Ele sabe que é sábado!

Nós costumamos dizer que o Sheldon sabe quando é sábado. Eu até brinco e digo que ele conta pelas almofadinhas. No entanto hoje eu percebi o que o faz comportar-se diferente aos fins-de-semana.

Durante a semana, a rotina cá em casa é, acordar, fazer o pequeno-almoço, tomar o pequeno-almoço levar o sheldon a passear, voltar, deixa-lo e sair para trabalhar. Todos os dias fazemos isto. Ele é preguição pela manhã, mas depois dos seus 10 minutos a espreguiçar, a semi-cerar olhos e a esconder a cabeça debaixo dos cobertores, acaba por se levantar e deitar no escuro da sala, enquanto o pequeno-almoço não sai. Entenda-se pequeno-almoço como torradas, café e chá para o Pedro e a Gecla, côdeas para o Sheldon.

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Ao sábado o ritmo é diferente, normalmente o Pedro dorme até tarde, e eu levanto-me por volta das 9.30 para fazer pequenas tarefas que não faço durante a semana, ou simplesmente para ligar à minha mãe e ir dar uma volta, quanto mais não seja, tomar um café, meter conversa em dia (que já fazemos diariamente, no entanto ao sábado sabe a ouro). Ora acordo às 9.30, saio 10.30/11h não vou passear o cão. Ao sábado arrasto as saídas do Sheldon para mais tarde e mais longas. Imagine-se o que faço eu, entre as 9.30 e as 10.30/11h?! Exato, tomo o pequeno-almoço. Tomo o pequeno-almoço, como se estivesse num hotel, com a diferença que num hotel tudo me é servido, cá em casa sou eu que o preparo. Preparo-o com calma, com gozo, com prazer. Enquanto faço isto, o Sheldon está deitado, no meio da cozinha, como se de um tapete se tratasse e também ele aguarda calmamente pelo pequeno-almoço que a Gecla prepara. Côdeas durante a semana, panquecas ao Sábado! Ah como ele sabe.

O incrível é que eu acordo mesmo com vontade de pegar em tudo o que é preciso para fazer um pequeno-almoço bem saboroso e reforçado. Por vezes, à sexta à noite, já penso no que vai acontecer no dia seguinte de manhã.

É assim que eu acho que o Sheldon sabe que é fim-de-semana, o pequeno-almoço é gigante e ele pode sentar-se ali, calmamente à espera de ter direito a um bocadinho de alguma coisa diferente.

Hoje não foi exceção. Hoje acordei com as panquecas na cabeça, sim eu sei, vestido de noiva em um mês, para de comer Angélica… Mas eu descobri uma maneira de fazer umas panquecas menos calóricas e tão ou mais saborosas que as tradicionais. Além do mais, li em algum lado, que comer de manhã controla mais as vontades durante o dia (não está a acontecer, mas também eu sofro de gulodice aguda). Começo então o processo, uma maçã, sem caroço, inteira dentro do liquidificador. Depois é meio copo de leite, três colheres de farinha, 1/3 de colher de fermento, canela em pó, ou baunilha quando partilho com o Pedro. Liquidificador no máximo. Frigideira antiaderente ao lume, e a magia acontece.

Por esta altura, já o Sheldon está em frente ao fogão à espera que as panquecas cheguem até ele. Tenho de me despachar, porque o Sheldon quer ir enfiar-se debaixo dos cobertores com o Pedro… Mas antes, Gecla passa para cá um naquinho de panqueca.

O difícil no meio disto tudo é aguentar até ter tudo pronto.

PANQUECAS DE MAÇÃ

O que vais precisar?

  • 1 Maçã;
  • 3 Colheres de farinha;
  • ½ Copo de leite;
  • 1 colher de café de fermento;
  • 1 colher de sopa de essência de baunilha/1 colher de café de canela;

Como vais fazer?

  1. Descaroçar a maçã, cortar em pedaço mais pequenos, não descasques a maçã. Vai inteira mesmo;
  2. Colocas no liquidificador, e deixas desfazer o máximo, depois adicionas o leite e voltas a ligar o liquidificador;
  3. Quando a mistura estiver bem ligada, adicionas a farinha, o fermento e a canela;
  4. Voltas a ligar no máximo, deixas misturar bem. No fim vê se a massa está espessa, se não estiver adiciona mais uma colher de farinha;
  5. Coloca uma frigideira antiaderente ao lume, e quando estiver bem quente distribuis a massa, deixas cozinha bem, viras de lado, cozer bem. Retiras, e ou comes assim mesmo, ou recheias, seja nutela/nocciola, doce de morango… o que for, o que importa é que te sentes calmamente a comer o pequeno-almoço!

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Crinkles, get out of here

Esta historia de chegar aos 30, ainda que não os sinta em parte nenhum do corpo, fez-me pensar numa publicidade que dava à uns anos, revitalift da Loreal. Não consigo precisar quando, mas sei que foi à algum tempo.

(Confesso que para mim, anos 90 & 00 soam tudo ao mesmo. Daí não ser capaz de precisar no tempo)

A publicidade mostrava a Andy MacDowell a falar sobre um fantastico creme anti-rugas. Depois de explicar as capacidades milagreiras do creme, a modelo dizia uma frase, tipo punch line. A frase era “wrinkles, get out of here“. A primeira vez que ouvi, repeti um milhão e cem vezes “crinkles, get out of here“. Na minha cabeça fazia todo o sentido. Uns dias mais tarde, numa aula de inglês, falou-se em wrinkles. O meu cérebro viajou na maionese, e eu percebi que andava com a punch line estragada. Mudei, e repeti mais um milhão e cem vezes “wrinkles get out of here“.

Na semana em que fiz 30 anos, dei comigo a adicionar no facebook um grupo novo, onde as pessoas vão postando e falando de pratos de comida que fizeram. (Ah, só existem dois prazeres nesta vida e um deles é comer).  Adicionei o grupo, e quando comecei a correr o meu ecrã, apareceram uns bolinhos com um aspecto incrível, pareciam uns bolos enrugado, tipo crosta de broa, falavam em crinkles. Eu fiquei fascinada. Olhei para a foto e disse para mim mesma “crinkles, get out of here!”. Desta vez fez muito sentido.

Pesquisei sobre o assunto, e li receitas com muito bom aspecto e de vário sabores. Experimentei as de chocolate, e o resultado, foi uns bolinhos com cara lisa sem wrinkles/crinkles. Pensei que tinha funcionado o creme milagreiro de punch line que memorizei. Ainda que bons, eram bolinhos de chocolate, nada mais do que isso, muito longe dos que vi. Pudera, só os deixei 7h no frigorífico e para piorar coloquei-os ao forno com um guisado

Esta semana, repeti a proeza. Deixei a massa 24h no frigorífico. Coloquei o forno a uma temperatura mais baixa, e subi os tabuleiros.

Quando tirei o primeiro do tabuleiro do forno a punch line voltou à minha cabeça: “Wrinkles, get out of here“.

Não sei porque na altura aquilo me ficou na cabeça, sei que sempre que vejo estas bolachas me salta à memoria esta punch line. Também sei que os 30 só me trouxeram rugas de expressão, e dessas eu sou hiper fã, como sou de Crinkles.

CRINKLES

O que vais precisar?

  • 1 tablete de chocolate amargo/culinária;
  • 100gr de açucar branco;
  • 60gr de manteiga;
  • 200gr de farinha;
  • 1 colher de café de baunilha;
  • 2 Ovos;
  • 1 colher de sobremesa de fermento em pó;
  • Açucar em Pó QB.

Como vais fazer?

  1. Derretes o chocolate com a manteiga e reservas;
  2. Bates os ovos inteiros com o açúcar e a baunilha, até dobrar a quantidade e ficar esbranquiçado;
  3. Adicionas o chocolate aos ovos e misturas muito bem;
  4. Adicionas a farinha e o fermento ao preparado, até atingires uma massa bem consistente;
  5. Tapas e levas ao frigorífico por 24h;
  6. Ao fim das 24h, fazes pequenas bolas e untas com açúcar em pó;
  7. Levas ao forno, pré aquecido a 130º, o tempo de cozedura, é de aproximadamente 15/20 mins;
  8. Quando vires as rugas todas a aparecer, e a massa já não reluzir, retiras, deixas arrefecer e colocas num prato;
  9. Serve como sobremesa, como acompanhante de chá… Eu sei lá, até para calar a gula serve!

 

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Pipocas

Ah pipocas…

Em Março do ano passado, 26/3 mais propriamente, escolhi uma Steakhouse, para irmos festejar 6 anos de namoro.

O Pedro adora bifes, e já varias vezes tínhamos falado em ir experimentar uma Steakhouse. Já tínhamos estado numa muito boa em Lisboa, Carvoaria. Muito simples, mas muito bem servido e deixam a vaca em forma pedaços comestíveis. Desculpem-me todos os anti-carne, mas olhar para um desenho de uma vaca, descrita por partes, trás à tona a mulher das cavernas que eu tenho a certeza, fui um dia. Fomos, eu a Andreia e o Pedro à Carvoaria, num sábado ao almoço, tinha tudo para ser mal servido, até porque o restaurante estava a abarrotar, no entanto, foi um almoço divinal. Uns dias mais tarde, ainda falávamos dos belos nacos de carne que comemos.

No entanto, não é sobre a Carvoaria que escrevo hoje, é sobre o almoço que tivemos no dia em que fizemos 6 anos de namoro.

Eu andei a esforçar-me por fazermos alguma coisa diferente. 6 anos de namoro, primeiro a viver juntos. Tínhamos falado em ir fazer um fim-de-semana, mas o tempo estava muito chuvosa, e a inercia tomou conta de nós. Eu não queria mesmo que o dia passasse despercebido, então andei a procurar um bom restaurante para irmos, de preferência para o Porto. Assim, se estiasse acabávamos a lanchar num qualquer sitio novo e charmoso… Não estiou, e eu não encontrava nenhum restaurante que me fizesse ter vontade de ir. Pensei no do Avilez, mas deixei passar a janela da marcação… As tantas,  o Casal Mistério lança uma crónica sobre o melhor restaurante do Porto segundo as redes sociais. Pensei que só podia ser brincadeira, eu à dias a tentar encontrar o melhor restaurante do Porto, e eis que o universo me atira aquele texto. Não demorei muito a abrir o texto, e fiquei petrificada só com as fotografias. Fiz um milhão e meio de pesquisas sobre o restaurante. Toda a gente falava bem, um ou outro comentário desagradável ao preço, mas uma Steakhouse boa, tem preços elevados para manter a qualidade dos produtos. Pelo menos é este o meu ponto de vista. Não marquei, e era um domingo. Também não contei ao Pedro onde íamos, quis criar suspense, afinal era aniversário de namoro, e nestas coisas o suspense só torna tudo mais excitante.

Ao fim de 20 mins de caminho, chegamos ao Terminal 4450. Confesso que ficamos meios perdidos por não conhecermos bem, e a entrada não era propriamente óbvia. Ou pelo menos, não para nós. Lá demos com a entrada, e como dois miúdos a numa manga de avião, seguimos às cegas até desaguar numa sala com malas e meia luz. Palavras para quê… O restaurante está super bem decorado, e a vista é para o terminal de navios de Leixões. Chovia, é certo, e o restaurante estava cheio, mas senti uma sensação de orgulho a atravessar-me do tipo:”estiveste mesmo bem, miúda!”, até porque havia mesa para estes dois miúdos.

Sentamo-nos, olhamos para o mega mural a pensar o que comer.. Black Angus? T-Bone? O que é isto aqui? Uma caneca cheia de pipocas… cada um comeu uma, e outra e outra… acabamos por pedir e bem, T-bone (conto lá voltar para o Black Angus). Carne super suculenta, não tivemos barriga para sobremesa, até porque aquelas pipocas eram um vicio. O pão vinha num saco de papel e a manteiga tinha chouriço… Mas as pipocas. A que sabiam mesmo as pipocas? Bacon? Linguiça? Eu achava que era linguiça.

Depois do almoço, o tempo piorou muito e voltamos para casa, mas vínhamos satisfeitos com aquele almoço. As pipocas não me saiam da cabeça.

Há uns dias, andava à procura de um sitio para levarmos a minha mãe a jantar, no aniversário dela. Tinha uma lista de 3 restaurantes possíveis, e durante a noite (confesso que foi uma noite de insónias) lembrei-me do Terminal. Fui à net voltar a pesquisar numero para reservas (não vou cometer a mesma insanidade) e dei comigo a abrir o instragram do restaurante. Perdi-me com as fotografias. O verdadeiro conceito de foodporn. Às tantas, aparecem as pipocas. Assim, como se de uma Fénix se tratasse, renasce em mim a obsessão pelas pipocas.

Li sobre pipocas salgadas, e nem sei bem como pensei no colorau que a dona Alice me trouxe da aldeia. Colorau feito pela Laidinha. Vermelho fogo. Aquilo na carne e no arroz é luxuriante… Espera lá, e se for isso mesmo que colocam nas pipocas? Afinal, eles têm as navalhas transmontanas no terminal.

Fui para a cozinha, tentar perceber como fazer, se misturava no óleo, ou só depois das pipocas já estarem feitas…

Primeira tentativa – Casa defumada com um cheiro a queimado intoxicante… Se não morremos desta, ainda podemos voltar a experimentar as pipocas originais.

Segunda tentativa – Milho todo pipocado, fundo da panela preto como carvão, porque insisti em adicionar o colorau ao óleo. Como as pipocas, não estavam carbonizadas, retirei-as para um tupperware com tampa. Coloquei uma colher de sobremesa de colorau, 1/3 de colher de café de sal e uma colher de café de molho inglês. Fechei as pipocas, misturei-as bem para todas receberem o colorau, o sal e o molho inglês. Elas ficaram vermelhinhas. Dei ao Pedro para provar, aparentemente, também as aprovou.

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Próxima paragem, voltar ao terminal, para perceber bem o sabor das pipocas. Ah e provar o Black Angus!

Kiwis

Quando eu era adolescente, vá pré adulta… sejamos honestos, uma jovem, tinha um ritual de sábado com a minha mãe. Sair de casa bem cedo, ir às compras, tomar um café e passar em casa da minha tia Carmen. Não era uma coisa que acontecesse semanalmente, e o ritual também não era necessariamente desta maneira, no entanto, a minha mãe esforçava-se por passar em casa da irmã, porque tinha saudades. Segundo ela, esta minha tia faz lembrar a minha avó e portanto, julgo que aquele bocadinho era para a minha mãe como voltar a estar com a minha avó, nem que fosse por uns minutos.

A minha tia mudou-se para uma casa enorme, numa zona bem alheia da vizinhança e com uma vista privilegiada para o pinhal. Confesso que à noite era para mim um pouco assustador passar lá, por estar tão próximo do pinhal. No entanto, durante o dia, ela transformou a casa dela, num espaço saído de um livro infantil. Um lugar bonito e acolhedor. Na verdade eu acho que só a existência da minha tia lá em casa torna tudo muito acolhedor. Ela não é uma pessoa meiga e de palavras doces. Ela é como a minha mae, e todas as minhas outras tias, tem o coração e o cérebro em luta para ver quem chega primeiro à boca.

Havia algo nas nossas idas lá a casa ao sábado de manha que me deixava cheia. Não  estomago mas alma.

Ao sábado, e depois de ter feito o seu tão apreciado forno a lenha, a minha tia cozia pão. Ela amassava-o de manha bem cedo, e por volta das 11 já o forno estava pronto para receber o pão. A minha tia sempre fez parecer toda a tarefa, amassar pão, meter lenha no forno, aguardar que este atingisse a temperatura certa, meter-lhe o pão e calmamente aguardar que este cozesse, fosse a tarefa mais simples do mundo. Isso notava-se no pão. Era simples, muito simples, mas cheio de sabor. Sabor de pão caseiro. Inicialmente eu fazia-me de rogada, e dizia que não havia necessidade, mas às tantas deixei-me de modos… A minha tia passou a ter sempre um bocadinho de pão quente para mim. Nós não íamos lá de maneira nenhuma pelo pão, mas aquele pão quente, que eu mal tinha oportunidade barrava com manteiga, trazia-me uma felicidade impensável. Sabia-me a amor.

O tempo passou. A minha tia emigrou. Eu praticamente deixei de passar.

Um dia destes, combinei passar em casa da minha tia, na verdade hoje é a casa das minhas primas. Passei para deixar umas coisas.

Cá o sol ainda brilha, com brilho de primavera. As flores ainda não recolheram a 100% e portanto, tudo ainda tem cores de primavera.

Quando cheguei reparei, que tudo está como à uns largos anos atrás. A minha tia não está, mas as minhas primas, cuidam da casa e do jardim como se fossem a minha tia. Entrei, e la andava o João preocupado em manter o jardim bonito. Os cães felizes da vida por me verem chegar, como se eu fosse o primeiro-ministro dos cães. Estivemos à conversa, eu e o meu primo, e às tantas pergunta-me ele, queres kiwis? Nunca me faço de difícil a fruta biológica, portanto prontamente disse que sim. Ficaria muito agradecida. Lá entrei em casa, estive com a minha prima. Tudo igual como no tempo da minha tia, fogão da cozinha ligado, para fazer algo de muito bom. Tal como, quando eu lá ía ao pão quente.

A sensação que tive foi que o tempo não passou, só faltou ver o pequeno António, aos pinchos porque não quer leite com crepitas! Senti-me novamente uma miuda, ali naquela cozinha.

Aos sair, lá estavam os kiwis que o João me foi buscar. Eram lindos, ainda verdes e enormes. Trouxe-os como se fossem preciosos. Pelo caminho revivi tudo isto. Subi as escadas, pousei-os na bancada da minha cozinha e pensei, merecem tratamento como o que acabei de receber.

Descasquei-os, cortei-os, adicionei-lhe maçãs e fiz um doce de excelência, Kiwi e Maçã.

Existem dias que nos fazem sentir nostalgia.

DOCE DE KIWI E MAÇÃ

O que vais precisar?

  • 6 Kiwis grandes;
  • 3 Maçãs pequenas
  • 250gr de açúcar(obrigada tia Teresa e Cláudia);
  • 100gr de água;
  • 1 Colher de sobremesa de essência de baunilha;
  • 1 Pau de canela

Como vais fazer?

  1. Descasca os kiwis e as maças, e corta em pedaços pequenos, atenção tira os talos das maçãs;
  2. Num tacho largo, coloca os kiwis, as maçãs, a canela, o açucar, a água e a baunilha e leva ao lume baixo;
  3. Mistura inicialmente tudo com uma colher de pau, e deixa ficar a cozinhar, até ficar com textura de doce/geleia.
  4. Eu deixei 1h a cozer.

NB: Porque os meus kiwis ainda não estão maduros, obtive um sabor to tipo acidulce. Tipo as gomas cheias de açúcar pelo exterior, mas muito melhor. Portanto, secalhar corta um bocadinho no açúcar se os teus kiwis já estiverem madurinhos.

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Panquecas…

Uma das coisas que mais me faz pensar nos meus hábitos matinais, enquanto adepta fervorosa de pequenos-almoços, são as séries norte americanas. Ele é french toasts, ele é pancakes, ele é gofres, ele é o diabo a 7, e o meu pequeno-almoço não passa de um café duplo com leite e três fatias de pão d’avó torradas com manteiga. Ora bolas, como conseguem eles ter estes pequenos-almoços todos elaborados? Pois bem, os anos têm-se encarregado de me mostrar, MASSAS PRONTAS do supermercado. Oh oh, assim também eu, abres o pacote, metes um ovo e leite, batedeira e está feito, aqueces a fritadeira, sem gordura, massa la para dentro et voilá,  panqueca pronta. A sério??

Pois bem, as panquecas estão na moda, não sei se é uma coisa do concelho, do país ou do mundo, sei que cá em Espinho estão na moda, ele é panqueca de aveia, chocolate ou normal, leva molho do que se imaginar. Há panquecas na boca do mundo. Ora eu até há bem pouco tempo, resignava-me a ver a panqueca típica das séries americanas, cheguei até a comprar uma garrafa de massa do Lidl, confesso, mas depois dessa minha tirada, decidi não repetir, até porque, a massa não era de grande coisa.

No entanto, e com tanta casa de brunch em Espinho a abrir, dei comigo sentada a uma mesa, a comer scones com nutela enquanto via o Pedro a comer um pequeno monte de panquecas com nutela e morangos. O Pedro odeia dividir, mas deve ter visto faíscas a saltar-me dos olhos porque prontamente me perguntou se eu queria experimentar… Oh que bom… Bom mesmo. No entanto, foi um bocado numa de, Ok é bom, estou consolada, não vou pensar mais em panquecas. Mas o tempo vai passando, e a febre das casas de brunch não passa e portanto, a palavra panqueca tem andado a pairar no meu cérebro, quanto a isto eu não fiz nada. Até que fui de férias para Barcelona, onde os pequenos-almoços era uma loucura de tão intercontinentais que eram. No entanto não havia panquecas. Havia tudo, fruta, feijão, ovo estrelado, cozido e escalfado, bacon, pão, manteiga, queijo, bebidas de tudo e mais alguma coisa, e tinha nocilla, a nutela dos espanhóis, mas não tinha panquecas. Durante todas a férias, eu comia bem, bem demais até se me é permitido, mas as panquecas que até ali tinham passado a ser palavra frequente, não existiam.

As férias acabaram, e ainda no avião, 23h dizia-me o Pedro muito triste; “e agora? Vamos voltar aos pequenos-almoços simples?”. Aquilo mexeu comigo, sim, claro que vamos. As férias acabaram e eu tenho de ficar em forma, mas tens razão… Adormeci, acordei no Porto de volta à realidade. No dia seguinte já a meio da tarde acordei e pensei, e agora o pequeno-almoço? Acho que é mais ao menos assim que funciona com os viciados, ” e agora, o álcool? os medicamentos? a droga? O CHOCOLATE?!”.  Naquele dia, vivi de volta à realidade, mas durante a noite, fui iluminada, pelo Pancake God. O mesmo que é tão aclamado na terça-feira gorda de Carnaval. Acordei de manha, fiz uma rápida pesquisa, e encontrei a receita mais simples de panquecas, do mundo, recheei-as de nutela, espremi laranjas, coloquei tudo num tabuleiro, e fui acordar o Pedro.

“Bom dia!! Afinal ainda estamos de férias.”

Digamos que o Sheldon por esta altura, estava sentado em cima da cama, impávido com o cheiro que o invadia.

PANQUECAS

(http://www.e-konomista.pt/artigo/receitas-de-panquecas-rapidas-e-fofas/)

O que vais precisar? (10 panquecas)

  • 1 chávena de leite;
  • 1 colher de sopa de açúcar ;
  • 1 ovos;
  • 1 c. de chá de óleo vegetal;
  • 1 c. de chá de extrato de baunilha;
  • 1 chávena de farinha de trigo;
  • 1/2 c. de sopa de fermento em pó.

Como vais fazer?

  1. Colocas tudo no liquidificador e deixas a misturar;
  2. Colocas uma frigideira, ao lume sem gordura nenhuma, e anti aderente;
  3. Quando estiver bem quente colocas um pouco de massa e deixas cozinha, quando começar a fazer bolinhas na massa viras.
  4. Assim que estiver cozinhada, colocas num prato e barras com o que quiseres, doce de morango, mel, chocolate simples ou de avelã;
  5. Repetes o processo para toda a massa e vais sobrepondo as panquecas;
  6. Tenta não ir comendo pelo meio… Depois não saboreias tanta quantidade.

365 se avizinham…

Foram 366 dias.

Foram dias de mudança, dias de alegria, dias de felicidade extrema, dia de nostalgia e dia menos bons.

Foram 366 dias vividos de verdade.

Foi um sim no meio de um jardim idílico, do tipo Pedro e Ines, mas ao estilo Pedro e Angélica, onde nenhum dos dois sabia onde estava mas sabíamos bem o que estava a acontecer.

Foi uma luta pelo sofá da sala e a cama que nunca mais era a certa.

Foi um chau pais, mas não se preocupem só vou subir umas ruas.

Foi um beagle que há muito era sonhado e que de repente apareceu.

Foram lutas pelo equilíbrio, que acabaram sempre com sessões de cinema no sofá que depois da cama me parece a peça mais confortável do nosso lar, iniciado em 2016 e que acredito vai durar por muito tempo.

Foi um ano de mudança na minha vida, e acredito na vida de muitos.

Foi um ano diferente.

Tantas vidas ceifadas.

Tantas bombas rebentadas.

Tantas empresas inauguradas e tantas outras fechadas.

Tantos governos modificados e tantos outros reforçados.

Foi realmente um ano muito cheio, no entanto cheira-me que 2017 vai ser ainda mais intenso. Vamos ver o que vai acontecer, não me parece que seja para já a invenção dos carros flutuantes, no entanto acredito que algo de muito diferente vai acontecer.

Por aqui vamos festejar em grande o que 2016 trouxe, para começar, uma sapateira recheada.

O Sheldon esta louco com o cheiro.

Eu, eu estou apaixonada por este ano e pelo que conquistamos, e por isso fiz este prato nesse mesmo estado de espirito, apaixonada por 2016!

Que venha 2017 com força e com mais uma menina na família Rocha!

SAPATEIRA RECHEADA (https://www.youtube.com/watch?v=uI-upFCEchg)

Receita do canal Sabor Intenso

O que vais precisar?

  • 1 Sapateira, a minha era ultra congelada 700gr continente;
  • 1 Ovo
  • Maionese q.b.;
  • ketchup e mostarda (1.5 colher + 1 colher por cada 3 colheres de maionese);
  • 1 cálice de vinho do Porto;
  • 1 colher de café de molho inglês;
  • 20 mini tostas;
  • Oregãos a gosto.

Como vais fazer?

  1. Segue os passos de descongelamento da sapateira, recomendados no invólucro.
  2. Numa panela de água a ferver coloca a sapateira e um ovo. Segue as recomendações de cozedura da sapateira. Quando estiver cozida retira e arrefece. Faz o mesmo com o ovo;
  3. Depois de fria, está na hora de trabalhar a sapateira. Começa por retirar as patas e depois o núcleo. No video explica muito bem como fazer.
  4. Retira toda a carne da sapateira. Podes deixar ficar as patas para decoração. Eu optei por tirar a carne também das patas.
  5. Depois de completamente limpa, lava a carapaça e reserva-a.
  6. Numa 123 ou picadora, colocas a sapateira e o ovo já sem casca. tritura tudo muito bem e coloca numa taça.
  7. Tritura as tostas e adiciona.
  8. Adiciona ao triturado os restantes ingredientes. Mexe tudo e prova, verifica os sabores.
  9. Emprata e serve. Este é o meu resultado.

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BOAS SAÍDAS MELHORES ENTRADA!!

Salame de chocolate…

Sabes aqueles momentos em que tens oportunidade de provar pela primeira vez o melhor doce do mundo e acabas contigo a pedir o mais simples e conhecido?? Tanto eu como a Sofia sabemos.

Estivemos recentemente de férias no Algarve. Demos muitas voltas, e fizemos muitas caminhadas, principalmente para chegar à praia, que fica no fundo de uma falésia. No entanto para o que vou contar, estes momentos de cross, são altamente irrelevantes.

Pois bem, Algarve, muitas voltas. Numa dessas voltas, fomos até Portimão. A dona Alice, mãe do Pedro, adora não só Portimão, como a casa Isabel. Um salão de chá com doces algarvios e conventuais. O sitio é lindo, apesar de por falta de sorte nossa, no dia em que lá fomos, o que mais havia eram crianças coladas à montra. Quando digo coladas é a lamber a montra. Não quero ser mal interpretadas, eu adoro crianças, no entanto faz-me alguma espécie, quando estão aos gritos num espaço pequeno e a lamber as montras. Aparentemente só me fez confusão a mim e à menina que nos atendia, porque a mãe estava calmamente a lanchar….

Pois bem, Portimão, casa da Isabel. Hora do lanche. Todos fomos tentar ver qual o bolo, sim porque não te consegues dissociar dos bolos, ou seja o lanche tem de ser um, ou mais. Cada um escolheu o que mais queria, no entanto para alem do Sr. Rui que se encontrava a guardar mentalmente o pedido de cada um, mais ninguém sabia o que o outro ia lanchar. Resumindo, quando a menina chegou à mesa todos ficamos a olhar para os doces uns dos outros. Eu escolhi um coco. Podia ter escolhido um Dom Rodrigo, se o tivesse visto, mas como ja disse não dava para ver bem a montra. A dona Alice escolher uma espécie de barriga de freira, o Sr. Rui um Dom Rodrigo, para meu bem, não se importou de me deixar provar. O Pedro escolheu uma nata e a Sofia, uma fatia de salame de chocolate. Vejamos, uma casa de doces conventuais, com bolos de todas as espécies e feitios, muitos deles com chocolate, mas a Sofia escolheu salame. Eu devo ter ficado com ar de perplexa, que ela disse logo:”que foi? eu adoro salame. Não sei porque nunca fizeste”. Neste momento, eu senti-me um bocado como o Barney Stinson, só não disse a famosa frase “chalenge accepted“. Confesso que rapidamente me esqueci da escolha dela. A única coisa que me passava pela cabeça era, quais são mesmo os ingrediente? Tu já fizeste isto noutra altura.

Em resumo, num sitio com tanta escolha, onde a Sofia ou eu poderíamos ter comido dos mais elaborados doces escolhemos coisas mundanas. Ela ficou satisfeita, eu mais ou menos, para piorar não me saía o salame da cabeça. não por vontade de o comer, mas por vontade de o fazer.

Esta semana, depois de uma dia de trabalho, cheguei a casa, tirei todos os ingrediente e atirei-me à confecção de salame. Muito simples e aparentemente, o cacau em pó puro fez as delicias da Sofia.

English Version

You know those times when you have opportunity to taste on of the best cakes in the world but you end up asking for the simplest that you know?? Both me and Sofia, we know it.

Recently, we went on holiday to Algarve. We end up doing a lot of walks, especially to get to the beach, which is down a cliff. However for what I have to tell, walks are irrelevant, but tour about Algarve, ain’t that irrelevant. Specially the one that took us to Portimão

Ms Alice, Pedro’s mom, loves not only Portimão, but tea house “Casa da Isabel”. A tea house with Algarvian and “doces conventuais”*. The place is beautiful, although for our bad luck on the day we went there, there were a lot of children glued to the shop window. When I say glued I mean locking it. Don’t take me wrong, I love children, but it gets to me, when they scream in a small place and in addiction they lick things. Apparently, this was only bad for me and the girl that was serving us, because the mother was quietly snacking…

So, Portimão, “casa da Isabel”. Tea time. We all went to the shop window, trying to choose best cake, yes cake, because if you go there you want to try one. Each of us selected the one he wanted, besides Mr. Rui who was mentally storing the request of each, no one knew what the other was going to eat. In short, when the girl arrived at the table we were all looking at each other sweets. I chose a coconut cake. I could have chosen a Don Rodrigo, if I had seen it, but as I already told I couldn’t see well the showcase. Ms Alice chose a kind of “barriga de freira”, Mr. Rui a Don Rodrigo, for my own good he did not care to let me try. Pedro chose a custard cream cake and Sofia, a slice of chocolate salami. Let’s see, a house of “doces conventuais”, with cakes of all kinds and sizes, many with chocolate, but Sofia chose chocolate salami. I must looked puzzled, becauseSofia said, “What? I love salami I do not know why you have never done it..” At this time, I felt a bit like Barney Stinson, whit is favorite quote “challenge accepted”. I must say that I quickly forgot of her choice. The only thing on my mind was, what are the ingredient? You’ve done this before.

In short, a place with so much to choose, where Sofia or I could have eaten the most elaborate, mouthwatering cake, we chose regular cakes. She was pleased, me… well not so much, to make matters worse salami’s recipe didn’t get out of my mind. Not by the will to eat but by the will to do so.

This week, after a day of work, I got home, picked all the ingredients, and started my salami. A very simple recipe and apparently pure cocoa powder made the delights of Sofia.

 

*doces conventuais – a long time ago, in Portuguese convents, nun’s use to have a lot of yolks, since they used white to iron their closes. So they started to create sweets based with yolks and sugar, a lot of it. In Portugal most of typical sweet, from regions, are invented by nuns, so they have a lot of yolks and sugar. This is why we call it “doces conventuais”. Translated by word, convent sweets.

SALAME DE CHOCOLATE

O que vais precisar?

  • 100gr de manteiga à temperatura ambiente;
  • 100gr de açúcar;
  • 2 ovos;
  • 100gr de chocolate em pó;
  • 200gr de bolacha maria;

Como fazer?

  1. Trituras grosseiramente as bolachas;
  2. Num recipiente colocas todos os ingrediente menos a bolacha;
  3. Quando a mistura estiver homogénea, adicionas a bolacha e misturas com uma colher de pau;
  4. esticas uma folha de papel de alumínio de 30 por 30 (cm) e uma folha de papel vegetal da mesma dimensão;
  5. Sobrepões o papel vegetal ao papel de alumínio e coloca a massa em cima sob o comprido, enrola e faz um cilindro;
  6. Leva ao frigorífico e em 2h está pronto a comer!

 

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