Um limão, meio limão….

Um limão, meio limão, foi um jogo que o Pedro me ensinou, com contornos alcoólicos, e portanto é um jogo não institucional, que em nada vai contribuir para este post, mas sempre que me falam em limão, eu debito a frase, um limão meio limão.

Para mim os limões são sinónimo de Páscoa. A tia Lina fazia 100kg de regueifa num pequeno forno a gás, na sua casa que em comparação com a arquitetura moderna é à escala de uma casa de bonecas. 100kg de regueifa doce, 10 a almoçar, e os piolhos, Marta, Angélica Regina e Inês, sempre aos saltos fora e dentro.

Quando entrares em casa, benze-te e olha para um canto. Não quero as regueifas envejadas… hmpf, ai as crenças da tia Lina. Não abras o forno quando cozes um bolo. Separa bem as claras, senão elas não crescem e o bolo fica mal cozinhado…

Ah a Páscoa. Partir ovos era a tarefa que nós mais gostávamos. Éramos a mão-de-obra, que se oferecia em troca de uma caneca com café e leite e pão para molhar. Como eu tive uma infância simples e feliz, no fim lá íamos nós brincar à apanhada.

Limões. O cheiro da casca de limão lembra-me isto tudo e muito mais. O cheiro da casca de limão cheira-me a: “Gekinha não sejas travessa”. O sabor da limonada, sabe-me a: “Gekinha não ponhas tanto açucarar”. O amargo das pevides, lembra-me a: “ai cai outra vez, e vou levar por cima porque rasguei as meias”.

Os limões são Páscoa e são Verão. São peito de frango grelhado só com sal e sumo de meio limão.

Os limões sabem-me a amor.

Na semana passada ofereceram-me uma saca de limões e vim cheia de brio embora. O carro cheirava a limão. Não sei descrever o cheiro, sei que é um cheiro que me atrai bastante. Se me cheirar a limão eu quase que aposto que é bom.

Foi assim, com este pensamento que fiz um bolo de limão, que só demora mesmo a cozer, porque a fazer, até assusta de tão simples

BOLO DE LIMÃO

O que vais precisar?

  • 3 Ovos
  • 1 Chávena de sumo de limão
  • 1+1/2 Chávena de açúcar
  • 2 Chávena de farinha
  • 1 Chávena de óleo
  • Raspa de 1 limão
  • Cobertura: Sumo de um limão, 1/2  chávena de açúcar, casca de limão

Como vais fazer?

  1. Colocas os ovos, o óleo, as raspa e o sumo de limão no liquidificador, até ficar uma mistura homogénea;
  2. Retiras, colocas numa vasilha mais largar e adicionas o açúcar e a farinhas e com uma colher de pau misturas bem;
  3. Untas uma forma e levas ao forno;
  4. Enquanto o bolo coze, levas o sumo de um limão as cascas e o açúcar ao lume até ficar uma calda;
  5. Quando o bolo estiver cozido, retiras, deixas esfriar um bocadinho, picas com um palito e vertes a calda, previamente coada;
  6. Tenta aguentar e só o abrir quando estiver frio… mas morno é um pecado!

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Crinkles, get out of here

Esta historia de chegar aos 30, ainda que não os sinta em parte nenhum do corpo, fez-me pensar numa publicidade que dava à uns anos, revitalift da Loreal. Não consigo precisar quando, mas sei que foi à algum tempo.

(Confesso que para mim, anos 90 & 00 soam tudo ao mesmo. Daí não ser capaz de precisar no tempo)

A publicidade mostrava a Andy MacDowell a falar sobre um fantastico creme anti-rugas. Depois de explicar as capacidades milagreiras do creme, a modelo dizia uma frase, tipo punch line. A frase era “wrinkles, get out of here“. A primeira vez que ouvi, repeti um milhão e cem vezes “crinkles, get out of here“. Na minha cabeça fazia todo o sentido. Uns dias mais tarde, numa aula de inglês, falou-se em wrinkles. O meu cérebro viajou na maionese, e eu percebi que andava com a punch line estragada. Mudei, e repeti mais um milhão e cem vezes “wrinkles get out of here“.

Na semana em que fiz 30 anos, dei comigo a adicionar no facebook um grupo novo, onde as pessoas vão postando e falando de pratos de comida que fizeram. (Ah, só existem dois prazeres nesta vida e um deles é comer).  Adicionei o grupo, e quando comecei a correr o meu ecrã, apareceram uns bolinhos com um aspecto incrível, pareciam uns bolos enrugado, tipo crosta de broa, falavam em crinkles. Eu fiquei fascinada. Olhei para a foto e disse para mim mesma “crinkles, get out of here!”. Desta vez fez muito sentido.

Pesquisei sobre o assunto, e li receitas com muito bom aspecto e de vário sabores. Experimentei as de chocolate, e o resultado, foi uns bolinhos com cara lisa sem wrinkles/crinkles. Pensei que tinha funcionado o creme milagreiro de punch line que memorizei. Ainda que bons, eram bolinhos de chocolate, nada mais do que isso, muito longe dos que vi. Pudera, só os deixei 7h no frigorífico e para piorar coloquei-os ao forno com um guisado

Esta semana, repeti a proeza. Deixei a massa 24h no frigorífico. Coloquei o forno a uma temperatura mais baixa, e subi os tabuleiros.

Quando tirei o primeiro do tabuleiro do forno a punch line voltou à minha cabeça: “Wrinkles, get out of here“.

Não sei porque na altura aquilo me ficou na cabeça, sei que sempre que vejo estas bolachas me salta à memoria esta punch line. Também sei que os 30 só me trouxeram rugas de expressão, e dessas eu sou hiper fã, como sou de Crinkles.

CRINKLES

O que vais precisar?

  • 1 tablete de chocolate amargo/culinária;
  • 100gr de açucar branco;
  • 60gr de manteiga;
  • 200gr de farinha;
  • 1 colher de café de baunilha;
  • 2 Ovos;
  • 1 colher de sobremesa de fermento em pó;
  • Açucar em Pó QB.

Como vais fazer?

  1. Derretes o chocolate com a manteiga e reservas;
  2. Bates os ovos inteiros com o açúcar e a baunilha, até dobrar a quantidade e ficar esbranquiçado;
  3. Adicionas o chocolate aos ovos e misturas muito bem;
  4. Adicionas a farinha e o fermento ao preparado, até atingires uma massa bem consistente;
  5. Tapas e levas ao frigorífico por 24h;
  6. Ao fim das 24h, fazes pequenas bolas e untas com açúcar em pó;
  7. Levas ao forno, pré aquecido a 130º, o tempo de cozedura, é de aproximadamente 15/20 mins;
  8. Quando vires as rugas todas a aparecer, e a massa já não reluzir, retiras, deixas arrefecer e colocas num prato;
  9. Serve como sobremesa, como acompanhante de chá… Eu sei lá, até para calar a gula serve!

 

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Dezembro!

Ah Dezembro. Como eu te adoro, já cá andas há 10 dias e eu já sinto as veias entupidas de açúcar.

Vejamos, este mês é para mim O mês. Ah é porque fazes anos? Ah, é porque é Natal? Ah, é porque é a mudança do ano? Ah, espera é porque há ferias?! Isso tudo. Dezembro é um mês especial para mim. Inicia-se com um feriado, como Novembro, mas querendo ser diferente oferece-nos logo de seguida um novo feriado que, ainda por cima é dia da mãe (tenho mesmo de me mexer com isto dos presentes). Uns dias depois, não é feriado é certo, mas é o meu aniversário. Confesso que deixei de contar anos depois dos 22, e portanto é só mais um motivo para festejar, porque o número não muda, 22. Também neste mês, o grupo de voluntariado, organiza a ceia dos sem-abrigo. Adoro, principalmente porque a expressão deles vale mais que uma carteira bem recheada. Ora se isto não me chegasse, juntei-me a uma família cheia de aniversários em Dezembro. Logo é festa quase, dia sim, dia sim senhor.

Quando tudo parece acalmar, eis que chega a noite mais acolhedora do ano, a noite de Natal, rabanadas, pao-de-ló, queijo da serra, queijo da serra com pão-de-ló, ferrero rocher, guyllian, after eigth, bilharacos, tronco de natal, bacalhau… vou só ali desapertar o cinto, para conseguir acabar de falar sem enfartar…

Ora temos 24 e 25, o que torna tudo ainda mais intenso. Quando já só faltam meia duzia de dias para o mês e o ano acabar, eis que se inicia o processo de preparação para a passagem de ano. Vestido novo, festa XPTO, sapateira comprada… Bolas por este andar, vou ter um grave problema em Janeiro para conseguir caber dentro do meu vestido de noiva… Este é o meu maior problema durante este mês, pelo menos manter o meu peso. E eu juro que sinto peso na consciência, mas eu acho que engordo só em cheirar, e como cheirar não alimenta, acabo sempre por comer. Haverá neste mundo desgraça maior do que cair em desgraça durante um mês inteiro?! O que me salva é que todos os anos, eu peço um desejo especial, ficar magra. São 25 anos a pedir sempre o mesmo desejo. Portanto, isto ou em 2018 se concretiza ou temo que isto dos desejos é uma farsa. E só para começar a testar já os desejos, vou voltar a apertar o cinto, dirigir-me à cozinha e comer uma fatia de pão-de-ló fofo, com cobertura de doce de kiwis e maçã, que fiz aqui há tempos.

Ps1: Viva o mês de Dezembro

Ps2: Feliz dia das mães (atrasado), para todas as mães que como a minha só quer que festejemos o dia 8, mas fica triste se não lhe oferecemos uma flor no 1ºdomingo de Maio.

Ps3: Que comecem as festas!!!

 

PÃO-DE-LÓ FOFINHO

O que vais precisar?

  • 3 Ovos;
  • 3 Colheres de farinha;
  • 6 Colheres de açúcar;
  • 1 Colher de café de bicarbonato;
  • 1 Colher de café de fermento;
  • 1 Colher de sobremesa de baunilha ou sumo de limão;
  • 1 Colher de sopa de óleo;

Como vais fazer?

  1. Liga o forno a 130’
  2. Separa as gemas das claras, e bates as claras em castelo, bem firmes e reserva
  3. Bate as gemas com o óleo e o açúcar, ate ficar esbranquiçado;
  4. Com auxílio de uma colher de pau adiciona as claras, e mexe, sempre movimentos calmos
  5. Numa taça mistura a farinha o bicarbonato e o fermento,
  6. Adiciona metade do preparado anterior à massa e mistura bem, sempre calmamente para entrar ar na massa. Repete até terminar a farinha
  7. Unta uma forma com manteiga e leva ao forno. 30mins fica pronto.
  8. Depois de arrefecer, come tal como está, ou sê gulosa como eu e barra com doce ou chocolate… hmmmm

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Combinações improváveis

Existem combinações que nos trazem sensações incríveis, mas que aos olhos alheios podem soar a algo muito estranho. A minha mãe diz sempre, só se pode comentar, depois de experimentar. Eu sou daquelas pessoas, que quando diz que não gosta é porque já experimentou, e não funcionou. Temos o caso, do bolo de espinafres. Muitos dizem que é incrível, eu provei, e odiei. Temos por exemplo coelho, eu já experimentei, e é muito mau, ainda não provei coelho de alguma maneira que me saiba bem. Hmmm, por exemplo também não gosto de ensopado de borrego… Alias borrego, anho, e cabrito. Eu sei que são todos diferentes, mas a não ser que sejam costelinhas de borrego grelhadas com molho de alho, não me convidem, porque eu vou passar muita fome. Aconteceu, eu dizer à minha futura sogra que não gostava, mas disse-o de uma forma pouco convincente. Escusado será dizer, que levei com ensopado de borrego uns dias mais tarde. Desde esse momento, sempre que há ensopado de borrego, há ensopado de galinha para a Angélica.

Confesso que não sou só esquisitices, eu gosto muito de batatas fritas, caseiras, com sumo de limão por cima. Eu bebo leite com cereais em leite quente, criando portanto uma papa que me sabe a céu, e enoja o meu namorado. Eu adoro sandes de batatas fritas, meu Deus eu adoro mesmo muito, sandes de batata frita. Sou 100% fã de churros recheados com chocolate, uma vez por ano, pelo menos, eu tenho de ir à caravana das farturas, comprar um churro recheado de chocolate. Segundo o Pedro, é o meu momento gorda!

Agora que penso, isto são esquisitices, pior do que não gostar de coelho. Pois bem, para adicionar a estes meus hábitos, estranhíssimos, eis que a minha amiga Mafalda inventou o meu novo vício, brownies de chuchu e chocolate. Na verdade ela faz pequenos bolinhos, eu faço em formato brownie. E agora o pensamento é, chuchu e chocolate? Chuchu, aquele legume que substitui a batata na sopa?? Iup, esse precisamente. Quando vi a receita, pensei, só pode estar maluca, depois olhei para o especto dos bolinhos, e tinham um ar tão mas tão apetitoso, que eu pensei, não sei se lhes resistiria.

A verdade é que rapidamente, me transformei num soldado da paz dos hunger games. Sim porque hunger foi o que me deu quando vi os bolinhos.

Liguei para a minha mãe, para ver se a terra tinha sido uma boa mãe e tinha procriado quase milagrosamente chuchus. Aparentemente sim, porque ela tinha um gigante para mim. Cheguei a casa, descasquei-o, piquei as mão e fiquei com elas super ásperas. Porque é o que acontece quando se brinca com chuchu. Cortei em pedaços, meti no liquidificador, pesei o líquido e a partir daí fiz as contas à receita da Mafalda. Oh meu Deus, estes brownies são quase tão bons como os originais, e têm uma contrapartida, como trazem um legume, servem de entrada e sobremesa para uma refeição, e pode ser uma sandes de batatas fritas, com meio limão a regar as batatas… Acho que assim, não engorda tanto!

Brownies de Chocolate e Chuchu – Receitas do Bairro

 

 

 

1992

Sinto-me descansada, relaxada é mais o termo.

11.06h – 8/10/2017

Bom dia mundo, foi o que pensei logo depois de me espreguiçar. O Pedro já se tinha levantado, e hoje não fui acordada por um Sheldon carente que quer muito recolher calor humano dos donos. Confesso que me deixei ficar mais uns minutos, não me lembro da ultima vez que me levantei depois do Pedro. Isto realmente sabe a preguiça pura.

Depois de percorrer as minhas redes sociais lá me levanto, e muito sorrateira abro a porta que dá para o hall a sala e a cozinha. O Sheldon, já me tinha sentido, e portanto estava ali para me fazer uma recepção digna de estrela de Hollywood, o Pedro estava a domingar no sofá com o livro, que sabe que tem de ler porque eu já tirei tiquet para o ler e o pai também. Fui à cozinha fiz o pequeno-almoço e vim para a “roina” do sofá, enquanto comíamos o Sheldon estava louco para poder partilhar comida connosco. Não, regra numero um, se no fim sobrar recebes um bocadinho… ele la acalmou, tirei tudo da sala para a cozinha, e voltei para o sofá, o Pedro voltou ao livro dele e portanto passei a ser a dona do comando. Parei no canal Hollywood, estava a dar um filme que já não vejo, faz imenso tempo. Já ia próximo do fim, mas mesmo assim insisti em ver. O Sheldon arranjou posição entre mim e o Pedro, e ali naquele momento eu senti-me uma afortunada. Eu o Sheldon e o Pedro, domingo de manha a aproveitar a companhia uns dos outros.

Enquanto fazia cafunés nas orelhas do Sheldon, as lágrimas inundaram-me. Não pela felicidade daquele momento, mas pelo filme que estava a dar. O meu primeiro beijo. Basicamente, um menino e uma menina de 11 anos, nos anos 90. liberdade infantil, ela apaixona-se pelo professor de poesia, ele é o melhor amigo. Entre brincadeiras e conversas pueris, acabam por experimentar o primeiro beijo entre o dois. Não conto mais, porque é um filme digno de se ver.

Faz-me chorar, porque me recorda a simplicidade da minha infância. Porque me recorda de como era bom todos juntos a jogar às escondidas, enquanto a tia Lina nos chamava para lanchar. Porque me faz perceber, que se um dia tiver um filho, ele não vai ter acesso à mesma inocência. A um primeiro beijo sem o peso que isso acarreta. Porque a minha sobrinha, não vai saber o que é andar descalça na rua, porque dá mais jeito… Foi por isso que tive um momento de nostalgia profunda. Porque em 1992, só a rua sésamo nos fazia correr para casa. Hoje, provavelmente só a rua sésamo os faria correr de casa…

 

Isto da nostalgia e da simplicidade da vida tem me inundado esta semana. Ao ponto de ter saudades de comer bolo de cenoura. Julgo que foi dos primeiros bolos que fiz. era miuda queria fazer um bolo e a minha mãe ensinou-me a fazer um de cenoura, acho que na altura não saiu assim muito bem, e a minha mãe como sempre culpou o facto de eu não ter separado correctamente as claras das gemas. Eu era e sou trapalhona… Ora então aqui a trapalhona nostálgica esta semana perdeu a cabeça, e encontrou o liquidificado. O resultado foi um bolo de cenoura super fofo e saboroso.

Ah como era bom voltar a 1992 beber cevada da tia lina, comer este bolo e ver a rua sésamo, tudo super rápido porque a trapalhona tinha os amigos na rua à espera para brincar…

BOLO DE CENOURA

O que vais precisar?

  • 3 cenouras descascadas e cortadas grosseiramente (médias);
  • 1/2 chávena de óleo;
  • 3 ovos;
  • 1/2 chávena de amido de milho;
  • 1+1/2 chávenas de farinha;
  • 1+1/2 chávenas de açúcar;
  • 1 colher de café de fermento em pó;

Como vais fazer?

  1. No liquidificador colocas os ovos, as cenouras e o óleo;
  2. Liga o liquidificador no máximo, unta uma forma e liga o forno, 170º;
  3. Numa bacia colocas, o açúcar, a farinha, o amido e o fermento, mistura tudo com uma colher de pau;
  4. Quando a mistura do liquidificador estiver homogénea (cenouras desfeitas), vertes para a bacia e misturas o liquido aos secos. Tudo com auxilio da colher de pau;
  5. Quando a mistura, estiver bem unida, vira para a forma e leva ao forno, 40 mins;
  6. Para a cobertura eu usei metade de uma tablete de chocolate amargo (60% cacau) mais a mesma quantidade de chocolate de leite, derreti os dois em conjunto e depois do bolo pronto pus como cobertura;

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Temos em baixo uma pata branca a fazer-se ao bolo…

 

 

Parecia saído de um filme…

Versão Portuguesa

De cada vez que se vêm vídeos na Internet, de cães malandrecos, aparece sempre um beagle a roubar papel higiénico. Eu acho sempre uma piada incrível, penso sempre como é castiço, aquele cachorro com típicos olhos de piedade com a boca cheia de papel higiénico. Muito engraçado, aliás hilariante, da sempre vontade de ir ter com ele e dizer: “há isso não se faz, mas tu és tão fofo e tão engraçado, deixa la.”

Depois, nós adotamos um beagle, e ele é fofo e engraçado, e tem olhinho de piedade, principalmente depois de fazer asneirada…

A semana passada, o Pedro saiu para o ginásio e eu optei por ficar para arrumar. O Sheldon como sempre, andava atrás de mim, eu limpava e ele patanhava. Julgo que na cabeça dele, ele está a ajudar-me. Na realidade, tenho de aceitar o facto de ele, ter um prazer incomensurável em ser a minha sombra. Tanto que andava na casa de banho nas limpezas e ele sempre atrás de mim… Entretanto, voltei para a cozinha. No entanto, o Sheldon não veio. Eu pensei, Ok fartou-se, e está neste momento no puff dele. Os minutos passaram e eu sem me preocupar, com o cachorro bebé que co-habita connosco. No entanto, ele teimava em não aparecer e eu usei o método, a que ele responde tão bem, chamei-o. SHELDON!! Foi instantâneo. Ele apareceu. vindo da casa de banho com o papel higiénico na boca. Mas não era o rolo, não que isso é mais difícil de tirar, era a ponta do papel higiénico. Ou seja, os corredores que ligam à cozinha, estavam cobertos por um tapete de papel higiénico. Quanto ao Sheldon, apresentou-se ao chamamento com as orelhinhas a abanar e a ponta do rolo na boca…

Inicialmente e dei uma gargalhada, mas depois fiquei chateada e queria ralhar com ele, mas não dava. Ele sentou-se largou o papel e fez o olhar de piedade, também conhecido como, eu sou um carneirinho e tu adoras-me… É a realidade, mas bolas nos filmes tem mais piada que na vida real…

 

English Version

So, there’s this videos on youtube, of dogs doing wrong thing, it’s hilarious. Normally they have in it, a beagle that steals toilet paper and runs around the house, creating kind of Halloween decorations. I laugh hard, every time I watch it, and feel like it ain’t that bad, it’s like him trying to prank the owner. There’s no need to punishment.

As I already told, we adopt a beagle, or the new actor in scene. I have to say that those beagle eyes and hears make me feel like as if everything he does, ain’t that bad… Because he is so cute. But then, things happen.

Last Saturday, Pedro went to the gym, and I decided to stay in order to put some order at home. While I was doing it Sheldon decided to help. I clean and he paw prints everything. So I went to clean the bathroom and my little shadow followed me. After finishing it, I went to the kitchen but no shadow was around. So I thought he might have given up, and was sleeping on his bed. Minutes passed no signs of Sheldon. So I used the best way to make him appear, I yelled SHELDON, and puff he appeared. What an appearance. The scenario was like in the movies. A carpet of toilet paper after him and the beginning was on his mouth he even came running with his hears bouncing around… My first reaction was, to laugh, but then I realize it wasn’t a movie, it was my home, just after my cleaning… I became furious and when I was about to start arguing with him, he made the look… You know, that beagle look, lamb eyes and hears even downer… Gosh… I couldn’t do much… So I forgave him, cleaned up all the mess, and said to myself, that at movies this looks really better, in real life it is not that good.

 

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Bolo de chocolate… amargooooo

Versão Portuguesa

Existe um chocolate à venda, em países mais a leste da Europa que contem uma percentagem de cacau a rondar os 85/90% ou seja, “amargo como rabo-de-gato”. Honestamente, não sei se rabo-de-gato é amargo, sei no entanto que este chocolate de tão amargo que, em contacto com as papilas gustativas cria uma feira de aberrações no nosso corpo.

Vejamos, o cérebro entra em excitação pela expectativa de introdução de serotonina, então avisa todos os órgãos: “Atenção pessoal, aí vem o que nos está a fazer falta”. Começam todos os órgãos a esfregar as mãos: “UPA UPA”. Então a língua, o primeiro músculo a saborear a serotonina, passa-se. Grita estupidamente alto para todos os outros órgão, músculos e ossos: “FALSO ALARME, FOMOS ENGANADO PELO CÉREBRO”.

Imagina agora um cenário de guerra, do tipo aldeia francesa, no início de século. Quando todos se encontravam nas trincheiras, à espera de oportunidade para atacar o inimigo.

O que acontece no teu corpo, quando a língua avisa todos que o cérebro os enganou, é exactamente isso. Todos os órgãos remetem-se para as trincheiras, colocam os seus capacetes, pouco próprios, e PUM, rebenta a primeira bomba. Ataque ao cérebro. A reacção que tu, capa exterior de todo um conjunto de órgãos, músculos e ossos tens é: “IUK, que coisa horrível”.

Foi isto que me aconteceu. O Diogo teve de viajar para a Roménia, eu pedi que me trouxesse um exemplar. Não queria morrer estúpida. Como não sei quando vou morrer, mais vale experimentar por estes dias. Ora, o Diogo não pode trazer. Quando esteve na Roménia, as temperaturas estavam tão altas que, trazer um chocolate sólido, era arriscar, chegar a Portugal, com um cartão de chocolate líquido… que desgraça. Então eu resignei-me, e prometi a mim mesma que quando anda-se por ali próximo, compraria um para ver o que acontecia.

No entanto, e sendo os amigos a família que escolhemos, ele e a Rachel foram a Praga e à Áustria, este ano. Enquanto se passeavam, nas belas paisagem que e conheci por foto, visualizaram O chocolate. Pensando no meu pedido, não se fizeram rogados, e trouxeram-me O chocolate. Quando eu o recebi, fiquei tão mas tão feliz, que libertei tanta serotonina como o cacau oferece de cada vez que é ingerido. Prometi no entanto, que mal tivesse oportunidade iria usar a joia rara numa das minhas invenções. Todos torceram o nariz!

No passado dia 21 de Outubro, a Rachel completou os tão temidos 27+1. Foi então que eu decidi que era altura de usar a joia rara. As joias devem ser partilhadas, sempre com os que mais amamos, porque são eles que nos ajudam a ser quem somos.

Pois bem, mão à massa. O resultado, foi um pequeno bolo de cacau!

Percebes agora o porquê de eu estar quase há um mês sem cá vir? Tenho andado a fechar ciclos!

Ps: O chocolate existe num supermercado normal, é da marca Lindt. No entanto, obrigada Rachel e Diogo, há gestos que marcam!

English Version

There is a chocolate for sale in most east European countries containing a percentage of cocoa of around 85/90% meaning “bitter as wormwood.” I honestly do not know if wormwood is bitter, I know however, that this chocolate is so bitter that, in contact with the taste buds creates a freak show in our body.

Let’s see, the brain goes into excitement on the expected introduction of serotonin, then notifies all organs: “Attention People, here comes what we’ve been missing”. All organs start rubbing their hands: “UPA UPA”. So the language, the first muscle to taste serotonin, freaks its mind, and cries stupidly high for all other organs, muscles and bones, “FALSE ALARM, WE’VE BEEN FOOLED BY BRAIN”.

Now imagine a scenario of war, the kind French village, at the beginning of the century. When everyone were in the trenches, waiting for an opportunity to attack the enemy.

What happens in your body when the language warns everyone that the brain deceived them, is exactly that. All organs go to the trenches, put their helmets, little own, and PUM, Busts the first bomb. Attack to the brain. The reaction that you, outer layer of a whole set of organs, muscles and bones have is: “IUK, what a horrible thing.”

This is what happened to me, when a tasted really bitter chocolate for the first time.

Diogo had to travel to Romania, so I asked him to bring me bitter chocolate. I don’t want to die stupid, and I don’t know when I will die, better try these days. Now Diogo couldn’t bring it to me. When he was in Romania, temperatures were so high that bring a solid chocolate, was to risk, to get to Portugal, with a liquid chocolate card … what a disgrace. So I resigned myself, and I promised myself that when I’m near, or even in, east European countries, I’ll buy one to see what was happens.

However, being friends the family we have chosen, Diogo and Rachel went to Prague and Austria this year. As they walked, the beautiful landscape and I met by photo, they found the Chocolate. Thinking about my request, they brought me The Chocolate. When I received it, I was so happy, that I almost freed much serotonin as cocoa offers each time it is swallowed. I promised however, that by the time I had a chance I would use the rare jewel in one of my inventions. All turned up their noses!

On 21 October, Rachel completed so feared 27 + 1. It was then that I decided it was time to use the rare jewel. The jewels should be shared, always with those we love most, because they are the ones that help us be who we are.

Well, hands in work. The result was a small cocoa cake!

Now you know why I’m almost a month without coming here… I’ve been closing cycles!

NB: This Chocolate exists in a normal supermarket, it is Lindt brand. However, thanks Rachel and Diogo, there are gestures that mark

BOLO DE CHOCOLATE NEGRO

O que vais precisar?

  • 50gr de chocolate negro (80-90% de cacau);
  • 50gr de manteiga;
  • 50gr de açúcar;
  • 20gr de farinha;
  • 1 Ovo;

Como vais fazer?

  1. Pré-aquece o forno;
  2. Derrete o chocolate em banho-maria e adiciona a manteiga, até ficar tudo bem misturado;
  3. Numa tigela, bater os ovos, o açúcar e a farinha;
  4. No fim adicionar o chocolate e a manteiga. Mexer tudo muito bem;
  5. Colocar numa forma pequenina, previamente untada com manteiga;
  6. Deixar cozinhar por minutos, para não ficar muito seco;
  7. Quando o bolinho estiver pronto, selecciona os chocolate que mais gostares, do tipo doce. Eu optei por barras de kinder. Derreti em banho-maria e cobri o chocolate.


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Quero ressalvar, que apesar do meu corpo ter péssima reacção ao chocolate negro, eu provei a massa do bolo e estava muito saboroso!