Natal e rabanadas… no forno!

Decidi que de hoje até ao natal vou fazer post’s, somente relacionados com o Natal. Ou seja, receitas natalícias e historias a combinar. Já estás a enjoar? Como é possível? Eu tenho um fascínio incomensurável pelo Natal. Vários são os motivos, sendo que o melhor de todos é a onda de boa vontade e caridade que se sente nesta altura. Todos temos a sensação de que o mundo é realmente afável e cheio de pessoas boas. Falsa sensação, será? Eu não acredito nisso. Acredito sim, que muitas pessoas têm a doçura tão escondida que só sobe à superfície quando ouvem as musicas natalícias. Ou então, quando na televisão aprece alguém a viver em baixo da ponte, e cuja refeição de natal não passa de uma marmita oferecida pelos voluntários do Natal. Todos aqueles que se decidem por um natal diferente, onde a regra não é estar em família, mas sim ajudar o próximo. São imagens tocantes, principalmente quando assistes a isto enquanto estás sentada à lareira a comer a bela da rabanada e as luzes estão todas acesas… Eu fui ensinada, pela minha crença, que o nascimento do menino Jesus é uma época de esperança, de união. De conforto. No entanto, a sociedade banaliza muito e acaba por se esquecer de passar os verdadeiros motivos dos festejos, recordando somente a parte do consumismo. Eu quando era miúda agia praticamente da mesma maneira, passava horas a pensar na carta ao Pai Natal. Quais os brinquedos, tendo inclusivamente pesadelos porque me tinha esquecido de mencionar que queria a boneca dos arrotos e não só o carrinho de bebé… ou então o facto de o pobre Pai Natal não ter forma de trazer a minha bicicleta pela chaminé abaixo… Contudo o meu pai, que lia sempre as minhas cartas e as corrigia antes de irem para o Polo Norte, mencionava-me sempre a importância de referir o quão sensibilizada eu estava com a fome e a tristeza dos que têm nada. Eu achava aquilo uma perda de tempo, mas se a intenção era conseguir entregar a carta a tempo, que fosse. Eu escrevia. Hoje olho para traz,e penso que a intenção dele era alertar-me para a realidade do mundo. Até porque o Pai Natal sabe de tudo, sabe se te portas bem ou mal… Com os anos, fui absorvendo aquele primeiro paragrafo da minha carta ao Pai Natal e hoje sei, que o Pai Natal não pode fazer grande coisa pelo pobre que vai dormir debaixo da ponte. Contudo, descobri que o Pai Natal e o menino Jesus juntos, podem ajudar o comum mortal a tornar a ceia do pobre muito mais quentinha. Como a que nós fazemos nas nossas casa. Por isso é que eu gosto tanto do espírito natalício, todos somos invadidos pelo tsunami da ajuda ao próximo e aprendemos a pensar no primeiro paragrafo como uma realidade que cabe a todos nós ajudar a ultrapassar, e não ao Pai Natal. Por isso hoje, decidi agradecer a todas as pessoas que fazem o magnifico trabalho, de oferecer Natal aos que dificilmente sabem em que dia estamos. Obrigada. São pessoas como vocês que me fazem acreditar que o Natal não é só uma época de consumismo, é uma época de amor e entreajuda. Se eu me sinto mal por não fazer o mesmo? Não. Sinto que se durante o resto do ano eu puder ajudar, dando-me aos que precisam de mim, posso tirar umas ferias na noite de Natal. Chorar feita maluca, porque os outros estão a ser uns anjos, comer a minha rabanada quentinha e ao mesmo tempo rezar para que no próximo ano não se restrinjam à noite de natal. Ok, e ser egoísta porque não troco o meu lugar à lareira por uma noite nas ruas com os que precisam… Obrigada do fundo do coração, a todos os voluntários do Natal. Vocês são realmente especiais. Por falar em rabanadas… RABANADAS DE FORNO O que vais  precisar?

  • pão recesso. Pode ser cacete, ou pão normal com alguns dias
  • Açúcar qb;
  • 1l de leite (magro ou meio gordo)
  • 2 ovos batidos
  • 1 pau de canela
  • 1 casca de limão
  • canela em pó q.b.
  • manteiga/margarina para untar

Como vais fazer?

  1. Corta o pão em fatias com 1cm de espessura;
  2. leva ao lume o leite com 5 colheres de sopa de açúcar,  pau de canela e a casca de limão;
  3. Quando o leite estiver prestes a ferver retira-o do lume e deixa arrefecer;
  4. Bate 2 ovos e assim que conseguires colocar 1 dedo dentro do leite, adiciona os ovos e mexe, com ajuda de uma varinha;
  5. Liga o forno nos 200º;
  6. Untar uma forma com uma boa quantidade de manteiga ou margarina;
  7. Ensopa o pão no preparado e leva ao forno;
  8. Quando começarem a ganhar cor, retira-as e dispõe num prato;
  9. Polvilha-as com canela e açúcar;
  10. Se resistires, óptimo para a tua coxa, se não conseguires. Come-as ainda quentes que é de chorar por mais!

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