A tortura dos tres chocolates!

Eu considero a semana que está, praticamente, acabada, como a semana da tortura. Sim é verdade TORTURA!

Pois bem, está uma exposição na Alfandega do Porto sobre as máquinas de tortura utilizadas noutros tempos, sendo que algumas delas ainda hoje se utilizam. Até aqui, tudo normal, com restrições bem sei. O drama no meio de tudo isto, é o facto de ter sido eu a mentora do programa, ir ver a exposição das máquinas de tortura. Pior, eu estou à quase um mês a fazer a terapia do falar baixinho. Sabes como é? é do tipo, queres fazer alguma coisa e vais dizendo isso assim de uma forma descontraída e despreocupada e introduzes a opção nas actividades de grupo. Por exemplo: “ah o João faz anos, o que vamos fazer para passar o dia com ele?” e a resposta é “olha, até podíamos ir à exposição das máquinas de tortura.” Ou então, “a Andreia quer passar a tarde connosco, o que poderíamos fazer?”, “olha, até podíamos ir à exposição das maquinas de tortura!”. Isto parece meio chanfrado, mas aconteceu mesmo. Em tempos diferentes, num espaço de 30 dias e basicamente com o paciente namorado de sempre, o Pedro. Que depois de ter dito não, acabou por dizer que sim… quando a insistência era duas gajas em uníssono! Depois de toda esta descrição tu dizes, “olha lá oh exagerada, e é a isso que chamas de semana da tortura?” e eu digo que sim. Porque desde que entrei naquela sala de paredes vermelhas, com alguns objectos parecidos com os descritos no livro “50 sombras de Grey“, que não tenho tido sossego. Já para não falar, que me arrependi com todos os ossos que tenho no corpo de ter ido ver o flagelo à humanidade. Cum caraças, aquilo é tão descritivo e tão doentio que magoa as entranhas… e eu só estava a assistir, não estava a viver… Foi de arrepiar um cubo de gelo! A parte descomprimida, foi o facto de ter levado o Pedro e a Andreia. Por um lado a Andreia andou a exposição toda a olhar para tudo com ar de nojedo, e ao mesmo tempo de interesse no papel do carrasco. Diga-se, que lhe saíram comentários do género: “Olha que fixe, eles ali a jogar às cartas enquanto o homem morre lentamente”… Juro que não me conseguia concentrar na imagem de fundo, somente no flagelo representado. Por outro lado, o Pedro estava fascinado com a exposição. Ele que estava a odiar a ideia, foi o que mais gozou. ele até conhecia algumas das máquinas. Vou acreditar piamente que o meu namorado não me mentiu quando disse, que conhecia algumas máquinas de alguns filmes que viu… De contrário, posso voltar a perder o sono. Eu digo voltar, porque desde então, tenho tido algumas visões mórbidas a meio de sonhos… Raios, quem me manda a mim ter a curiosidade de um gato!

Quando finalmente, acabou a exposição a Andreia decidiu que tínhamos de ir lanchar à beira rio, ou mais precisamente à beira-eléctrico… Isto porque acabamos num restaurante-pastelaria cuja esplanada se encontra à distancia de um fio de cabelo, e não é dos compridos, do eléctrico. Depois de pedirmos o que nos aprazia, eis que uma gaivota se lembrou que ainda não tinha feito o seu cocó publico… e pronto, aliviou-se ali próximo. Segundo a Andreia, ela aliviou-se dentro dos nossos copos… o nojedo voltou. Se até aquele momento eu estava a conseguir manter o almoço no estômago, naquele momento eu atrevo-me a dizer que o almoço andou mais uns metros na direcção da boca… Nojeira à parte, acabei de beber o meu compal, porque como se sabe eu estou em dieta e não como coisas de pastelaria. Levantei-me e percebi que a gaivota se tinha aliviado próximo, mas não ali… Ou seja, a sensação que tive, foi a de estar a entrar no século XIV quando a peste bubónica assolou a Europa e haviam instrumentos medievais para se castigar ou matar pessoas… Por um lado os animais a defecar na rua, por outro as maquinas de tortura ali tão próximo…

Para aliviar os ânimos, fomos ver a exposição da Lego que me deixou muito mais animada. Aquelas construções todas, dão-me vida. Pena os senhores da Lego ainda não terem percebido, pela quantidades de currículos que envio para lá, que eu adoro fazer e apreciar as construções. Um dia, meto-me num avião e vou bater à porta do Senhor Kjeld Kirk Kristiansen e pergunto se não arranja mesmo um lugarzinho para mim lá no meio das peças todas. A exposição está muito bonita, vale a pena.

Quando demos por terminada a tarde cultural, eu apercebi-me do quão doida tinha sido de obrigar o Pedro e a Andreia a virem ver aquela insanidade, valeu pela Lego. Apercebi-me também, que trazia os músculos retesados e contraídos só de pensar no que tinha visto. Digamos que eu vinha mesmo mal impressionada.

Ou seja, quando cheguei a casa, iniciei o meu processo terapêutico, PASTELAR!! ou como dizem os ingleses Baking.

Sim, é verdade, eu estou proibidissima de ingerir elementos de pastelaria, mas não estou proibida de os fazer. Assim para me acalmar criei as bolachas de amendoim e três chocolates. Fiz especialmente para agradecer ao Pedro e à Andreia por terem alinhado na minha insanidade. Fiz também, para poder voltar a sentir o aroma de bolachinhas a sair do forno e a compressão a abandonar o meu sistema nervoso!

Que tortura o aroma das bolachas sem as provar!

BOLACHAS DE AMENDOIM E TRÊS CHOCOLATES

Do que vais precisar?

  • 2 Canecas de farinha;
  • 1 Colher de chá de fermento;
  • 1 Caneca de açúcar Amarelo;
  • 1 Caneca de açúcar Branco;
  • 2 colheres de sopa de creme vegetal;
  • 1 colher de sopa bem cheia de manteiga de amendoim;
  • 2 Colher de chá de baunilha;
  • 1 Ovo grande;
  • 4 Colheres de leite morno;
  • 100gr de uma tablete de chocolate branco picada;
  • 100gr de uma tablete de chocolate de leite picado;
  • 100gr de uma tablete de chocolate negro picado;
  • 1 mão cheia de amendoins picados;

Como vais fazer?

  1. Numa bacia misturas os açucares com as manteigas, faz isto com auxilio de uma batedeira;
  2. Adiciona o leite, a baunilha e o ovo e continua a bater.
  3. Agora a este preparado mole, adiciona os chocolates e os amendoins. Mexe bem, com a batedeira;
  4. Adiciona a farinha e o fermento com auxilio de um coador e continua a mexer. A massa não é muito dura, pelo que funciona bem com batedeira;
  5. Deixa descansar 15min. Neste tempo, liga o forno na temperatura mais baixa e começa a forrar um tabuleiro de forno com papel vegetal e besunta com manteiga para não colar ao fundo;
  6. Com auxilio de duas colheres de sopa, faz bolas e espalha pelo tabuleiro;
  7. Leva ao forno até começarem a ganhar cor. Nesta altura tira. Se estiver mole está óptimo, quando arrefecem ficam crocantes. Não deixes torrar muito, de contrário ficam muito difícil de ser comidas…

Foi torturante fazer, mas mais torturante foi ver o ar de consolo da Andreia e do Pedro a comerem as bolachas!

WP_20140820_13_00_30_Pro

Anúncios

Um pensamento sobre “A tortura dos tres chocolates!

  1. =) Posso dizer que o saco com as 8 maravilhosas bolachinhas compensou a tortura e aliviou a tensão criada pela exposição.
    Nota importante: A Angélica demorou tanto tempo a fazer estas bolachas como nós a ver a exposição, apesar de as meninas da recepção terem considerado que não teríamos tempo lol…
    História com final feliz. Vou aproveitar para comer mais 2 bolachas da tortura =)
    Bjs

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s