Tempo é ouro…

Versão Portuguesa

Uma das coisas que eu ouço desde miúda é que a evolução dos tempos faz-nos aprender a gerir sem aproveitar o tempo. Nós não sabemos saborear a comida, nem nos apercebemos do ritmo a que nos mexemos. Eu sempre achei um máximo as rotinas supersónicas, até chegar a mim. Esta semana enquanto almoçava, consegui no meio da insanidade perceber a loucura do meu ritmo. Consegui entender, que não estou a aproveitar uma das coisas que eu mais gosto na vida, saborear a minha comida… Vê tu bem, como se processa uma das minhas horas de almoço. Vou tentar descrever isto como se tu fosses eu…

12h – Pego na mala, saio do escritório dirijo-me para o meu carro.

12:0.5 – Aperto o cinto de segurança, ligo o carro, rumo a casa.

12.15 – Estaciono o carro lá em baixo e corro escadas a cima até casa.

12.17 – Abro a porta de casa, seguida da porta da cozinha para receber o Sheldon que está À espera do momento, almoço a dois.

12.20 – Ou aqueço almoço que consegui deixar do dia anterior, ou inicio o processo de arranjar almoço. Normalmente é a segunda opção.

12.21 –  Iniciar o almoço, normalmente este processo demora 10 minutos, opto por coisas simples e rápidas, como uma omelete de tomate e pimentos;

12.31 – Sento-me para almoçar.

12.36 – Arrumar a tralhar do almoço;

12.38 – Colocar o arnês ao Sheldon e sair para o passear;

12.48- Estou de volta a casa, com um Sheldon passeado, pronto

12.50 – Estou a entrar no carro e a voar para o trabalho;

13h- Estou de volta ao recinto de trabalho.

O que há de errado nisto? 10 minutos a passear o cão, 5 minutos a almoçar, para piorar a omelete que fiz esta semana estava tão, mas tão boa que acabei por gastar uns extravagantes 7 minutos a almoçar… Quem ficou triste foi o sheldon porque só passeou minutos… Tempo é ouro!

English Version

One of the things I’ve heard all my life is that evolution of the times makes us learn to manage without enjoying time. We don’t know how to savor food, nor do we realize our rhythm. I’ve always found supersonic routines to be amazing, until I was inside it. So, this week while I was having lunch, I was able, through all the rush, realize the madness of my rhythm. I was able to understand that I’m not enjoying one of the things I like most in life, food … This is how, my lunch hour works.

12h – I pick up my bag, I leave the office and run to my car.

12. 05 – I fasten my seat belt, start the car, and head home.

12.15 – I park the car downstairs and run upstairs to the house.

12.17 – I open the door, followed by the kitchen door, and see Sheldon that is waiting for this moment since morning, lunch for two.

12.20 – I heat lunch that I managed to leave the previous day, or I start the process of making me lunch. Usually, is the second option.

12.21 – Start lunch. This process normally takes 10 minutes. Normally I do simple and quick things, such as a tomato and peppers omelet;

12.31 – I sit down for lunch.

12.36 – Clean everything;

12.38 – Put the leash on Sheldon and go for a walk;

12.48- I’m back home, with Sheldon walked

12.50 – I’m getting in the car and flying to work;

13h- I’m back to work.

What’s wrong with this? 10 minutes to walk the dog, 5 minutes to lunch, to make matters worse the omelet I made this week was so, so good that I ended up spending an extravagant 7-minute lunch … Sheldon was the one sacrificed, only 8minuts walk . .. time is gold!

OMELETE

O que vais precisar?

  • 2 ovos;
  • 1 pimento pequeno;
  • 1 tomate pequeno;
  • Queijo ralhado;
  • Molho inglês;
  • 1 noz de manteiga

Como vais fazer?

  1. Colocas uma frigideira ao lume com a nos de manteiga;
  2. Partes os ovos, adiciona uma colher de café de molho inglês e bate os ovos freneticamente, até ficarem uma mistura homogénea;
  3. Assa o pimento, tira a pele e parte-o finamente e reserva;
  4. Lava o tomate e corta-o aos cubos, reserva
  5. Coloca os ovos na frigideira e deixas fritar, vais descolando as pontas e mexendo a frigideira para que o ovo que está por cima também acabe frito;
  6. Quando o ovo em cima começar a ficar mais consistente, adicionas o tomate o queijo e o pimento;
  7. Fecha a omelete e deixa fitar mais um pouco o ovo, mas não até queimar ou ficar seco;
  8. Tira para um prato e saboreia.
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Omelete

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Acontecimentos em cadeia…

Sábado passado, fomos jantar a Gaia. Eramos 4, e a intenção era ir jantar ali na bela zona da Afurada. Correu mal. Já tinha começado a correr mal, quando eu finalmente acordei para a vida e percebi que nesse sábado os Scorpions iam dar um concerto no MEO Marés Vivas e cujos bilhetes já estavam esgotados há meses. Superei calmamente esta mega desilusão, no entanto superei-a tão calmamente que me olvidei do quão pouco inteligente era ir pr’Afurada jantar… Portanto depois de uns valentes 20 minutos de voltas e mais voltas, acabamos em direção ao tabuleiro inferior da ponte de D. Luis. Passar a ponte, não era inteligente, já passava largamente das 21, e portanto se na Afurada a confusão estava instalada, na ribeira não se rompia, optamos portanto estacionar o carro num parque e lá fomos nós na debanda de um restaurante onde se jantasse bem e onde pudésemos conviver uns com os outros… Eu honestamente, nunca tive muito boas experiências em restaurantes próximos do rio, são poucos os que servem bem e cujos empregados são humildes o bastante para nos fazer sentir confortáveis. Portanto, cética lá fui eu em busca de ementas, enquanto os rapazes, vinham perdidos nas suas conversas. Pelo caminho, encontrei a Rita, já não a via há imenso tempo e a verdade é que o encontro com ela deu-me uma felicidade enorme. Isto, porque estamos a falar de uma pessoa com uma aura feliz, pelo menos é assim que eu vejo a Rita, uma aura feliz. Fiquei verdadeiramente contagiada com a energia dela, e portanto um pouco à frente tomei a decisão, depois de ler peito de frango recheado com alheira. Chamei o empregado, e ele disse que tinha mesa para nós. Vieram as entradas, fizemos o pedido, e eis que chega o esperado peito de frango recheado de alheira.

Preciso mesmo de fazer um parágrafo. QUE FRANGO! Oh meu Deus, que carne tão suculenta, que combinação tão especial. De cada vez, que ouço este tipo de combinações soa-me sempre a enjoo pela certa, mas aqui não faltava nada. Não faltava mesmo. Era uma explosão incrível na boca. O Pedro que tinha optado pelo bife de pimentas, que também era saboroso, mas normal, ficou deliciado e acho que desconsolado por não ter pedido o mesmo. Enfim, ele como tem a regra de que a comida não se divide, só teve direito a um bocadinho, e foi porque eu marralhei um pedacinho do bife dele.

Muito bom mesmo. Taberna d’Maria, pouco antes da praça Sandeman em Gaia.

Esta semana, tirei uns bifes para o jantar de quarta-feira. Não sabia bem o que fazer para o jantar, mas tirei bifes, atá à hora descortinaria uma solução. Deixei os bifes dentro da banca a descongelar. Dentro da banca, porque temos uma cabra do monte cá em casa, e não um cão, e a nossa cabra do monte tem sangue de Beagle, logo um faro hiper mega apurado. Achei que dentro da banca era um lugar seguro para a vaca, aparentemente, a cabra do monte fareja e salta mais do que o imaginado, portanto quando cheguei a casa, vaca nem vê-la. ANGÉLICA 0 – SHELDON 1, foi o resultado possível… O problema é que a hora do jantar aproximava-se e eu nada tinha para cozinhar. Lá encontrei uns peitos de frango. Coloquei a descongelar, com auxílio de água quente. Cá em casa janta-se às 20h, era 18.30 quando coloquei o frango a descongelar… 19.30 e o frango ainda era pedra… Estava quase a desesperar, quando os pais do Pedro ligam para irmos jantar fora. Nem pensei duas vezes, arrumei tudo e lá fomos… Desta vez pus o frango no frigorífico, já li em qualquer lado que a inteligência das cabras do monte as obrigam a ir ao mesmo sítio duas vezes…

Desde que o frango está no frigorífico que tenho pensado, que merece um tratamento especial. Merece ser servido num prato digno da espera. Ora ontem pensei, é desta. Vou repetir o jantar da semana passada e deixar o Pedro a salivar. No entanto, esqueci-me de me precaver, vendo a data da alheira que estava no frigorífico.

19.40, pego na alheira, 9/7/2017, liquido branco dentro do saco… Simulo um vómito e com as pontas dos dedos meto-a no lixo… Não quero de maneira alguma saber de onde vem aquele líquido… Ora bolas e agora?! LINGUIÇA! Ora aqui está outro enchido que eu adoro, principalmente nas francesinhas. Se eu adoro, o Pedro tem-lhe um amor de estimação. Assim, compus-me e refiz-me rapidamente da desilusão que se apoderou de mim, e lá fui eu fazer um jantar digno de um sábado à noite.

Desculpa a extensão do texto, mas só queria provar que tudo acontece por uma razão. Se não tivéssemos optado por ir jantar a Gaia, nunca teria visto a Rita, nunca teria provado um prato tão saboroso, do qual falei praticamente toda a semana. Se o Sheldon não tivesse devorado os bifes, eu nunca teria iniciado a demanda de reproduzir o prato, nunca teria chegado ao saboroso jantar de ontem… Afinal, o universo conspira!

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Cabra do Monte com a barriga cheia de bife AKA Sheldon Cooper

 

PEITO DE FRANGO RECHEADO COM LINGUIÇA (2 pessoas)

O que vais precisar?

  • 2 Peitos de frango;
  • 1 Linguiça;
  • Queijo ralhado (eu tenho sempre no frigorífico um mix, mozarelha, ilha e flamengo, tudo num tupperware)
  • Azeite;
  • Meia cerveja;
  • 1 Caldo de frango;
  • 50gr de manteiga;
  • 3 Colheres de sopa de farinha;
  • 1.5 Copos de leite frio;

Como vais fazer?

  1. Corta a linguiça longitudinalmente, até obteres duas metades;
  2. Abres o peito de frango, colocas-lhe queijo, metade de linguiça, e enrolas;
  3. Repetes, para o outro peito de frango;
  4. Numa assadeira, colocas o azeite e os peitos de frango e cobres com a cerveja;
  5. Leva ao forno, até começar a alourar. Quando assim for, vira para ficar lourinho dos dois lados;
  6. Para fazeres o molho, colocas a manteiga a derreter com o caldo de galinha;
  7. Quando estiverem reduzidos a líquido adicionas a farinha, para fazer uma embamata/ roux, quando ficar uma pasta, adicionas o leite e mexes bem até obter um líquido parecido ao molho bechamel;
  8. Tiras o peito de frango do forno cobres com o molho e serves com salada e arroz branco, ou salada e chips de batatas. Eu tenho um viciado em chips cá em casa e portanto optei pelo segundo acompanhamento.

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