Barriga vazia, alma cheia…

Canellonis em salga. Foi o jantar que eu fiz no passado domingo… Exactamente, em salga.

Eu tenho por hábito ir provando a comida, para ter a certeza que está com o tempero correcto, mas desta vez, quando o fiz já era demasiado tarde, não havia como dar a volta ao resultado. Ora bolas, e a fome era tanta…

Dia da criança, 2017. Eu e o Pedro, achamos que merecemos comemorar este dia presenteado o outro. Em suma, eu ofereci um fidget spinner ao meu futuro marido e ele ofereceu-me uma garrafa daquelas que filtram água, julgo que para me lembrar que preciso de me dedicar um pouco mais ao ginásio, e um livro que há muito eu ando a namorar. Escrito na Água da Paula Hawkins. Ora até aqui, eu levava uma vida comum, chegar a casa organizar actividades, ver novidades e praticamente o dia estava feito. No entanto, quando este livro me apareceu, eu entrei numa espécie de transe. Não sei o que me deu, eu estava de tal forma fixada no livro que até insónias tive. Eu precisava saber o que ia acontecer a seguir. Confesso, que fiquei mais colada do que quando li o livro da mesma autora, A rapariga do Comboio.

Eu não posso, de maneira alguma entrar em pormenores. Primeiro porque eu não sou das que lê e conta, a não ser que peçam muito. Depois, porque eu imagino o quão injusto é para quem escreve, ver todo o trabalho esparramado. Posso só revelar que é viciante. Tão viciante, que eram 8h e pergunta o Pedro, o que vamos jantar? Vejamos, eu estou a 20 paginas do fim, a informação surge em catadupa e pum, vem a pergunta que eu achei que ainda ia demorar uns 30 minutos a surgir… Ora bolas… Parei de ler, e fui à cozinha, olhei para a carne picada descongelada disse calmamente, enquanto visualizava na minha cabeça o que ia acontecer a seguir no livro:”hmm, canellonis

Estava a fazer o ragu como sempre faço, azeite, cebola moída, deixo alourar, carne picada, deixo ficar pálida adiciono o molho de tomate, um pouco de colorau, pimenta, molho inglês, uma folha de louro, água e umas pedras, poucas de sal. Só que neste momento, estou a pensar nas lágrimas que tantas vezes fala na historia… sei lá eu porquê, feita palerma coloquei, para 300gr de carne picada, duas colheres de sobremesa mini de sal grosso… Fiz isto como se estivesse a abrir a porta a um convidado, normalmente. Deixei a carne cozinhar, li mais 3/4 paginas do livro e vou rechear os cannellonis. Nesta altura, recebo o chamado clique, provar a carne para ver como está… IUK está salga… são 8.30, como vou resolver isto!?!?! Água e deixo cozinhar mais um pouco? Não dá tempo, já sei, recheio o cannellonis e coloco água na assadeira, e enquanto assam libertam este sal…

SÉRIO??? SÉRIO?? Iup, a sério, foi o que me ocorreu…

Eu adoro cannellonis, o Pedro adora cannellonis, tínhamos passado a tarde a jogar Paddle, tínhamos muita fome. Resultado?! Quando servi os cannellonis, pareciam uma papa, por causa da água, e o sabor a sal mantinha-se… Eu mal toquei na comida, acabei por ir dormir cheia de fome, o Pedro comeu tudo visto estar esfaimado. Tudo o que tinha no prato, o que ficou na assadeira, suposto meu almoço para o dia seguinte, foi para o lixo… Fiquei super desconsolada. Para me compensar fui acabar o livro.

Ah, e que livro!

 

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Ps: Desaparecidas, de Megan Miranda é igualmente muito bom!

Nação Valente e Imortal!

Versão Portuguesa

Fez ontem 1 mês, foi dia de Camões, Portugal e das comunidades Portuguesas. Foi feriado nacional. Ninguém trabalhou, ou pelo menos praticamente todos ficaram em casa a gozar o sentimento de se ser Português. Cantou-se o Hino Nacional, para relembrar a todos a importância deste tão nobre povo que em tempos foi “dono” de meio mundo, o resto pertencia aos Espanhóis. Fez ontem 1 mês eu arrepiei-me com todas as armas expostas, todos os militares que representam as forças portuguesas. Arrepiei-me por sentir o orgulho no meu tão destemido povo. Orgulhei-me do facto de termos tantas vezes ultrapassado os fados políticos que nos permitiram ter como simbolismo verdes prados, sangue derramado e castelos conquistados. O dia acabou, o orgulho ficou. Como fica todos os dias.

No entanto, ontem um mês depois, relembrei-me novamente do orgulho de ser Portuguesa. Os nossos guerreiros foram à luta. Vestiram os escudos e lutaram para colocar o nosso nome na história deste velho continente. Não me refiro somente aos 10 que correram, escorregaram, choraram e gritaram. Refiro-me a todos os Portugueses que ontem, mostraram ao mundo a garra deste povo lutador. Deste povo que canta fado enquanto chora. Deste povo que tem uma maneira de ser invejada. Deste povo que cedo aprendeu a sobreviver no meio dos outros sem nunca perder a energia e eletricidade tão nossa. Deste povo que apesar de ser obrigado a sair para sobreviver, mantem uma ligação tão intensa à terra. Deste povo que nunca desiste, que luta até ao fim, e mesmo quando a matemática diz que não há mais a fazer, existe sempre um Português que resolve, que encontra uma solução.

Não sei se é pelas nossas raízes, não sei se é pela nossa história. Sei que somos especiais. Que somos pequeninos mas somos vívidos. Somos uma “província” espanhola dizem uns, um país classificado como lixo dizem outros. A verdade é que estes Portugas, mostraram ontem a garra que têm. São saltos infinitos, corredoras velozes, lançadores fortes, ciclistas ligeiros, e claro uma equipa de futebol tão cheia que de onde menos se esperava saiu uma bomba que ditou um fantástico fim de dia este nosso Portugal.

Não fazemos mal a ninguém? Claro que não, nós vivemos para agradar os outros. Nós somos um país de pessoas humildes, honestas e lutadoras. Daqui só saem coisas boas. Daqui saem guerreiros e vencedores. Daqui sai uma raça tão única que aposto que todos agradecem pelo amigo Português que têm. Eu, pelo menos, tenho muito amor aos meus amigos Portugueses. Tenho muito orgulho e amor a este meu País.

A todos os que ontem lutaram pelo nome de Portugal, Obrigada. A todos o que hoje lutam pelo nome de Portugal, Obrigada. A todos os que amanhã vão lutar pelo nome de Portugal, Obrigada.

Como ontem foi dia de jogo cá em casa, vou aproveitar para deixar a minha receita de comida de futebol. Vai dar jeito quando começar os jogos olímpicos!!!

English version

It’s been a month, since we had our national holyday. 10 June, day of Portugal and its communities. Nobody worked, or at least almost everyone stayed at home to enjoy the feeling of being Portuguese. The National Anthem was sang, reminding everyone the importance of being Portuguese. Reminding us that once we were half owners of the world the rest belonged to Spanish people. When I saw all military that represent this country, on the military parade I felt shills. I felt a huge pride of being Portuguese. I felt the strength of those who fought our honor.  At the end of the day, I maintained the proud of being Portuguese as always

However, yesterday, precisely a month later, I recalled again the pride of being Portuguese. Our warriors were fighting. They put shields and fought to put our name in the history of the old continent. I do not mean only the 10 who ran, slipped, cried and shouted. I refer to all the Portuguese who yesterday showed the world the gut of this fighting people. This people that sings fado while cries. This people who have a way to be envied. This people who soon learned to survive in the midst of others without losing the energy and electricity, so typical. This people that despite being forced to leave to survive, keep an intense link to the land who saw their first breath.  This people who never gave up, fighting to the end, and even when math says there isn’t much to do, there is always a Portuguese solving, finding a solution.

I do not know if it’s from our roots, I do not know if by our history. I know that we are special. We’re little but vivid. We are a “province” Spanish some say, others say a country rated as junk. The truth is that these “Portugas” showed yesterday their gut. Endless jumps, fast runners, strong launchers, light cyclists, and of course a football team so full that suddenly, the least expected left a bomb that dictated a fantastic end of journey in Portugal.

We do no harm to anyone? Of course not, we live to please others. We are a country of humble, honest people and fighters. Only good comes from us.

Everyone who yesterday fought by the name of Portugal, thank you. To all who today are fighting for the name of Portugal, thank you. To all who tomorrow will fight for the name of Portugal, thank you.

By the way, yesterday was a football day at my home, so I’m leaving my recipe of match. It will give way when Olympics start!

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NUGGETS E BATATAS FRITAS

O que vais precisar? (serve 4)

PARA OS NUGGETS

  • 4 Peitos de frango;
  • 250gr Cereais tipo corn flakes mas sem açúcar;
  • 1 Colher de sobremesa de orégãos secos;
  • 1 Colher de sobremesa de alho seco
  • Meia colher de sobremesa de sal grosso
  • 1 Ovo inteiro
  • 1 Caneca de farinha

PARA BATATAS

  • 1 Batata-doce
  • 2 Batatas normais

Como vais fazer?

  1. Lava bem as batatas, não tires a casca, com auxílio de uma mandolina corta todas as batatas, bem fininhas. Mistura-as assim não sabes quais são as normais nem as doce. Reserva;
  2. Corta os peitos de frango em bocadinhos, não muito pequenos, dimensão de 3 dedos. Deixa-os “bem carnudos”;
  3. Numa 123, coloca os cereais, os orégãos o sal e o alho e tritura tudo, não é para ficar em pó, a intenção é só triturar um pouco. No fim coloca num prato de sopa.
  4. Noutro prato colocas o ovo batido.
  5. Num outro prato a farinha.
  6. A intenção é panar os nuggets, assim começas por passar na farinha depois no ovo depois nos cereais. Repete o processo para todo o frango.
  7. Numa assadeira, coloca algum azeite no fundo e cobre-a com os nuggets. Leva ao forno, a 200º durante 20minutos, ou então até achares que estão cozinhados.
  8. Enquanto os nuggets assam, frita as batatas em óleo bem quente.
  9. No fim de fritares as batatas, coloca-lhe algum sal de mesa, e como se diz em Portugal, Bom apetite!!

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Irmãos, e ingredientes…

Versão Portuguesa

Eu gosto muitas coisas, doces, salgadas e ate mesmo sensaboronas. Enfim, uma extensível lista de coisas. No entanto existe um tipo de carne, que eu gosto muito de trabalhar. O frango, não só por ser, baixo em gordura, mas também, porque é uma carne que me sabe muito bem. Então de quando em vez faço misturas estrambólicas, que me fazem chegar a bons pitéus. Pelo menos segundo o meu paladar. Hoje trago uma receita de empadas de frango e maçã, mas antes de chegar à receita, quero falar um bocadinho de uns “alguéns” que me assolaram, enquanto eu desenvolvia esta receita. Os meus irmãos.

Ora vejamos, esta receita como já disse, tem frango e maça mas também tem massa folhada… Estes três ingredientes, fazem-me lembrar o tipo de irmãos que eu tenho.

O frango, é a Marta. Calma Marta, isto tem uma razão de ser. Sabes o conceito de galinhas no galinheiro, todas picam, todas são barulhentas, mas na hora de proteger quem vai ser apanhado, todas se encobrem. Eu e a Marta somos um bocadinho assim, pegamo-nos, estrebuchamos, eu parti-te um dedo e tu partiste-me um dente… No entanto, nem tu sabes viver sem mim nem eu sem ti. Todos os dias arranjamos motivo para ligar à outra, nem que seja para dizer asneiras, ou fazer badalhoquices como só tu sabes. Nesta minha receita, o frango traz a riqueza de uma refeição completa.

A maçã. Segundo reza a história, Newton estava sentado debaixo de uma macieira, quando uma maçã lhe caiu na cabeça e o fez ser um iluminado da teoria da gravidade. A Andreia é esta maçã, que me caiu não na cabeça, mas numa fase de mudança da vida. É aquele irmão, com o qual eu não tenho qualquer relação de sangue, no entanto adaptou-se tão bem ao meu feitio e eu ao dela, que podemos passar 2 meses sem nos vermos, que sabemos que quando nos voltarmos a encontrar nada mudou na nossa relação. A verdade é que eu aprendi a ver um mundo muito diferente do meu, através da Andreia. Nesta receita, a maçã traz a leveza e ao mesmo tempo a consolidação de sabores.

A massa folhada. Eu não sei se sabes como é feita a massa folhada, então é assim, ingrediente principal, manteiga. Muita manteiga. Depois de bem assada a massa folhada fica estaladiça e por camadas, mas a não ser que lhe arranques um bocado, ela não se desfaz. Este é aquele amigo-irmão que tu tens que sabes que se o mundo desmoronar, ele vai encontrar algo de positivo. É aquele irmão, que tu escolheste mas só te apercebes da resistência dos laços com ele quando o mundo desaba, e nada demove a vossa ligação. É um irmão, que à semelhança dos outros dois, não muda, e quando te liga é para dizer asneirada da grossa e perceber se estás bem. Este meu irmão é o Diogo. Nesta receita, a massa folhada traz as calorias, ninguém se apercebe do erro desta receita saudável, até chegar ao fim e lembrar-se que comeu massa folhada.

Os irmãos são isto, são a riqueza, o equilíbrio e a loucura dos momentos equilibrados. São os irmãos que nos ajudam a formar personalidade, que nos ajudam a saber lutar e a dizer asneiras. São os irmão que tanto nos protegem como nos dizem que somos ridículos. São os irmãos, que quando mais ninguém quiser saber de nós, vão ligar e aparecer, para nos ajudar a sair do buraco.

Por isso eu quero agradecer aos meus irmãos, pela relação que tenho com eles e por estarem lá, quando ou outros desaparecem!

Feliz dia dos irmãos!

PS: Quanto ao resto dos ingredientes que compõem esta receita, e que tornam toda a receita ainda mais saborosa (tomates e pickles), confesso que para mim são os meus pais e o Pedro. Porque o frango a massa e a maçã, só surtem o efeito incrível, porque estes os tomates e os pickles me fazem apaziguar o coração!

English Version

I like many things, sweet, salty and even unflavored. To be truth, it’s an extensible list of things. However there is a kind of meat, which I love working. Chicken, not only because it’s low in fat, but also because it’s a meat that, for me tastes very well. So, from time to time I do strange mixtures that make me reach delicacies. At least according to my taste. Today I bring you a recipe of chicken and apple pies, but before I get to the recipe, I want to talk a bit about the somebodies that struck me as I developed this recipe. My brothers.

Let’s face it, this recipe as I said, has chicken and apple but also has puf pastry. These three ingredients, remind me of the kind of brothers I have.

The chicken is the Marta. Calm down Marta, this has a reason for being. You know the concept of chickens in the henhouse, all pink, all noisy, but when time comes, to pick ne, they protect each other. Me and Martha are a bit like that we fight, we cry, I broke you a finger and you broke me a tooth … But none lives without the other. Every day we find a reason to call to the other, even if only to say stupid things, or do nasty things as only you know. In this recipe, the chicken brings the richness of a full meal.

The Apple. According to the story, Newton was sitting under an apple tree when an apple fell on his head and made him be an illuminated of the theory of gravity. Andreia is this apple, that did not fall on my head, but on a time my life was changing. It’s that brother, with whom I have no blood relationship, but adapts so well to my style and I to hers, we can go two months without seeing ourselves, we know that when we turn to find each other, nothing has changed in our relationship. The truth is that I learned to see a very different world from mine, by Andreia. In this recipe, apple bring the lightness and simultaneously consolidating flavors.

The puff pastry. I do not know if you know how to bake puff pastry, just to clear minds, mais ingredient is butter. Lots of butter. After well baked the pastry is crisp and with layers, but unless you take a bite, it does not fall apart. This is that friend-brother that you have, and that you know, that even if the worlds is falling apart, he will find something positive. It’s that brother, that you have chosen but you only realize the resistance of ties with him when the world falls apart, and nothing thwarts your connection. It’s a brother who, like the other two, does not change, and when he calls is to say nasty things and make sure you’re ok. This is my brother Diogo. In this recipe, the puff pastry brings the calories, and one only realizes the error of this recipe when reached the end and remember that ate puff pastry.

Brothers are this, the richness, balance, and madness of balanced moments. Brothers help us form personality, which help us to know how to fight and say stupid things. Brothers both protect us and tell us that we are ridiculous. It’s brother, when we  feel alone, after everybody turn their back, who will call and appear in order for us to get out of black hole.

So I want to thank my brothers, the relationship I have with them and being there when  others disappear!

Happy Brother’s day!

PS: As for the rest of the ingredients in this recipe, that’s makes it all even more tasty recipe (Tomatoes and Pickles), I confess that for me are my parents and Pedro. Because the chicken puff pastry and apple, only reach the incredible effect, because tomatoes and pickles make me in peace with my heart!

FOLHADO DE FRANGO E MAÇÃ (8 folhados)

O que vais precisar?

  • 2 Rolos de massa folhada;
  • 3 Maças;
  • 2 bifes de peito de frango;
  • 1 Tomate picado;
  • 1 Colher de sopa de pickles igualmente picados
  • 1 Colher de sobremesa de Molho Inglês;
  • 2 Colheres de sopa de rabo de boi;
  • 1,5 Copo de vinho Branco;

Como vais fazer?

  1. Descasca as maçãs, coze-as e faz um puré. Reserva;
  2. Corta o peito de frango aos cubos;
  3. mistura, a sopa de rabo de boi, ao vinho;
  4. Numa Wook, coloca um fio de azeite, e quando estiver quente, coloca o frango, o molho inglês, o tomate e os pickles. Dá umas voltas para os ingredientes de misturarem e adiciona a mistura do vinho com o rabo de boi, e deixa cozinhar o frango. Se estiver a ficar sem liquido adiciona mais vinho e vai tendo sempre em atenção ao sabor. Desliga o lume, quando o frango estiver cozinhado e o molho, reduzido.
  5. Deixa arrefecer o frango;
  6. Divide cada rolo de massa folhada em quatro, e coloca um bocadinho de frango e por cima cobre com o puré de maçã. Fecha a empada e pincela com ovo. Faz o mesmo com os restantes 7;
  7. Leva ao forno, previamente aquecido, deixa cozinha bem a massa folhada.
  8. Retira e serve!

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Bagels e Dama e o Vagabundo…

Versão Portuguesa

O meu filme preferido da Disney é a Dama e o Vagabundo. Honestamente não sei o que gosto mais no filme, se o facto de ser uma historia sobre cães, se o facto de os cães falarem ou se o facto de a família da Lady a tratar como um elemento da família. Por exemplo, oferecendo à Lady um bagel! Era aqui que eu queria chegar, aos bagels!

São bons?! São maus?! São assim-assim?!

Vejamos, não sei… os meus sabem-me bem, agora os verdadeiros? Aqueles que deixam qualquer americanos a babar?! Não sei, não sei mesmo… nunca comi um bagel de verdade. No entanto, a imagem da rosquinha, molhada no café, no filme da Dama e o Vagabundo, faz-me ficar com água na boca…

Eu não vou dizer, que estou desde 1990/1991 a babar por um bagel. Não posso fazer uma afirmação dessas. Posso no entanto afirmar, que sempre que a palavra bagel aparece, associo ao filme. Sempre que num outro filme vejo comer bagels, vem-me à memória a imagem do “Querido” a oferecer bagel, molhado em café à Lady. Eu não sei se é o gesto, ou o facto de haver comida à mistura, não sei… às vezes acho que tenho um desvio qualquer no cerebro, que me faz pensar tantas vezes em comida. A verdade, é que quando Bagel aparece, eu não penso:”Oh que saudades, das minhas tardes a ver a Dama e o Vagabundo”, pelo contrário eu penso:”que bom seria, um bagel molhado em café… a cadelinha adorou e os donos dela são muito felizes ao pequeno almoço”. Incrível, eu sei.

Pois bem, há uns tempos, num dos meus muitos livro de receitas, aparecia lá a receita dos bagels. Ora eu, seguida pelo pensamento da felicidade, decidi experimentar fazer os bagels. Segui a receita à risca. Fiz tudo, no entanto a massa não levedou. Julgo também que escolhi o pior dia para os fazer, a paciência não me estava a assistir… Ou seja, depois de todo o processo o resultado foi deplorável. De verdade, horrível. Quentes eram bons, até porque eu coloquei raspas de chocolate por cima, e claro, com chocolate tudo marcha. Agora frios?? Não encontro palavras para descrever… A verdade é que extraí a vontade do bagels do meu sistema.

No entanto, e recuando ao post anterior, o ultimo livro que li fala muito em pão e até traz receitas no fim. Pois bem, imagina só o que foi que ela decidiu cozinhar um dia?! Se pensaste em bagels, acertaste, foi precisamente isso, bagels. Novamente, a Lady a comer o seu bagel molhado em café. Ou seja, o que foi que eu fiz?! Exactamente, bagels. Desta vez ficaram, fofos e muito muito saborosos. Mas não meti chocolate, meti queijo e chouriço.

Acho que vou tornar esta receita de bagels um elemento fulcral pelo menos uma vez por mês. Nunca se sabe se não vou ter um dinner com café de saco e bagels!

English Version

My favorite Disney movie is Lady and the Tramp. Honestly, don’t know what I like the most in the movie, the fact that it is a story about dogs, or the fact that dogs talk or the fact that the family of Lady treats her as a family member. For example, providing Lady a bagel! It was here that I wanted to get, the bagels!

Are bagels good?! Are they bad ?! Are they so-so ?!

Let’s see, don’t know … mine taste good, but the real ones? Those who leave any American drooling ?! I don’t know… I have never eaten a real bagel. However, the image of the “donut”, wet in the coffee, at the movie, makes me stay with mouthwatering…

I will not say that I am since 1990/1991 drooling  for a bagel. I can’t make such sentence. I can however say, that whenever the bagel word appears, I associate it with the movie. When in an other movie I see eating bagels, to my mind comes the image of “Dear” offering a bagel, wet in coffee to Lady. I do not know if it’s the gesture, or the fact that there’s food in the mix, I do not know … sometimes I think I have a deviation whatsoever in the brain, which makes me think so often about food. The truth is that when a Bagel appears, I do not think, “Oh I miss, my afternoons watching Lady and the Tramp”, on the contrary I think, “what a taste would be a bagel wet in coffee … the puppy loved it and the owners are very happy at breakfast. ” Incredible, I know.

Well, a while ago, on one of my many recipe book, I found a recipe of bagels. So I, followed by the thought of happiness, decided to try making bagels. I followed the recipe. I did everything, however didn’t left the dough time enough to grow. I also believe that I picked the worst day to do bagels. That is, after all the process the result was deplorable. Really, horrible. Hot was good, because I put chocolate chips on top, of course, with chocolate everything is eatable. Now cold?? I can’t find words to describe it … The truth is, that I took the bagels out of my system.

However, and going back to my previous post, the last book I read talks a lot about bread and even brings revenue at the end. Well, just imagine what it was that she decided to cook one day?! If you thought of bagels, you hit, it was just that, bagels. Again, Lady eating her bagel soaked in coffee. That is, what have I done?! Exactly, bagels. This time were, cute and very very tasty. But this time, no chocolate. Cheese and chorizo!!! Hmmmm.

I think I’ll make this recipe bagels a key element at least once a month. One never knows when opening a dinner with bagels and coffee, is a solution!

BAGELS (receita retirada de Pão, mel e amor de Jenny Colgan)

O que vais precisar?

  • 4 chávenas de farinha para pão;
  • 1 colher de sopa de açúcar;
  • 1,5 colher de chá de sal;
  • 1 colher de sopa de óleo vegetal;
  • 1 pacote de fermento de padeiro (dos pequeninos);
  • 1+1/4 chávena de água tépida;

Como vais fazer?

  1. Desfaz os ingredientes todos na água, menos a farinha;
  2. numa bacia coloca a farinha, faz um buraco no meio, e verte a mistura anterior. Mistura tudo muito bem, até fazer uma massa. Amassa durante uns 10 minutos.
  3. Deixa repousar num local quente por 1h. Deixa crescer;
  4. Ao fim deste tempo divide em bocadinhos, e enrola a massa e depois liga-a e forma uma argolinhas, como neste video https://www.youtube.com/watch?v=uRBkgTnPNPk
  5. Repete isto para toda a massa e deixa repousar por mais 20 minutos.
  6. Ao fim deste tempo, liga o forno nos 150º e coloca uma panela de agua ao lume para ferver;
  7. quando a água estiver a ferver, começa por colocar os bagels na água, 1 minuto, para insuflarem e cozinharem. Depois retira e coloca num tabuleiro de forno. Repete isto para todos;
  8. Agora colocas sobre os bagels os que quiseres, eu coloquei queijo nuns e chouriço noutros, podes por sementes de sésamo;
  9. Depois de todos os bagels já terem sido abençoados por queijo/chouriço/sementes de sésamo, leva-os ao forno por 10 minutos;
  10. Deixa arrefecer e come-os com vontade!

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Focaccia…

Versão Portuguesa

Sabes aqueles momentos em que sentes uma inspiração que vai das pontas dos dedos dos pés, às pontas dos cabelos? Aquela sensação, que te faz não querer nem conseguir estar quieto? Aquele momento em que uma das lâmpadas, que às tantas se apagou e não sabes bem porquê, voltou a dar luz de repente? Aquela estranheza do: “é precisamente isto!”…

Foi isso mesmo que me aconteceu. Eu ate tenho uma justificação lógica para a falta de “inspiração” (sim porque eu não sou nem cozinheira nem escritora), chama-se excesso de procrastinação… Ou seja, primeiro foi a antecipação das férias, vivi ao sabor disso. Depois foram as férias, e aí sim eu saboreei. De tal maneira que todos os dias me peso e penso se a balança estará mesmo a ser honesta comigo. Quero com isto dizer que, com excepção dos dias em que trabalhei, eu pouco mais fiz do que:

-comer, comida feita por outros;

-não fazer nada;

-terminar os três livros que tinha em lista de espera.

Ah vida boa!

Os livros eram mesmo muito bons. O segundo, fez-me pensar na forma como meio mudo engana outro meio. Já o último fez-me ter muita vontade de voltar a ser a Angélica que adora a cozinha. Deu-me vontade de fazer pão. Tudo porque, “Pão, mel e amor”, fala de uma mulher que depois de ter tudo, perde tudo e começa do zero a fazer algo que assume como um hobbie, fazer pão. Sendo que é descrito o processo de fazer pão, é que já não tive mais sossego na alma. Eu queria e tinha de fazer pão… Então, ela fala em focaccia. O verdadeiro já foste, não consegui pensar em muito mais. Se não fosse suficiente, a minha mãe comprou a revista do continente e ali estava, a receita da focaccia. Como se diz muito no Porto, “fechei o tasco”, fixei-me de tal forma na ideia que só sosseguei quando a consegui fazer.  Na segunda, sai do trabalho e dirigi-me ao pingo doce, porque era o “mais à mão” e comprei o fermento que faltava. Dei uma vista de olhos por algumas receitas, extra a do continente, e acabei por seguir a da revista do continente. Foi um sucesso, para as papilas gustativas e também para os meus músculos que já precisavam de trabalhar na cozinha! Confesso que ontem ainda me lembrava do sabor…

Ressalvo que só terminei o livro na segunda à noite, e quando acabei de ler, descobri que no fim tem receitas para todos os pães que são elaborados… Parece-me que vamos ter mais receitas de pão!!

English Version

You know those moments when you feel an inspiration that goes from the tips of the toes to the tips of hair? That feeling, that makes you not want or be able to be quiet? That moment when one of the lamps, that long faded and you do not know why, suddenly returns? That strangeness of: “It is precisely this!” …

That’s exactly what happened to me. I even have a rationale answer for the lack of “inspiration” (yes because I am neither cook nor a writer), it is called procrastination …  All because, first I was anticipating holidays. Then It was holidays, and yes I tasted it like great chocolate. So, that I still think my scale is lying to me, when the weight appears. I mean, with the exception of the days I worked, I did little more than:

-Eat, food made by others;

-Do nothing;

-Finish the three books I had on the waiting list.

Ah amazing life!

Books were really good. The second, made me think about how half the world fools the other half. But the last one, made me have a great desire to return to be the Angélica who loves the kitchen. It made me want to make bread. All because, “Little beach street bakery,” tells, of a woman who after losing everything, starts from scratch doing something that is taken as a hobby, baking bread. All her process of baking bread, is described, and this made me no longer have more peace in the soul. I wanted and needed to bake bread … Then she speaks of focaccia. I could not think of much more. If it were not enough, my mother bought the magazine of “Continente” and there it was, the recipe for focaccia. My mind got stuck in baking it. In the second, I got out of work, I went to the supermarket, and bought the yeast missing. I took a look for some recipes before it, and I ended up following the continent’s magazine recipe. It was a success for the taste buds and also for my muscles already needed to work in the kitchen! I confess that yesterday still remembered the taste …

I only finished the book on Monday night, and when I finished reading, I discovered that in the end of it, there are all the recipes for all the breads that were baked during the book … I think we will have more bread recipes !!

FOCACCIA (baseada na receita de Continente Magazine)

O que vais precisar?

  • 2 Chávenas de farinha + 1 chávena;
  • 1 Chávena de água quente;
  • 1 Colher de sopa rasa de açúcar;
  • 2 Colheres de sopa de azeite;
  • 1 Colher de sobremesa de sal grosso;
  • 1 Embalagem pequenina de fermento de padeiro, fresca;
  • Ingredientes para cobrir o pão. Eu usei chouriço, mozarela, orégãos e azeitonas;

Como vais fazer?

  1. Num recipiente colocas a água e o fermento, e com auxílio de um garfo desfazes o fermento;
  2. Adicionas o açúcar, o azeite e o sal, se criar espuma, não tem problema. Mistura tudo muito bem;
  3. Noutro recipiente, colocas as 2 chávenas de farinha e fazes um buraco no meio. Dentro desse buraco colocas a mistura do fermento;
  4. Com as mãos mistura tudo, ate ficar uma pasta peganhenta;
  5. Numa bancada limpa, coloca e espalha a farinha que resta, e mistura muito bem a massa;
  6. Precisas misturas, até sentires que a massa ta consistente, mas fácil de manobrar;
  7. Deixa a repousar, numa bacia untada com azeite, durante uma hora num local quente;
  8. Ao fim desse tempo, a massa deve ter dobrado o tamanho;
  9. Eu separei-a em duas assadeiras, que também untei com bastante azeite;
  10. Coloquei-lhe a massa e com os dedos, fui fazendo buracos, não furos;
  11. Liga o forno, a 150º e cobre o pão;
  12. Para cobrires o pão, colocas o que gostares, eu fiz uma com chouriço e orégãos por cima, e fiz outra com azeitonas, orégãos e queijo mozarela fresco;
  13. Levas ao forno por 20/30minutos;
  14. O resultado deve ficar parecido, ou melhor do que o meu.

Quero ressalvar que quando tirei do forno cheirava tão bem, que não resisti a provar e acabei por tirar um naco grande… por isso numa das fotos a focaccia está “fanada”…

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Donuts, a minha perdição…

Versão Portuguesa

Donuts donuts donuts…. Exactamente aquilo que ultimamente tem mexido comigo. Porquê? Simples, fez um ano que estive em Londres e onde comi uns donuts tão saborosos, e tão bem elaborados que me fizeram lembrar um qualquer filme de policias Norte americano. Julgo que, de entre todas as coisas que me chamam à atenção nos policiais, são sem duvida os donuts que me fazem babar. Para mim, esta invenção é uma espécie de Graal de entre a Junk food. Junk food, porque os donuts que eu comi são tudo menos alimento recomendado, primeiro porque são comida processada e segundo porque estão cheio de corantes e afins. No entanto, eu que na altura ainda respeitava de alguma maneira a minha dieta, não fui capaz de resistir. Honestamente eu não sei denominar os sabores, sei descrever o meu comportamento depois da dentada dada… Então foi assim, o mundo parou, e a minha língua em união com as minhas papilas gustativas rejubilaram. Escusado será dizer que éramos 4 e compramos 12… Eu comi os meus três, e não sei precisar mas acho que roubei um ao Pedro… Ou seja comi 4. Tudo bem, partindo do principio que estava de férias e ainda que fui a Londres para conhecer tudo o que podia, logo caminhei muito. No entanto, tudo mal, se partirmos do principio que era um daquela proibições XXL…

O maior problema que enfrento agora no entanto, é que tenho pensado muito nos donnuts, e quando estive em Colónia, vi uma loja de Dunkin’ donuts, e obriguei-me a ignora-la… No entanto tenho dado comigo muitas vezes a recordar a publicidade, e a sentir a tristeza de não ter ido experimentar, e depois disso vem o peso na consciência por não ter provado dunkin’ donuts mas ter gasto uma avultada maquia, pelo menos do meu ponto de vista, para comer um pretzel. Não gostei nada, mas sobre isso falo noutra altura.

Ora imagina lá tu o que fiz este fim de semana? exactamente, donuts americanos. Eu segui uma receita americana, eu vou passar a receita como a fiz, no entanto deixo o link da original.

Quero ressalvar, que comi demasiados donuts este fim-de-semana, mas se voltar a passar por uma loja de donuts americanos, não me vou fazer de rogada… acho que o problema vai ser qual seleccionar!

English Version

Donuts donuts donuts …. Exactly what made me lose my sleep. Why? Simple, it’s been a year since I was in London and where I ate some donuts so tasty that reminded me just any cops movie. I think that, of all the things that draw my attention in cop’s movie, undoubtedly donuts are what makes me drool. For me, this invention is a kind of Graal between Junk food. Junk food, because donuts I ate are anything but recommended food. Firstly because food is processed and secondly because they are full of processed element. However, I, who still at that time respected somehow my diet, was not able to resist. Honestly I do not know how they were called, but I know how to describe my behavior after the first bite… So it is as if the world stopped, and my tongue in union with my taste buds rejoiced. Needless to say we were 4 and 12 buy … I ate my three, and can’t precise, but I think I stole one rom Pedro … Meaning I ate 4. Everything okay, assuming that I was on vacation and that I went to London to see everything I could, and for that reason I walked a lot. However, everything wrong, if we are based on the principle that that was a XXL prohibitions…

The biggest problem I face now, however, is that I’ve been thinking a lot in donnuts, and when I went to Cologne, I saw a Dunkin’ Donuts shop, and forced myself to ignore it … But I have found myself many times remembering the advert, and I feel sadness for not having tried it, and after that comes the guilty conscience for not having tasted dunkin’ donuts but have spent a substantial amount of money, at least from my point of view, to eat a pretzel. I did not like it, but I’ll talk about it another time.

Now, imagine what I did this weekend? Precisely, American Donuts. I followed an American recipe, I’ll pass the recipe as I did, but let the original link.

I want to accuse myself for having eaten too many donuts this end-of-week, but If it happens for me to pass through a American Donuts store, I will not keep going, I’ll stop, get in a eat… I think the problem will be which one to choose!

DONUTS À MODA AMERICANA! (Receita original)

O que vais precisar?

  • 1 ¼ copos de leite morno;
  • 10gr fermento de padeiro;
  • 2 ovos;
  • 8 colheres de sopa de manteiga derretida;
  • ¼ copo de açúcar granulado;
  • 1 colher de chá de sal;
  • 4 ¼ copos de farinha, mais farinha extra para deixar a massa mais seca;
  • Óleo e uma frigideira para fritar os donuts;
  • Recheios, eu escolhi doce de pêra, geleia de marmelo e nutela;

Como vais fazer?

  1. Numa taça, mistura o fermento com o leite e desfaz bem, com ajuda de um garfo;
  2. Numa tigela, mistura o açúcar, os ovos e a manteiga, com auxilio da batedeira. Quando estiver bem misturado, adiciona a mistura anterior e metade da farinha. Mexe bem com a batedeira. Quando a massa estiver homogénea adiciona a restante farinha, se já não der para mexer com a batedeira, transfere a massa para o balcão e mistura bem, como se fosse pão. Se depois de bem misturado, a massa ainda estiver a colar coloca mais um pouco de farinha, 2/4 colheres de sopa e mistura tudo. No fim, unta uma bacia com manteiga e coloca a massa la dentro, para crescer, durante 1h, num local quente.
  3. Ao fim de uma hora estica a massa e com a ajuda de um copo, corta rodelas, faz isso com a massa toda e deixa repousar por uns 45 minutos. Neste momento a massa vai crescer mais um bocadinho.
  4. A 10 minutos do fim, dos 45 minutos do passo anterior, prepara a frigideira, coloca-lhe o óleo, e deixa-o aquecer.
  5. Quando o óleo estiver bem quente, coloca-lhe as rodela. Conta até 45 em cada um dos lados imerso no óleo e depois retira. Repete o processo para todos.
  6. Quando já conseguires mexer no donut, faz-lhe um corte na lateral recheia com o que preferires.

Os meus favoritos foram os de nutela!

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Passar pela vida…

Versão Portuguesa

Não, eu hoje não trago uma historia. Não trago. Tenho tido uma vida comum, sem alegrias insanas e muito menos tristezas profundas. Como tal tenho passado pelos dias. No outro dia, ouvi que passar pelos dias é triste. Eu não acho isso, acho que as vezes, temos de passar pelos dias para saber dar valor quando estamos a viver os dias. Como tal, estes últimos dias tenho passado pelos dias. Qual é o sabor?? Honestamente acho que é um sabor suave. Algo que metemos à boca, sabe bem, mas não sabe a fogo de artificio. Algo que comemos e à partida sabemos que não vai assentar nas coxas. No entanto, não é algo completamente livre de culpa. Porque passar pelos dias, traz também um sentimento de culpa. A culpa, de não aproveitarmos os dias como devíamos. A culpa de não valorizar devidamente o facto de estarmos vivos…

Para mim passar pelos dias, sabe a empadas de frango e pimento. O frango e o pimento, são o sabor da suavidade, o sabor que é bom,mas não explode. Já a massa das empadas, massa folhada, sabe a culpa. A culpa da manteiga que está intrincada…

Em suma, tenho passado pelos dias, mas hoje nem resisti à cozinha, nem resisti ao blog. Hoje é o meu último dia, a passar pelos dias. Amanhã volto a ser a Angélica!

English version

No, there’s no story today. For the last days, I have had an ordinary life without insane joys nor deep sorrows. So I’ve been passing thru the days. One of this days, I heard that pass by days is a sad way to live life. I do not think so, I think that sometimes we have to get along with days to be able to appreciate when we are living days. So, these last few days I have spent the days. What is the taste?? Honestly I think it’s a soft flavor. Something that we eat that tastes good, but do not bring fireworks. Something we eat and for sure we know that it won’t rest on the thighs. However, it is not something completely free of guilt. Cause, going through the day, also brings a sense of guilt. The guilt, of not living the days as we should. The guilt of not doing what the best of for living…

For me going through the days tastes like chicken and pepper pie. The chicken and peppers, are the taste of softness, the flavor is good, but does not explode. The doe of pies, puff pastry, taste to guilt. Guilt of so much butter in it …

In short, I have living thru days, but today I couldn’t resist the kitchen nor resisted the blog. Today was my last day, living thru life, tomorrow I became Angelica again!

 

EMPADAS DE FRANGO E PIMENTOS

O que vais precisar?

  • 500gr de carne de frango picada;
  • 3 pimentos pequeninos (selecção do Lidl), eu usei um laranja, um vermelho e um amarelo;
  • Alho em pó 1 colher de sopa;
  • Azeite qb;
  • Oregãos qb;
  • Sal a gosto;
  • Massa folhada (eu usei dois rolos);
  • Pimentão vermelho;
  • 1 cerveja;

Como vais fazer?

  1. Assa os pimentos, na boca do fogão assa-os retira-lhes a pele e corta-os aos bocadinhos pequeninos;
  2. Coloca uma pequena panela ao lume, cobre com azeite, quando estiver quente adiciona os pimentos, o alho, e a carne;
  3. Dá uma volta à carne, e adiciona a cerveja e os restantes condimentos. Deixa o sal para o fim;
  4. Deixa cozinhar a carne, e quando estiver a ficar sem calda, e se a carne ainda não estiver cozinhada adiciona um pouco de água.
  5. Antes de desligares o lume, verifica o sabor da carne e se precisa de um pouquinho de sal.
  6. Abre a massa folhada e divide em rectângulos;
  7. Quando a carne tiver arrefecido um pouco, adiciona em cima da massa folha e faz um rolinho. Repete o processo até ficares sem carne/ massa folhada. Eu fiz 16!
  8. Leva ao forno, para assar a massa folhada, primeiro quente por baixo, depois quente por cima, para alourar a massa folhada.
  9. Retira do forno, deixa arrefecer, e come-os pela vida…

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