Lasanha Vapt-Vupt

Andava eu a fazer as minhas compras de recheio de frigorífico e despensa, quando dou por mim perdida no corredor dos condimentos. Depois do corredor dos chocolates, este é dos que me faz gastar mais tempo nas compras. Isto porque comparo preços, e dou comigo a tentar recordar sabores, quando pego por exemplo na mostarda dijon, ou nas várias misturas de pimentas. O molho de tomate, normal ou com alho e cebola? Ah e as tortilhas, maiores mais pequenas… Quanto maiores mais quesadilha como, portanto melhor trazer as mais pequenas. Ando ali para trás e para a frente, sopa de rabo de boi, sopa de marisco, Knorr de carne, Knorr de frango… Eis que me aparece, a mistura Knorr para lasanha e bolonhesa.

Eu adoro lasanha, adoro mesmo. Assim que me recorde, a minha mãe nunca fez, mas eu fui percebendo como se fazia, e la ia inventado a minha lasanha, tinha sempre o problema de as placas não ficarem suficientemente moles, o que estraga logo tudo. O meu grande problema em fazer lasanha é que acabo por gasta-la só na limpeza da cozinha. Ora vejamos, panela para o ragu, panela para o molho bechamel, panela para aquecer água para amolecer as placas, e ainda a assadeira da lasanha… Bolas, so de enumerar até fiquei cansada, 3 panelas ao lume e uma assadeira sobre a cortiça, para não acabar estalada com as diferenças de temperatura. Quero com isto dizer, que faço lasanha muito menos vezes do que gostaria de a comer. Bom para mim, muitos dirão, menos esse nas coxas. Pois, mas isso agora não é o problema, o problema é que quero fazer lasanha, bem boa, e não ter de passar 2h só a esfregar tachos.

Ora bem, vi num blog de nome Kitchn, uma lasanha (que se clicares no link chegas logo lá) do tipo super básica de fazer e ainda prometia a utilização de só uma panela. Eu na verdade nem era para ir ver, porque estou bastante contente com a minha lasanha super trabalhosa que acaba sempre por ser desconsolante, no entanto a promessa de uma so panela fez-me sonhar. Até este momento, lasanha rápida saborosa e pouco trabalhosa, era uma utopia. Começo a ler, mas não li grande coisa, eu estava sedenta era com a possibilidade de uma lasanha rápida e pouco trabalhosa. Às tantas diz lá, fazes o ragu, partes a massa da lasanha e enfias no meio do ragu. Coloca mesmo por baixo, para conseguires camadas. A esta altura, o meu nível de ceticismo era tipo máximo. Pensei:”Hmm ta bem, mete la para o meio que aquilo faz camadas ta bem tá… a ver se experimento isto em casa”.

Já aqui falei da minha vontade de aceitar desafios, certo? Pois bem, esta receita eu fi-la no sentido do desafio. Ou seja, se funcionar vou ganhar um jantar incrível para fazer a meio da semana. Se perder… Bem se perder, la se vai o jantar de hoje, e a utopia mantem-se… Então decidi jogar as cartas todas, se é para jogar, mete-se logo os ases e as biscas na mesa. Pimba, saquei do Knorr de lasanha, fiz como indica lá, frita-se a carne em azeite e manteiga, adiciona-se o pó de perlimpimpim, e água, deixa-se levantar fervura. Depois segui os conselhos de Kitchn, parti a massa da lasanha e fui metendo para o meio, depois cobri com bechamel e cubos de mozarela fresco. Meti no forno e fiquei na cozinha feita palerma a olhar para o forno e a pensar, qual vai ser o Plano B… são 20.20h, não tenho muito tempo para arranjar outro jantar. Esperei os 20 minutos que demora para gratinar bem. Chamei o Pedro, servi o jantar… e voltei a servir mais duas vezes, porque a lasanha estava incrível.

Hoje experimentei com massa de canelones. Se vale a pena, viva os senhores da Knorr que criaram uma ótima mistura de ragu e viva Kitchn por se ter lembrado de fazer a melhor lasanha de meio da semana!

LASANHA VAPT-VUPT

O que vais precisar?

PLANO A

  • 1 Saqueta de mistura KNORR para lasanha;
  • Azeite q.b.
  • 400gr de carne picada, eu uso uma mistura de vaca e chouriço;
  • Massa de Lasanha partida em bocados ou Canelones
  • 200ml de molho bechamel;
  • 1 Queijo mozarela fresco.

PLANO B – Caso não queiras utilizar ou não exista os sacos perlimpimpim da Knorr

  • 400gr de carne picada;
  • Sal, pimentas, molho inglês, pimentão em pó, piri piri chipotle;
  • Uma cebola ralada ou picada
  • 2 Dentes de alho picados;
  • Azeite q.b.
  • Molho de tomate;
  • 1 Cerveja;

Como vais fazer?

PLANO A

  1. Fritas a carne no azeite, e segues as indicações da saqueta;
  2. Quando a carne estiver pronta, adicionas a massa de lasanha aos poucos, ou os canudos dos canelones, de forma a que a carne entre nos canudos;
  3. Cobres tudo com o molho bechamel;
  4. Cortas o queijo em cubos ou rodela e distribuis por cima;
  5. Levas ao forno até gratinar;
  6. Retiras e serves.

PLANO B

  1. Picas a cebola e o alho e colocas no azeite;
  2. Quando começar a alourar, adicionas a carne.
  3. Quando esta estiver meia frita, adicionam-se todos os ingredientes, inclusivamente a cerveja e o molho de tomate.
  4. Deixas a carne tomar sabor, regulas os condimentos e vê se precisa de um bocadinho de água;
  5. Quando a carne já estiver pronta adicionas a massa de lasanha aos poucos, ou os canudos dos canelones, de forma a que a carne entre nos canudos;
  6. Cobres tudo com o molho bechamel;
  7. Cortas o queijo em cubos ou rodela e distribuis por cima;
  8. Levas ao forno até gratinar;
  9. Retiras e serves.

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Hygge de frango

Sabes quando chegas a casa e a lareira está acesa, e lá fora está um frio do caraças?

Sabes quando te deitas em conchinha, com a tua pessoa, e adormeces num sono tão profundo que te sabe como se tivesses dormido uma vida?

Sabes aquele abraço que vem sem contar. Que chega e te envolve e tu libertas tantas feromonas, que te sentes a pessoa mais feliz do mundo?

Sabes quando te enroscas no sofá com um cobertor, meião quente, divides uma tigela de pipocas, na TV passa um filme qualquer e lá fora chove um mundo inteiro?

A sensação que tenho quando imagino estas imagens, chama-se Hygge. É uma palavra dinamarquesa. Não tem tradução direta para português. No entanto, eu traduzo Hygge como conforto. Isto porque, eu acredito piamente que o ser humano só é feliz, quando está confortável. Ninguém de sanidade, é capaz de ser feliz numa situação desconfortável. E se somos felizes numa situação desconfortável, é porque estamos confortáveis com o desconfortável. Portanto, Hygge, (HUGA como se diz) é o conforto.

O conforto é o que precisamos muitas vezes no outono e inverno. Nestas épocas somos mais tristes, somos mais moles. Precisamos de mais mimo. Precisamos de lareiras acesas, de abraços sem contar, de poder enroscar. Precisamos de fazer conchinha. Nesta época do ano, temos necessidade de procurar a felicidade que é tantas vezes espontânea na primavera e no verão, principalmente porque os dias são gigantes.

No outono e no inverno, acabamos a tentar compensar, muitas vezes em comida, o que não vem espontaneamente. Mas até a comida, tem de ser mais quente, mais saborosa. Só uma salada não chega. Porque está frio, porque está a chover (nem por isso), porque estou a trabalhar e já é de noite.  Nesta altura do ano, procuramos o conforto quase tanto, como no verão procuramos água. É uma necessidade.

Na verdade, para mim o conforto é uma necessidade.

Faz uns dias, andava a visitar uns blogues e deparei-me com uma receita de frango. A verdade é que a foto daquela receita de frango, tirou-me de onde estava e sentou-me na minha mesa da cozinha, a jantar com o Pedro, enquanto o Sheldon, do outro lado da barricada aguarda, que um de nós lhe ceda um momento de degustação. E aquilo soube-me a conforto, soube-me a amor. Aquilo soube-me a Hygge.

Eu adoro, mesmo de verdade, chegar a casa e iniciar todo o processo de preparação da única refeição aceitável que faço e ingiro durante o dia. Na verdade eu acho que se me medissem os níveis de feromonas nesta altura, quase que os podiam comparar (menos um pedaço) com os que eu liberto quando o Pedro me dá um abraço.

Eu sou realmente uma pessoa feliz, na minha cozinha no terceiro andar.

Sou tão feliz, que nas minhas viagens de regresso a casa, faço duas tabelas na minha cabeça, uma com ingredientes das receitas, outra com ingredientes da dispensa e frigorifico. Quando subi ao terceiro andar, e depois de 10minutos ininterruptos de mimos vindos de um orelhudo, acabo a vestir o meu avental, ligar o rádio e mão à obra. O resultado foi diferente do da receita original, até porque mudei alguns ingredientes, mas confesso que já repeti varias vezes, e em todas elas compreendo o porquê de haver necessidade de se ter uma única palavra para descrever o conforto da felicidade!

Viva o conforto/felicidade/Hygge

 

Cheesy Chicken and Brocolli

Eu substituí os brócolos por esparregado, substituí a maionese e o alho, por molho de Alho da Calvé. Substituí o queijo cheddar por mozzarela ralado. Tubes crescent Rolls, eu usei massa folhada.

  • Basicamente é cozer um peito de frango, cortar em cubinhos, e numa taça misturar o frango, com natas, com molho de alho, queijo e esparregado, formando um recheio.
  • Abrir a massa folhada, colocar-lhe o recheio, fechar o embrulho e levar ao forno.

Qualquer dúvida diz, que se eu conseguir eu ajudo. Mas experimenta de verdade, é realmente muito bom!

 

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Combinações improváveis

Existem combinações que nos trazem sensações incríveis, mas que aos olhos alheios podem soar a algo muito estranho. A minha mãe diz sempre, só se pode comentar, depois de experimentar. Eu sou daquelas pessoas, que quando diz que não gosta é porque já experimentou, e não funcionou. Temos o caso, do bolo de espinafres. Muitos dizem que é incrível, eu provei, e odiei. Temos por exemplo coelho, eu já experimentei, e é muito mau, ainda não provei coelho de alguma maneira que me saiba bem. Hmmm, por exemplo também não gosto de ensopado de borrego… Alias borrego, anho, e cabrito. Eu sei que são todos diferentes, mas a não ser que sejam costelinhas de borrego grelhadas com molho de alho, não me convidem, porque eu vou passar muita fome. Aconteceu, eu dizer à minha futura sogra que não gostava, mas disse-o de uma forma pouco convincente. Escusado será dizer, que levei com ensopado de borrego uns dias mais tarde. Desde esse momento, sempre que há ensopado de borrego, há ensopado de galinha para a Angélica.

Confesso que não sou só esquisitices, eu gosto muito de batatas fritas, caseiras, com sumo de limão por cima. Eu bebo leite com cereais em leite quente, criando portanto uma papa que me sabe a céu, e enoja o meu namorado. Eu adoro sandes de batatas fritas, meu Deus eu adoro mesmo muito, sandes de batata frita. Sou 100% fã de churros recheados com chocolate, uma vez por ano, pelo menos, eu tenho de ir à caravana das farturas, comprar um churro recheado de chocolate. Segundo o Pedro, é o meu momento gorda!

Agora que penso, isto são esquisitices, pior do que não gostar de coelho. Pois bem, para adicionar a estes meus hábitos, estranhíssimos, eis que a minha amiga Mafalda inventou o meu novo vício, brownies de chuchu e chocolate. Na verdade ela faz pequenos bolinhos, eu faço em formato brownie. E agora o pensamento é, chuchu e chocolate? Chuchu, aquele legume que substitui a batata na sopa?? Iup, esse precisamente. Quando vi a receita, pensei, só pode estar maluca, depois olhei para o especto dos bolinhos, e tinham um ar tão mas tão apetitoso, que eu pensei, não sei se lhes resistiria.

A verdade é que rapidamente, me transformei num soldado da paz dos hunger games. Sim porque hunger foi o que me deu quando vi os bolinhos.

Liguei para a minha mãe, para ver se a terra tinha sido uma boa mãe e tinha procriado quase milagrosamente chuchus. Aparentemente sim, porque ela tinha um gigante para mim. Cheguei a casa, descasquei-o, piquei as mão e fiquei com elas super ásperas. Porque é o que acontece quando se brinca com chuchu. Cortei em pedaços, meti no liquidificador, pesei o líquido e a partir daí fiz as contas à receita da Mafalda. Oh meu Deus, estes brownies são quase tão bons como os originais, e têm uma contrapartida, como trazem um legume, servem de entrada e sobremesa para uma refeição, e pode ser uma sandes de batatas fritas, com meio limão a regar as batatas… Acho que assim, não engorda tanto!

Brownies de Chocolate e Chuchu – Receitas do Bairro

 

 

 

1992

Sinto-me descansada, relaxada é mais o termo.

11.06h – 8/10/2017

Bom dia mundo, foi o que pensei logo depois de me espreguiçar. O Pedro já se tinha levantado, e hoje não fui acordada por um Sheldon carente que quer muito recolher calor humano dos donos. Confesso que me deixei ficar mais uns minutos, não me lembro da ultima vez que me levantei depois do Pedro. Isto realmente sabe a preguiça pura.

Depois de percorrer as minhas redes sociais lá me levanto, e muito sorrateira abro a porta que dá para o hall a sala e a cozinha. O Sheldon, já me tinha sentido, e portanto estava ali para me fazer uma recepção digna de estrela de Hollywood, o Pedro estava a domingar no sofá com o livro, que sabe que tem de ler porque eu já tirei tiquet para o ler e o pai também. Fui à cozinha fiz o pequeno-almoço e vim para a “roina” do sofá, enquanto comíamos o Sheldon estava louco para poder partilhar comida connosco. Não, regra numero um, se no fim sobrar recebes um bocadinho… ele la acalmou, tirei tudo da sala para a cozinha, e voltei para o sofá, o Pedro voltou ao livro dele e portanto passei a ser a dona do comando. Parei no canal Hollywood, estava a dar um filme que já não vejo, faz imenso tempo. Já ia próximo do fim, mas mesmo assim insisti em ver. O Sheldon arranjou posição entre mim e o Pedro, e ali naquele momento eu senti-me uma afortunada. Eu o Sheldon e o Pedro, domingo de manha a aproveitar a companhia uns dos outros.

Enquanto fazia cafunés nas orelhas do Sheldon, as lágrimas inundaram-me. Não pela felicidade daquele momento, mas pelo filme que estava a dar. O meu primeiro beijo. Basicamente, um menino e uma menina de 11 anos, nos anos 90. liberdade infantil, ela apaixona-se pelo professor de poesia, ele é o melhor amigo. Entre brincadeiras e conversas pueris, acabam por experimentar o primeiro beijo entre o dois. Não conto mais, porque é um filme digno de se ver.

Faz-me chorar, porque me recorda a simplicidade da minha infância. Porque me recorda de como era bom todos juntos a jogar às escondidas, enquanto a tia Lina nos chamava para lanchar. Porque me faz perceber, que se um dia tiver um filho, ele não vai ter acesso à mesma inocência. A um primeiro beijo sem o peso que isso acarreta. Porque a minha sobrinha, não vai saber o que é andar descalça na rua, porque dá mais jeito… Foi por isso que tive um momento de nostalgia profunda. Porque em 1992, só a rua sésamo nos fazia correr para casa. Hoje, provavelmente só a rua sésamo os faria correr de casa…

 

Isto da nostalgia e da simplicidade da vida tem me inundado esta semana. Ao ponto de ter saudades de comer bolo de cenoura. Julgo que foi dos primeiros bolos que fiz. era miuda queria fazer um bolo e a minha mãe ensinou-me a fazer um de cenoura, acho que na altura não saiu assim muito bem, e a minha mãe como sempre culpou o facto de eu não ter separado correctamente as claras das gemas. Eu era e sou trapalhona… Ora então aqui a trapalhona nostálgica esta semana perdeu a cabeça, e encontrou o liquidificado. O resultado foi um bolo de cenoura super fofo e saboroso.

Ah como era bom voltar a 1992 beber cevada da tia lina, comer este bolo e ver a rua sésamo, tudo super rápido porque a trapalhona tinha os amigos na rua à espera para brincar…

BOLO DE CENOURA

O que vais precisar?

  • 3 cenouras descascadas e cortadas grosseiramente (médias);
  • 1/2 chávena de óleo;
  • 3 ovos;
  • 1/2 chávena de amido de milho;
  • 1+1/2 chávenas de farinha;
  • 1+1/2 chávenas de açúcar;
  • 1 colher de café de fermento em pó;

Como vais fazer?

  1. No liquidificador colocas os ovos, as cenouras e o óleo;
  2. Liga o liquidificador no máximo, unta uma forma e liga o forno, 170º;
  3. Numa bacia colocas, o açúcar, a farinha, o amido e o fermento, mistura tudo com uma colher de pau;
  4. Quando a mistura do liquidificador estiver homogénea (cenouras desfeitas), vertes para a bacia e misturas o liquido aos secos. Tudo com auxilio da colher de pau;
  5. Quando a mistura, estiver bem unida, vira para a forma e leva ao forno, 40 mins;
  6. Para a cobertura eu usei metade de uma tablete de chocolate amargo (60% cacau) mais a mesma quantidade de chocolate de leite, derreti os dois em conjunto e depois do bolo pronto pus como cobertura;

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Temos em baixo uma pata branca a fazer-se ao bolo…

 

 

Panquecas…

Uma das coisas que mais me faz pensar nos meus hábitos matinais, enquanto adepta fervorosa de pequenos-almoços, são as séries norte americanas. Ele é french toasts, ele é pancakes, ele é gofres, ele é o diabo a 7, e o meu pequeno-almoço não passa de um café duplo com leite e três fatias de pão d’avó torradas com manteiga. Ora bolas, como conseguem eles ter estes pequenos-almoços todos elaborados? Pois bem, os anos têm-se encarregado de me mostrar, MASSAS PRONTAS do supermercado. Oh oh, assim também eu, abres o pacote, metes um ovo e leite, batedeira e está feito, aqueces a fritadeira, sem gordura, massa la para dentro et voilá,  panqueca pronta. A sério??

Pois bem, as panquecas estão na moda, não sei se é uma coisa do concelho, do país ou do mundo, sei que cá em Espinho estão na moda, ele é panqueca de aveia, chocolate ou normal, leva molho do que se imaginar. Há panquecas na boca do mundo. Ora eu até há bem pouco tempo, resignava-me a ver a panqueca típica das séries americanas, cheguei até a comprar uma garrafa de massa do Lidl, confesso, mas depois dessa minha tirada, decidi não repetir, até porque, a massa não era de grande coisa.

No entanto, e com tanta casa de brunch em Espinho a abrir, dei comigo sentada a uma mesa, a comer scones com nutela enquanto via o Pedro a comer um pequeno monte de panquecas com nutela e morangos. O Pedro odeia dividir, mas deve ter visto faíscas a saltar-me dos olhos porque prontamente me perguntou se eu queria experimentar… Oh que bom… Bom mesmo. No entanto, foi um bocado numa de, Ok é bom, estou consolada, não vou pensar mais em panquecas. Mas o tempo vai passando, e a febre das casas de brunch não passa e portanto, a palavra panqueca tem andado a pairar no meu cérebro, quanto a isto eu não fiz nada. Até que fui de férias para Barcelona, onde os pequenos-almoços era uma loucura de tão intercontinentais que eram. No entanto não havia panquecas. Havia tudo, fruta, feijão, ovo estrelado, cozido e escalfado, bacon, pão, manteiga, queijo, bebidas de tudo e mais alguma coisa, e tinha nocilla, a nutela dos espanhóis, mas não tinha panquecas. Durante todas a férias, eu comia bem, bem demais até se me é permitido, mas as panquecas que até ali tinham passado a ser palavra frequente, não existiam.

As férias acabaram, e ainda no avião, 23h dizia-me o Pedro muito triste; “e agora? Vamos voltar aos pequenos-almoços simples?”. Aquilo mexeu comigo, sim, claro que vamos. As férias acabaram e eu tenho de ficar em forma, mas tens razão… Adormeci, acordei no Porto de volta à realidade. No dia seguinte já a meio da tarde acordei e pensei, e agora o pequeno-almoço? Acho que é mais ao menos assim que funciona com os viciados, ” e agora, o álcool? os medicamentos? a droga? O CHOCOLATE?!”.  Naquele dia, vivi de volta à realidade, mas durante a noite, fui iluminada, pelo Pancake God. O mesmo que é tão aclamado na terça-feira gorda de Carnaval. Acordei de manha, fiz uma rápida pesquisa, e encontrei a receita mais simples de panquecas, do mundo, recheei-as de nutela, espremi laranjas, coloquei tudo num tabuleiro, e fui acordar o Pedro.

“Bom dia!! Afinal ainda estamos de férias.”

Digamos que o Sheldon por esta altura, estava sentado em cima da cama, impávido com o cheiro que o invadia.

PANQUECAS

(http://www.e-konomista.pt/artigo/receitas-de-panquecas-rapidas-e-fofas/)

O que vais precisar? (10 panquecas)

  • 1 chávena de leite;
  • 1 colher de sopa de açúcar ;
  • 1 ovos;
  • 1 c. de chá de óleo vegetal;
  • 1 c. de chá de extrato de baunilha;
  • 1 chávena de farinha de trigo;
  • 1/2 c. de sopa de fermento em pó.

Como vais fazer?

  1. Colocas tudo no liquidificador e deixas a misturar;
  2. Colocas uma frigideira, ao lume sem gordura nenhuma, e anti aderente;
  3. Quando estiver bem quente colocas um pouco de massa e deixas cozinha, quando começar a fazer bolinhas na massa viras.
  4. Assim que estiver cozinhada, colocas num prato e barras com o que quiseres, doce de morango, mel, chocolate simples ou de avelã;
  5. Repetes o processo para toda a massa e vais sobrepondo as panquecas;
  6. Tenta não ir comendo pelo meio… Depois não saboreias tanta quantidade.

Tempo é ouro…

Versão Portuguesa

Uma das coisas que eu ouço desde miúda é que a evolução dos tempos faz-nos aprender a gerir sem aproveitar o tempo. Nós não sabemos saborear a comida, nem nos apercebemos do ritmo a que nos mexemos. Eu sempre achei um máximo as rotinas supersónicas, até chegar a mim. Esta semana enquanto almoçava, consegui no meio da insanidade perceber a loucura do meu ritmo. Consegui entender, que não estou a aproveitar uma das coisas que eu mais gosto na vida, saborear a minha comida… Vê tu bem, como se processa uma das minhas horas de almoço. Vou tentar descrever isto como se tu fosses eu…

12h – Pego na mala, saio do escritório dirijo-me para o meu carro.

12:0.5 – Aperto o cinto de segurança, ligo o carro, rumo a casa.

12.15 – Estaciono o carro lá em baixo e corro escadas a cima até casa.

12.17 – Abro a porta de casa, seguida da porta da cozinha para receber o Sheldon que está À espera do momento, almoço a dois.

12.20 – Ou aqueço almoço que consegui deixar do dia anterior, ou inicio o processo de arranjar almoço. Normalmente é a segunda opção.

12.21 –  Iniciar o almoço, normalmente este processo demora 10 minutos, opto por coisas simples e rápidas, como uma omelete de tomate e pimentos;

12.31 – Sento-me para almoçar.

12.36 – Arrumar a tralhar do almoço;

12.38 – Colocar o arnês ao Sheldon e sair para o passear;

12.48- Estou de volta a casa, com um Sheldon passeado, pronto

12.50 – Estou a entrar no carro e a voar para o trabalho;

13h- Estou de volta ao recinto de trabalho.

O que há de errado nisto? 10 minutos a passear o cão, 5 minutos a almoçar, para piorar a omelete que fiz esta semana estava tão, mas tão boa que acabei por gastar uns extravagantes 7 minutos a almoçar… Quem ficou triste foi o sheldon porque só passeou minutos… Tempo é ouro!

English Version

One of the things I’ve heard all my life is that evolution of the times makes us learn to manage without enjoying time. We don’t know how to savor food, nor do we realize our rhythm. I’ve always found supersonic routines to be amazing, until I was inside it. So, this week while I was having lunch, I was able, through all the rush, realize the madness of my rhythm. I was able to understand that I’m not enjoying one of the things I like most in life, food … This is how, my lunch hour works.

12h – I pick up my bag, I leave the office and run to my car.

12. 05 – I fasten my seat belt, start the car, and head home.

12.15 – I park the car downstairs and run upstairs to the house.

12.17 – I open the door, followed by the kitchen door, and see Sheldon that is waiting for this moment since morning, lunch for two.

12.20 – I heat lunch that I managed to leave the previous day, or I start the process of making me lunch. Usually, is the second option.

12.21 – Start lunch. This process normally takes 10 minutes. Normally I do simple and quick things, such as a tomato and peppers omelet;

12.31 – I sit down for lunch.

12.36 – Clean everything;

12.38 – Put the leash on Sheldon and go for a walk;

12.48- I’m back home, with Sheldon walked

12.50 – I’m getting in the car and flying to work;

13h- I’m back to work.

What’s wrong with this? 10 minutes to walk the dog, 5 minutes to lunch, to make matters worse the omelet I made this week was so, so good that I ended up spending an extravagant 7-minute lunch … Sheldon was the one sacrificed, only 8minuts walk . .. time is gold!

OMELETE

O que vais precisar?

  • 2 ovos;
  • 1 pimento pequeno;
  • 1 tomate pequeno;
  • Queijo ralhado;
  • Molho inglês;
  • 1 noz de manteiga

Como vais fazer?

  1. Colocas uma frigideira ao lume com a nos de manteiga;
  2. Partes os ovos, adiciona uma colher de café de molho inglês e bate os ovos freneticamente, até ficarem uma mistura homogénea;
  3. Assa o pimento, tira a pele e parte-o finamente e reserva;
  4. Lava o tomate e corta-o aos cubos, reserva
  5. Coloca os ovos na frigideira e deixas fritar, vais descolando as pontas e mexendo a frigideira para que o ovo que está por cima também acabe frito;
  6. Quando o ovo em cima começar a ficar mais consistente, adicionas o tomate o queijo e o pimento;
  7. Fecha a omelete e deixa fitar mais um pouco o ovo, mas não até queimar ou ficar seco;
  8. Tira para um prato e saboreia.
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Omelete

Acontecimentos em cadeia…

Sábado passado, fomos jantar a Gaia. Eramos 4, e a intenção era ir jantar ali na bela zona da Afurada. Correu mal. Já tinha começado a correr mal, quando eu finalmente acordei para a vida e percebi que nesse sábado os Scorpions iam dar um concerto no MEO Marés Vivas e cujos bilhetes já estavam esgotados há meses. Superei calmamente esta mega desilusão, no entanto superei-a tão calmamente que me olvidei do quão pouco inteligente era ir pr’Afurada jantar… Portanto depois de uns valentes 20 minutos de voltas e mais voltas, acabamos em direção ao tabuleiro inferior da ponte de D. Luis. Passar a ponte, não era inteligente, já passava largamente das 21, e portanto se na Afurada a confusão estava instalada, na ribeira não se rompia, optamos portanto estacionar o carro num parque e lá fomos nós na debanda de um restaurante onde se jantasse bem e onde pudésemos conviver uns com os outros… Eu honestamente, nunca tive muito boas experiências em restaurantes próximos do rio, são poucos os que servem bem e cujos empregados são humildes o bastante para nos fazer sentir confortáveis. Portanto, cética lá fui eu em busca de ementas, enquanto os rapazes, vinham perdidos nas suas conversas. Pelo caminho, encontrei a Rita, já não a via há imenso tempo e a verdade é que o encontro com ela deu-me uma felicidade enorme. Isto, porque estamos a falar de uma pessoa com uma aura feliz, pelo menos é assim que eu vejo a Rita, uma aura feliz. Fiquei verdadeiramente contagiada com a energia dela, e portanto um pouco à frente tomei a decisão, depois de ler peito de frango recheado com alheira. Chamei o empregado, e ele disse que tinha mesa para nós. Vieram as entradas, fizemos o pedido, e eis que chega o esperado peito de frango recheado de alheira.

Preciso mesmo de fazer um parágrafo. QUE FRANGO! Oh meu Deus, que carne tão suculenta, que combinação tão especial. De cada vez, que ouço este tipo de combinações soa-me sempre a enjoo pela certa, mas aqui não faltava nada. Não faltava mesmo. Era uma explosão incrível na boca. O Pedro que tinha optado pelo bife de pimentas, que também era saboroso, mas normal, ficou deliciado e acho que desconsolado por não ter pedido o mesmo. Enfim, ele como tem a regra de que a comida não se divide, só teve direito a um bocadinho, e foi porque eu marralhei um pedacinho do bife dele.

Muito bom mesmo. Taberna d’Maria, pouco antes da praça Sandeman em Gaia.

Esta semana, tirei uns bifes para o jantar de quarta-feira. Não sabia bem o que fazer para o jantar, mas tirei bifes, atá à hora descortinaria uma solução. Deixei os bifes dentro da banca a descongelar. Dentro da banca, porque temos uma cabra do monte cá em casa, e não um cão, e a nossa cabra do monte tem sangue de Beagle, logo um faro hiper mega apurado. Achei que dentro da banca era um lugar seguro para a vaca, aparentemente, a cabra do monte fareja e salta mais do que o imaginado, portanto quando cheguei a casa, vaca nem vê-la. ANGÉLICA 0 – SHELDON 1, foi o resultado possível… O problema é que a hora do jantar aproximava-se e eu nada tinha para cozinhar. Lá encontrei uns peitos de frango. Coloquei a descongelar, com auxílio de água quente. Cá em casa janta-se às 20h, era 18.30 quando coloquei o frango a descongelar… 19.30 e o frango ainda era pedra… Estava quase a desesperar, quando os pais do Pedro ligam para irmos jantar fora. Nem pensei duas vezes, arrumei tudo e lá fomos… Desta vez pus o frango no frigorífico, já li em qualquer lado que a inteligência das cabras do monte as obrigam a ir ao mesmo sítio duas vezes…

Desde que o frango está no frigorífico que tenho pensado, que merece um tratamento especial. Merece ser servido num prato digno da espera. Ora ontem pensei, é desta. Vou repetir o jantar da semana passada e deixar o Pedro a salivar. No entanto, esqueci-me de me precaver, vendo a data da alheira que estava no frigorífico.

19.40, pego na alheira, 9/7/2017, liquido branco dentro do saco… Simulo um vómito e com as pontas dos dedos meto-a no lixo… Não quero de maneira alguma saber de onde vem aquele líquido… Ora bolas e agora?! LINGUIÇA! Ora aqui está outro enchido que eu adoro, principalmente nas francesinhas. Se eu adoro, o Pedro tem-lhe um amor de estimação. Assim, compus-me e refiz-me rapidamente da desilusão que se apoderou de mim, e lá fui eu fazer um jantar digno de um sábado à noite.

Desculpa a extensão do texto, mas só queria provar que tudo acontece por uma razão. Se não tivéssemos optado por ir jantar a Gaia, nunca teria visto a Rita, nunca teria provado um prato tão saboroso, do qual falei praticamente toda a semana. Se o Sheldon não tivesse devorado os bifes, eu nunca teria iniciado a demanda de reproduzir o prato, nunca teria chegado ao saboroso jantar de ontem… Afinal, o universo conspira!

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Cabra do Monte com a barriga cheia de bife AKA Sheldon Cooper

 

PEITO DE FRANGO RECHEADO COM LINGUIÇA (2 pessoas)

O que vais precisar?

  • 2 Peitos de frango;
  • 1 Linguiça;
  • Queijo ralhado (eu tenho sempre no frigorífico um mix, mozarelha, ilha e flamengo, tudo num tupperware)
  • Azeite;
  • Meia cerveja;
  • 1 Caldo de frango;
  • 50gr de manteiga;
  • 3 Colheres de sopa de farinha;
  • 1.5 Copos de leite frio;

Como vais fazer?

  1. Corta a linguiça longitudinalmente, até obteres duas metades;
  2. Abres o peito de frango, colocas-lhe queijo, metade de linguiça, e enrolas;
  3. Repetes, para o outro peito de frango;
  4. Numa assadeira, colocas o azeite e os peitos de frango e cobres com a cerveja;
  5. Leva ao forno, até começar a alourar. Quando assim for, vira para ficar lourinho dos dois lados;
  6. Para fazeres o molho, colocas a manteiga a derreter com o caldo de galinha;
  7. Quando estiverem reduzidos a líquido adicionas a farinha, para fazer uma embamata/ roux, quando ficar uma pasta, adicionas o leite e mexes bem até obter um líquido parecido ao molho bechamel;
  8. Tiras o peito de frango do forno cobres com o molho e serves com salada e arroz branco, ou salada e chips de batatas. Eu tenho um viciado em chips cá em casa e portanto optei pelo segundo acompanhamento.

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