A minha Ode ao Maracujá

Segundo reza a história do Fado da Mariquinhas, foi no domingo passado que quem canta passou na porta da mariquinhas. No meu caso, foi no domingo passado que ganhei um animo extra para compor uma Ode ao Maracujá.

Dizem os entendidos que uma Ode, provem da Grécia antiga e trata-se de uma composição poética, cantada ou recitada, ao som de uma lira.

Por seu turno, dizem os entendido da área da frutologia que o Maracujá é um fruto que ajuda a baixar as taxas de açúcar no sangue.

Então tu perguntas-te, de que maneira a Ode e o maracujá se encontram interligados? Simples, eu respondo. Eu sou filha, sobrinha e neta de diabéticos fanáticos, daquelas pessoas que já nascem com muito açúcar no sangue, logo o maracujá é um elemento precioso no centro da mesa da cozinha. Por outro lado, quando eu vou para a cozinha, visto o meu avental pueril, ligo a musica, sinto-me como maestro na minha pequena orquestra de bacias, colher de pau, manteiga a derreter e claro, varinha mágica e um-dois-tres cada uma no seu solo. Ok, ok não é uma ode, pode ser um concerto instrumental… mas se pensarmos bem, a sensação atribuída a uma composição poética, se esta for bastante intensa, assemelha-se em muito ao prazer de comer um doce. Principalmente quando a nossa empresa interior grita de forma ardente: “Preciso de DOCES”.

A palavra ardente leva-me a um outro assunto, sabem qual a tradução atribuída, pela língua anglo-saxónica, ao maracujá? Passion-fruit. Eu fiz uma pequena pesquisa e percebi que o nome deriva da passion flower, planta do maracujá e que foi baptizada pelo missionário espanhóis que ao verem a folha se lembraram da Paixão de Cristo. Uma boa forma de colocar as coisas, contudo eu diria que o maracujá ou melhor, o fruto da paixão tem esse titulo porque é romântico e poético. Cria uma sensação de leveza e desejo de cada vez que o comemos. Quem sabe se não terá acontecido isso aos missionários espanhóis? Afinal, Jesus diz: “Amai-vos e sede felizes”!

Ode ao Maracujá também humanamente conhecida por Tarte de Maracujá

Base

O que vais precisar?

1 pacote de bolachas maria

200gr de manteiga

um-dois-três ou trituradora

1 fervedor

1 forma de tarte, daquelas de fundo removivel

1 bacia

Como vais fazer?

1º trituras as bolachas até ficarem pó

2º derretes a manteiga

3º junta a manteiga com as bolachas trituradas na bacia e com auxiolio de uma colher de pau mistura bem até ficar uma massa homogenea

4º espalha a massa de forma igual por toda a forma de tarte e leva ao forno a 200º para unir bem a massa.

5º retira do forno quando ficar com aparencia de massa cozida. Eu testo por norma tocando com o dedo se afunda e voltar ao sitio tá pronto.

6º deixa arrefecer enquanto fazes o miolo da tua tarte.

Miolo da tarte

O que vais precisar?

1 lata de leite condensado, das pequenas

1 saco de gelatina, eu usei de tuti-fruti é a ideal

100gr de miolo de maracujá

5 cubos de gelo

1 bacia

1 colher de pau

Como vais fazer?

1º segue as instruções da gelatina, colocas a água quente exacta, contudo quando colocares a fria, coloca o miolo do maracujá e os cubos de gelo para obteres a quantidade de água fria das instruções

2º adiciona à gelatina o leite condensado e mistura tudo muito bem.

3º verte este preparado para a base de tarte. Se sobrar miolo não te preocupes serve para uma mousse de maracujá.

4º leva ao frigorífico para solidificar e dentro de 2h podes satisfazer-te de “Ode ao maracujá”.

ImagemAqui fica a triste bonita história da flôr do maracujá

 

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Um pensamento sobre “A minha Ode ao Maracujá

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