Parecia saído de um filme…

Versão Portuguesa

De cada vez que se vêm vídeos na Internet, de cães malandrecos, aparece sempre um beagle a roubar papel higiénico. Eu acho sempre uma piada incrível, penso sempre como é castiço, aquele cachorro com típicos olhos de piedade com a boca cheia de papel higiénico. Muito engraçado, aliás hilariante, da sempre vontade de ir ter com ele e dizer: “há isso não se faz, mas tu és tão fofo e tão engraçado, deixa la.”

Depois, nós adotamos um beagle, e ele é fofo e engraçado, e tem olhinho de piedade, principalmente depois de fazer asneirada…

A semana passada, o Pedro saiu para o ginásio e eu optei por ficar para arrumar. O Sheldon como sempre, andava atrás de mim, eu limpava e ele patanhava. Julgo que na cabeça dele, ele está a ajudar-me. Na realidade, tenho de aceitar o facto de ele, ter um prazer incomensurável em ser a minha sombra. Tanto que andava na casa de banho nas limpezas e ele sempre atrás de mim… Entretanto, voltei para a cozinha. No entanto, o Sheldon não veio. Eu pensei, Ok fartou-se, e está neste momento no puff dele. Os minutos passaram e eu sem me preocupar, com o cachorro bebé que co-habita connosco. No entanto, ele teimava em não aparecer e eu usei o método, a que ele responde tão bem, chamei-o. SHELDON!! Foi instantâneo. Ele apareceu. vindo da casa de banho com o papel higiénico na boca. Mas não era o rolo, não que isso é mais difícil de tirar, era a ponta do papel higiénico. Ou seja, os corredores que ligam à cozinha, estavam cobertos por um tapete de papel higiénico. Quanto ao Sheldon, apresentou-se ao chamamento com as orelhinhas a abanar e a ponta do rolo na boca…

Inicialmente e dei uma gargalhada, mas depois fiquei chateada e queria ralhar com ele, mas não dava. Ele sentou-se largou o papel e fez o olhar de piedade, também conhecido como, eu sou um carneirinho e tu adoras-me… É a realidade, mas bolas nos filmes tem mais piada que na vida real…

 

English Version

So, there’s this videos on youtube, of dogs doing wrong thing, it’s hilarious. Normally they have in it, a beagle that steals toilet paper and runs around the house, creating kind of Halloween decorations. I laugh hard, every time I watch it, and feel like it ain’t that bad, it’s like him trying to prank the owner. There’s no need to punishment.

As I already told, we adopt a beagle, or the new actor in scene. I have to say that those beagle eyes and hears make me feel like as if everything he does, ain’t that bad… Because he is so cute. But then, things happen.

Last Saturday, Pedro went to the gym, and I decided to stay in order to put some order at home. While I was doing it Sheldon decided to help. I clean and he paw prints everything. So I went to clean the bathroom and my little shadow followed me. After finishing it, I went to the kitchen but no shadow was around. So I thought he might have given up, and was sleeping on his bed. Minutes passed no signs of Sheldon. So I used the best way to make him appear, I yelled SHELDON, and puff he appeared. What an appearance. The scenario was like in the movies. A carpet of toilet paper after him and the beginning was on his mouth he even came running with his hears bouncing around… My first reaction was, to laugh, but then I realize it wasn’t a movie, it was my home, just after my cleaning… I became furious and when I was about to start arguing with him, he made the look… You know, that beagle look, lamb eyes and hears even downer… Gosh… I couldn’t do much… So I forgave him, cleaned up all the mess, and said to myself, that at movies this looks really better, in real life it is not that good.

 

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Bolo de chocolate… amargooooo

Versão Portuguesa

Existe um chocolate à venda, em países mais a leste da Europa que contem uma percentagem de cacau a rondar os 85/90% ou seja, “amargo como rabo-de-gato”. Honestamente, não sei se rabo-de-gato é amargo, sei no entanto que este chocolate de tão amargo que, em contacto com as papilas gustativas cria uma feira de aberrações no nosso corpo.

Vejamos, o cérebro entra em excitação pela expectativa de introdução de serotonina, então avisa todos os órgãos: “Atenção pessoal, aí vem o que nos está a fazer falta”. Começam todos os órgãos a esfregar as mãos: “UPA UPA”. Então a língua, o primeiro músculo a saborear a serotonina, passa-se. Grita estupidamente alto para todos os outros órgão, músculos e ossos: “FALSO ALARME, FOMOS ENGANADO PELO CÉREBRO”.

Imagina agora um cenário de guerra, do tipo aldeia francesa, no início de século. Quando todos se encontravam nas trincheiras, à espera de oportunidade para atacar o inimigo.

O que acontece no teu corpo, quando a língua avisa todos que o cérebro os enganou, é exactamente isso. Todos os órgãos remetem-se para as trincheiras, colocam os seus capacetes, pouco próprios, e PUM, rebenta a primeira bomba. Ataque ao cérebro. A reacção que tu, capa exterior de todo um conjunto de órgãos, músculos e ossos tens é: “IUK, que coisa horrível”.

Foi isto que me aconteceu. O Diogo teve de viajar para a Roménia, eu pedi que me trouxesse um exemplar. Não queria morrer estúpida. Como não sei quando vou morrer, mais vale experimentar por estes dias. Ora, o Diogo não pode trazer. Quando esteve na Roménia, as temperaturas estavam tão altas que, trazer um chocolate sólido, era arriscar, chegar a Portugal, com um cartão de chocolate líquido… que desgraça. Então eu resignei-me, e prometi a mim mesma que quando anda-se por ali próximo, compraria um para ver o que acontecia.

No entanto, e sendo os amigos a família que escolhemos, ele e a Rachel foram a Praga e à Áustria, este ano. Enquanto se passeavam, nas belas paisagem que e conheci por foto, visualizaram O chocolate. Pensando no meu pedido, não se fizeram rogados, e trouxeram-me O chocolate. Quando eu o recebi, fiquei tão mas tão feliz, que libertei tanta serotonina como o cacau oferece de cada vez que é ingerido. Prometi no entanto, que mal tivesse oportunidade iria usar a joia rara numa das minhas invenções. Todos torceram o nariz!

No passado dia 21 de Outubro, a Rachel completou os tão temidos 27+1. Foi então que eu decidi que era altura de usar a joia rara. As joias devem ser partilhadas, sempre com os que mais amamos, porque são eles que nos ajudam a ser quem somos.

Pois bem, mão à massa. O resultado, foi um pequeno bolo de cacau!

Percebes agora o porquê de eu estar quase há um mês sem cá vir? Tenho andado a fechar ciclos!

Ps: O chocolate existe num supermercado normal, é da marca Lindt. No entanto, obrigada Rachel e Diogo, há gestos que marcam!

English Version

There is a chocolate for sale in most east European countries containing a percentage of cocoa of around 85/90% meaning “bitter as wormwood.” I honestly do not know if wormwood is bitter, I know however, that this chocolate is so bitter that, in contact with the taste buds creates a freak show in our body.

Let’s see, the brain goes into excitement on the expected introduction of serotonin, then notifies all organs: “Attention People, here comes what we’ve been missing”. All organs start rubbing their hands: “UPA UPA”. So the language, the first muscle to taste serotonin, freaks its mind, and cries stupidly high for all other organs, muscles and bones, “FALSE ALARM, WE’VE BEEN FOOLED BY BRAIN”.

Now imagine a scenario of war, the kind French village, at the beginning of the century. When everyone were in the trenches, waiting for an opportunity to attack the enemy.

What happens in your body when the language warns everyone that the brain deceived them, is exactly that. All organs go to the trenches, put their helmets, little own, and PUM, Busts the first bomb. Attack to the brain. The reaction that you, outer layer of a whole set of organs, muscles and bones have is: “IUK, what a horrible thing.”

This is what happened to me, when a tasted really bitter chocolate for the first time.

Diogo had to travel to Romania, so I asked him to bring me bitter chocolate. I don’t want to die stupid, and I don’t know when I will die, better try these days. Now Diogo couldn’t bring it to me. When he was in Romania, temperatures were so high that bring a solid chocolate, was to risk, to get to Portugal, with a liquid chocolate card … what a disgrace. So I resigned myself, and I promised myself that when I’m near, or even in, east European countries, I’ll buy one to see what was happens.

However, being friends the family we have chosen, Diogo and Rachel went to Prague and Austria this year. As they walked, the beautiful landscape and I met by photo, they found the Chocolate. Thinking about my request, they brought me The Chocolate. When I received it, I was so happy, that I almost freed much serotonin as cocoa offers each time it is swallowed. I promised however, that by the time I had a chance I would use the rare jewel in one of my inventions. All turned up their noses!

On 21 October, Rachel completed so feared 27 + 1. It was then that I decided it was time to use the rare jewel. The jewels should be shared, always with those we love most, because they are the ones that help us be who we are.

Well, hands in work. The result was a small cocoa cake!

Now you know why I’m almost a month without coming here… I’ve been closing cycles!

NB: This Chocolate exists in a normal supermarket, it is Lindt brand. However, thanks Rachel and Diogo, there are gestures that mark

BOLO DE CHOCOLATE NEGRO

O que vais precisar?

  • 50gr de chocolate negro (80-90% de cacau);
  • 50gr de manteiga;
  • 50gr de açúcar;
  • 20gr de farinha;
  • 1 Ovo;

Como vais fazer?

  1. Pré-aquece o forno;
  2. Derrete o chocolate em banho-maria e adiciona a manteiga, até ficar tudo bem misturado;
  3. Numa tigela, bater os ovos, o açúcar e a farinha;
  4. No fim adicionar o chocolate e a manteiga. Mexer tudo muito bem;
  5. Colocar numa forma pequenina, previamente untada com manteiga;
  6. Deixar cozinhar por minutos, para não ficar muito seco;
  7. Quando o bolinho estiver pronto, selecciona os chocolate que mais gostares, do tipo doce. Eu optei por barras de kinder. Derreti em banho-maria e cobri o chocolate.


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Quero ressalvar, que apesar do meu corpo ter péssima reacção ao chocolate negro, eu provei a massa do bolo e estava muito saboroso!

Foi do meu cérebro que veio o Rolo….

Versão Portuguesa

Dizem os entendidos que somos o que comemos… Eu diria que infelizmente o que comemos nem sempre somos nós.
É certo que a pessoa é feita de comida, daí o aviso prévio às castanhas ou feijões, no entanto nem sempre nos encontramos consciente e cientes do que ingerimos. Que o diga eu que, enquanto pensava na receita de hoje, e a executava, dei por mim a devorar literalmente M&Ms. Não que o estivesse a fazer conscientemente, não estava. Mas estava a fazê-lo em parceria com o facto de estar a bater um bolo. Eu não consegui parar de abrir o frasco enfiar a mão la dentro, roubar uma mão cheia de M&Ms e leva-los à boca. Fiz este processo pelo menos duas vezes… À terceira ouvi a amargura do meu cérebro/consciência: ”Aqueles M&Ms estão neste momento a alojar-se nas zonas mais difíceis do teu corpo… Barriga e coxas… Para, tu estas maluca?!”
Em seguida, veio o sentimento de culpa… Eu honestamente não sei o que mais me magoa… Se sentir os M&Ms a procurar alojamento no meu corpo, se o facto de a minha consciência chorar. É horrivelmente degradante, sentir que todo o teu esforço, associado à última ida ao ginásio, está neste momento a ser inválido. Imagina uma conta bancaria, neste momento estaria o gestor de conta a ligar, porque não só tenho a conta a descoberto como tenho dividas para pagar. Ora bolas… O pior nisto tudo, é que não entendo o porquê de ter estes acessos irracionais. É como se a luz se apagasse, e eu pudesse comer tudo que ninguém veria… nem eu mesma. Como quando somos miúdos, e nos dizem não mexe. A primeira pergunta que o cérebro faz é:”Ora pois bem, e começo a não mexer onde?!”
Vendo bem, provavelmente é daí que vem o meu comportamento pouco racional, de devorar chocolates inconscientemente. Eu vou mexer sempre e provavelmente partir, eu vou comer sempre e sentir que se alojou na zona da anca. Esta sina, persegue-me desde miúda. Não era eu que partia, era o meu cérebro que me orientava para o sítio e às tantas as coisas partiam-se… Como? Não faço ideia, mas acontecia. Não era eu que ali estava. Pronto era eu, mas não era eu. Porque eu não parto jarras de cristal caríssimas só porque sim, assim como não devoro M&Ms só porque sim. O meu cérebro enganador, é que me leva a fazer as asneiras… Como se tivesse prazer em ver-me ser castigada…

O problema, tal como naquela publicidade da rádio do suplemento para o cérebro, é que o meu cérebro sou eu. Ou seja, quando digo que fiz um ato inconsciente, estou simplesmente a tentar desculpar-me da parvoíce de devorar M&Ms…

O que eu quero dizer, para além de dar a receita do rolo, é que alojar M&Ms nas coxas é culpa minha. Não do meu cérebro. Eu sou culpada pelos meus atos… Logo, sim nós somos o que comemos, e o que comemos somos nós. Porque cada um de nós escolhe devorar brócolos o M&Ms. Ninguém faz essa escolha por nós, nem a voz da consciência. Somente o nosso cérebro que somos nós!

English Version

The experts say that we are what we eat … I would say that unfortunately not always what we eat is what we are.

It is true that the person is made of food, hence the notice to let say beans, but not always we are conscious and aware of what we eat. That tells me that, thinking in today’s recipe, and baking it, I found myself literally eating M&Ms. Not that I was doing it consciously, I wasn’t. But I was doing it while baking a cake. I could not stop opening the bottle stick his hand inside it, stealing a handful of M&Ms and bring it to mouth. Made this process at least twice … The third time, I heard the bitterness of my brain / consciousness: “Those M&Ms are currently on vacation in the most difficult areas of your body … belly and thighs … Are you insane?! ”

Then comes the guilt … I honestly do not know what hurts the most … If the feeling of M&Ms looking for a place in my body, or the fact that my conscience is crying. It is horribly degrading, feel that all your effort, associated with the last trip to the gym, currently is being invalid. Imagine a bank account, at this moment account manager would be calling because not only I have the account with no money as I have debts to pay. What the hell … The worst in all this, is that I do not understand why you have these irrational access. It’s like the light went out, and I could eat everything that no one would see … not even me. As when we are kids, and mom asks not to be an elephant on the pottery shop. The first question that the brain does is, “Oh well, and where can I not be an elephant??”

Well, probably that’s where my irrational behavior comes from, devouring chocolates unconsciously. I’m always going to be the elephant, I will always eat and latter feel that it is lodged in the hip area. This fate, chasing me from girl. It was not that I was braking things, it was my brain that guided me to the site and so many happened … How? No idea, but it did happen. It was not I that I was there. I was there, but it was not me. Because I did not break overpriced crystal vases just because yes, and do not devour M&Ms just because. My deceived brain, takes me to do stupid things … As if he’d be happy to see me being punished…

The problem, is that my brain is me. That is, when I say I made an unconscious act, I’m just trying to excuse myself from eating M&Ms …

What I mean, apart from giving the cakes recipe, it is that housing M&Ms on my thighs is my fault. Not my brain’s. I’m guilty for my actions … So yes we are what we eat and what we eat is what we are. Because each of us chooses to eat broccoli or M&Ms. No one makes that choice for us, not the voice of conscience. Only our brain that is what we are!

ROLO DE CHOCOLATE E DOCE DE LEITE

O que vais precisar?

  • 250gr de açúcar;
  • 6 ovos;
  • 1 colher de chá de fermento;
  • 1 colher de sobremesa de essência de baunilha;
  • 2.5 colheres de sopa de chocolate em pó;
  • 150gr de farinha;
  • 4 colheres de sopa de água;
  • doce de leite para o recheio

Como vais fazer?

  1. Ligas o forno a 100º e untas uma forma rectangular plana;
  2. Separa as gemas das claras e bate as claras em castelo;
  3. Adiciona o açúcar às gemas e mexe bem;
  4. Adiciona a baunilha e o chocolate e mistura bem toda a massa;
  5. Adiciona as claras, mexe e no fim coloca a farinha e o fermento;
  6. Dá uma volta final à massa e coloca-a na forma na rectangular;
  7. Leva ao forno, tapa com folha metálica e sobre a temperatura para os 180º;
  8. Molha um pano, estende-o no balcão, espalha açúcar sobre o pano e assim que o bolo esteja cozido (teste do palito) vira-o sobre o pano (ainda o bolo bem quente);
  9. Besunta o bolo com doce de leite, enrola e deixa ficar por 5 minutos;
  10. Retira o pano e serve.

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Maria, eu fiz Blondies!

Versão Portuguesa

Esta semana apareceu-me no Facebook a novidade do prato do dia, Blondies, feitos pela Filipa Gomes. Ora eu ao ler Blondies, tive uma epifania.

Eu tenho uma pequena, muito reduzida mesmo, colecção de livros de culinária, maioritariamente oferecidos pela minha prima Patricia. Ela sabe que isso junta o melhor de dois mundo, cozinha e leitura. Como tal o nome Blondies não me suou estranho desta vez, suou-me estranho da primeira vez.

Blondies para mim, é um grupo de musica rock dos anos 70, 80 e 90. Eles cantam aquele, que é para mim um hino, à minha capacidade de fazer mondegreen. “Maria” é a musica. Eu, julgo que a única coisa que acerto de cada vez que tento cantar a musica, é a parte do “MARIAAAA”, honestamente é deprimente ouvir-me… e cantar. Contudo, não consigo mesmo ultrapassar este bug do meu cérebro…

Outra coisa que a musica me faz lembrar, é os meus tempos áureos de estagiária numa construtora, à uns anos atrás. Onde eu em muitos momentos deixei de ser a Angélica e passei a ser a Blondie. Tudo porque o meu cabelo é castanho claro, e eu sou fã das madeixas louras. O resultado dá um cabelo a roçar o louro escuro. Isto tudo junto, resultou na minha perda de nome, e ganho de um novo padrinho!

Como é possível perceber, eu não vejo blondies como um bolo. Por isso mesmo, da primeira vez que tropecei na receita, ignorei-a. Da primeira, segunda, terceira e mais um milhão e meio de vezes depois destas. No entanto a receita da Filipa Gomes, tinha chocolate branco e nozes. Ora, o sino que os meus neurónios tocam, de cada vez que as ligações internas fazem sentido, tocou naquele momento. E porquê?! Simples, era quinta-feira, dia de ir até à cozinha, e haviam chocolate branco e nozes em casa! Boa! Vamos fechar a porta à estranheza, e ver no que resultam os Blondies.

Hoje repeti a receita, imagina o que cantei…. MARIAAAA tchanananana (https://youtu.be/VoOG7LEyUJ0)

English Version

One of this day, on my facebook feed appeared from 24kitchen channel, a recipe for blondies. While reading it, I had an epiphany.

I have a small, really small, collection of cookbooks, mostly offered by my cousin Patricia. She knows that it combines the best of both world, cooking and reading. Blondies, this time didn’t sound strange to me this time. But on the first time, it sound actually kind of funny.

Blondies for me, is a rock band of the 70’s, 80’s and 90’s. They sing the song that to me is an anthem to my ability to do mondegreen. “Maria” is the music. I think the only thing that hit every time I try to sing the music is the part of “MARIAAAA” is honestly depressing hearing myself me singing it. However, I can’t overcome this bug in my brain …

Another thing that Blondie reminds me, is my internship at a construction company a few years ago. Many times, I stopped being Angelica and became Blondie. All because my hair is light brown, and I’m a fan of blonde locks. The result gives hair rubbing the dark blond. This all together, resulted in the loss of my name, and the gain of a new sponsor!

As you can see, I do not see blondies like a cake. Therefore, the first time I stumbled on the recipe, I ignored it. The first, second, third and another million and a half after these times. However Filipa Gomes recipe had white chocolate and nuts. Now the bell, that my neurons touch each time that internal links make sense, played at that moment. Why, you ask? Simple, it was Thursday, the day to go to the kitchen, and I had white chocolate and nuts at home! Good! Let’s close the door to the strangeness, and see what turn out to be a great simple cake to my family.

Today I re-baked Blondies, during all process this song didn’t abandoned my brain…. MARIAAAA (https://youtu.be/VoOG7LEyUJ0)

BLONDIES

Blondies

Eu segui a receita, só modifiquei nozes pecã, por nozes normais e açúcar moreno por açúcar amarelo

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Red Velt Cake!

Versão Portuguesa

Existe um bolo que realmente me intriga. Não só pelo aspecto, mas pelos ingredientes.

Eu sou um bocado céptica nesta cena dos ingredientes. Ou seja, não me posso classificar como uma foodie, tudo porque por exemplo me recuso a comer coelho. Note-se que eu como um bom bife de vaca, e de maneira nenhuma me sinto afectada quando vejo uma vaca no pasto e sei que mais tarde ou mais cedo, ela vai ser alimento para alguém. Esta é a lei da vida, todos somos caça, e todos somos caçadores. Contudo, o coelho é uma espécie de cão do campo. Eu, honestamente acho que dava para colocar-lhe uma trela e leva-lo a passear… Coitadinho do coelho e o seu espaçamento ocular, que foi pré-desenhado para poder se proteger dos caçadores. Ou seja, porquê comer aquele felpudinho, que tanta gente adopta como animal de estimação? Eu conheço uma boa miúda, que andou durante muito tempo a alimentar o seu coelhinho. Um belo dia o almoço foi coelho… Ou seja, o era o seu animal de estimação… Enfim, isto choca-me daí eu ser uma moça da cidade, com um cão e um gato, nada de galinhas, coelhos, vacas ou cavalos. Julgo, que se vivesse com esses espécimes, era magra, magra, magra, ou então vegetariana… é este o motivo pelo qual não me auto-denomino de foodie. Posso ser uma half-foodie. Eu como, eu experimento na cozinha, eu sonho com comida e eu percorro kms para comer algumas coisas… desde que não seja coelho, cabrito (são os dog alemão, do campo), peixes como sardinha, cavala, e muitos outros… estes eu como, mas prefiro não o fazer, porque eu sempre ouvi dizer que: “peixe não puxa carroça”.

Ou seja, aqui a half-foodie, tem uma predilecção por bolos. Não qualquer bolo, se for verde eu não tenho nem força nem coragem para o levar à boca. Agora se for amarelinho, amarelo claro, castanho, preto ou vermelho, convidem-me que eu como. Porem, só percebi do vermelho, quando há uns anos estava a ver a Oprah, e ela foi à Graceland, ver o fantástico espólio do Elvis e ao lanche foi servido o Red Velvet Cake. Isto aconteceu em 2006. A cor vermelho vivo do bolo intrigou-me. As tantas a Oprah confessou amar o bolo, e falaram de como era feito. Eu assustei-me quando referenciaram que a invenção original era feita com sumo de beterraba. Eu pensei, ora aqui está um bolo que nunca na vida vais provar, nem quando fizeres a viagem ao sudeste americano.

Porém, tenho tido tantas experiências, como por exemplo brownies de beterraba, que na sexta enquanto pensava no bolo de aniversário para o meu pai, pensei: “faz-te uma mulher, ganha coragem, vai ver o que a Matha Stewart diz do bolo. Como se faz. Beterraba não é mau de todo em bolos”. Fiz então uma pesquisa, e nem a Matha Stewart, faz este bolo com beterraba, e depois de ler muitas receitas achei que a do blog, Cozinhar é Preciso, a receita era extremamente bem explicada e decidi seguir-me por ali. Contudo, eu tenho uma mania parva de mudar coisas em receitas. Como tal e em troquei o tipo de vinagre (sim, o Red Velvet Cake leva vinagre), troquei também a cobertura e o recheio. O resultado ficou muito bom. Agora que já experimentei e me soube tão bem, estou pronta para a minha viagem até aos USA, ir até ao sudeste americano e pagar por uma fatia do original Red Velvet Cake. Aposto que não vou ficar desiludida. Mas como se diz no celebre Songoku: “Não percam os próximos episódios porque eu também não” e quando eu lá for, eu conto a experiência!

English Version

There is a cake that really intrigues me. Not only by appearance but for its ingredients.

I’m a bit skeptical in this thing of ingredients. That is, I cannot classify myself as a foodie, all because for example I refuse to eat rabbit. Well, I like a good beef steak, and I will not feel affected when I see a cow in integrated in green environment, pasture, and I know that sooner or later, it will be food for someone. This is the cycle of life, we are all hunted, and we are all hunters. However, the rabbit is a kind of field dog. I honestly think it is possible to put him a leash and take him for a walk … Poor little rabbit and is eye spacing, which was pre-designed in order to protect themselves from hunters. Why do people want to eat that adorable, fluffy pet? I know a girl, who petted for a long time a rabbit, and one day lunch was rabbit … In other words, it was her pet … Anyway, it shocked me. Anyway, I’m was a city girl with a dog and a cat, no chickens, rabbits, cows or horses. I think that if I lived with these specimens, I would be thin, really thin, or vegetarian … And, this is why I don’t call myself as a foodie. I can be a half-foodie. I eat, I experiment in the kitchen, I dream about food and I walk miles to eat some things … provided it is not rabbit, goat (these are the German dog of pastures, of course), fish such as sardines, and many others … these I like, but I prefer not to, because I always heard that “fish won’t pull a wagon.” (Portuguese saying, by the way)

Well here the half-foodie, has a fondness for cakes. Unless it is green, I have neither strength nor courage to take to the mouth. Now if yellowing, light yellow, brown, black or red, invite me to eat it. However, I only accepted red cake when a few years ago I was watching Oprah, and she went to Graceland, see the fantastic assets of Elvis and at tea it was served the Red Velvet Cake. This happened in 2006. The bright red cake intrigued me. Oprah confessed she love the cake, and talked about how it was done. It scared me when the made reference to the original invention that was made with beet juice. I thought, well here’s a cake that I will never ever going to prove, even when on my trip to the American Southwest.

But I have had so many experiences, such as beet brownies, that on Friday, while considering the birthday cake for my father, I thought, “makes yourself a woman, gain some courage, you will see what Matha Stewart says the the cake . and remember, beetroot is not bad at all in cakes.” Then did a search, and nor even Matha Stewart, makes this cake with beetroot, and after reading a lot of recipes I found this blog, Cozinhar é preciso, the recipe was extremely well explained and decided to follow along. However, I have a silly habit of changing things in revenue. Like swapping the type of vinegar (yes, the Red Velvet Cake takes vinegar), also changed the cover and the filling. The result was very good. Now I’ve experienced, and it tasted me so well, I’m ready for my trip to the USA. I’ll go to the American Southwest and pay for a piece of the original Red Velvet Cake. I bet I will not be disappointed. But as they say in Songoku: “Do not miss the next episode because I wont” and when I taste red velvet cake, I’ll tell you the experience!

RED VELVET CAKE

O que vais precisar?

  • 2,5 chávenas de farinha de trigo peneirada;
  • 1 colher de chá de fermento em pó;
  • 1 colher de chá de sal;
  • 2 colheres de sopa de chocolate em pó;
  • 25 ml de corante encarnado, na receita que eu usei fala em 50 ml, mas eu só tinha 25 ml;
  • 0,5 chávena de manteiga sem sal, em temperatura ambiente;
  • 1, 5 chávena de açúcar;
  • 2 ovos;
  • 1 colher de chá de essência de baunilha;
  • 1 chávena de leitelho/ butermilk. Eu não encontrei à venda e por isso fiz. enchi a chávena de leite e pus-lhe uma colher bem cheia de vinagre de figo. Mexi e deixei “estragar” o leite, durante 15 minutos. Aqui está butermilk de casa, tudo porque não encontrei à venda no modelo;
  • 1 colher de chá de vinagre de figo;
  • 1 colher de chá de bicarbonato de sódio;
  • Chantilly para a cobertura;
  • Nutella para o recheio

Como vais fazer?

  1. Pre-aquece o forno e unta uma forma com manteiga;
  2. Junta, a farinha o fermento e o sal num recipiente;
  3. Noutro recipiente, mistura, o chocolate em pó com o corante, até ficar uma pasta
  4. Numa bacia grande, começa por misturar muito bem, o açucar com a manteiga;
  5. Quando a massa estiver bem homogenea, adiciona os ovos e continua a mexer;
  6. De seguida, encorpora na massa, a baunilha e a pasta de cacau com corante;
  7. Por fim adiciona, 1/3 da farinha e metade do leitelho, mexe bem;
  8. Agora, outro terço de farinha e o resto do leitelho. Mistura muito bem;
  9. Agora a restante parte da farinha.
  10. Quando tudo estiver muito bem misturado, trata da operação química. Vinagre e bicarbonato. Vai efervescer, mistura bem, adiciona ao bolo, incorpora rapidamente na massa.
  11. Vira a massa para a forma e leva ao forno, por 20/30 minutos. Atenção tapa com uma folha de papel de alumínio senão queima;
  12. Quando o bolo estiver pronto, passou no teste do palito, retira-o, desenforma e deixa arrefecer. Quando estiver já frio, corta o a meio, e coloca-lhe nutella. Põe-lhe a tampa e decora-o com chantilly.

Ps: O meu bolo ficou tão fofo que o topo partiu e eu tive de fazer algumas operações, para que a estrutura não ficasse uma torre de pisa! Quando repetir, eu tiro fotos mais bonitas.

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Ps: Parabéns ao meu Pai pelo seu aniversário ontem. Parabéns ao motor de busca mais conhecido do mundo que hoje faz 17 anos!

Musica pimba e madalenas…

Ontem, fui assistir ao concerto: “Deixem o pimba em paz”. Não sei se sabes do que se trata… É um espectáculo protagonizado pelo Bruno Nogueira e a Manuela Azevedo. Eles transformam o cancioneiro pimba nacional, em musica de um outros géneros como jazz, blues, R&B… enfim tudo o que é considerado musica de classe. Antes de continuar a desenvolver, quero ressalvar que eu gosto de musica. Não sou fã de um único género, até porque eu aprendi que com a musica e com a comida, só se deve dizer não gosto, depois de ouvir/comer. Além disso, o meu avô era contra mestre de uma banda musical, o meu padrinho acordeonista, o meu pai é o homem dos sete instrumentos, porque tem formação musical, e eu própria tive alguma formação musical e muitos anos num grupo folclórico. Por isso, até decidir por mim, toda a musica é audível.

Como eu estava a contar, fui ouvir/ver o concerto do “Deixem o pimba em paz”. Durante todo o espectáculo, a sensação que tive foi de voltar a ter 5/7 anos, e estar a brincar na rua com os outros meninos enquanto o som de fundo era Ágata, Romana ou Marante. Recordei as viagens em família até ao Algarve, enquanto no rádio tocavam as cassetes dos meus pais, Dino Meira, José Malhoa e Marco Paulo. Lembrei-me de como era fixe cantar aquelas musicas, de como me achava cool por saber as letras todas. Sim, eu sabia as letras todas. Não sabia o que queriam dizer, não sentia o teor sensual incluído nas letras, ou o sofrimento vivido, mas debitava palavra por palavra como se fosse um prodígio da musica.

Contudo, um dia isso mudou. Estava eu em casa da Sra.Clara, uma amiga e vizinha da tia Lina, fã da Ágata. No leitor de cassetes, cantava a Ágata, naturalmente alto. Às tantas ela canta o sofrimento da separação, e dizia coisas como:”Só não leves a coisa mais Q’rida que é dos dois, não posso negar. Mas fui eu quem lhe deu mais na vida, e é comigo que ele quer estar”. Aquilo mexeu comigo. A senhora cantava sobre não perder alguma coisa. A voz dela era chorada, era tão sofrida… Ora eu não contente com aquela violência toda, questionei a Sra. Clara sobre o que significava tudo aquilo. STOP. Eu era uma criança com 7 anos, eu vivia num mundo de brincadeiras e felicidade. Nós brincávamos às casinhas na rua, jogávamos à macaca desenhada na estrada. Nenhum de nós vivia dramas.RETOMANDO. A Sra. Clara decidiu explicar-me aquilo da maneira menos traumática e mais simples:”Ela está a viver um drama. O marido deixou-a”. OK?! “Então e o que é que ela vai perder?!”. A Sra. Clara nunca foi muito paciente, e sempre foi muito directa, por isso disparou: “O filho, claro. O marido quer o filho dela!”.

Tenho para mim, que foi aqui que perdi 25% da minha inocência. Eu nunca tinha ouvido falar, em deixar-se as mulheres e querer-se os filhos! Eu pensava que as musicas falavam daquela coisa dos namorados…

Ontem, enquanto ouvia a versão do Bruno Nogueira e da Manuela Azevedo, senti um aperto no estômago. Lembrei-me de toda a minha infância, da descoberta, à bruta, do conceito de separação. Ao mesmo tempo, pensei em como estas musicas, maltratadas por uns e veneradas por outros, conseguem explicar de forma tão descritiva o que acontece na vida dos comuns mortais. Eu estou a falar de “Comunhão de bens”, mas podia falar de “Perfume de Mulher”, ou “Não és homem para mim”, que por sua vez é da Romana.

Resumidamente, ainda bem que existe o “Deixem o pimba em paz”, para transformar “Comunhão de bens” em algo verdadeiramente poético. Ah, e ainda bem que existem Sras. Claras, alguém tem que ajudar a criar mulheres neste mundo.

E porque todas as musicas pimba, falam de mulheres, que sofrem, fazem sofrer ou que estão apaixonadas, hoje trago uma receita muito simples de Madalenas. Estas foram feitas com muito amor, quase como o amor que descreve “Cara de cigana”, do José Malhoa. Vendo bem, acho que são a companhia ideal se ouve o sofrimento da Ágata. Ou então, enquanto o Marante conta a sua historia de vida, diz que foi a uma casa de meninas e esqueceu-se da mulher que tinha em casa. Quando se apercebeu, ela já era mais uma das funcionárias da casa de meninas!

MADALENAS

O que vais precisar?

  • 140gr de Açúcar;
  • 140gr de Manteiga;
  • 140gr de farinha;
  • 1 colher de sopa de essência de baunilha;
  • 100gr de pepitas de chocolate (opcional);
  • 1 Colher de café de fermento me pó;
  • 3 Ovos;
  • 1 Gema;

Como vais fazer?

  1. Liga o forno a 150′;
  2. Unta formas de queques;
  3. Numa bacia mistura a gema, os ovos, o açúcar e a baunilha.
  4. Quando estiver a ficar com um tom mais uniforme, adiciona a farinha e continua a mexer;
  5. Adicionar a manteiga e continuar a mexer, até a massa ficar homogénea. Se preferires madalenas com pepitas de chocolate, adiciona agora as pepitas e mexe a massa.
  6. Coloca 2 colheres de sopa de massa em cada forma de queques.
  7. Leva ao forno por 15 minutos, ou até a massa ficar cozida.

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O que vem a seguir?!

Versão Portuguesa

Sabes aquela sensação de que o tempo passou rápido demais???

Eu tenho vivido isso nos últimos tempos.

Eu tenho o mesmo grupo de amigo há alguns anos, julgo que desde os meus 15 anos, para ser mais precisa. Uns vão e outros ficam, mas mais um menos um, os anos passam e acabamos sempre, com pelo menos um jantar anual.

Acontece que com os tempos as conversas mudam, se quando tínhamos 15 anos a conversa era sobre para onde íamos a seguir. Hoje é, então qual é o próximo passo. 12 Anos depois, a nossa preocupação e receio é dar o próximo passo. Seja ele qual for, trocar de emprego, casar, ter filhos.. Enfim atuar como adultos.

É muito estranho dar esse passo, parece que a garganta seca, as pernas tremem e o calor sobe às bochechas… Quase que faz lembrar a primeira vez que beijamos aquela pessoa que nos enche o olho. Só que neste caso, depois de dar o passo não à volta a dar.

O que eu quero dizer com isto, é que tenho dado conta que a minha companheira de infância, aquela confidente com quem tantas vezes passei horas ao telefone, está a poucas semana de dar à luz o seu primeiro bebé. Toda a nossa infância e adolescência vivemos como irmãs, e assim sem contar, ela casa e engravida e tudo com a minha idade. A sensação de pânico e estranheza atravessa-me nestes momentos. A minha prima/amiga vai ter um bebé com 27 anos.

Desde que eu e o Pedro nos tornamos namorados uma vez por outra, e assim em momentos de relax total, acabamos por falar em coisas do futuro. Por norma, como mulher, sofro daquelas antecipações do tipo oh já temos quase 30. Contudo o Pedro diz, e eu fui aprendendo, que a idade são números e somente números e depois faz o raciocínio a frio. Do tipo, agora imagina, com a nossa vida atual, termos um filho. Neste momento o meu pânico desvanece. Eu assento ideias e percebo que ainda é demasiado cedo para mim. Ok, acredito piamente que não seja para o meu útero, mas é para mim. Eu quero realmente o pacote todo, mas não já. Não com tanta coisa ainda por fazer.

Nestas alturas, e ainda com o raciocínio a frio eu percebo que realmente a idade são números, o que conta é aquilo que o teu cérebro te mostra como sendo o certo no agora, não o choro fofinho do teu útero, de cada vez que pegas num bebé.

A Regina vai ter uma Maria não com 27 anos, mas quando o cérebro e o útero se uniram para tornar possível este acontecimento. Eu estou felicíssima com a chegada deste novo elemento. Este bebé, muitas vezes foi tema de conversas nossas, quando ainda nenhuma das duas sabia o que o futuro reservava. Espero que ela seja como a mãe, uma criança inocente e feliz, uma adolescente de olhos gigantes e uma mulher sabedora do que quer na vida.

Quanto a mim, espero ser uma boa prima para a Maria como fui para a Regina. E quando o meu útero e cérebro deixarem de andar de cadeias às avessas, e o meu momento de constituir família chegar, espero contar com a Maria para ir fazer baby-sitting lá em casa para poder tirar uma noite de folga!

Hoje não trago uma receita, mas trago fotos do bolo que decorei com ajuda da minha mãe para o chá de bebé da Maria.

English Version

You know that feeling that time passed too fast ?

I have experienced it recently.

I have the same group of friends for a few years, I think that since I was 15 years old, to be precise. Some go and others stay, but years pass by, and at least once a year we have dinner together..

It turns out that with year, conversations change, when we had 15 years the talk was about where we were going next. Today is, abot next step. 12 years later, our concern and fear is taking the next step. Whatever it is, change jobs, get married, have children .. finally act like adults.

It’s very strange to take this step, throat dries, legs tremble and heat rises to cheeks … Almost reminiscent of the first time you kissed your long time crush. Only in this case, after taking the step there’s no comming back.

What I mean by this is that I realized that my childhood companion, the one confidant who often spent hours on the phone, is a few weeks of giving birth to her first baby. during our whole childhood and adolescence we lived as sisters,and now not only has she got married she is pregnant and all this with my age. The sense of panic and weirdness catch me through these times. My cousin / friend is having a baby and she is only 27 years.

Since Me and Pedro become a couple once in a while, so in total relax moments, we start speaking abot future things. Normally, as a woman, I suffer those kind of freaks of being almost 30. Yet Peter says, and I’m learning it, age are numbers and only numbers and then he does the cold reasoning. Like, now imagine, with our present life, having a child. At this point my panic fades. I seat ideas and realize it is still too early for me. Ok, I believe strongly that it is not for my uterus, but it is for me. I really want the whole package, but not for now. Not with so much remains to be done.

At such times, and with the reasoning cold I realize that actually age are numbers, what counts is what your brain shows you to be right in the now, not the cuddly cry of thy womb at a time we pick a baby.

Regina will have Maria not at 27, but when the brain and the uterus came together to make this event possible. I’m thrilled with the arrival of this new element. This baby was often theme on our conversations, while still neither knew what the future held. I hope Maria’s like her mother, an innocent and happy child, an adolescent with giant eyes and a woman aware of what she wants in life.

As for me, I hope to be as good of a cousin for Maria as I was for Regina. And when my uterus and brain decide to walk together, and my time to get a family arrives, I hope I can count on Maria to go baby-sitting  so I can take a night off!

Today I don’t have a recepy but I bring photos of the cake me and my mom decorated for Maria’s baby shower.

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