Barriga vazia, alma cheia…

Canellonis em salga. Foi o jantar que eu fiz no passado domingo… Exactamente, em salga.

Eu tenho por hábito ir provando a comida, para ter a certeza que está com o tempero correcto, mas desta vez, quando o fiz já era demasiado tarde, não havia como dar a volta ao resultado. Ora bolas, e a fome era tanta…

Dia da criança, 2017. Eu e o Pedro, achamos que merecemos comemorar este dia presenteado o outro. Em suma, eu ofereci um fidget spinner ao meu futuro marido e ele ofereceu-me uma garrafa daquelas que filtram água, julgo que para me lembrar que preciso de me dedicar um pouco mais ao ginásio, e um livro que há muito eu ando a namorar. Escrito na Água da Paula Hawkins. Ora até aqui, eu levava uma vida comum, chegar a casa organizar actividades, ver novidades e praticamente o dia estava feito. No entanto, quando este livro me apareceu, eu entrei numa espécie de transe. Não sei o que me deu, eu estava de tal forma fixada no livro que até insónias tive. Eu precisava saber o que ia acontecer a seguir. Confesso, que fiquei mais colada do que quando li o livro da mesma autora, A rapariga do Comboio.

Eu não posso, de maneira alguma entrar em pormenores. Primeiro porque eu não sou das que lê e conta, a não ser que peçam muito. Depois, porque eu imagino o quão injusto é para quem escreve, ver todo o trabalho esparramado. Posso só revelar que é viciante. Tão viciante, que eram 8h e pergunta o Pedro, o que vamos jantar? Vejamos, eu estou a 20 paginas do fim, a informação surge em catadupa e pum, vem a pergunta que eu achei que ainda ia demorar uns 30 minutos a surgir… Ora bolas… Parei de ler, e fui à cozinha, olhei para a carne picada descongelada disse calmamente, enquanto visualizava na minha cabeça o que ia acontecer a seguir no livro:”hmm, canellonis

Estava a fazer o ragu como sempre faço, azeite, cebola moída, deixo alourar, carne picada, deixo ficar pálida adiciono o molho de tomate, um pouco de colorau, pimenta, molho inglês, uma folha de louro, água e umas pedras, poucas de sal. Só que neste momento, estou a pensar nas lágrimas que tantas vezes fala na historia… sei lá eu porquê, feita palerma coloquei, para 300gr de carne picada, duas colheres de sobremesa mini de sal grosso… Fiz isto como se estivesse a abrir a porta a um convidado, normalmente. Deixei a carne cozinhar, li mais 3/4 paginas do livro e vou rechear os cannellonis. Nesta altura, recebo o chamado clique, provar a carne para ver como está… IUK está salga… são 8.30, como vou resolver isto!?!?! Água e deixo cozinhar mais um pouco? Não dá tempo, já sei, recheio o cannellonis e coloco água na assadeira, e enquanto assam libertam este sal…

SÉRIO??? SÉRIO?? Iup, a sério, foi o que me ocorreu…

Eu adoro cannellonis, o Pedro adora cannellonis, tínhamos passado a tarde a jogar Paddle, tínhamos muita fome. Resultado?! Quando servi os cannellonis, pareciam uma papa, por causa da água, e o sabor a sal mantinha-se… Eu mal toquei na comida, acabei por ir dormir cheia de fome, o Pedro comeu tudo visto estar esfaimado. Tudo o que tinha no prato, o que ficou na assadeira, suposto meu almoço para o dia seguinte, foi para o lixo… Fiquei super desconsolada. Para me compensar fui acabar o livro.

Ah, e que livro!

 

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Ps: Desaparecidas, de Megan Miranda é igualmente muito bom!

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