Bagels e Dama e o Vagabundo…

Versão Portuguesa

O meu filme preferido da Disney é a Dama e o Vagabundo. Honestamente não sei o que gosto mais no filme, se o facto de ser uma historia sobre cães, se o facto de os cães falarem ou se o facto de a família da Lady a tratar como um elemento da família. Por exemplo, oferecendo à Lady um bagel! Era aqui que eu queria chegar, aos bagels!

São bons?! São maus?! São assim-assim?!

Vejamos, não sei… os meus sabem-me bem, agora os verdadeiros? Aqueles que deixam qualquer americanos a babar?! Não sei, não sei mesmo… nunca comi um bagel de verdade. No entanto, a imagem da rosquinha, molhada no café, no filme da Dama e o Vagabundo, faz-me ficar com água na boca…

Eu não vou dizer, que estou desde 1990/1991 a babar por um bagel. Não posso fazer uma afirmação dessas. Posso no entanto afirmar, que sempre que a palavra bagel aparece, associo ao filme. Sempre que num outro filme vejo comer bagels, vem-me à memória a imagem do “Querido” a oferecer bagel, molhado em café à Lady. Eu não sei se é o gesto, ou o facto de haver comida à mistura, não sei… às vezes acho que tenho um desvio qualquer no cerebro, que me faz pensar tantas vezes em comida. A verdade, é que quando Bagel aparece, eu não penso:”Oh que saudades, das minhas tardes a ver a Dama e o Vagabundo”, pelo contrário eu penso:”que bom seria, um bagel molhado em café… a cadelinha adorou e os donos dela são muito felizes ao pequeno almoço”. Incrível, eu sei.

Pois bem, há uns tempos, num dos meus muitos livro de receitas, aparecia lá a receita dos bagels. Ora eu, seguida pelo pensamento da felicidade, decidi experimentar fazer os bagels. Segui a receita à risca. Fiz tudo, no entanto a massa não levedou. Julgo também que escolhi o pior dia para os fazer, a paciência não me estava a assistir… Ou seja, depois de todo o processo o resultado foi deplorável. De verdade, horrível. Quentes eram bons, até porque eu coloquei raspas de chocolate por cima, e claro, com chocolate tudo marcha. Agora frios?? Não encontro palavras para descrever… A verdade é que extraí a vontade do bagels do meu sistema.

No entanto, e recuando ao post anterior, o ultimo livro que li fala muito em pão e até traz receitas no fim. Pois bem, imagina só o que foi que ela decidiu cozinhar um dia?! Se pensaste em bagels, acertaste, foi precisamente isso, bagels. Novamente, a Lady a comer o seu bagel molhado em café. Ou seja, o que foi que eu fiz?! Exactamente, bagels. Desta vez ficaram, fofos e muito muito saborosos. Mas não meti chocolate, meti queijo e chouriço.

Acho que vou tornar esta receita de bagels um elemento fulcral pelo menos uma vez por mês. Nunca se sabe se não vou ter um dinner com café de saco e bagels!

English Version

My favorite Disney movie is Lady and the Tramp. Honestly, don’t know what I like the most in the movie, the fact that it is a story about dogs, or the fact that dogs talk or the fact that the family of Lady treats her as a family member. For example, providing Lady a bagel! It was here that I wanted to get, the bagels!

Are bagels good?! Are they bad ?! Are they so-so ?!

Let’s see, don’t know … mine taste good, but the real ones? Those who leave any American drooling ?! I don’t know… I have never eaten a real bagel. However, the image of the “donut”, wet in the coffee, at the movie, makes me stay with mouthwatering…

I will not say that I am since 1990/1991 drooling  for a bagel. I can’t make such sentence. I can however say, that whenever the bagel word appears, I associate it with the movie. When in an other movie I see eating bagels, to my mind comes the image of “Dear” offering a bagel, wet in coffee to Lady. I do not know if it’s the gesture, or the fact that there’s food in the mix, I do not know … sometimes I think I have a deviation whatsoever in the brain, which makes me think so often about food. The truth is that when a Bagel appears, I do not think, “Oh I miss, my afternoons watching Lady and the Tramp”, on the contrary I think, “what a taste would be a bagel wet in coffee … the puppy loved it and the owners are very happy at breakfast. ” Incredible, I know.

Well, a while ago, on one of my many recipe book, I found a recipe of bagels. So I, followed by the thought of happiness, decided to try making bagels. I followed the recipe. I did everything, however didn’t left the dough time enough to grow. I also believe that I picked the worst day to do bagels. That is, after all the process the result was deplorable. Really, horrible. Hot was good, because I put chocolate chips on top, of course, with chocolate everything is eatable. Now cold?? I can’t find words to describe it … The truth is, that I took the bagels out of my system.

However, and going back to my previous post, the last book I read talks a lot about bread and even brings revenue at the end. Well, just imagine what it was that she decided to cook one day?! If you thought of bagels, you hit, it was just that, bagels. Again, Lady eating her bagel soaked in coffee. That is, what have I done?! Exactly, bagels. This time were, cute and very very tasty. But this time, no chocolate. Cheese and chorizo!!! Hmmmm.

I think I’ll make this recipe bagels a key element at least once a month. One never knows when opening a dinner with bagels and coffee, is a solution!

BAGELS (receita retirada de Pão, mel e amor de Jenny Colgan)

O que vais precisar?

  • 4 chávenas de farinha para pão;
  • 1 colher de sopa de açúcar;
  • 1,5 colher de chá de sal;
  • 1 colher de sopa de óleo vegetal;
  • 1 pacote de fermento de padeiro (dos pequeninos);
  • 1+1/4 chávena de água tépida;

Como vais fazer?

  1. Desfaz os ingredientes todos na água, menos a farinha;
  2. numa bacia coloca a farinha, faz um buraco no meio, e verte a mistura anterior. Mistura tudo muito bem, até fazer uma massa. Amassa durante uns 10 minutos.
  3. Deixa repousar num local quente por 1h. Deixa crescer;
  4. Ao fim deste tempo divide em bocadinhos, e enrola a massa e depois liga-a e forma uma argolinhas, como neste video https://www.youtube.com/watch?v=uRBkgTnPNPk
  5. Repete isto para toda a massa e deixa repousar por mais 20 minutos.
  6. Ao fim deste tempo, liga o forno nos 150º e coloca uma panela de agua ao lume para ferver;
  7. quando a água estiver a ferver, começa por colocar os bagels na água, 1 minuto, para insuflarem e cozinharem. Depois retira e coloca num tabuleiro de forno. Repete isto para todos;
  8. Agora colocas sobre os bagels os que quiseres, eu coloquei queijo nuns e chouriço noutros, podes por sementes de sésamo;
  9. Depois de todos os bagels já terem sido abençoados por queijo/chouriço/sementes de sésamo, leva-os ao forno por 10 minutos;
  10. Deixa arrefecer e come-os com vontade!

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Focaccia…

Versão Portuguesa

Sabes aqueles momentos em que sentes uma inspiração que vai das pontas dos dedos dos pés, às pontas dos cabelos? Aquela sensação, que te faz não querer nem conseguir estar quieto? Aquele momento em que uma das lâmpadas, que às tantas se apagou e não sabes bem porquê, voltou a dar luz de repente? Aquela estranheza do: “é precisamente isto!”…

Foi isso mesmo que me aconteceu. Eu ate tenho uma justificação lógica para a falta de “inspiração” (sim porque eu não sou nem cozinheira nem escritora), chama-se excesso de procrastinação… Ou seja, primeiro foi a antecipação das férias, vivi ao sabor disso. Depois foram as férias, e aí sim eu saboreei. De tal maneira que todos os dias me peso e penso se a balança estará mesmo a ser honesta comigo. Quero com isto dizer que, com excepção dos dias em que trabalhei, eu pouco mais fiz do que:

-comer, comida feita por outros;

-não fazer nada;

-terminar os três livros que tinha em lista de espera.

Ah vida boa!

Os livros eram mesmo muito bons. O segundo, fez-me pensar na forma como meio mudo engana outro meio. Já o último fez-me ter muita vontade de voltar a ser a Angélica que adora a cozinha. Deu-me vontade de fazer pão. Tudo porque, “Pão, mel e amor”, fala de uma mulher que depois de ter tudo, perde tudo e começa do zero a fazer algo que assume como um hobbie, fazer pão. Sendo que é descrito o processo de fazer pão, é que já não tive mais sossego na alma. Eu queria e tinha de fazer pão… Então, ela fala em focaccia. O verdadeiro já foste, não consegui pensar em muito mais. Se não fosse suficiente, a minha mãe comprou a revista do continente e ali estava, a receita da focaccia. Como se diz muito no Porto, “fechei o tasco”, fixei-me de tal forma na ideia que só sosseguei quando a consegui fazer.  Na segunda, sai do trabalho e dirigi-me ao pingo doce, porque era o “mais à mão” e comprei o fermento que faltava. Dei uma vista de olhos por algumas receitas, extra a do continente, e acabei por seguir a da revista do continente. Foi um sucesso, para as papilas gustativas e também para os meus músculos que já precisavam de trabalhar na cozinha! Confesso que ontem ainda me lembrava do sabor…

Ressalvo que só terminei o livro na segunda à noite, e quando acabei de ler, descobri que no fim tem receitas para todos os pães que são elaborados… Parece-me que vamos ter mais receitas de pão!!

English Version

You know those moments when you feel an inspiration that goes from the tips of the toes to the tips of hair? That feeling, that makes you not want or be able to be quiet? That moment when one of the lamps, that long faded and you do not know why, suddenly returns? That strangeness of: “It is precisely this!” …

That’s exactly what happened to me. I even have a rationale answer for the lack of “inspiration” (yes because I am neither cook nor a writer), it is called procrastination …  All because, first I was anticipating holidays. Then It was holidays, and yes I tasted it like great chocolate. So, that I still think my scale is lying to me, when the weight appears. I mean, with the exception of the days I worked, I did little more than:

-Eat, food made by others;

-Do nothing;

-Finish the three books I had on the waiting list.

Ah amazing life!

Books were really good. The second, made me think about how half the world fools the other half. But the last one, made me have a great desire to return to be the Angélica who loves the kitchen. It made me want to make bread. All because, “Little beach street bakery,” tells, of a woman who after losing everything, starts from scratch doing something that is taken as a hobby, baking bread. All her process of baking bread, is described, and this made me no longer have more peace in the soul. I wanted and needed to bake bread … Then she speaks of focaccia. I could not think of much more. If it were not enough, my mother bought the magazine of “Continente” and there it was, the recipe for focaccia. My mind got stuck in baking it. In the second, I got out of work, I went to the supermarket, and bought the yeast missing. I took a look for some recipes before it, and I ended up following the continent’s magazine recipe. It was a success for the taste buds and also for my muscles already needed to work in the kitchen! I confess that yesterday still remembered the taste …

I only finished the book on Monday night, and when I finished reading, I discovered that in the end of it, there are all the recipes for all the breads that were baked during the book … I think we will have more bread recipes !!

FOCACCIA (baseada na receita de Continente Magazine)

O que vais precisar?

  • 2 Chávenas de farinha + 1 chávena;
  • 1 Chávena de água quente;
  • 1 Colher de sopa rasa de açúcar;
  • 2 Colheres de sopa de azeite;
  • 1 Colher de sobremesa de sal grosso;
  • 1 Embalagem pequenina de fermento de padeiro, fresca;
  • Ingredientes para cobrir o pão. Eu usei chouriço, mozarela, orégãos e azeitonas;

Como vais fazer?

  1. Num recipiente colocas a água e o fermento, e com auxílio de um garfo desfazes o fermento;
  2. Adicionas o açúcar, o azeite e o sal, se criar espuma, não tem problema. Mistura tudo muito bem;
  3. Noutro recipiente, colocas as 2 chávenas de farinha e fazes um buraco no meio. Dentro desse buraco colocas a mistura do fermento;
  4. Com as mãos mistura tudo, ate ficar uma pasta peganhenta;
  5. Numa bancada limpa, coloca e espalha a farinha que resta, e mistura muito bem a massa;
  6. Precisas misturas, até sentires que a massa ta consistente, mas fácil de manobrar;
  7. Deixa a repousar, numa bacia untada com azeite, durante uma hora num local quente;
  8. Ao fim desse tempo, a massa deve ter dobrado o tamanho;
  9. Eu separei-a em duas assadeiras, que também untei com bastante azeite;
  10. Coloquei-lhe a massa e com os dedos, fui fazendo buracos, não furos;
  11. Liga o forno, a 150º e cobre o pão;
  12. Para cobrires o pão, colocas o que gostares, eu fiz uma com chouriço e orégãos por cima, e fiz outra com azeitonas, orégãos e queijo mozarela fresco;
  13. Levas ao forno por 20/30minutos;
  14. O resultado deve ficar parecido, ou melhor do que o meu.

Quero ressalvar que quando tirei do forno cheirava tão bem, que não resisti a provar e acabei por tirar um naco grande… por isso numa das fotos a focaccia está “fanada”…

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