31 Dezembros…

Ai Dezembro!

Pronto não há mais para a acrescentar.
O espírito natalício atravessou-me como uma flecha do cupido. Faltam precisamente 7 dias para o meu aniversário e 13 para a noite de consoada.
TREZE!
Portanto, está na hora de começar a fazer preparação para a insanidade da consoada de natal. Preparar o estômago, sem lhe provocar um flagelo só. Como quando vamos fazendo caminhadas de preparação para a maratona. Neste caso é preparar o estômago para a noite mais longa do ano, a comer. Porque longa mesmo, só a noite de S. João e a da passagem de ano, que também acontece ainda este mês…
Tenho de acrescentar na minha lista de actividades deste mês, insistir nas caminhadas com o Sheldon para caber no vestido da passagem de ano…
Voltando ao tema base, hoje fiz a primeira experiência, rabanadas recheadas. Eu adoro rabanadas, desde que assadas… E sem óleo… Porque durante as épocas festivas isto é uma a bomba entre gorduras de comida e acidez de estômago…
C’um carago!
Para quem como eu adora doçuras de natal misturadas com queijo da serra, daquele mesmo agressivo de bom e ainda bacalhau com azeite…
Raios, já senti o refluxo…
Pronto, hoje Não me alongo mais, até porque conto cá vir nos próximos dias com as minhas versões de doces de Natal… E anos. Afinal, Dezembro é natal para muitos, mas para mim é a dobrar, nasceu o menino Jesus numa manjedoura, e eu num quarto da Ordem do Carmo, no dia 19!
31 Dezembros!
RABANADAS RECHEADAS
O que vais precisar?
  • 2 copos altos, daqueles de sumo, cheios de leite, eu uso magro;
  • 1 Ovo L;
  • Pão de forma, paras as quantidades eu usei 8 fatias;
  • Nocilla, podes também usar Nutella;
  • Manteiga sem sal;

Como vais fazer?

  1. Ligas o forno a 150º;
  2. Misturas o ovo com o leite, misturas com auxilio de um garfo, até ficar um liquido homogéneo;
  3. Cortas as extremidades do pão, e com um rolo da massa esticas o pão, até ficar bem fininho e esticado;
  4. Com uma faca, barras bem o pão com Nocilla/Nutella;
  5. Enrolas o pão, como se de um rolinho se tratasse e mergulhas no liquido do leite com ovo;
  6. Num tabuleiro de forno, vais dispondo os rolinho e pelo meio vais distribuindo nozes/quadrados de manteiga;
  7. Levas ao forno e quando começarem a alourar, viras ao contrário até ficarem tostadinhas;
  8. Retiras do forno e polvilha com açúcar em pó e canela. As minha não levam canela porque o Pedro tem um ódio de estimação pela canela…

Et voilá. Difícil é deixar que arrefeçam…

IMG_20181212_182448_608

Anúncios

Eish tira-me isso da frente….

Para mim, uma sobremesa especial, tem de me deixar sonhar. Tem de explodir enquanto saboreio.

Eu gosto de comida salgada, doce, amarga e meia amarga. No entanto, se me derem a escolher entre por exemplo uma mousse de chocolate caseira, e um alto bife mal passado, cujos sucos estão a fazer a dança mais sensual existente à face da terra, eu vou optar pela mousse de chocolate. Não por ser chocolate, mas pela doçura que isso acarreta. Já dentro das sobremesas, se me derem a escolher entre uma mousse de chocolate caseira, um crumble de maçã, ou um tiramisu, eu vou demorar muito tempo a escolher. Mencionei estas três, mas a panóplia é extensa. Tudo porque, quando vamos jantar fora, eu sou assertiva e precisa nos pratos principais, sei o que gosto, conheço os meus limites e sei muito bem do que não gosto. Já quando a sinfonia toca a valsa das sobremesas, eu não sei o que escolher. Eu paro, e não consigo decidir se guio ou sou guiada… No entanto, existe ali um momento, mesmo após a sobremesa me ser servida, que eu tenho uma conexão intima entre o meu cérebro e o meu corpo, eu sei o que gostaria que aquela sobremesa me provocasse, mas receio vezes sem conta sair desconsolada. É difícil acontecer, bem sei, mas acontecer o que me aconteceu à dias, é ainda mais difícil.

Eu estive em Paris. Não interessa quando, porquê ou com quem. Interessa a sobremesa que eu provei. Interessa, que depois de me terem dado a lista de sobremesas, eu não me senti, por recato, tentada a comer nada, mas da segunda vez não consegui resistir. Eu acho que o meu cérebro apagou, durante a primeira proclamação da lista de sobremesas, mas na segunda já não conseguiu. Tudo porque no fim a menina dizia, com o seu sotaque tão parisiense, “Tirramisu Nutella”.

“Oi? Como disse?” Perguntei eu, já com o meu cerveau gormand (foram 10h lá, já sou quase fluente) e ela repetiu “ohhhh Tirramissu Nutella”. Pronto, não deu para dizer não. Como assim dizer não?!É tiramisu, tem Nutella… ui ui ui ui (não posso repetir todos os “uis” que me dispararam no momento)… hmmm eu estava mesmo a candidatar-me a um crepe na torre Eiffel… Mas, serei eu capaz de ultrapassar tal sobremesa? Não Angélica, nunca na vida tu vais ultrapassar a perda de oportunidade de provar semelhante incremento ao teu cardápio ( e coxas…) “Ah, oui! Un tiramisu Nutella pour moi”. A moça, sai saltitante e feliz, e passado um bocadinho volta, novamente saltitante e feliz, com um copinho, cheio de uma mistura de cores… Branco, castanho escuro, branco, castanho chocolate, sim porque se o azul pode ser Klein, o castanho pode ser chocolate!

O copo foi-me “oferecido” acompanhado de uma daquelas colheres, que retêm o conteúdo de uma forma quase maternal. Conchinha. Eu respirei, e naquele momento, não criei expectativas, não pensei nos sabores independentes de um tiramisu, muito menos no sabor obsceno da Nutella. Eu enterrei a colher no copo, e retirei um pedaço de cada camada, e levei à boca.

Já alguma vez ouviste a Carmina Burana de Carl Orff?? No Inicio começa com Fortuna. E tem ali uma introdução forte, que te cola ao banco/cadeira

“O fortuna,

Velut Luna

Statu variabilia

Semper Crescis

Aut decrescis”

Foi isto, que eu senti ser a banda sonora da experiência de comer um tiramisu de Nutella. Uma sorte como a lua, mutável, que sempre cresce ou diminui. O café misturado com amaretto, o amargo das natas e mascarpone e a doçura viciante da Nutella. Era uma ópera o que cantavam as minhas papilas gustativas e eu queria mais. Era uma Ópera tocada pela mais doce e fantástica orquestra, do mundo. Foi incrível. E eu comi sem pressas, sem culpas, como quando se assiste a uma ópera. Comi como quem saboreia uma ópera tão completa como a Carmina Burana. E como quem sai da ópera, cheia de informação, cheia de sentimento, eu saí cheia de tiramisu, eu não me lembro do facto de a massa de pesto e tomate cherry ter sido simplesinha, eu lembro-me da sensação de saborear cada colher de sobremesa.

Lembro-me que, já depois desta sobremesa fiz cerca de 20Mil passos, e a cada passo que dava tentava mentalmente separar cada sabor para poder perceber como recrear. Para tentar que outros pudessem experiênciar uma ida à Ópera.

Sábado fiz. No sábado, transformei a minha cozinha num salão de ensaio. Optei por trocar o mascarpone por Skyr porque o sabor do queijo é mais intenso, troquei o amaretto por Martini Rosso, porque o Martini trás-me fantásticas memórias e a doçura misturada com café forte arrepia-me a nuca , e troquei a Nutella por Nocilla. Confesso, que acho a Nocilla zero açucares, e sem óleo de palma, muito mais natural e intensa, mas atenção eu não dispenso Nutella, só que cá em casa há sempre um pote de Nocilla!

Resultado? A mim foi como voltar a ir à opera, foi novamente sentir todas as sensações e mais algumas, desta vez ouvi Granada cantada pelo José Carreras, não sei se pela Nocilla ser espanhola, se pelo facto desta canção me arrepiar dos pés à cabeça, quando cantada pelo Sr. Carreras… No entanto, como na ópera, o meu grupo teste, não achou piada nenhuma, e foi precisamente a explosão de sabores que causou confusão. Paciência, hei-de repetir só para mim, e já que não vou à opera, ao menos ouço-a na minha cabeça!

TIRAMISU NOCILLA

O que vais precisar?

  • 2 iogurtes Skyr;
  • 1 pacote de natas (200ml)
  • 1 colher de açúcar;
  • 2 pacotes de palitos de champagne;
  • 6 cafés fortes;
  • 2 colher de sopa de Martini Rosso;
  • Nocilla qb.

Como vais fazer?

  1. Bater as natas com o skyr e o açucar, até criar um creme bem espesso;
  2. Misturar o café e o Martini;
  3. Derreter a Nocilla até ficar liquida;
  4. Embeber os palitos de champanhe no café, mas não at+e amolecer, só até ficarem húmidos, e forrar o fundo da taça;
  5. Cobrir os palitos com o creme de natas e Skyr, uma camada de 1/2cm;
  6. Cobrir a camada de creme com Nocilla, não é preciso tapar todos os pontos brancos, mas ao menos espalhar bem;
  7. Repetir camadas, até acabar os ingredientes mas acabar com Nocilla!

Hmmm agora difícil vai ser perceber o que canta o teu cérebro…

 

 

IMG_20180929_125036IMG_20180929_124949

Torrão não, frutos secos em açúcar

A minha mãe tem por hábito, nas épocas de Páscoa e Natal, fazer uma bonita mesa na sala de estar, cheia de coisas extremamente boas e típicas destas épocas. Uma das coisas, que insiste que façamos, mesmo não tendo festa em casa é fazer o mesmo. Diz que é bom, que ajuda a prosperar. Diz ainda que não importa que não vá la ninguém a casa, devemos de fazer isso porque pode aparecer alguém e não ficamos mal.

Ora, eu confesso que me custa muito ter uma mesa farta, de coisas que eu não vou comer. Primeiro porque cá em casa, só eu vou comer, e depois porque eu só de pensar em pão-de-ló por exemplo já estou a medrar para os lados. Ou seja, em prol da alegria dela, eu decidi fazer uma micro mesa, ou estandarte com coisas que se aguentem muito tempo. Por exemplo, no Natal coloco um cesto de frutos secos e um pote cheio de chocolates. Na Páscoa uma tábua com uma mini regueifa e laranjas. Pelo que eu ouço, as laranjas são para se ter dinheiro no próximo ano para o compasso… Eu nem recebo o compasso, mas não entro em conflito com crenças dos meus avós, não sei bem o que isso pode implicar e portanto, está bem eu faço.

Ora bem, o que acontece depois das festas encerradas?? Muito bem. Controlo alimentar, e portanto restos… Desde armários a nadar em chocolates, regueifa doce que nunca mais tem fim e frutos secos.

Os chocolates são comidos pianamente, que é como quem, diz quando chega à próxima festa ainda temos chocolates. Entre o Natal e a Páscoa, são 3 meses. Entre a Páscoa e o Natal 9. Se nos três primeiros não conseguimos comer tudo, nos 9 seguintes temos sérias dificuldades. Pescadinha de rabo na boca.

A regueifa, corto em porções e congelo. Ao longo do tempo vou descongelando e comendo.

Os frutos secos… Bem, este é o problema, o que fazer aos frutos secos?? Não sei… Ah é alimento para o cérebro. Está bem, mas o meu cérebro tem de se cansar muito, antes de começar a comer o miolinho da casca dura… Então hoje tomei uma decisão. Primeiro porque o cesto onde vinham é giríssimo e dá para embelezar o nosso cantinho dos chocolates, segundo, porque já não tenho onde colocar o cesto cheio de frutos secos. Na pascoa serviu de base às laranjas, mas agora, só daqui a 9 meses, portanto hoje tive uma luz!

Quando vinha para casa, e enquanto fazia uma lista mental de tarefas, incluí dar fim aos frutos secos. Cheguei a casa, fiz as tarefas e comecei o processo a que chamei….rufos por favor… DAR FIM AOS FRUTOS SECOS. Que nome tão elaborados e sugestivos, só que não…

Então, abri tudo. Tinha nozes, amêndoas, avelãs e noz pecã. Lavei, e sequei os frutos secos. Reservei, e como se estivesse a fazer Torrão, fiz as barritas de frutos secos. É exatamente igual.

 

FRUTOS SECOS EM AÇÚCAR

O que vais precisar?

  • 100gr de frutos secos sem casca;
  • 100gr de Açúcar;
  • 1 colher se sopa de Manteiga;

Como vais fazer?

  1. Pegas numa frigideira bem larga, e colocas o açúcar e a manteiga;
  2. Quando o açúcar começar a ficar castanho, adiciona-se os frutos secos;
  3. Com uma colher de pau mistura-se tudo muito bem;
  4. Verte-se para papel vegetal, esticando bem, até uma altura máxima, de um fruto seco, e deixa-se arrefecer;
  5. Depois é cortar e comer, ou guardar que foi o que eu fiz…

IMG_20180408_162942

 

Arroz com nozes…

Foi mais ou menos assim.

Ele: Olá!! Estás bem?

Eu: Sim, e tu? Como está. Tudo a correr?

Ele: Ótimo, o tempo é que está muito escuro… olha hoje comi uma sobremesa típica. Tem arroz e nozes e é doce, e depois leva molho de cerejas por cima. Dizem que todas as mesas na Dinamarca têm disto no Natal!

Eu: Espera, tu comeste uma sobremesa? Com arroz? E gostaste? Foste à Dinamarca comer sobremesa?? Como se chama?

Ele: Hmmm eles disseram o nome mas eu não percebi… mas procura na net, é famosa e tem nozes e arroz e cerejas.

Eu: Hmmm ok. Vou tratar disso. Espero que corra tudo bem por aí. Vemo-nos amanhã. Bjoooo.

Ele: Sim! Bjoo.

 

Entrei no google e escrevi sobremesa + arroz + nozes + Dinamarca. Resultado? Nada demais, também não sabia bem o que era…

Dois dias depois, já os dois em amena cavaqueira, sentados no sofá (em terras lusas) lá fomos ver com calma o que o google dizia. Desta vez escrevi, sobremesas típicas Dinamarquesas + Natal. Pum, Ris à l’amande. Tiro certeiro… Segundo o Pedro, o nome até podia ser esse, se bem que não soava ao mesmo, mas o aspecto era igual, afinal eram amêndoas… Daí Ris à l’amande.

Foi precisamente isso que eu disse, arroz e amêndoas…

Li a receita, pudim de arroz. Onde vou desencantar pudim de arroz? Afinal, é arroz doce… vi uns vídeos, no entanto estive sempre céptica, até que ponto valeria a pena experimentar. Se bem que, se o Pedro diz que é bom, tem mesmo de ser bom.

O Pedro é o maior selecionador de sobremesas que existe, só mousse de chocolate e leite-creme são ótimas sobremesas o resto são só sobremesas e nem vale de muito comer.

Ai, o que uma mulher apaixonada faz… vai ao continente comprar frutos vermelhos enlatados porque cerejas nesta altura nem pensar, trás arroz para fazer arroz doce, porque nem arbóreo usa, trás amêndoas já laminadas, porque as que tem são para a mesa de Natal. Chega a casa tarde e a más horas… vai para a cozinha…. Bem, já deves imaginar o resto…

Chega a hora do meu novo especialista, em Ris à l’amande, provar. Senti-me quase projetada para a cozinha do “Mais Você“, à espera que o Louro José e a Ana Maria Braga façam o hmmmmmm.

Ele olha e diz, não são cerejas… pega na colher mete à boca, aguarda e diz: “Parece-me mesmo isto”. Mais um bocadinho e diz “Só acho que tem muitas nozes e arroz, mas é exatamente isto. Está bom”

Já ganhei o dia e tenho mais uma receita para a mesa de Natal. Hi5 para mim, que aprendi a fazer Ris à l’amande da Dinamarca, sem provar.

Pronto, agora vou ali meter na mesa de Natal, afinal daqui a nada é hora de hora de ceia!

FELIZ NATAL!!!!

 

RIS À L’AMANDE

O que vais precisar?

  • Arroz para arroz doce;
  • Açúcar;
  • 1 Pau de canela;
  • Manteiga;
  • 50gr de amêndoa laminada
  • Leite
  • Água
  • 1 Lata de frutos vermelhos;
  • 200ml de natas para bater;
  • 1 colher de chá de baunilha;

Como vais fazer?

  1. Segue as instruções do pacote de arroz de arroz doce. Não vou dar quantidades, porque pelo que percebi pelos vários pacotes que encontrei no super-mercado, cada marca, dá as suas quantidades. Portanto o melhor é seguir as instruções do pacote. Eu fiz metade da quantidade que dizia, ou seja 125gr de arroz, e parti daí;
  2. Depois do arroz doce feito, e já morno, adiciona-se as amêndoas, mistura-se bem e leva-se ao frigorífico;
  3. Bates as natas, com 3 colheres de sopa de açúcar e baunilha. Parece pouco açúcar, mas a verdade é que o arroz doce é bem doce. Tens de chegar a uma consistência tipo chantilli, bem dura;
  4. Quando a mistura de arroz e amêndoas, estiver à temperatura ambiente, adiciona as natas, e envolve tudo muito bem. Leva novamente ao frigorífico;
  5. No liquidificador, tritura os frutos vermelhos, de forma a obter um liquido bem espesso;
  6. Serve, num rácio, duas colheres de mistura de arroz 1 colher de frutos vermelhos…
  7. WP_20171211_20_02_20_Pro

 

Quartas-feiras loucas…

Cheguei a casa e tinha de correr muito, por sinal… É dia de ir levar o cesto de roupa para passar. A minha rica mãe, como já devo ter contado, deixou-me sair de casa na condição que lhe levava a roupa todas as semanas para passar… Isto porque, ela tem um serviço contratado, que quanto mais peças menos paga… Por peça… No fim vai tudo dar ao mesmo…

Cours de français?

Versão Portuguesa

E não é que eu me inscrevi num curso de línguas?! Ah pois é. Perdi a cabeça e, voltei a estudar. Estava difícil reunir os vários factores, que toda a logística de voltar a estudar implica. Dinheiro, companhia, vontade e disponibilidade. Eu honestamente acredito que as coisas acontecem por um motivo, e acontecem quando tem que ser. Se bem que no meu caso, eu fui para o francês porque preciso comunicar em francês e as minhas bases do básico à muito que o meu disco rígido apagou… Ou seja, ajudou a aumentar a vontade. Eu estava com ideia de voltar ao alemão, porque quando experimentei na universidade foi muito bom. Gostei mesmo. No entanto, pensei bem no caso, e parecia um bocado mau, ter tido dois anos de francês na escola e pouco ou nada me lembrava da língua. Na verdade, só sabia bem a expressão”mon amour” e, convenhamos é um bocado parvo, depois de dois anos de uma língua só saber dizer isso…. Pensando bem, eu neste momento sei dizer “meine lieben” e pouco mais. Quando estive na Alemanha tentei comunicar com os locais, mas acabei por desistir. Primeiro porque eles falam muito rápido, segundo porque o meu cérebro bloqueou. Mas sobre isso, falo noutra altura.

Eu hoje quero mesmo falar do facto de já estar no meu segundo nível de francês. Convém explicar que quando reuni todos os elementos fulcrais, incluindo o facto de ter conseguido que o Pedro fosse comigo, senti que ia ser uma grande experiência.  Está a ser uma experiência tão boa, que acho que rejuvenesci, ou pelo menos aparento idade de estudante, visto ontem ter ido ao cinema e o senhor achou que um bilhete normal para mim era na verdade um bilhete de estudante. Melhor do que qualquer destas coisas, é mesmo a sensação de estar a crescer. Aprender é do melhor que existe. Tenho neste momento o sabor amargo de não ter aproveitado, as minhas aulas de francês na escola quando era miúda. Mas a verdade é uma, foi o facto de não o ter feito que me leva hoje, todos os sábados à alliance française. Ou seja, eu acho que o motivo foi este. Não querer saber da lingua oficial do amour, quando era suposto, porque uns anos mais tarde, acabaria por o fazer com o meu amour. Sim, sim, estou a ser lamechas, e depois? As pessoas devem ser lamechas de quando em vez, aposto que seriam bem mais felizes.

Para celebrar o facto de estar a adorar o meu curso de francês, hoje fiz tarte Tatin, aldrabada. Eu vou chamar-lhe Tarte Tatin trompé.

English Version

And suddenly I enrolled on a French course?! I lost my head and went back to school. It was difficult to gather logistics of going back to school. Money, company, will and availability. I honestly believe that things happen for a reason, and happen when it has to be. Although in my case, I went to the French course because I need to communicate in French and my bases from school have already been erased from my hard drive. This is why my will increased.

I thought on going back to German classes, because when I tried at the university it was very good. I liked it. However, I thought, well if the only thing I remember from French is “mon amour” best is to go back, and forget the fact that once I learned French. On second thought, I know little more than “meine lieben” in German. Actually, when I was in Germany I tried to communicate with the locals, but I gave up. First because they speak too fast, second because my brain blocked. But about this, I’ll speak another time.

Today I really want to talk about the fact that I’m already in my second level of French. I should explain that when I met all the key elements, including the fact that Pedro decided to go with me, I felt it would be a great experience. Actually it’s being a good experience, I think it rejuvenated me, or at least I have appearance of a student, cause yesterday I have gone to cinema and the guy gave me a student ticket ticket, because that what I look like. Better than any of these things, is the feeling of growing. Learning is the best way to grow. I have at this time the bitter taste of not having taken advantage of, my French lessons at school when I was a kid. But truth be told, it was the fact of not having done that, leads me today, every Saturday at Alliance française. Meaning, this is why I’m back learning French. Not learning the official language of amour, when it was supposed, because a few years later, I would eventually do it with my amour. Yes, yes, I’m being mellow, and what? People should be mellow from time to time, I bet you would be much happier.

 

To celebrate the fact that it is love my French course, today I made tarte Tatin, cheated. I’ll call it Tarte Tatin trompé.

TARTE TATIN TROMPÉ

Eu baseei-me nesta receita: https://www.tastemade.com/videos/upside-down-apple-cake

O que vais precisar?

  • 2 maçãs;
  • Meio copo de açúcar;
  • 1 copo de miolo de nozes;
  • 1/3 de copo de manteiga derretida;
  • 2 colheres de canela;
  • 1/3 de copo de vinho fino;
  • 2 ovos;
  • 2/3 de copo de açúcar;
  • 1 copo de farinha;
  • 1 colher de café de fermento;
  • 1 pacote de natas frescas;
  • Açúcar q.b.

Como vais fazer?

  1. Tira o caroço das maças e corta-as em bocadinhos, com casca;
  2. Corta as nozes grosseiramente;
  3. Numa frigideira, ao lume, coloca o meio copo de açúcar e quando ficar castanho claro adiciona as maçãs e as nozes;
  4. Mistura tudo e adiciona meio copo de água e deixa ficar;
  5. Numa bacia, mistura os ovos e 2/3 de copo de açucare mexe com a batedeira;
  6. Adiciona também o vinho fino e a canela, e mexe;
  7. Peneira a farinha e o fermento e mistura com a colher de pau;
  8. Adiciona a manteiga no fim, mistura;
  9. Coloca a massa sobre as maçãs, e tapa com um testo e deixa cozer a massa por 20 minutos. Ao fim deste tempo pica com um palito e vê se a massa está cozinhada;
  10. Se estiver, desliga o lume, coloca o prato por cima e vira a tarde, como no link que eu coloquei ali em cima.
  11. Bate o pacote de natas com açúcar, até ficarem bem espessas e distribuí sobre a tarte, e serve.

Eu adorei!!!!

WP_20160228_13_25_32_ProWP_20160228_14_36_00_Pro

 

Foi do meu cérebro que veio o Rolo….

Versão Portuguesa

Dizem os entendidos que somos o que comemos… Eu diria que infelizmente o que comemos nem sempre somos nós.
É certo que a pessoa é feita de comida, daí o aviso prévio às castanhas ou feijões, no entanto nem sempre nos encontramos consciente e cientes do que ingerimos. Que o diga eu que, enquanto pensava na receita de hoje, e a executava, dei por mim a devorar literalmente M&Ms. Não que o estivesse a fazer conscientemente, não estava. Mas estava a fazê-lo em parceria com o facto de estar a bater um bolo. Eu não consegui parar de abrir o frasco enfiar a mão la dentro, roubar uma mão cheia de M&Ms e leva-los à boca. Fiz este processo pelo menos duas vezes… À terceira ouvi a amargura do meu cérebro/consciência: ”Aqueles M&Ms estão neste momento a alojar-se nas zonas mais difíceis do teu corpo… Barriga e coxas… Para, tu estas maluca?!”
Em seguida, veio o sentimento de culpa… Eu honestamente não sei o que mais me magoa… Se sentir os M&Ms a procurar alojamento no meu corpo, se o facto de a minha consciência chorar. É horrivelmente degradante, sentir que todo o teu esforço, associado à última ida ao ginásio, está neste momento a ser inválido. Imagina uma conta bancaria, neste momento estaria o gestor de conta a ligar, porque não só tenho a conta a descoberto como tenho dividas para pagar. Ora bolas… O pior nisto tudo, é que não entendo o porquê de ter estes acessos irracionais. É como se a luz se apagasse, e eu pudesse comer tudo que ninguém veria… nem eu mesma. Como quando somos miúdos, e nos dizem não mexe. A primeira pergunta que o cérebro faz é:”Ora pois bem, e começo a não mexer onde?!”
Vendo bem, provavelmente é daí que vem o meu comportamento pouco racional, de devorar chocolates inconscientemente. Eu vou mexer sempre e provavelmente partir, eu vou comer sempre e sentir que se alojou na zona da anca. Esta sina, persegue-me desde miúda. Não era eu que partia, era o meu cérebro que me orientava para o sítio e às tantas as coisas partiam-se… Como? Não faço ideia, mas acontecia. Não era eu que ali estava. Pronto era eu, mas não era eu. Porque eu não parto jarras de cristal caríssimas só porque sim, assim como não devoro M&Ms só porque sim. O meu cérebro enganador, é que me leva a fazer as asneiras… Como se tivesse prazer em ver-me ser castigada…

O problema, tal como naquela publicidade da rádio do suplemento para o cérebro, é que o meu cérebro sou eu. Ou seja, quando digo que fiz um ato inconsciente, estou simplesmente a tentar desculpar-me da parvoíce de devorar M&Ms…

O que eu quero dizer, para além de dar a receita do rolo, é que alojar M&Ms nas coxas é culpa minha. Não do meu cérebro. Eu sou culpada pelos meus atos… Logo, sim nós somos o que comemos, e o que comemos somos nós. Porque cada um de nós escolhe devorar brócolos o M&Ms. Ninguém faz essa escolha por nós, nem a voz da consciência. Somente o nosso cérebro que somos nós!

English Version

The experts say that we are what we eat … I would say that unfortunately not always what we eat is what we are.

It is true that the person is made of food, hence the notice to let say beans, but not always we are conscious and aware of what we eat. That tells me that, thinking in today’s recipe, and baking it, I found myself literally eating M&Ms. Not that I was doing it consciously, I wasn’t. But I was doing it while baking a cake. I could not stop opening the bottle stick his hand inside it, stealing a handful of M&Ms and bring it to mouth. Made this process at least twice … The third time, I heard the bitterness of my brain / consciousness: “Those M&Ms are currently on vacation in the most difficult areas of your body … belly and thighs … Are you insane?! ”

Then comes the guilt … I honestly do not know what hurts the most … If the feeling of M&Ms looking for a place in my body, or the fact that my conscience is crying. It is horribly degrading, feel that all your effort, associated with the last trip to the gym, currently is being invalid. Imagine a bank account, at this moment account manager would be calling because not only I have the account with no money as I have debts to pay. What the hell … The worst in all this, is that I do not understand why you have these irrational access. It’s like the light went out, and I could eat everything that no one would see … not even me. As when we are kids, and mom asks not to be an elephant on the pottery shop. The first question that the brain does is, “Oh well, and where can I not be an elephant??”

Well, probably that’s where my irrational behavior comes from, devouring chocolates unconsciously. I’m always going to be the elephant, I will always eat and latter feel that it is lodged in the hip area. This fate, chasing me from girl. It was not that I was braking things, it was my brain that guided me to the site and so many happened … How? No idea, but it did happen. It was not I that I was there. I was there, but it was not me. Because I did not break overpriced crystal vases just because yes, and do not devour M&Ms just because. My deceived brain, takes me to do stupid things … As if he’d be happy to see me being punished…

The problem, is that my brain is me. That is, when I say I made an unconscious act, I’m just trying to excuse myself from eating M&Ms …

What I mean, apart from giving the cakes recipe, it is that housing M&Ms on my thighs is my fault. Not my brain’s. I’m guilty for my actions … So yes we are what we eat and what we eat is what we are. Because each of us chooses to eat broccoli or M&Ms. No one makes that choice for us, not the voice of conscience. Only our brain that is what we are!

ROLO DE CHOCOLATE E DOCE DE LEITE

O que vais precisar?

  • 250gr de açúcar;
  • 6 ovos;
  • 1 colher de chá de fermento;
  • 1 colher de sobremesa de essência de baunilha;
  • 2.5 colheres de sopa de chocolate em pó;
  • 150gr de farinha;
  • 4 colheres de sopa de água;
  • doce de leite para o recheio

Como vais fazer?

  1. Ligas o forno a 100º e untas uma forma rectangular plana;
  2. Separa as gemas das claras e bate as claras em castelo;
  3. Adiciona o açúcar às gemas e mexe bem;
  4. Adiciona a baunilha e o chocolate e mistura bem toda a massa;
  5. Adiciona as claras, mexe e no fim coloca a farinha e o fermento;
  6. Dá uma volta final à massa e coloca-a na forma na rectangular;
  7. Leva ao forno, tapa com folha metálica e sobre a temperatura para os 180º;
  8. Molha um pano, estende-o no balcão, espalha açúcar sobre o pano e assim que o bolo esteja cozido (teste do palito) vira-o sobre o pano (ainda o bolo bem quente);
  9. Besunta o bolo com doce de leite, enrola e deixa ficar por 5 minutos;
  10. Retira o pano e serve.

WP_20151014_20_23_50_Pro WP_20151014_20_25_37_Pro