Foi do meu cérebro que veio o Rolo….

Versão Portuguesa

Dizem os entendidos que somos o que comemos… Eu diria que infelizmente o que comemos nem sempre somos nós.
É certo que a pessoa é feita de comida, daí o aviso prévio às castanhas ou feijões, no entanto nem sempre nos encontramos consciente e cientes do que ingerimos. Que o diga eu que, enquanto pensava na receita de hoje, e a executava, dei por mim a devorar literalmente M&Ms. Não que o estivesse a fazer conscientemente, não estava. Mas estava a fazê-lo em parceria com o facto de estar a bater um bolo. Eu não consegui parar de abrir o frasco enfiar a mão la dentro, roubar uma mão cheia de M&Ms e leva-los à boca. Fiz este processo pelo menos duas vezes… À terceira ouvi a amargura do meu cérebro/consciência: ”Aqueles M&Ms estão neste momento a alojar-se nas zonas mais difíceis do teu corpo… Barriga e coxas… Para, tu estas maluca?!”
Em seguida, veio o sentimento de culpa… Eu honestamente não sei o que mais me magoa… Se sentir os M&Ms a procurar alojamento no meu corpo, se o facto de a minha consciência chorar. É horrivelmente degradante, sentir que todo o teu esforço, associado à última ida ao ginásio, está neste momento a ser inválido. Imagina uma conta bancaria, neste momento estaria o gestor de conta a ligar, porque não só tenho a conta a descoberto como tenho dividas para pagar. Ora bolas… O pior nisto tudo, é que não entendo o porquê de ter estes acessos irracionais. É como se a luz se apagasse, e eu pudesse comer tudo que ninguém veria… nem eu mesma. Como quando somos miúdos, e nos dizem não mexe. A primeira pergunta que o cérebro faz é:”Ora pois bem, e começo a não mexer onde?!”
Vendo bem, provavelmente é daí que vem o meu comportamento pouco racional, de devorar chocolates inconscientemente. Eu vou mexer sempre e provavelmente partir, eu vou comer sempre e sentir que se alojou na zona da anca. Esta sina, persegue-me desde miúda. Não era eu que partia, era o meu cérebro que me orientava para o sítio e às tantas as coisas partiam-se… Como? Não faço ideia, mas acontecia. Não era eu que ali estava. Pronto era eu, mas não era eu. Porque eu não parto jarras de cristal caríssimas só porque sim, assim como não devoro M&Ms só porque sim. O meu cérebro enganador, é que me leva a fazer as asneiras… Como se tivesse prazer em ver-me ser castigada…

O problema, tal como naquela publicidade da rádio do suplemento para o cérebro, é que o meu cérebro sou eu. Ou seja, quando digo que fiz um ato inconsciente, estou simplesmente a tentar desculpar-me da parvoíce de devorar M&Ms…

O que eu quero dizer, para além de dar a receita do rolo, é que alojar M&Ms nas coxas é culpa minha. Não do meu cérebro. Eu sou culpada pelos meus atos… Logo, sim nós somos o que comemos, e o que comemos somos nós. Porque cada um de nós escolhe devorar brócolos o M&Ms. Ninguém faz essa escolha por nós, nem a voz da consciência. Somente o nosso cérebro que somos nós!

English Version

The experts say that we are what we eat … I would say that unfortunately not always what we eat is what we are.

It is true that the person is made of food, hence the notice to let say beans, but not always we are conscious and aware of what we eat. That tells me that, thinking in today’s recipe, and baking it, I found myself literally eating M&Ms. Not that I was doing it consciously, I wasn’t. But I was doing it while baking a cake. I could not stop opening the bottle stick his hand inside it, stealing a handful of M&Ms and bring it to mouth. Made this process at least twice … The third time, I heard the bitterness of my brain / consciousness: “Those M&Ms are currently on vacation in the most difficult areas of your body … belly and thighs … Are you insane?! ”

Then comes the guilt … I honestly do not know what hurts the most … If the feeling of M&Ms looking for a place in my body, or the fact that my conscience is crying. It is horribly degrading, feel that all your effort, associated with the last trip to the gym, currently is being invalid. Imagine a bank account, at this moment account manager would be calling because not only I have the account with no money as I have debts to pay. What the hell … The worst in all this, is that I do not understand why you have these irrational access. It’s like the light went out, and I could eat everything that no one would see … not even me. As when we are kids, and mom asks not to be an elephant on the pottery shop. The first question that the brain does is, “Oh well, and where can I not be an elephant??”

Well, probably that’s where my irrational behavior comes from, devouring chocolates unconsciously. I’m always going to be the elephant, I will always eat and latter feel that it is lodged in the hip area. This fate, chasing me from girl. It was not that I was braking things, it was my brain that guided me to the site and so many happened … How? No idea, but it did happen. It was not I that I was there. I was there, but it was not me. Because I did not break overpriced crystal vases just because yes, and do not devour M&Ms just because. My deceived brain, takes me to do stupid things … As if he’d be happy to see me being punished…

The problem, is that my brain is me. That is, when I say I made an unconscious act, I’m just trying to excuse myself from eating M&Ms …

What I mean, apart from giving the cakes recipe, it is that housing M&Ms on my thighs is my fault. Not my brain’s. I’m guilty for my actions … So yes we are what we eat and what we eat is what we are. Because each of us chooses to eat broccoli or M&Ms. No one makes that choice for us, not the voice of conscience. Only our brain that is what we are!

ROLO DE CHOCOLATE E DOCE DE LEITE

O que vais precisar?

  • 250gr de açúcar;
  • 6 ovos;
  • 1 colher de chá de fermento;
  • 1 colher de sobremesa de essência de baunilha;
  • 2.5 colheres de sopa de chocolate em pó;
  • 150gr de farinha;
  • 4 colheres de sopa de água;
  • doce de leite para o recheio

Como vais fazer?

  1. Ligas o forno a 100º e untas uma forma rectangular plana;
  2. Separa as gemas das claras e bate as claras em castelo;
  3. Adiciona o açúcar às gemas e mexe bem;
  4. Adiciona a baunilha e o chocolate e mistura bem toda a massa;
  5. Adiciona as claras, mexe e no fim coloca a farinha e o fermento;
  6. Dá uma volta final à massa e coloca-a na forma na rectangular;
  7. Leva ao forno, tapa com folha metálica e sobre a temperatura para os 180º;
  8. Molha um pano, estende-o no balcão, espalha açúcar sobre o pano e assim que o bolo esteja cozido (teste do palito) vira-o sobre o pano (ainda o bolo bem quente);
  9. Besunta o bolo com doce de leite, enrola e deixa ficar por 5 minutos;
  10. Retira o pano e serve.

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Um pensamento sobre “Foi do meu cérebro que veio o Rolo….

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