Patanistas de Polvo

Versão Portuguesa

Há uns tempos, combinamos um jantar de amigos. Não queríamos combinar num sitio recorrente, e também não queríamos ir para longe de Espinho. O João lembrou-se então do Hélice. Um restaurante no aeródromo em paramos. Confesso que quando ele falou no assunto, me saltou à memória uma vez que lá fui com os meus pais. Era miúda, e a comida não era grande coisa. O espaço também não estava muito simpático. Ou seja, a minha primeira reacção foi ficar apreensiva. No entanto, eu não abri a boca. Não era a minha vez de organizar tudo, como tal, estava na altura de aproveitar. Fosse qual fosse o significado da palavra aproveitar. Como combinado, as 8.30 estávamos todos no restaurante menos o João. Hábito que, segundo ele, tem porque trabalha muito. Pois claro, infelizmente é um hábito que nasceu com ele, já o trabalho veio com a entrada na idade adulta.

Prosseguindo, estávamos todos no restaurante sem João, e o que me chamou à atenção foi o restaurante. Já não tinha nada a ver com o lugar que ia com os meus pais. As paredes estavam pintadas de branco, as madeiras em tom escuro. As mesas com toalhas brancas de pano, imaculadas. Achei o lugar um mimo. Comecei a sentir que desta vez, o João acertara. Aproveitamos para nos começarmos a sentar e o senhor, muito solicito e simpático, trouxe uma entradas. Eu olhei, e pensei pataniscas… Não gosto nada disto fora de casa. Tudo porque para mim as pataniscas ou são gordinhas e fofas ou são finas como as batatas. Não toquei nas entradas. No entanto, a fome apertava e finalmente veio o João com a Milai. Sentaram-se e a Milai disse, ah que bom as pataniscas de polvo. Eu fiquei sem saber o que dizer. Ora aqui aguçou-me a curiosidade. Como tal comi. Palavras para quê. Que saborosas. O paladar, o cheio, a textura. Era incríveis. Eu nunca tinha provado nada do género. Escusado será dizer, que rapidamente ficamos sem pataniscas. O jantar correu muito bem. A comida muito bem confeccionada. O senhor que nos servia, sempre de uma simpatia. Foi muito bom mesmo. Ficou o restaurante marcado.

Depois deste, já fizemos outros jantares lá, no entanto sem pataniscas de polvo.Ou seja, aqui a foodie, tem andado a pensar muito nas pataniscas.  Há uns dias fomos ao continente e eis que tinha polvo congelado, mas já pronto a utilizar. Não resisti e trouxe. Esta semana experimentei. Ah, até a Ilda, que não gosta nada de polvo comeu e adorou!

English Version

Sometime ago, we organized a friend’s dinner. We didn’t want it to be on a regular place nor away from Espinho. So João, remembered “Hélice”. A restaurant at the aerodrome. I confess that when he said “hélice”, it occurred to me having gone there with my parents, when I was a kid. Food was not that good. The place was also not very friendly. So, my first reaction was getting apprehensive. However, I didn’t say a thing, since, for once I wasn’t the planner. As agreed, 20.30h we were all in the restaurant but João. He says he gained the habit of arriving late because he works a lot. Well of course, the problem is that he started to work at eighteen, but he arrives latter since ever…

Getting ahead. We were all in the restaurant without João, and what caught my attention was the restaurant. It had nothing to do with the place I met once with my parents. The walls were painted white, the woods in the dark tone. The tables with white clean towels. I found the place a treat. I began to feel that this time, João had nailed it. We took the opportunity to start seating, and the gentlemen who was serving us, brought some appetizers. I looked at it, and it were small cod cakes. I only eat cod cakes at home, because they either have to be fluffy or really thin. So I didn’t try it. But I became starving, and finally João and Milai arrived. They sat and Milai said: “ah great, the octopus cakes!”. I was not sure what to say. It shrewd my curiosity. As so, that I ate it. It was very tasty. Hmm the texture. It was incredible. I had never tasted anything like that. Needless to say, we quickly finished them. About the rest of the dinner, I have to say it went very well. The food was very well prepared. The gentleman who served us, always very solicitous. It was very good indeed. So a place to repeat.

After this, we have already made other dinners there, though no octopus cake. So, here the foodie, has been thinking a lot about it. So, that a few days ago we went to the supermarket and I saw, frozen octopus, but ready to use. I could not resist and brought it. This week I experienced, and it was really tasty. Ah, even Ilda, who does not like octopus ate and loved it!

PATANISCAS DE POLVO

O que vais precisar?

  • 200gr de polvo cozido e cortado em pedaços muito pequenos;
  • 2 ovos inteiros;
  • 1 cerveja fresca;
  • Oregãos secos;
  • Sal;
  • Salsa seca;
  • 1 copo de farinha;

Como vais fazer?

  1. Numa bacia colocas todos os ingredientes menos a farinha, e misturas tudo muito bem;
  2. Adiciona a farinha e mistura de forma a ficar sem grumos, se achares que está muito liquida adiciona mais farinha e deixa ficar;
  3. Leva uma sertã com óleo ao lume e deixa o óleo aquecer, ficar bem quente;
  4. Coloca uma colher do preparado no óleo e deixa fritar, vira de lado quando começar a ganhar cor. Repete o processo para a massa toda.
  5. Agora já tens jantar… Ou entradas para o jantar entre amigos.

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