa

Estou sentada na mesa de jantar da minha sala e enquanto aprecio a vista estou a pensar em como as coisas mudaram.

Antes de mais, a minha vista tem tanto de incrível como assustadora. Um campo verde que parece pertencer a ninguém, prédios que provavelmente são mais altos que o meu, mas daqui parecem-me bem mais pequenos, e o mar. O mar que tanto traz alegrias como infortúnios a esta cidade à beira mar plantada.

Eu perco-me quase diariamente enquanto tomo o pequeno almoço a admirar o facto deste mar não se mexer. Ele mexe, eu sei que mexe, mas daqui parece um quadro que retrata um momento parado. Isto é assustador. Um momento parado.

Está prestes a fazer um ano que as coisas mudaram de facto. São  365 dias de uma nova vida. Não porque eu não gostasse da antiga, mas porque o universo assim o quis. Sim, eu culpo muitas vezes o universo, a minha mãe diz que a culpa nunca morre solteira…

26 de Março 2016, jardins do Palácio da Pena, frio, chuva, um mapa sem uso.

“é por este lado… olha olha esta árvore parece a mãe da Pocahontas, que incrível”

“Sim, e não é que parece mesmo?! Põe-te ai, vamos fazer uma foto”

“oh de costas? Pronto ta bem…”

“Já tá?…Já tá?”

“SIM”

Foi mais ou menos esta a conversa que nos levou a um dos momento mais incríveis da minha vida.

Eu tive uma fase que dizia que não queria casar, pronto não queria. Depois conheci o Pedro e mudei completamente de forma de pensar. Juro que sonhava com aquele momento. Quem não sonha, e não entendo bem o porquê. Acho que está relacionado com a imaginação das meninas. A Kate Midleton e a Leticia Rocasolano, não ajudam. Mostram viver numa espécie de conto de fadas da vida real…

23 de Julho 2016, 23.30h, sobem-se escadas, um cão ladra incessantemente. Fecha-se uma porta.

Foi mais ou menos assim, que eu e o Pedro começamos a viver juntos. Enchemos os nossos carros com os nossos mais preciosos pertences, roupa interior. E rumamos em procissão até à nossa nova casa. Mais um momento incrível que me fica na memória. Desde esse dia que a minha vista passou a ser esta. Da janela, tenho acesso a uma paisagem que me parece muitas vezes parada no tempo, para cá da janela vivem dois seres humanos e um cão que têm experienciado as mais bizarras e incríveis situações. Conto de fadas da vida real? Esquece.

O Diogo e a Andreia ofereceram-nos um tabuleiro, nós usamo-lo como quadro e diz assim “life doesn’t have to be perfect to be wonderful”.  Sempre que passo pelo quadro ganho um sorriso. Porque para mim a vida é isto, um universo como escritor e encenador que nos pousa aqui no meio e nos vai deixando actuar. Às tantas mete uma árvore no caminho.

Ps: Eu juro que continuo a comer coisas incríveis e a fazer experiências na cozinha, mas ainda estou um bocado perdida nesta nova vida. Assim que tome o rumo, eu volto às receitas 🙂

English Version

I’m sited at my dining room table and while I absorb the view I’m thinking on how things have changed.

First of all, my view has both of incredible and frightening. A green field that seems to belong to no one, buildings that are probably taller than mine, but from here they seem smaller, and the sea. The sea that brings both joys and misfortunes to this seafront city planted.

I lose myself almost daily while having breakfast, admiring the fact that this sea does not move. It moves, I know it moves, but from here it looks like a picture that shows a stopped moment. This is scary. One stopped moment.

It’s almost a year now, that things have indeed changed. 365 days of a new life. Not because I did not like the old, but because the universe wanted it. Yes, I often blame the universe, my mom says that guilt never dies alone …

March 26, 2016, Palacio da Pena’s garden, cold, rain, an unused map.

“It’s on this way … look looks, this tree looks like Pocahontas’ mom, how amazing”

“Yes, indeed. Put yourself there, let’s take a picture”

“Oh, of my back? okay …”

“Is it yet? … is it yet?”

“YES”

It was more or less like this, the conversation that led to one of the most incredible moments of my life.

Once I thought I didn’t want to get married, I didn’t. Then I met Pedro and I completely changed my way of think. I swear I dreamed with that moment. Who does’t dream, actually I don’t understand why. I think it’s related to girls’ imaginations. Kate Midleton and Leticia Rocasolano, don’t help. They show living in a kind of real-life fairy tale …

July 23, 2016, at 11:30 p.m., up on stairs, a dog barks incessantly. A door is closed.

It was more or less like that, when Pedro and I began to live together. We fill our cars with our most precious belongings, underwear. And we proceeded in a kind of procession to our new home. Another incredible moment that I keep in memory. From that day on my view has become this. From the window outside, I have access to a landscape that seems to me often stopped in time, from the window inside lives two humans and a dog who have experienced the most bizarre and incredible situations. Real life fairy tale? Forget about it.

Diogo and Andreia offered us a tray, we used it as a wall frame and it says “life does not have to be perfect to be wonderful”. Whenever I pass by the picture I instantly smile. Because, for me, life is this, a universe as a writer and director that puts us here in the middle of nowhere and lets us act. Suddenly, a tree is on our way.

Ps: I swear I keep eating amazing things and doing experiments in the kitchen, but I’m still a little lost in this new life. As soon as find myself on it, I come back with recipes 🙂

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365 se avizinham…

Foram 366 dias.

Foram dias de mudança, dias de alegria, dias de felicidade extrema, dia de nostalgia e dia menos bons.

Foram 366 dias vividos de verdade.

Foi um sim no meio de um jardim idílico, do tipo Pedro e Ines, mas ao estilo Pedro e Angélica, onde nenhum dos dois sabia onde estava mas sabíamos bem o que estava a acontecer.

Foi uma luta pelo sofá da sala e a cama que nunca mais era a certa.

Foi um chau pais, mas não se preocupem só vou subir umas ruas.

Foi um beagle que há muito era sonhado e que de repente apareceu.

Foram lutas pelo equilíbrio, que acabaram sempre com sessões de cinema no sofá que depois da cama me parece a peça mais confortável do nosso lar, iniciado em 2016 e que acredito vai durar por muito tempo.

Foi um ano de mudança na minha vida, e acredito na vida de muitos.

Foi um ano diferente.

Tantas vidas ceifadas.

Tantas bombas rebentadas.

Tantas empresas inauguradas e tantas outras fechadas.

Tantos governos modificados e tantos outros reforçados.

Foi realmente um ano muito cheio, no entanto cheira-me que 2017 vai ser ainda mais intenso. Vamos ver o que vai acontecer, não me parece que seja para já a invenção dos carros flutuantes, no entanto acredito que algo de muito diferente vai acontecer.

Por aqui vamos festejar em grande o que 2016 trouxe, para começar, uma sapateira recheada.

O Sheldon esta louco com o cheiro.

Eu, eu estou apaixonada por este ano e pelo que conquistamos, e por isso fiz este prato nesse mesmo estado de espirito, apaixonada por 2016!

Que venha 2017 com força e com mais uma menina na família Rocha!

SAPATEIRA RECHEADA (https://www.youtube.com/watch?v=uI-upFCEchg)

Receita do canal Sabor Intenso

O que vais precisar?

  • 1 Sapateira, a minha era ultra congelada 700gr continente;
  • 1 Ovo
  • Maionese q.b.;
  • ketchup e mostarda (1.5 colher + 1 colher por cada 3 colheres de maionese);
  • 1 cálice de vinho do Porto;
  • 1 colher de café de molho inglês;
  • 20 mini tostas;
  • Oregãos a gosto.

Como vais fazer?

  1. Segue os passos de descongelamento da sapateira, recomendados no invólucro.
  2. Numa panela de água a ferver coloca a sapateira e um ovo. Segue as recomendações de cozedura da sapateira. Quando estiver cozida retira e arrefece. Faz o mesmo com o ovo;
  3. Depois de fria, está na hora de trabalhar a sapateira. Começa por retirar as patas e depois o núcleo. No video explica muito bem como fazer.
  4. Retira toda a carne da sapateira. Podes deixar ficar as patas para decoração. Eu optei por tirar a carne também das patas.
  5. Depois de completamente limpa, lava a carapaça e reserva-a.
  6. Numa 123 ou picadora, colocas a sapateira e o ovo já sem casca. tritura tudo muito bem e coloca numa taça.
  7. Tritura as tostas e adiciona.
  8. Adiciona ao triturado os restantes ingredientes. Mexe tudo e prova, verifica os sabores.
  9. Emprata e serve. Este é o meu resultado.

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BOAS SAÍDAS MELHORES ENTRADA!!

Parecia saído de um filme…

Versão Portuguesa

De cada vez que se vêm vídeos na Internet, de cães malandrecos, aparece sempre um beagle a roubar papel higiénico. Eu acho sempre uma piada incrível, penso sempre como é castiço, aquele cachorro com típicos olhos de piedade com a boca cheia de papel higiénico. Muito engraçado, aliás hilariante, da sempre vontade de ir ter com ele e dizer: “há isso não se faz, mas tu és tão fofo e tão engraçado, deixa la.”

Depois, nós adotamos um beagle, e ele é fofo e engraçado, e tem olhinho de piedade, principalmente depois de fazer asneirada…

A semana passada, o Pedro saiu para o ginásio e eu optei por ficar para arrumar. O Sheldon como sempre, andava atrás de mim, eu limpava e ele patanhava. Julgo que na cabeça dele, ele está a ajudar-me. Na realidade, tenho de aceitar o facto de ele, ter um prazer incomensurável em ser a minha sombra. Tanto que andava na casa de banho nas limpezas e ele sempre atrás de mim… Entretanto, voltei para a cozinha. No entanto, o Sheldon não veio. Eu pensei, Ok fartou-se, e está neste momento no puff dele. Os minutos passaram e eu sem me preocupar, com o cachorro bebé que co-habita connosco. No entanto, ele teimava em não aparecer e eu usei o método, a que ele responde tão bem, chamei-o. SHELDON!! Foi instantâneo. Ele apareceu. vindo da casa de banho com o papel higiénico na boca. Mas não era o rolo, não que isso é mais difícil de tirar, era a ponta do papel higiénico. Ou seja, os corredores que ligam à cozinha, estavam cobertos por um tapete de papel higiénico. Quanto ao Sheldon, apresentou-se ao chamamento com as orelhinhas a abanar e a ponta do rolo na boca…

Inicialmente e dei uma gargalhada, mas depois fiquei chateada e queria ralhar com ele, mas não dava. Ele sentou-se largou o papel e fez o olhar de piedade, também conhecido como, eu sou um carneirinho e tu adoras-me… É a realidade, mas bolas nos filmes tem mais piada que na vida real…

 

English Version

So, there’s this videos on youtube, of dogs doing wrong thing, it’s hilarious. Normally they have in it, a beagle that steals toilet paper and runs around the house, creating kind of Halloween decorations. I laugh hard, every time I watch it, and feel like it ain’t that bad, it’s like him trying to prank the owner. There’s no need to punishment.

As I already told, we adopt a beagle, or the new actor in scene. I have to say that those beagle eyes and hears make me feel like as if everything he does, ain’t that bad… Because he is so cute. But then, things happen.

Last Saturday, Pedro went to the gym, and I decided to stay in order to put some order at home. While I was doing it Sheldon decided to help. I clean and he paw prints everything. So I went to clean the bathroom and my little shadow followed me. After finishing it, I went to the kitchen but no shadow was around. So I thought he might have given up, and was sleeping on his bed. Minutes passed no signs of Sheldon. So I used the best way to make him appear, I yelled SHELDON, and puff he appeared. What an appearance. The scenario was like in the movies. A carpet of toilet paper after him and the beginning was on his mouth he even came running with his hears bouncing around… My first reaction was, to laugh, but then I realize it wasn’t a movie, it was my home, just after my cleaning… I became furious and when I was about to start arguing with him, he made the look… You know, that beagle look, lamb eyes and hears even downer… Gosh… I couldn’t do much… So I forgave him, cleaned up all the mess, and said to myself, that at movies this looks really better, in real life it is not that good.

 

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Crónicas do Sheldon

Versão Portuguesa

The big bang theory estreou-se em 2007 nos EUA. Honestamente não sei quando se estreou na rtp2. Sei que adorava ver as series que davam entre os desenhos animados e o telejornal, e uma dessas series era precisamente The big bang theory. Confesso que, depois do primeiro episódio, colei. Era a Peny e os rapazes, e apesar de eu e os meus amigos estudarmos todos engenharia, eu identifiquei-me com ela. Não pela falta de conhecimentos físicos e matemáticos, mas pela falta de capacidade de perceber a maior parte da conversa nerd… O personagem que me arrebatou, foi o Sheldon Cooper. Não sei se por ser um autista não diagnosticado, ou como ele diz:”normal porque a mãe fez-lhe exames”, ou pelo facto de ser diferente. Uma pessoa completamente desprovida de senso comum.

Infelizmente os episódios deixaram de dar na rtp2. Foram precisos alguns anos até eu poder voltar a acompanhar tudo.

Em 2010, já eu estava a trabalhar e via os episódios regularmente. Diariamente, fazia viagens de comboio com o Diogo, e passávamos esse tempo a comentar sobre a série. O nosso vicio era tal, que o Pedro acabou por ter curiosidade em ver, ou seja acabou como nós, viciado.

A série é de tal forma um sucesso internacional, que a LEGO criou o backstage com as personagens, em 2015. Neste mesmo ano, eu estive em Colónia na Alemanha e fui propositadamente à loja da lego comprar o presente de Natal do Pedro.Imagina o que?! A verdade é que aproveitei para lhe dizer que ia ser o nosso primeiro bibelot.

2016 chegou, e o bibelot já estava montado.

Em Julho, eu e o Pedro iniciamos a nossa vida em concubinagem. Em Setembro adoptamos um cão. Passamos por tanto a ser os companheiros de casa do Sheldon Cooper. Um beagle irrequieto, com um sinal no nariz, que muitas vezes nos faz perder a paciência, mas que nos está a ensinar a ser pacientes. Ou seja, um Beagle peculiar, como o homónimo Sheldon Cooper. Estou mesmo à espera da altura em que ele bate três vezes à porta e repete o meu nome pelo meio.

Resumindo, o Sheldon é o novo personagem da nossa historia. Ele é tão louco que me faz ter vontade de vir aqui contar-te as aventuras dele. Além disso, apesar de ter “ajudado” a criar 2 cães, tenho a sensação que não percebo muito disto. Como tal, decidi uma vez de vez em quando, abrir este espaço às Crónicas do Sheldon. Vou tentar contar as diabruras, e novidades que este Beagle nos vai obrigar a vivenciar diariamente.

Espero que esta seja mais uma maneira de te fazer ter vontade de cá vir.

PS: Ele ainda só tem 2 meses, e eu já fiz mais noitadas do que quando andava na universidade…

 

English Version

The big bang theory was released in 2007 in USA. Honestly I don’t remenber when it was released in nacional television, in Portugal. I know that I loved to watch shows between cartoons and television news, and one of those shows was the Big Bang Theory. I admit that I became addicted instantly. Peny and the guys, made my day. Even though, I and almost all of my friends were studying engineering, I identified myself with Peny. Not for the lack of knowledge, but the inability to realize most of the nerd talk. From all of the guys, Sheldon Cooper was the one that I fell for. I do not know whether if by the fact he is an undiagnosed autistic, or as he says:” normal because my mother tested me”, or by being different. A person with a complet lack of commonsense.

Unfortunately, nacional television stop the show. It took me a while to catch everything again.

In 2010, when I started to work, I was watching the show regularly. So, during my train travel to work with Diogo, we used to discuss everything about the show. Our addiction was in such a way, that Pedro turned out to be curious enough to see it and just like us became hooked.

The show reached international success, and for that reason, LEGO created the backstage with the characters in 2015. That same year, I went to Cologne in Germany and purposely went to the LEGOvstore to buy Pedro’s Christmas present, imagine what ?! The truth is that I glued a paper to it saying: “this is going to be our first trinket”.

2016 arrived, and our trinket was already assembled.

In July, Pedro and I started our concubinage life. In September we adopt a dog. Basically, we became Sheldon’s housemates. A fidgety beagle, with a sign in the nose, which often makes us lose patience, but is teaching us to be patient. That is, a peculiar Beagle Just like his homonymous Sheldon Cooper. I’m just waiting for the time when he knocks three times on the door and repeatedly says my name in the middle.

In short, Sheldon is the new character of our history. It’s so crazy that makes me want to come here to tell about his insanities. Moreover, despite having “helped” breeding of two dogs, I feel that I don’t know nothing about it. As such, I decided to once in a while I will open this space to Sheldon Chronicles. I will try to tell his way of seeing the world, and ou way of living with a Beagle.

I hope this gives you another excuse to make you come here!

 

PS: Sheldon’s only two months, and I’ve already lost more nights than during college!

 

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