Fim-de-semana como antigamente

Uma das memorias que eu guardo, com afinco e doçura, são as viagens de carro para fazer férias em família e as actividades que fazíamos em conjunto. Ouvia-se e cantava-se José Malhoa e as 24 Rosas (eu ainda hoje sei a letra toda), e quando chegava ao dia de ir às piscinas de tubos, levávamos a marmita e fazíamos um lanche. Que demais. Julgo que quando tinha 5/6 anos achava isto muito cool, aos 14 achava ridículo e vergonhoso… Aos 26, acho novamente incrivel!

Este fim-de-semana que passou, fui até Ferreira do Zêzere com parte da minha “seita” (não religiosa porque isso é uma cena muito pessoal). Eu, o Rui, o Diogo e a Raquel fomos fazer uma escapadinha, cá dentro. A intenção era sermos mais, mas foi complicado porque hoje em dia, todos são demasiado ocupados para parar 3 dias consecutivos. Porém, lá conseguimos ir os 4 à descoberta. Até aqui tudo dentro da normalidade, 4 amigos à descoberta das entranhas de Portugal… Num sitio idílico, ou não. Pois vejamos, Século XXI, eu e a Raquel somos dependentes de novas tecnologias, ela tem um blogue (bookshelf) e eu outro. O Diogo passa a vida a ler noticias de desporto no telemóvel, quanto ao Rui, aguenta-se muito bem sem internet, agora sem televisão… Nem pensar, ele adora televisão e ainda por cima este fim-de-semana jogou o seu Porto. Em resumo, quando na sexta paramos para aquilo que prometia ser mega fim de semana, rapidamente percebemos que teríamos de por as cabeças a funcionar e tentar perceber como funcionava o mundo na altura em que a roda não existia…

Felizmente para a “seita”, existem 2 pessoas altamente criativas e 2 pessoas disposta a alinhar na criatividade. Como a minha intenção não é ferir o Diogo ou o Rui, não vou proferir o nome das pessoas criativas. Em suma, rapidamente tornamos a noite de sexta numa paragem de táxis, onde os condutores passam o tempo de espera a jogar à sueca. Foi isso que fizemos, várias partidas de sueca, eu e a Raquel fomos enganadas pelos rapazes e acabamos por perder… isto porque eles não sabem respeitar regras, como por exemplo o cansaço das oponentes. Contudo não vou gastar muito tempo em redor deste tema, porque sinto uma revolta interior perante o abuso e aproveitamento à desconcentração do oponente.

Quero sim, contar que no sábado tive um dia como os de antigamente. Não numa piscina de tubos, mas no rio. De manhã eu preparei o piquenique com a minha subchefe e os nossos moços de recados, e assim saímos à procura da aventura. A sensação que tivemos quando chegamos à primeira praia fluvial foi do tipo:”Ah é isto…”, mas mudamos logo de perspectiva porque estávamos ali para descomprimir. Usufruímos muito do rio, jogamos Uno e “Piquenicamos”.

Eu ADORO “Piquenicar”. Descobri esta minha faceta quando finalmente recebi a minha cesta de piquenique, em verga.

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Depois de “Piquenicar” e deixar o almoço chegar a um ponto de segurança, metemos-nos no carro, pedimos auxilio à Luísa Micaela, também conhecida por GPS da Raquel, e lá fomos até Dornes. Uma aldeia muito pequena, onde nem mercearia há, mas há o senhor das bifanas. Quando nos sentamos para aproveitar a incrivel e natural paisagem eu avistei as canoas. foi então, que o meu lado competitivo tomou conta de mim e ludibriei toda a gente a uma corrida de canoas… Ou assim eu achava. Sim porque, na verdade andamos foi a passear pelo rio, porque estava demasiado calor para fazermos maluqueiras… Mas valeu muito a pena. Foi deveras incrivel, com excepção do corte que ambas, eu e a Raquel, fizemos nos pés. Como diria o meu Sr. Pai:”Gajas, são fraquinhas”.

Depois de rotos, e eu ter voltado a experimentar a loucura e libertação de me passear de biquíni, num espaço onde já ninguém repara em ninguém, mas repara se há água fresca num raios de 5 cm, voltamos ao resort do século antepassado, ora o céu ainda estava bem iluminado e nenhum de nós tinha coragem de recolher, então montamos o estaminé no jardim e fizemos o duelo de mentes, Trivial Porsuit. Desta vez a Raquel deu-nos um “bailinho da madeira”… e depois quando jogamos Uno, dançamos, novamente todos, o bailinho mas desta feita de Vilar do Paraíso!

Como tudo o que é bom acaba, chegamos a domingo. Carregamos calmamente o carro, ainda fomos a Tomar, para torrar. Sim porque 39º não é temperatura para gentes do litoral. Quando entramos no carro e começamos a fazer o caminho de volta, iniciamos aquilo a que eu chamo de habito nas viagens com o Diogo e a Raquel. A rixa de canções, ou seja pomos um CD a tocar aos berros e vimos a viagem toda a seleccionar as musicas que conhecemos e cantamos a plenos pulmões. Este é para mim dos melhores momentos da viagem. Todos descomprimimos e parece que estamos a fazer o remake do  video clip da Alanis Morisset, “Ironic“. Eu faço o instrumental e a Raquel, nesse momento canta sempre INSTRUMENTAL. Os rapazes, acabam contagiados com a nossa dose de loucura e começam a cantar alto. O Rui adora cantar, mas evita fazê-lo em frente aos outros, nestes momentos até perde a cabeça e buzina. O Diogo, finalmente mostra o seu lado verdadeiramente descontrolado e canta tambem ele cheio de vontade. Parecemos novamente miúdos. Eu consigo facilmente transportar-me para as minha viagens em família, onde todos cantávamos e riamos descontroladamente.

Em resumo, o fim de semana foi incrivelmente positivo. Jogamos jogos de cartas e tabuleiro (ainda que tenhamos ignorado as regras do scrabble), fizemos um piquenique à beira rio com toalha e comida caseira, cantamos a plenos pulmões somente musicas portuguesas. Assim vale a pena uns dias de lazer. Obrigada à “seita”, que tem um radar mas não apanha Wi-Fi no ar!

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Quando à receita de hoje, vou dar a dos wraps que foi o nosso piquenique.

WRAPS DE PIQUENIQUE

O que vais precisar?

  • Fajitas ou wraps, comprado no supermercado;
  • Pesto, pode ser feito ou comprado;
  • Peito de frango, um por wrap;
  • Fiambre de peru e queijo fatiados;
  • Bacon fatiado
  • Tomate cortado em fatias.

Como vais fazer?

  1. Grelhas o peito de peru e na chapa quente passas o bacon para espalhar a gordura;
  2. No centro do wrap, espalhas uma colher de sopa de pesto, colocas o peito de peru e o bacon, depois o tomate e por cima as fatias de queijo e fiambre;
  3. Fechas o wrap, e com auxilio de uns palitos fixas para ele não abrir.

PS1: Eu ainda estou em dieta por isso não coloquei nem queijo nem bacon.

PS2: O pesto pode ser qualquer um, eu usei o de rúcula e ervas.

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PS3: A Raquel fez um post e falou do maracujá, passa !

http://raquelbookshelf.wordpress.com/2014/08/18/amigos-castanheiros-ou-os-limites-do-maracuja/

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2 pensamentos sobre “Fim-de-semana como antigamente

  1. Pingback: Amigos & Castanheiros ou Os Limites do Maracujá | BookShelf

  2. e que saudades das longas viagens a cantar ,a aprender os sinais de transito,os nomes dos rios e alegria que contagiava tudo e tudo vai ……mas agora não vamos assim mas temos alegria na mesma ….há e uma coisa (um por todos e todos por um)

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