Amendoim…

Quando eu andava na universidade, há uns milhões de anos atrás, quando os dinossauros ainda podiam habitar a terra, fui informada pela Andreia que o amendoim é um super alimento para o cérebro, por causa dos ácidos gordos.

Isto aconteceu numa tarde, em que ela estava a jogar o “apanha o M&M’s que cai no teclado”.

Basicamente, o jogo consiste em abrir um pacote de M&M’s e despejar em cima do teclado, e de cada vez que a tecla selecionada tiver um M&M’s pumba come-se. Como podes ver é um jogo muito produtivo, ganhas volume extra nas coxas, barriga e braços. Tens o consolo de “enfardar” um pacote inteiro de M&M’s sem te aperceberes, e melhor que tudo, ganhas sempre, porque os M&M’s são ovais, e portanto rolam facilmente sobre o teclado.

O que a Andreia estava a tentar dizer-me, era que o jogo que ela estava a fazer, com a saca de M&M’s era um jogo para alimentar o cérebro, enquanto o exercitava, na escolha de letras. Como quando vamos ao ginásio, a pensar no pote de gelado que vamos comer de seguida…. Nunca te aconteceu? A mim também não… Só que não…

Depois deste dia, o amendoim passou a ser para mim o amiguinho do meu cérebro, e como tal, se houver martinies há amendoins, para descarcar. Temos de dar luta ao cérebro, antes de o alimentar, quase como num laboratório de estudo de macacos, ele acertou o número, dá-lhe um amendoim.

Eu adoro amendoins, seja normal, seja com sal ou com caramelo. Paçoca é um dos meus guilty pleasures que a Andreia venera. Agora sal e caramelo, não. Shame on you Lidl. Amendoins com sal e caramelo é horrível. Eu caí na asneira de só ler meio pacote, e levada pela gula comi uma mão cheia deles… Não sei como descrever a sensação de vómito que me acorreu… Ainda tentei dar ao Pedro, numa de deixa ver se sou só eu que não gosto. O resultado nele foi bem pior que em mim, ao ponto de eu ter estado com olhos, ouvidos e mãos alerta, para o dia que a Andreia, inocentemente escolheu o pacote de amendoins com sal e mel. Salvei-a de boa.

Outro tipo de amendoim que eu não sou fã, é a manteiga. Manteiga de amendoim não é a minha onda. Ainda no outro dia, aproposito de uns brownies de banana e chocolate, vi-me obrigada a comprar um pote de manteiga de amendoim. Eu queria mesmo experimentar aquela receita, valeu a pena, mas fiquei desconsolada, por não conseguir chegar aos zebrados que aparece na receita. Faz que não te arrependes. O problema é que no fim sobra todo um pote de manteiga de amendoim, visto que na receita é só decorativo.

Detesto coisas inúteis. E ainda detesto mais, quando deixo passar prazos de validade de coisas inúteis… A manteiga de amendoim não é inútil, nós lá em casa é que não lhe damos uso. Portanto, ando desde a quarta-feira passada a pensar no que fazer com o pote de ácidos gordos que tenho lá em casa.

Ontem, enquanto conduzia para casa, debaixo da depressão Beatriz, tive uma visão. Brownies. Sheldon louco com cheiros, Pedro contente com o doce… Mas que brownies… Tenho farinha de aveia que já não sei o que fazer com ela, manteiga de amendoim… Pronto, vou pensar nuns brownies!

Et Voilà!

BROWNIES DE MANTEIGA DE AMENDOIM E CHOCOLATE

O que vais precisar?

  • 1 Chávena de farinha de aveia;
  • 2 Colheres de sopa de óleo;
  • 2 Colheres de sopa de chocolate em pó (amargo/ culinário);
  • 3 Colheres de sopa de açúcar;
  • 3 Ovos inteiros;
  • 3 Colheres de sopa de manteiga de amendoim ( generosas), eu usei da que tem pedaços de amendoim;
  • 25gr de chocolate culinário cortado grosseiramente.

Como vais fazer?

  1. Liga o forno a 130º;
  2. Com a batedeira, mistura tudo, menos o chocolate culinário;
  3. Dispõe a massa num tabuleiro, e espalha o chocolate por cima da massa;
  4. Leva ao forno, por 30 mins;
  5. Retira, deixa arrefecer, corta em quadradinho, e só para ficar mais giro espalha açúcar em pó por cima!

Anúncios

O Sheldon já senta…

Finalmente consegui ensinar alguma coisa, para alem de xixi e cocó na rua, ao Sheldon.

Confesso que estava a achar que nunca mais na vida ia ser possível, ensinar o orelhas a fazer tarefas básicas como, senta, dá a pata, dá a outra pata, Hi5. Não consigo, para já mais do que isto, e custou-me tanto chegar aqui, que descobri que dentro de mim existe uma mulher mais persistente do que alguma vez pensei possível. Ainda por cima é, sem duvida, uma luta inglória. Primeiro, porque dedico o tempo que aquecimento do meu almoço, à actividade de ensinar o Sheldon. Julgo ser o melhor momento, cheira a comida na cozinha e como sempre, tudo acontece ali, na nossa cozinha de chão preto e branco. Inicialmente, tentei que ele aprendesse só com o meu tom de voz, não funcionou, até porque ele só quer mesmo o que vem do forno. Depois experimentei a cena dos treinadores. Reforço positivo. No entanto, isto do reforço positivo tem muito que se lhe diga, ele enquanto o biscoito agrada é um santo descoordenado, quando o cheiro da comida começa a inundar a casa ele ignora-me. Ignora mesmo, ao ponto de estar sentado, aparentemente a ouvir o que estou a dizer, na verdade a olhar para o biscoito, e assim como que num piscar de olhos levanta-se contorna-me se senta-se de frente para o forno. Hoje, até me dei ao trabalho de absorver toda a cena. Ele sentou-se de frente para o forno, a ladrar, lentamente, tipo filme em slow motion, e parecia que o forno lhe dava resposta: “Calma míudo, daqui a nada esta cena ’tá pronta”. Ah, se o meu forno falasse era ainda mais calão que o cão. Ele não tem culpa, culpa tem o cão que lhe arrancou os botões, pouco depois de vir cá para casa viver. Para piorar besunta-mo-lo com chipotle, nesta altura quem sofreu foi o cão, que bebeu duas taças de água em duas horas sem exercício… Eu imagino muitas vezes as conversas que o Sheldon tem com o forno. Muitas vezes é uma conversa muda, outras vezes demasiado barulhenta. Já com a batedeira, bem é um forobodó, ela está a dar andamento aos ovos com açúcar enquanto o Sheldon canta um fado. Cá em casa, quando eu dedico tempo para fazer um bolo ou uma sobremesa, que implique a utilização da batedeira, tudo se torna uma chinfrineira infinita, o Sheldon fica doido. O processo de abrir a porta do armário que leva ao mundo da Pâtisserie, torna-me mais descontraída, mais feliz e torna o sheldon um cão louco. Julgo que seja a insanidade dos cheiros, que para mim são mudos, mas para ele… Bem, para o Sheldon são a Banda de Melros em plena procissão da Senhora da Agonia.

IMG_20180927_195935

Eu adoro isto. Eu adoro saber, que tenho ovos, açúcar e farinha. Eu adoro saber que há hipótese de fazer coisas novas, quando chegar a casa.

Ontem o meu pai fez anos, e no dia anterior, o Pedro foi buscar-me ao aeroporto, e enquanto vínhamos no carro a caminho de casa e já depois de conversar um bocadinho com os meus pais. Diz-me o Pedro: “porque não fazemos um jantar em nossa casa para o teu pai? Fazes uma daquelas tuas coisas especiais”.

Eu pensei na banda de Melros na Senhora da Agonia, pensei como o meu dia seguinte ia precisar de uma festa no fim… Só lhe disse: “Olha, boa ideia”. Mas dentro de mim, só contava minutos para aquele momento na minha cozinha, e no culminar de um bolo simples de aniversário, como o meu pai tanto gosta e como eu tão feliz sou a fazer!

BOLO DE BANANA E CHOCOLATE

O que vais precisar?

  • 2 Bananas bem maduras;
  • 1 chávena de Açúcar;
  • 10 colheres de sopa de manteiga derretida, não uses liquida, derrete manteiga;
  • 2 chávenas de farinha;
  • 2 Ovos;
  • 30gr de chocolate negro 70% cacau cortado em pedacinhos;
  • 1 colher de presencia de baunilha;
  • meia colher de café de fermento em pó;
  • 4 colheres de sopa de leite

Como vais fazer?

  1. Liga o fogão 150º e unta uma forma, eu usei redonda, mas normalmente este bolo vem em formas rectangulares;
  2. com ajuda de um garfo, desfaz a banana numa papa, descasca-a primeiro;
  3. Coloca a manteiga, com o açúcar e bates bem, quando estes estiverem bem misturado, tipo pasta, adicionas os ovos, o leite e a baunilha, mexes tudo novamente, e no fim adicionas a banana e o chocolate;
  4. Agora adicionas a farinha e o fermento, e misturas com a colher de pau;
  5. Vertes para uma forma e levas ao forno, o meu demorou uns 40 minutos a cozer, mas isto depende dos fornos, e por isso o melhor é testar com o palito.

IMG_20180926_211254.jpg

 

O irmão mais novo

Ser-se o irmão mais novo, num grupo de dois, tem muito que se lhe diga. Primeiro, para se ser o favorito, temos de lutar com unhas e dentes e muito dificilmente lá chegamos. Temos de conseguir conquistar tudo e todos, mal a nossa mãe recebe a noticia da nossa existência.

Primeiro informar a mãe, que muitas vezes está a desejar aquela segunda existência, outras vezes entra em choque, porque se sai um como o primeiro o caldo está entornado.

Depois informar o pai. Normalmente este reage com alguma pacificidade, afinal tem 9 meses, ou menos, para se adaptar. Primeiro tem de cuidar da mãe hormonal, depois do primeiro filho que se auto-exclui à priori, e finalmente vai lembrar-se de todas as noites mal dormidas que tem e começa a ganhar um pouco de “asco” ao próximo elemento que se aproxima. Normalmente quando se dá conta deste passo, já o segundo está cá fora e aos berros porque ou tem cocó ou tem fome…

Depois temos a conquista por um lugar no coração daquele Ser que tem mais idade do que nós, mas que pouco ou nada tem de voto na matéria. Ok, há muitos irmãos mais velhos, que pedem encarecidamente um mano aos pais, mas ele não sabe o que está a fazer, lembrem-se é uma criança, e se o estado só lhe atribui legalidade aos 18 anos, porque hão-de os pais, ouvi-lo antes disso?

Pois, no meu caso não deu sequer para isso, no entanto, olhando para o meu video de baptizado, ( sim eu tenho um video porque os padrinhos da minha irmã, são emigrantes franceses e lá toda a novidade chegava primeiro do que cá) concluo que a minha irmã, nunca iria pedir um mano/a. Ela era doida pelos meus pais, e eu aposto que o primeiro pensamento assassino que ela teve, foi pouco depois de me conhecer, tinha ela dois anos e 1 mês. Aposto que quando lhe disseram, olha aqui a mana que te vai sugar o papá e a mamã nos próximos anos cruciais da tua infância. A bonitona do olhão grande. Já ninguém te vai ver como o bebé, de hoje em diante és a micro adulta, que tem de ajudar a mamã a trocar fraldas…. Presumo que isto tenha sido dito, na maternidade. Porque se tivesse sido na cozinha, a minha irmã transformava-se num pequeno Chucky, e que venham de lá as facas de cozinha!!!

Assim, deste momento em diante, a minha irmã, tomou rédeas da casa, eu chorava comia e andava a conhecer lentamente o mundo, e ela aprendeu precocemente a servir o meu pai, a falar, e no meio, a ganhar uma relação amor-ódio por mim. Amor, porque eu fazia xixi na cama e ela protegia-me sem fim, ódio, porque eu comia tudo num ápice e depois queria mais do que ela lentamente saboreava. Eu sinto, nas fotos da nossa infância, um certo prazer nos olhos dela, de me ver encarecidamente a pedir um bocadinho do que quer que fosse que ela estivesse a comer, e eu já tivesse devorado.

Ah era uma luta, diária.

Entramos para a escola, ela era sempre melhor que eu. Não dava erros, comia de faca e garfo, aprendeu cedo a fazer bolos. Nunca rompeu umas meias de vidro. Já eu… apanhei piolhos, não havia meias que quisessem as minhas pernas, dava em media 10 erros por ditado e fazia os F’s ao contrario. Os meus pais suspiravam, exasperavam, mas depois olhavam para o prodigio e descontraiam.

A primeira vez que a Marta fez um bolo lá em casa, foi de uma receita de uma aula de francês. Até me arrepio, só de pensar em tudo. Ela chegou a casa, cheia de pose, e depois de na aula terem traduzido a receita de fio a pavio, pediu à minha mãe para fazer o seu primeiro bolo. A minha mãe, nunca tinha visto semelhante receita, mas confiava tanto na Martinha, e lá lhe deu o que ela precisava e ela sozinha fez o primeiro bolo. Um bolo de ananás. Era incrível. Estou aqui a escrever e a salivar, mas a minha primeira reacção foi: “Porra que porcaria”. No entanto, às escondidas, lá ia mais uma fatia.

Ah bons tempos, em que comer meio bolo não implicava dois kg em cada coxa.

O prodígio passou a ser a menina bonita até na cozinha. Já eu, quando pedia para fazer um bolo, a minha mãe não largava a cozinha, e o ambiente era tão pesado… Não sabes separar ovos, tu és uma descoordenada. Tens de bater mais as claras. Para, tu só gastas coisas e não fazes nada.

PORRA, eu desistia. Assim como desistia de fazer ponto de cruz, renda e outras coisas como aulas de piano, que para os meus pais eram essenciais.

Graças a Deus, às tantas encontramos um equilíbrio. Eu fiquei mais calma e a minha irmã começou a partir louça. Eu passei a separar bem os ovos, e a minha irmã a chegar depois de horas. As minhas meias já não tinham foguetes, e a minha irmã lutava por uma calças à boca-de-sino.

Eventualmente, passamos a ser as irmãs Rochinha, como nos morangos com açúcar (mas sem a projecção mediática delas), e eu aprendi a fazer bolo de ananás!

 

BOLO DE ANANÁS

O que vais precisar?

  • 4 Ovos
  • 2 chávenas de açúcar;
  • 1 chávena de farinha;
  • 1 chávena de amido de milho;
  • 1 colher de café de fermento em pó;
  • 1/2 chávena de óleo;
  • 1/2 chávena de calda de ananás em lata;
  • O ananás da lata;
  • Óleo e açúcar para untar a forma;

Como vai fazer?

  1. Ligar o forno;
  2. Bater os ovos inteiro com o açúcar, até dobrar o tamanho;
  3. Colocar o óleo e a calda, depois as farinhas e fermento;
  4. Quando a massa fizer bolinhas está pronta para ir ao forno;
  5. Untar a forma com óleo e polvilhar com açúcar normal, por toda a forma, distribuir depois as rodelas de ananás pela forma, e por fim verter a massa, e levar ao forno;
  6. O bolo estará cozido, quando após o teste do palito, este sair sequinho.

Et Voilá, a todos os irmãos mais novos!

 

IMG_20180907_204238.jpg

Sem prazo de validade no calcanhar…

Ontem fui a um funeral.

Que bela maneira de começar isto…

Pois bem, fui a um funeral de um vizinho, pelo qual criei alguma estima, depois de ter acompanhado de perto o início da doença que acabou com ele ali, sem vida num caixão e comigo, cheia de vida a pensar que na última vez que o tinha visto, ele foi simplesmente um doce quando me viu. Como aliás era sempre.

A esposa, já morreu há algum tempo, não tive oportunidade de ir ao funeral dela. No entanto, também ela me ficou marcada, porque enquanto cuidava preciosamente do marido, foi diagnosticada com um problema rarissimo nos ossos e só durou o tempo de perceber que o marido tinha alguma independência. Quando ele já conseguia fazer a vida dele, ela foi-se.

Isto parece um fado demasiado pesado. E é. É um fado que eu julgo, nenhum de nós decide ter, quando os nossos pais nos conseguem finalmente conceber.

Fado…

Ontem, o Diácono, enquanto pregava, para as almas com vida, e as sem vida também, dizia: “será que nascemos para morrer, ou vivemos para morrer?”. Confesso que aquilo mexeu comigo.

Nós somos concebido, com ou sem amor, o processo até chegarmos cá fora é uma seleção. Uns chegam outros ficam pelo caminho. Depois, de já cá fora, vamos aprendendo o básico, uns atingem o complexo, outros chegam a um nível superior, e depois há os restritos, que atingem o nível de conhecimento extra superior. (Novamente seleção natural). Atenção, não me refiro a conhecimentos académicos, refiro-me a conhecimentos sociais, conhecimentos que aprendemos uns com os outros. O meu pai sempre disse: “Tu aprendes muito na sala de aula, mas nos corredores acabas mestre mais cedo…”

Ou seja, estar aqui, hoje, mais velho ou mais novo, é um bilhete de lotaria… Premiado!

O que eu quero dizer com isto, é que nós temos duas opções. Ou, aprendemos diariamente a acordar e a escolher o que vale a pena fazer, sentir e amar, e ser feliz. Ou simplesmente levamos uma vida de preocupações, na esperança que o próximo dia é o ultimo.

Eu penso da seguinte maneira: “pena para as latas de atum que trazem uma data de fim de consumo. Muitas vezes acabam intactas no lixo, porque achamos sempre que o dia de amanha ainda está longe do fim. Já nós, não trazemos a nossa data de fim, impressa no calcanhar, pelo menos não visível. Portanto, hoje pode ser mesmo o último dia. Assim, o melhor é saborear um bom bolo de chocolate e acreditar que amanhã se não houver fatia faço um novo. Ou então, se não houver amanha, ao menos este vai comigo.”

Para mim nós nascemos para viver, amar e ser felizes!
BOLO DE CHOCOLATE
O que vais precisar?

  • 125ml de Óleo;
  • 1 colher de sobremesa de baunilha
  • 125gr de açúcar;
  • 4 ovos;
  • 200gr de chocolate negro em tablete (50% ou mais de cacau);
  • 60 gr de farinha;
  • 60gr de amido de milho;
  • meia colher de café de fermento em pó;

Como vais fazer?

  1. Liga o forno a 130º;
  2. Colocas o óleo e o chocolate em banho-maria, até juntos formarem uma calda bem homogénea;
  3. Bates os ovos com o açúcar e a baunilha até duplicar o tamanho;
  4. Adicionas a farinha o amido e o fermento, misturas bem;
  5. Agora adicionas o chocolate com o óleo. Envolve muito bem a massa;
  6. Colocas o preparado numa forma, previamente untada;
  7. Levas ao forno, e acompanha a cozedura, até não sair massa no palito.

Quero deixar bem claro, que eu adicionei, antes de levar o bolo ao forno, bombons frutos do mar, a todo o bolo, ou seja não aguentei muito para ele ter uma temperatura aceitável e poder ser comido…

Et voilá! Vamos viver o nosso “prazo”…

IMG_20180719_075814

Um limão, meio limão….

Um limão, meio limão, foi um jogo que o Pedro me ensinou, com contornos alcoólicos, e portanto é um jogo não institucional, que em nada vai contribuir para este post, mas sempre que me falam em limão, eu debito a frase, um limão meio limão.

Para mim os limões são sinónimo de Páscoa. A tia Lina fazia 100kg de regueifa num pequeno forno a gás, na sua casa que em comparação com a arquitetura moderna é à escala de uma casa de bonecas. 100kg de regueifa doce, 10 a almoçar, e os piolhos, Marta, Angélica Regina e Inês, sempre aos saltos fora e dentro.

Quando entrares em casa, benze-te e olha para um canto. Não quero as regueifas envejadas… hmpf, ai as crenças da tia Lina. Não abras o forno quando cozes um bolo. Separa bem as claras, senão elas não crescem e o bolo fica mal cozinhado…

Ah a Páscoa. Partir ovos era a tarefa que nós mais gostávamos. Éramos a mão-de-obra, que se oferecia em troca de uma caneca com café e leite e pão para molhar. Como eu tive uma infância simples e feliz, no fim lá íamos nós brincar à apanhada.

Limões. O cheiro da casca de limão lembra-me isto tudo e muito mais. O cheiro da casca de limão cheira-me a: “Gekinha não sejas travessa”. O sabor da limonada, sabe-me a: “Gekinha não ponhas tanto açucarar”. O amargo das pevides, lembra-me a: “ai cai outra vez, e vou levar por cima porque rasguei as meias”.

Os limões são Páscoa e são Verão. São peito de frango grelhado só com sal e sumo de meio limão.

Os limões sabem-me a amor.

Na semana passada ofereceram-me uma saca de limões e vim cheia de brio embora. O carro cheirava a limão. Não sei descrever o cheiro, sei que é um cheiro que me atrai bastante. Se me cheirar a limão eu quase que aposto que é bom.

Foi assim, com este pensamento que fiz um bolo de limão, que só demora mesmo a cozer, porque a fazer, até assusta de tão simples

BOLO DE LIMÃO

O que vais precisar?

  • 3 Ovos
  • 1 Chávena de sumo de limão
  • 1+1/2 Chávena de açúcar
  • 2 Chávena de farinha
  • 1 Chávena de óleo
  • Raspa de 1 limão
  • Cobertura: Sumo de um limão, 1/2  chávena de açúcar, casca de limão

Como vais fazer?

  1. Colocas os ovos, o óleo, as raspa e o sumo de limão no liquidificador, até ficar uma mistura homogénea;
  2. Retiras, colocas numa vasilha mais largar e adicionas o açúcar e a farinhas e com uma colher de pau misturas bem;
  3. Untas uma forma e levas ao forno;
  4. Enquanto o bolo coze, levas o sumo de um limão as cascas e o açúcar ao lume até ficar uma calda;
  5. Quando o bolo estiver cozido, retiras, deixas esfriar um bocadinho, picas com um palito e vertes a calda, previamente coada;
  6. Tenta aguentar e só o abrir quando estiver frio… mas morno é um pecado!

IMG_20180307_210408

Crinkles, get out of here

Esta historia de chegar aos 30, ainda que não os sinta em parte nenhum do corpo, fez-me pensar numa publicidade que dava à uns anos, revitalift da Loreal. Não consigo precisar quando, mas sei que foi à algum tempo.

(Confesso que para mim, anos 90 & 00 soam tudo ao mesmo. Daí não ser capaz de precisar no tempo)

A publicidade mostrava a Andy MacDowell a falar sobre um fantastico creme anti-rugas. Depois de explicar as capacidades milagreiras do creme, a modelo dizia uma frase, tipo punch line. A frase era “wrinkles, get out of here“. A primeira vez que ouvi, repeti um milhão e cem vezes “crinkles, get out of here“. Na minha cabeça fazia todo o sentido. Uns dias mais tarde, numa aula de inglês, falou-se em wrinkles. O meu cérebro viajou na maionese, e eu percebi que andava com a punch line estragada. Mudei, e repeti mais um milhão e cem vezes “wrinkles get out of here“.

Na semana em que fiz 30 anos, dei comigo a adicionar no facebook um grupo novo, onde as pessoas vão postando e falando de pratos de comida que fizeram. (Ah, só existem dois prazeres nesta vida e um deles é comer).  Adicionei o grupo, e quando comecei a correr o meu ecrã, apareceram uns bolinhos com um aspecto incrível, pareciam uns bolos enrugado, tipo crosta de broa, falavam em crinkles. Eu fiquei fascinada. Olhei para a foto e disse para mim mesma “crinkles, get out of here!”. Desta vez fez muito sentido.

Pesquisei sobre o assunto, e li receitas com muito bom aspecto e de vário sabores. Experimentei as de chocolate, e o resultado, foi uns bolinhos com cara lisa sem wrinkles/crinkles. Pensei que tinha funcionado o creme milagreiro de punch line que memorizei. Ainda que bons, eram bolinhos de chocolate, nada mais do que isso, muito longe dos que vi. Pudera, só os deixei 7h no frigorífico e para piorar coloquei-os ao forno com um guisado

Esta semana, repeti a proeza. Deixei a massa 24h no frigorífico. Coloquei o forno a uma temperatura mais baixa, e subi os tabuleiros.

Quando tirei o primeiro do tabuleiro do forno a punch line voltou à minha cabeça: “Wrinkles, get out of here“.

Não sei porque na altura aquilo me ficou na cabeça, sei que sempre que vejo estas bolachas me salta à memoria esta punch line. Também sei que os 30 só me trouxeram rugas de expressão, e dessas eu sou hiper fã, como sou de Crinkles.

CRINKLES

O que vais precisar?

  • 1 tablete de chocolate amargo/culinária;
  • 100gr de açucar branco;
  • 60gr de manteiga;
  • 200gr de farinha;
  • 1 colher de café de baunilha;
  • 2 Ovos;
  • 1 colher de sobremesa de fermento em pó;
  • Açucar em Pó QB.

Como vais fazer?

  1. Derretes o chocolate com a manteiga e reservas;
  2. Bates os ovos inteiros com o açúcar e a baunilha, até dobrar a quantidade e ficar esbranquiçado;
  3. Adicionas o chocolate aos ovos e misturas muito bem;
  4. Adicionas a farinha e o fermento ao preparado, até atingires uma massa bem consistente;
  5. Tapas e levas ao frigorífico por 24h;
  6. Ao fim das 24h, fazes pequenas bolas e untas com açúcar em pó;
  7. Levas ao forno, pré aquecido a 130º, o tempo de cozedura, é de aproximadamente 15/20 mins;
  8. Quando vires as rugas todas a aparecer, e a massa já não reluzir, retiras, deixas arrefecer e colocas num prato;
  9. Serve como sobremesa, como acompanhante de chá… Eu sei lá, até para calar a gula serve!

 

IMG_20180119_194348IMG_20180119_194400

Dezembro!

Ah Dezembro. Como eu te adoro, já cá andas há 10 dias e eu já sinto as veias entupidas de açúcar.

Vejamos, este mês é para mim O mês. Ah é porque fazes anos? Ah, é porque é Natal? Ah, é porque é a mudança do ano? Ah, espera é porque há ferias?! Isso tudo. Dezembro é um mês especial para mim. Inicia-se com um feriado, como Novembro, mas querendo ser diferente oferece-nos logo de seguida um novo feriado que, ainda por cima é dia da mãe (tenho mesmo de me mexer com isto dos presentes). Uns dias depois, não é feriado é certo, mas é o meu aniversário. Confesso que deixei de contar anos depois dos 22, e portanto é só mais um motivo para festejar, porque o número não muda, 22. Também neste mês, o grupo de voluntariado, organiza a ceia dos sem-abrigo. Adoro, principalmente porque a expressão deles vale mais que uma carteira bem recheada. Ora se isto não me chegasse, juntei-me a uma família cheia de aniversários em Dezembro. Logo é festa quase, dia sim, dia sim senhor.

Quando tudo parece acalmar, eis que chega a noite mais acolhedora do ano, a noite de Natal, rabanadas, pao-de-ló, queijo da serra, queijo da serra com pão-de-ló, ferrero rocher, guyllian, after eigth, bilharacos, tronco de natal, bacalhau… vou só ali desapertar o cinto, para conseguir acabar de falar sem enfartar…

Ora temos 24 e 25, o que torna tudo ainda mais intenso. Quando já só faltam meia duzia de dias para o mês e o ano acabar, eis que se inicia o processo de preparação para a passagem de ano. Vestido novo, festa XPTO, sapateira comprada… Bolas por este andar, vou ter um grave problema em Janeiro para conseguir caber dentro do meu vestido de noiva… Este é o meu maior problema durante este mês, pelo menos manter o meu peso. E eu juro que sinto peso na consciência, mas eu acho que engordo só em cheirar, e como cheirar não alimenta, acabo sempre por comer. Haverá neste mundo desgraça maior do que cair em desgraça durante um mês inteiro?! O que me salva é que todos os anos, eu peço um desejo especial, ficar magra. São 25 anos a pedir sempre o mesmo desejo. Portanto, isto ou em 2018 se concretiza ou temo que isto dos desejos é uma farsa. E só para começar a testar já os desejos, vou voltar a apertar o cinto, dirigir-me à cozinha e comer uma fatia de pão-de-ló fofo, com cobertura de doce de kiwis e maçã, que fiz aqui há tempos.

Ps1: Viva o mês de Dezembro

Ps2: Feliz dia das mães (atrasado), para todas as mães que como a minha só quer que festejemos o dia 8, mas fica triste se não lhe oferecemos uma flor no 1ºdomingo de Maio.

Ps3: Que comecem as festas!!!

 

PÃO-DE-LÓ FOFINHO

O que vais precisar?

  • 3 Ovos;
  • 3 Colheres de farinha;
  • 6 Colheres de açúcar;
  • 1 Colher de café de bicarbonato;
  • 1 Colher de café de fermento;
  • 1 Colher de sobremesa de baunilha ou sumo de limão;
  • 1 Colher de sopa de óleo;

Como vais fazer?

  1. Liga o forno a 130’
  2. Separa as gemas das claras, e bates as claras em castelo, bem firmes e reserva
  3. Bate as gemas com o óleo e o açúcar, ate ficar esbranquiçado;
  4. Com auxílio de uma colher de pau adiciona as claras, e mexe, sempre movimentos calmos
  5. Numa taça mistura a farinha o bicarbonato e o fermento,
  6. Adiciona metade do preparado anterior à massa e mistura bem, sempre calmamente para entrar ar na massa. Repete até terminar a farinha
  7. Unta uma forma com manteiga e leva ao forno. 30mins fica pronto.
  8. Depois de arrefecer, come tal como está, ou sê gulosa como eu e barra com doce ou chocolate… hmmmm

WP_20171119_11_38_39_Pro