Cappuccino na cozinha de sonho!

Esta semana cheguei ao café e a minha irmã estava na presença dum catálogo do IKEA. Eu não faço a mais pequena ideia de qual é a tua reacção perante o catálogo, mas a minha é na base do:’ ai adorei’. Ou seja, a cada página que viro fico com uma sensação de pacificidade, é como se tivesse acabado de chegar à minha casa imaginária. É como se os designers da IKEA lessem o meu cérebro… o problema é que a minha futura casa, só pode ter uma cozinha, e uma sala de estar…. e um escritório… vá 2… e quartos, para o casal da casa e seus filhos. Isto porque eu não imagino que no meu futuro próximo viva numa mansão como a do Sr. David Seagel que tem cerca de 11 cozinhas, 23 suites e 13 quartos….Além disso o que faria eu com tanta cozinha? uma só para fritos sem duvida, que o cheiro é cansativo, -(Espero sinceramente que a nova aquisição da Tefal,um colher de óleo 1,5kg de batatas reduza não só a ingestão de gorduras, como o cheiro que se abate na cozinha)- depois uma só para receber os amigos, que ficaria provavelmente ao lado da outra onde se cozinha para os amigos – (já vou em 3, ainda me faltam 8 e as ideias começam a faltar…)- ah já sei, uma só para os jantares de família e a do lado só para cozinhar os jantares de família, outra só para fazer as minhas experiências de pastelaria, outra para poder fazer os lanches dos miúdos, outra para dar à minha mãe sempre que quisesse cozinhar lá em casa, e outra para oferecer à sogra-(porque um dia eu vou ter óptima relação com a minha sogra, visto que sei desatar nós muito bem. A minha avó dizia que quem sabe desatar nós tem boa relação com a sogra). As duas que ainda me faltam atribuir, tenho de pensar bem, mas provavelmente uma seria para algum amigo hóspede que ficasse lá em casa… nem toda a gente tem de gostar do que eu cozinho, a outra seria só para jantares românticos. Fazíamos de conta que não vivíamos numa casa tão grande, que não tínhamos crianças até dizer chega, que não passávamos o dia com a casa cheia. Uma vez por mês éramos só dois outra vez.

Resumidamente, tenho de decidir-me por uma cozinha, 11 é demais 1 pode ser pouco, mas dá para fazer tudo o que se faz em 11. Por isso o ideal é pousar os pés no chão e optar por aquela em madeira, cheia de espaços escondidos. Onde até uma garrafeira posso ter. Não que eu beba álcool, porque sou alérgica, mas calha sempre bem ter uma pequena garrafeira em casa.

Nesta minha cozinha também vou ter objectos muito personalizados, e estes são meus e muito meus, nada de coisas que não posso só para parecer bem. Para bem de mim, estes objectos só aparecem na foto, não estão incluídos nos montáveis do IKEA. Contudo, aqui a Angie já andou a fazer prospecção de mercado e descobriu onde vendem. Tudo porque, de hoje para amanhã eu tenho mega oportunidade de emprego, sou pedida em casamento e tenho de ter uma cozinha para fazer jantares de família…. Ou somente almoços para poupar uns trocos e não comer fora todos os dias… Quero com isto contar que, a minha cozinha vai ter uma kitchenAid vermelha, uma panela de pressão como a do Oliver mas em amarelo intenso e um SMEG violeta. O resto vou optar por marcas nacionais, para evitar os problemas que temos, devido aos números elevados de importações. Agora imagina a minha cozinha, saída de um catálogo da IKEA, com o meu frigorífico violeta, a minha máquina que só não tira cafés porque já há a Dolce Gusto, e assim sem aviso prévio, saco da minha panela de pressão para fazer um pudim de chocolate. Heina, isto até me causa arrepios de tão doce que me parece. Note-se que a minha Dolce Gusto será também amarela, ao menos assim não acredito que possam repetir a cor, e tenho uma só minha!

Não querendo forçar nem nada, são 10 da manhã e a única coisa, para alem da minha cozinha de sonho, que me está a passar pela cabeça é o café. Já te contei que sou dependente de café? Pois é, sou viciada em chocolate e dependente de café. De tal forma, que quando andava na universidade bebia 4 a 5 cafés por dia, logo não parava quieta. Além disso, vivia com a Ana que me ensinou os prazeres de ir ao super-mercado e trazer uma caixa de cappuccino em pó, para fazermos em casa enquanto comíamos bolachas de amendoim. Eram fins-de-dia do tipo, Riviera francesa no inverno. Chiquissimo. Só não tínhamos o nível de vida, porque éramos estudantes universitárias, portuguesas e filhas de pais trabalhadores. Contudo aquele momento era mágico.

Entretanto a universidade acabou e eu por vezes saía com amigos e pedia cappuccino somente para recordar aquele Dolce far niente. Era divino… Depois o dinheiro começou a encurtar e a vontade de estar pela cozinha a aumentar, e um dia, a pedido do meu pai fiz um capppuccino. O resultado foi tão interessante e diferente do que bebíamos em Aveiro, que se tornou o Cappuccino à la Angie. Dificilmente o dou a provar, mas tem alturas que as visitas vêm cá a casa e ou o meu pai pede cappuccino para todos, ou eu ofereço. Nestes momentos, a cozinha de casa dos meus pais, o sitio onde cresci, passa a ser a minha cozinha. o frigorífico é um SMEG, a minha velha batedeira a minha kitchenAid e a Dolce Gusto da minha mãe é amarela e só minha!

CAPPUCCINO À LÁ ANGIE

O que vais precisar?

  • 2 quadrados de chocolate de leite;
  • 1 cápsula de café;
  • 5 colheres de leite bem quente e espumadinho;
  • Chocolate em pó, do negro.

Como vais fazer?

  1. Numa caneca coloca o chocolate no fundo;
  2. faz um café para dentro desta mesma caneca;
  3. Coloca o leite espumado por cima e com um coador, coloca chocolate em pó, do negro, por cima.

Serve e delicia-te enquanto pensas como a tua cozinha é um lugar fantástico à tua maneira!

Ps: Mais uma das muitas coisas que assim que a minha dieta acabar, vou ter de beber!

WP_20140903_21_12_52_Pro

Anúncios

O porquê dos meus posts andarem atrasados…

Estou sem dúvida a atingir o meu limite…. raios, não aguento muito tempo sem poder vir aqui e partilhar os dramas que me fazem trazer comida. Acontece que, nos últimos dias fui colocada com a espada contra a parede… ao contrário do Paulo Bento, eu não sou a espada, sou sem dúvida a parede…
Vou regredir no tempo, até dia 1 de Julho. Dia em que fui ao médico e as palavras proferidas foram: “Ou a angélica faz uma enorme restrição alimentar, ou então, vai tomar medicação para o resto da vida (…)”
Escusado será dizer, que a sensação que tive foi a de que me tiraram o chão. Tu pensas:” lá vens tu com os exageros, as dietas são cena de gaja. Tu és uma, tas habituada”. Não. Comigo a palavra dieta é TABU. Eu não sei cumprir, só sei cometer erros e para piorar, sinto-me quase sempre demasiado bem na minha pele para pensar em dietas. Com excepção daqueles dias, em que aparece um boazona qualquer, e por escassos minutos me faz pensar, tens um pneu… da Michelin… Ou seja, quando ouvi dizer dieta eu paniquei e disse à minha médica que tinha um blog e precisava de matéria prima… Ela riu-se do meu desespero, eu acho que ela estava feliz por me poder ver tão desorientada… deve ter pensado: “Ganhei o dia”.
Em suma, desde esse dia estou numa tão grande restrição alimentar que nem eu sei quanto tempo mais aguento.
Contudo, tudo seria muito mais simples não fosse o facto de ao longo destes últimos 14 dias de dieta terem aparecido as festas todas. Foi o aniversário do pai do Pedro e da madrinha do Pedro, onde houve sapateira e leitão estaladiço, foi a sexta de futebol com os rapazes, onde o prato foi hambúrguer, foi a despedida de solteira da Judite, o rei era rodízio, a comunhão do meu primo António e as entradas e sobremesas, o baptizado da pequena Joaninha, onde a sopa era cocktail de gambas, é o casamento da Judite que ainda tá para vir, mas já ouvi dizer que a comida vai ser de valor… e mais, são todas as páginas de comida que eu gosto no facebook a postar coisas como tarte de coisas boas, mousse de coisas ainda melhores… bolas ainda só passaram 14 dias dos 90 e eu já sinto um vazio na minha barriga… Ah e já fiz uma lista de comidas que quero.
Quanto às comemorações que falei, o meu prato foi sempre o mesmo, 1 colher de arroz, um peito de frango grelhado e uma salada. Não acreditas? Nem eu. Na minha cabeça criativa, eu comi de tudo o que me apeteceu e acho que até acumulei gordurinhas virtuais.

No outro dia, depois de mais um convite social, o Pedro disse muito carinhosamente:” Eu avisei-te que só devias ir ao médico depois das festas todas. Assim, cometias os erros todos e depois curavas-te”. Ele tem razão devia mesmo ter feito isso, mas ainda acabava no hospital inundada em colesterol e triglicerideos. Acho que já não era muito boa namorada nessa situação… Enfim, contou pela intenção.

Findado este desabafo, e não podendo eu comer as minhas coisas prediletas, acho que posso beber um dos meus refrescos de verão preferidos. Ou, se não posso, ontem cometi o meu primeiro erro de dieta e vou ali ao lado auto-flagelar-me e já volto.

O que hoje trago é a limonada da minha infância, com mais uns pozinhos perlimpimpim !!

LIMONADA PERLIMPIMPIM

O que vais precisar?

  • 4 limões sumarentos;
  • 3 folhas de hortelã;
  • raspa de gengibre;
  • 5 pastilhas de adoçante;
  • água q.b.;
  • 1 jarro.

Como vais fazer?

  1. raspa as cascas dos limões e espreme-lhes o sumo;
  2. no jarro colocas o sumo dos limões, as raspas, o gengibre, a hortelã e o adoçante e mexe muito bem;
  3. Adiciona água até preencher o jarro.

Se quiseres servir fresquinho, coloca uns cubos de gelo. Um bom refresco para as tardes de verão que se avizinham!

PS: Só consegui esta foto da minha limonada, mas assim que der, coloco uma foto mais atraente!

image_3

 

 

Sangria de S. Pedro

De hoje a um mês vou estar provavelmente com uma mega enxaqueca. Bem disposta, contente, rabugenta e com enxaquecas. Tu perguntas-te:” Ah e tal porque vais estar com esse mix de sentimentos?” e eu respondo:”Santos Populares”.

Eu sou uma acérrima fã do mês de Junho, do cheiro a sardinha, que na verdade me traz um bifinho de peru grelhado. As saladas de pimento, as musicas populares, as marchas. Tudo, é uma festa. Eu vivo este mês com tanta intensidade que este ano já ando com a minha mãe a preparar a nossa garagem para a mega sardinhada de S. Pedro.

Pois bem, em Lisboa vibra-se com o Santo António, eu vibro com os casamentos de Santo António e com as marchas. No porto vive-se o S. João. O S. João é tão rapioqueiro, tanta gente na rua, tanta musica entre Porto e Gaia, o cheiro das sardinhadas e da cerveja ressequida (esta parte remonta-me à queima e isso é outro assunto). Porém na minha cidade, à beira mar plantada, vive-se intensamente o S. Pedro. Em minha casa, fazemos uma sardinhada, com tudo a que se tem direito, até a sobremesas da Angie Clouds, ah e o fadinho que o meu pai não consegue parar de pedir até eu ceder. Depois vamos ver o fogo, os meus amigos que não podem vir à sardinhada vêm às sobremesas. Tão bom, tanta alegria, tanta música da rádio festival. Eu fico numa excitação tal que pareço uma menina. O meu namorado passa a vida a a suspirar que já não me pode ouvir falar da festa. Ele não gosta muito da confusão, mas como sabe que eu adoro, esforça-se para me acompanhar.

Enfim, isto vem tudo a propósito de hoje estar no carro quando começou uma musica muito engraçada da Amália, “Sr. extraterrestre”. Não sei porquê, mas a musica não me sai da cabeça e é típica de santos populares, por isso enquanto a musica tocava pensei que poderia dedicar um post, a uma coisa muito típica das sardinhadas de cá de casa, a Sangria! Eu sou alérgica ao álcool, tão alérgica que me torno um zombie quando bebo álcool, contudo, arranjei uma imagem de marca que por acaso tem álcool. A Sangria da Angie Clouds. Sempre que há festas cá em casa ou entre amigos a Sangria não pode faltar.  Por isso vou dar-te a receita e como elemento de fundo, para entrares já no ambiente dos Santos Populares, vou deixar o extraterrestre da Amália e uma das musicas portuguesas mais famosas no que toca a santos populares.

SANGRIA BY ANGIE CLOUDS

O que vais precisar?

  • 1 garrafa de espumante rosé
  • meia garrafa de gasosa
  • meia garrafa de sumo de laranja
  • 2 cervejas
  • Fruta variada
  • Açúcar q.b.
  • 1 pau de canela
  • Folhas de hortelã fresca
  • Gelo

Como vais fazer?

  1. Corta a fruta em cubo. Lava bem a fruta e não tires a casca;
  2. Numa vasilha coloca os líquidos todos, a fruta cortada, o gelo o pau de canela e as folhas de hortelã;
  3. Adiciona o açúcar a gosto. o ideal é ires provando. Mas não proves na medida copo, prova na medida colher, de contrário pode dar-se que quando estiver bom de açúcar não está bom de quantidade de bebida.

Bebe, canta e dança. O santos estão aí à porta e são incríveis!!!

Imagemhttps://www.youtube.com/watch?v=RbNdD8CFTYg

 

Ps: lembrei-me agora mesmo, o Miguel Araújo no seu novo CD também tem uma musica muito boa, chama-se Romaria das festas de Santa Eufémia. Descreve muito bem a loucura dos Santos populares!!