Crinkles, get out of here

Esta historia de chegar aos 30, ainda que não os sinta em parte nenhum do corpo, fez-me pensar numa publicidade que dava à uns anos, revitalift da Loreal. Não consigo precisar quando, mas sei que foi à algum tempo.

(Confesso que para mim, anos 90 & 00 soam tudo ao mesmo. Daí não ser capaz de precisar no tempo)

A publicidade mostrava a Andy MacDowell a falar sobre um fantastico creme anti-rugas. Depois de explicar as capacidades milagreiras do creme, a modelo dizia uma frase, tipo punch line. A frase era “wrinkles, get out of here“. A primeira vez que ouvi, repeti um milhão e cem vezes “crinkles, get out of here“. Na minha cabeça fazia todo o sentido. Uns dias mais tarde, numa aula de inglês, falou-se em wrinkles. O meu cérebro viajou na maionese, e eu percebi que andava com a punch line estragada. Mudei, e repeti mais um milhão e cem vezes “wrinkles get out of here“.

Na semana em que fiz 30 anos, dei comigo a adicionar no facebook um grupo novo, onde as pessoas vão postando e falando de pratos de comida que fizeram. (Ah, só existem dois prazeres nesta vida e um deles é comer).  Adicionei o grupo, e quando comecei a correr o meu ecrã, apareceram uns bolinhos com um aspecto incrível, pareciam uns bolos enrugado, tipo crosta de broa, falavam em crinkles. Eu fiquei fascinada. Olhei para a foto e disse para mim mesma “crinkles, get out of here!”. Desta vez fez muito sentido.

Pesquisei sobre o assunto, e li receitas com muito bom aspecto e de vário sabores. Experimentei as de chocolate, e o resultado, foi uns bolinhos com cara lisa sem wrinkles/crinkles. Pensei que tinha funcionado o creme milagreiro de punch line que memorizei. Ainda que bons, eram bolinhos de chocolate, nada mais do que isso, muito longe dos que vi. Pudera, só os deixei 7h no frigorífico e para piorar coloquei-os ao forno com um guisado

Esta semana, repeti a proeza. Deixei a massa 24h no frigorífico. Coloquei o forno a uma temperatura mais baixa, e subi os tabuleiros.

Quando tirei o primeiro do tabuleiro do forno a punch line voltou à minha cabeça: “Wrinkles, get out of here“.

Não sei porque na altura aquilo me ficou na cabeça, sei que sempre que vejo estas bolachas me salta à memoria esta punch line. Também sei que os 30 só me trouxeram rugas de expressão, e dessas eu sou hiper fã, como sou de Crinkles.

CRINKLES

O que vais precisar?

  • 1 tablete de chocolate amargo/culinária;
  • 100gr de açucar branco;
  • 60gr de manteiga;
  • 200gr de farinha;
  • 1 colher de café de baunilha;
  • 2 Ovos;
  • 1 colher de sobremesa de fermento em pó;
  • Açucar em Pó QB.

Como vais fazer?

  1. Derretes o chocolate com a manteiga e reservas;
  2. Bates os ovos inteiros com o açúcar e a baunilha, até dobrar a quantidade e ficar esbranquiçado;
  3. Adicionas o chocolate aos ovos e misturas muito bem;
  4. Adicionas a farinha e o fermento ao preparado, até atingires uma massa bem consistente;
  5. Tapas e levas ao frigorífico por 24h;
  6. Ao fim das 24h, fazes pequenas bolas e untas com açúcar em pó;
  7. Levas ao forno, pré aquecido a 130º, o tempo de cozedura, é de aproximadamente 15/20 mins;
  8. Quando vires as rugas todas a aparecer, e a massa já não reluzir, retiras, deixas arrefecer e colocas num prato;
  9. Serve como sobremesa, como acompanhante de chá… Eu sei lá, até para calar a gula serve!

 

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Pipocas

Ah pipocas…

Em Março do ano passado, 26/3 mais propriamente, escolhi uma Steakhouse, para irmos festejar 6 anos de namoro.

O Pedro adora bifes, e já varias vezes tínhamos falado em ir experimentar uma Steakhouse. Já tínhamos estado numa muito boa em Lisboa, Carvoaria. Muito simples, mas muito bem servido e deixam a vaca em forma pedaços comestíveis. Desculpem-me todos os anti-carne, mas olhar para um desenho de uma vaca, descrita por partes, trás à tona a mulher das cavernas que eu tenho a certeza, fui um dia. Fomos, eu a Andreia e o Pedro à Carvoaria, num sábado ao almoço, tinha tudo para ser mal servido, até porque o restaurante estava a abarrotar, no entanto, foi um almoço divinal. Uns dias mais tarde, ainda falávamos dos belos nacos de carne que comemos.

No entanto, não é sobre a Carvoaria que escrevo hoje, é sobre o almoço que tivemos no dia em que fizemos 6 anos de namoro.

Eu andei a esforçar-me por fazermos alguma coisa diferente. 6 anos de namoro, primeiro a viver juntos. Tínhamos falado em ir fazer um fim-de-semana, mas o tempo estava muito chuvosa, e a inercia tomou conta de nós. Eu não queria mesmo que o dia passasse despercebido, então andei a procurar um bom restaurante para irmos, de preferência para o Porto. Assim, se estiasse acabávamos a lanchar num qualquer sitio novo e charmoso… Não estiou, e eu não encontrava nenhum restaurante que me fizesse ter vontade de ir. Pensei no do Avilez, mas deixei passar a janela da marcação… As tantas,  o Casal Mistério lança uma crónica sobre o melhor restaurante do Porto segundo as redes sociais. Pensei que só podia ser brincadeira, eu à dias a tentar encontrar o melhor restaurante do Porto, e eis que o universo me atira aquele texto. Não demorei muito a abrir o texto, e fiquei petrificada só com as fotografias. Fiz um milhão e meio de pesquisas sobre o restaurante. Toda a gente falava bem, um ou outro comentário desagradável ao preço, mas uma Steakhouse boa, tem preços elevados para manter a qualidade dos produtos. Pelo menos é este o meu ponto de vista. Não marquei, e era um domingo. Também não contei ao Pedro onde íamos, quis criar suspense, afinal era aniversário de namoro, e nestas coisas o suspense só torna tudo mais excitante.

Ao fim de 20 mins de caminho, chegamos ao Terminal 4450. Confesso que ficamos meios perdidos por não conhecermos bem, e a entrada não era propriamente óbvia. Ou pelo menos, não para nós. Lá demos com a entrada, e como dois miúdos a numa manga de avião, seguimos às cegas até desaguar numa sala com malas e meia luz. Palavras para quê… O restaurante está super bem decorado, e a vista é para o terminal de navios de Leixões. Chovia, é certo, e o restaurante estava cheio, mas senti uma sensação de orgulho a atravessar-me do tipo:”estiveste mesmo bem, miúda!”, até porque havia mesa para estes dois miúdos.

Sentamo-nos, olhamos para o mega mural a pensar o que comer.. Black Angus? T-Bone? O que é isto aqui? Uma caneca cheia de pipocas… cada um comeu uma, e outra e outra… acabamos por pedir e bem, T-bone (conto lá voltar para o Black Angus). Carne super suculenta, não tivemos barriga para sobremesa, até porque aquelas pipocas eram um vicio. O pão vinha num saco de papel e a manteiga tinha chouriço… Mas as pipocas. A que sabiam mesmo as pipocas? Bacon? Linguiça? Eu achava que era linguiça.

Depois do almoço, o tempo piorou muito e voltamos para casa, mas vínhamos satisfeitos com aquele almoço. As pipocas não me saiam da cabeça.

Há uns dias, andava à procura de um sitio para levarmos a minha mãe a jantar, no aniversário dela. Tinha uma lista de 3 restaurantes possíveis, e durante a noite (confesso que foi uma noite de insónias) lembrei-me do Terminal. Fui à net voltar a pesquisar numero para reservas (não vou cometer a mesma insanidade) e dei comigo a abrir o instragram do restaurante. Perdi-me com as fotografias. O verdadeiro conceito de foodporn. Às tantas, aparecem as pipocas. Assim, como se de uma Fénix se tratasse, renasce em mim a obsessão pelas pipocas.

Li sobre pipocas salgadas, e nem sei bem como pensei no colorau que a dona Alice me trouxe da aldeia. Colorau feito pela Laidinha. Vermelho fogo. Aquilo na carne e no arroz é luxuriante… Espera lá, e se for isso mesmo que colocam nas pipocas? Afinal, eles têm as navalhas transmontanas no terminal.

Fui para a cozinha, tentar perceber como fazer, se misturava no óleo, ou só depois das pipocas já estarem feitas…

Primeira tentativa – Casa defumada com um cheiro a queimado intoxicante… Se não morremos desta, ainda podemos voltar a experimentar as pipocas originais.

Segunda tentativa – Milho todo pipocado, fundo da panela preto como carvão, porque insisti em adicionar o colorau ao óleo. Como as pipocas, não estavam carbonizadas, retirei-as para um tupperware com tampa. Coloquei uma colher de sobremesa de colorau, 1/3 de colher de café de sal e uma colher de café de molho inglês. Fechei as pipocas, misturei-as bem para todas receberem o colorau, o sal e o molho inglês. Elas ficaram vermelhinhas. Dei ao Pedro para provar, aparentemente, também as aprovou.

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Próxima paragem, voltar ao terminal, para perceber bem o sabor das pipocas. Ah e provar o Black Angus!

Risoto para enganar o estômago

Pronto, finalmente acabaram-se os festejos. Reis inclusive. Isto de em duas semanas só se comer pão embebido em leite ovos e açúcar, frito, cabaça, açúcar e ovos, frita, leite curado, ovos, farinha e açúcar, frito, da cabo do fígado de qualquer ser vivo. Confesso que vejo o bacalhau, com batata e couve cozida, como a forma de dizermos ao nosso corpo, tem calma, também há coisas cozidas. No entanto, nunca em momento algum, a refeição de bacalhau e batatas é suficiente para equilibrar as asneiradas bem gordas que fazemos estes dias… Ao ponto de eu, me colocar de lado no meu espelho e sentir-me bastante tentada a adquirir um teste de gravidez.

Está na hora de começar novamente a pensar que tenho de voltar ao meu eu, de antes de Dezembro começar. Todos os anos é isto, julgo que seja por causa disso, que aí fim de 30 anos, não mantenha o mesmo peso, isto porque, aparentemente 11 meses não são suficientes para eu perder os ganhos de Dezembro… Culpa da família toda que me faz ter festas quase todos os meses… Na verdade a culpa é minha, eu n sei ver sem comer. Tio Sabino, eu admito eu cedo à tentação.

Peso na consciência, é o que sinto normalmente a partir de 6/1 depois do almoço… Ou seja, ao jantar de dia 6, acabo a cozinhar algo que para mim soa a saudável, porque não inclui carne. É muito difícil encontrar um vegetariano rechonchudo. Portanto, disse ao Pedro vou fazer um risoto. Ele ficou feliz e eu disse, mas não é de alheira, é de cogumelos… Ele engoliu a felicidade e eu continuei, portanto vamos ter para jantar, sopa e risoto de cogumelos. Desapareci. Não podia ficar ali, a absorver a tristeza do Pedro. Já me chegava a minha tristeza, por estar prestes a fazer uma refeição 100% vegetariana. O que abona a meu favor, é que eu sou feliz a cozinhar, portanto olha entrei na cozinha, amarrei o cabelo num puxo alto, vesti o avental e comecei ao meu caldo/sopa de legumes.

40mins mais tarde, estávamos os dois a jantar. O risoto estava tão saboroso que os cogumelos sabiam a carne. Até o Pedro ficou mais bem disposto!

RISOTO DE COGUMELOS

O que vais precisar?

  • 1 mini chalota;
  • 2 dentes de alho;
  • 1 mão de arroz arbóreo por pessoa;
  • 200gr de cogumelos frescos;
  • 50gr de manteiga;
  • Azeite qb;
  • Queijo cheddar para ralar;
  • Legumes para fazer uma sopa com batata (a escolha de legumes é aleatória, precisa de pelo menos uma batata);
  • 1 colher de chá de sal.

Como vais fazer?

  1. Numa panela pões os legumes a cozer para fazer sopa. Tem de ter bastante água, porque a água da sopa é que vais permitir ter o caldo para o risoto (este truque aprendi com a Andréia, que por sua vez aprendeu com um expert. Portanto é válido e a Andréia faz um risoto de alheira de tapar o tacho);
  2. Quando a água da sopa levantar fervura, está na hora de iniciar o risoto;
  3. Ralas a cebola e o alho e cólicas em azeite ao lume, quando a cebola começar a alourar, colocas o arroz e deixar começar a fritar, assim que iniciar o barulho de fritar adicionar 1 copo de vinho branco e o sal e deixas o vinho desaparecer;
  4. Agora está na hora de adicionar o caldo de legumes, em quantidade de colher de sopa;
  5. Deixa ir a água evaporando e vai adicionando mais;
  6. Coloca os cogumelos, previamente laminado com a última colher de caldo;
  7. Quando o arroz estiver bem cozido, prova, e com quase água nenhuma adicionais a manteiga e o queijo e mexe bem;
  8. O Risoto deve ser  servido na hora, de contrário fica arroz empapado…

Acho que descobri a receita de Baileys

Então esse natal? Foi do bom?? Ou foi do assim assim??

Ai o meu foi demais, e tinha imagine-se Eggnog

 

22/12 Jantar de aniversário do Luis Paulo

Então família, o que precisam que eu traga na ceia de natal?

Natas do céu porque a Ana adora.

Pronto, mais alguma coisa?

Oh, o que tu entenderes.

(10 minutos depois)

Podíamos ter Eggnog… Como será feito o Eggnog?? Ui Eggnog tem tão bom aspecto…

 

A esta altura eu, que já tinha feito as compras todas para fazer cannolis e filhós, estava na net a procurar receitas de Eggnog. Prometi a mim mesma, que se encontrasse tempo iria experimentar. Isto por dois motivos, primeiro porque eu sempre que vejo alguém a beber Eggnog, me questiono a que saberá para deixar toda a gente com sorrisão na cara. Segundo, porque era uma experiência nova e já que tinha optado por novidades para este natal, porque não mais uma.

23/12- Véspera de Véspera de Natal

Acordei com uma enxaqueca, de tal forma intensa que mal consegui arrastar-me até à cozinha. Pus leite a aquecer, tirei um café, tomei o pequeno almoço. Olhei para a minha grande prenda de à dois natais atrás e pensei, tens de começar a funcionar, de contrario hoje não me safo. Fiz, natas do céu e o almoço. No fim, arrumei a cozinha e fui tentar dormir… impossível. Levantei-me fui ao cabeleireiro, só para mudar de ambiente e ver se os 2gr de ben-u-ron fariam ou não efeito… Às 6h estava de volta a casa, eu e a minha inimiga enxaqueca, fiz a massa dos cannolis fritei-os recheei-os, fiz o jantar, arrumei a cozinha fiz a massa de filhós. Dei banho ao Sheldon, sentei-me no sofá e adormeci, profundamente. 2 h depois, tempo exacto de levedar a massa das filhós, acordei e perguntei ao Pedro que horas eram. Percebi que estava na hora de fritar as filhós. Eram 0.10 h quando finalmente me deitei de verdade. A enxaqueca tinha desaparecido e o Eggnog não tinha sido feito.

24/12 – Véspera de Natal

Acordei, com a falta do cheiro a canela dos bilharacos da minha mãe. Levantei-me tomei o pequeno almoço. Nem vou falar na palavra começada por E, que me destruiu o espírito natalício no dia anterior. Liguei o fogão e comecei o moroso processo de Ris à L’amande. Estava mesmo a acabar, quando o Pedro se levantou, eu cantei uma musica de natal. Ele trazia espírito de Scroge. Terminei a sobremesa para o almoço de Natal, e comecei a orientar o EGGNOG. Segui uma receita simples do livro 50 receitas clássicas americanas.

Fiz a receita pela metade, não sabia o que ia dar, e também não queria estragar tudo, isto porque percebi a esta altura que nem os cannolis nem as filhós estavam apresentáveis.

Terminei o Eggnog, coloquei-o no frio. Não provei, nem durante o processo de preparação, quis ficar na ignorância.

Eram provavelmente 8h quando perguntei se alguém já tinha provado o Eggnog, ouvi um sim, envergonhado e pensei, bolas isto deve estar horrível. Servi alguns copos. Bebi. Cum carago, sabia a Baileys. Pensei que fosse da minha boca e deixei-me ficar… Nop, aparentemente era da boca de todos! Ah, Eggnog, que me safas-te a honra!

 

Ora, isto são que horas mesmo? Pronto, até às 12 badaladas, tens tempo de fazer Eggnog, para beber com as 12 passas, ou cerejas como eu faço.

FELIZ 2018. Vemo-nos para o próximo ano!

EGGNOG (receita já pela metade)

O que vais precisar?

  • 2 chávenas de leite;
  • 1.5 chávenas de açucar fino;
  • 6 gemas;
  • 0.5 chávena de Wiskey (eu coloquei uma completa);
  • 1 pacote (200ml) de natas bem frescas;
  • 0.5 colher de chá de noz moscada

Como vais fazer?

  1. Numa panela, misturas o leite e o açúcar e levas ao lume até o açúcar se desfazer;
  2. Bates as gemas e adicionas um bocadinho de leite quente, para que as gemas se habituem à temperatura do leite;
  3. Misturas agora os dois e levas ao lume mais um bocadinho, até engrossar, sem ferver;
  4. Quando engrossar, coa e adiciona o wiskey, as natas, a noz moscada e mistura tudo muito bem;
  5. Leva ao frigorífico, e serve bem fresco.

 

 

 

Arroz com nozes…

Foi mais ou menos assim.

Ele: Olá!! Estás bem?

Eu: Sim, e tu? Como está. Tudo a correr?

Ele: Ótimo, o tempo é que está muito escuro… olha hoje comi uma sobremesa típica. Tem arroz e nozes e é doce, e depois leva molho de cerejas por cima. Dizem que todas as mesas na Dinamarca têm disto no Natal!

Eu: Espera, tu comeste uma sobremesa? Com arroz? E gostaste? Foste à Dinamarca comer sobremesa?? Como se chama?

Ele: Hmmm eles disseram o nome mas eu não percebi… mas procura na net, é famosa e tem nozes e arroz e cerejas.

Eu: Hmmm ok. Vou tratar disso. Espero que corra tudo bem por aí. Vemo-nos amanhã. Bjoooo.

Ele: Sim! Bjoo.

 

Entrei no google e escrevi sobremesa + arroz + nozes + Dinamarca. Resultado? Nada demais, também não sabia bem o que era…

Dois dias depois, já os dois em amena cavaqueira, sentados no sofá (em terras lusas) lá fomos ver com calma o que o google dizia. Desta vez escrevi, sobremesas típicas Dinamarquesas + Natal. Pum, Ris à l’amande. Tiro certeiro… Segundo o Pedro, o nome até podia ser esse, se bem que não soava ao mesmo, mas o aspecto era igual, afinal eram amêndoas… Daí Ris à l’amande.

Foi precisamente isso que eu disse, arroz e amêndoas…

Li a receita, pudim de arroz. Onde vou desencantar pudim de arroz? Afinal, é arroz doce… vi uns vídeos, no entanto estive sempre céptica, até que ponto valeria a pena experimentar. Se bem que, se o Pedro diz que é bom, tem mesmo de ser bom.

O Pedro é o maior selecionador de sobremesas que existe, só mousse de chocolate e leite-creme são ótimas sobremesas o resto são só sobremesas e nem vale de muito comer.

Ai, o que uma mulher apaixonada faz… vai ao continente comprar frutos vermelhos enlatados porque cerejas nesta altura nem pensar, trás arroz para fazer arroz doce, porque nem arbóreo usa, trás amêndoas já laminadas, porque as que tem são para a mesa de Natal. Chega a casa tarde e a más horas… vai para a cozinha…. Bem, já deves imaginar o resto…

Chega a hora do meu novo especialista, em Ris à l’amande, provar. Senti-me quase projetada para a cozinha do “Mais Você“, à espera que o Louro José e a Ana Maria Braga façam o hmmmmmm.

Ele olha e diz, não são cerejas… pega na colher mete à boca, aguarda e diz: “Parece-me mesmo isto”. Mais um bocadinho e diz “Só acho que tem muitas nozes e arroz, mas é exatamente isto. Está bom”

Já ganhei o dia e tenho mais uma receita para a mesa de Natal. Hi5 para mim, que aprendi a fazer Ris à l’amande da Dinamarca, sem provar.

Pronto, agora vou ali meter na mesa de Natal, afinal daqui a nada é hora de hora de ceia!

FELIZ NATAL!!!!

 

RIS À L’AMANDE

O que vais precisar?

  • Arroz para arroz doce;
  • Açúcar;
  • 1 Pau de canela;
  • Manteiga;
  • 50gr de amêndoa laminada
  • Leite
  • Água
  • 1 Lata de frutos vermelhos;
  • 200ml de natas para bater;
  • 1 colher de chá de baunilha;

Como vais fazer?

  1. Segue as instruções do pacote de arroz de arroz doce. Não vou dar quantidades, porque pelo que percebi pelos vários pacotes que encontrei no super-mercado, cada marca, dá as suas quantidades. Portanto o melhor é seguir as instruções do pacote. Eu fiz metade da quantidade que dizia, ou seja 125gr de arroz, e parti daí;
  2. Depois do arroz doce feito, e já morno, adiciona-se as amêndoas, mistura-se bem e leva-se ao frigorífico;
  3. Bates as natas, com 3 colheres de sopa de açúcar e baunilha. Parece pouco açúcar, mas a verdade é que o arroz doce é bem doce. Tens de chegar a uma consistência tipo chantilli, bem dura;
  4. Quando a mistura de arroz e amêndoas, estiver à temperatura ambiente, adiciona as natas, e envolve tudo muito bem. Leva novamente ao frigorífico;
  5. No liquidificador, tritura os frutos vermelhos, de forma a obter um liquido bem espesso;
  6. Serve, num rácio, duas colheres de mistura de arroz 1 colher de frutos vermelhos…
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Guisado não é estufado

Adoro quando o Pedro não está presente para poder fazer zapping muito rápido. A ver se encontro algum reality show de noivas, ou multimilionárias, ou então de vidas passadas, ou pessoas que falam com mortos, mas também de comida. Se vir bolos ou panelas paro. Então se for uma panela com comida preparada pela Martha Stewart, Filipa Gomes ou pela Nigella Lawson, bem aí ninguém me arranca deste meu sofá.  Não sei porquê, mas estas três fazem-me ter ainda mais vontade de ir para a cozinha. Sinto uma alegria naquilo que fazem. Não digo da Martha Stewart, mas digo da Filipa e da Nigella (perdoa-me esta coisa de as tratar pelo primeiro nome mas elas vêm a minha casa, portanto eu posso) elas têm uma sensualidade na forma como cozinham que me prendem ao ecrã. Eu queria ser como elas na cozinha, ter um aspecto suave, doce e ainda acabar com coisas boas na panela. Quando elas abrem as panelas, eu fico sempre expectante… Até parece que o programa não é gravado e que aquilo que ali está não vai ser espectacular. Vai de certeza, mas eu aguardo, nunca se sabe. Depois elas dizem, hmmm que cheirinho tão bom. Eu penso, não da para saber daqui e agora? Lá vou eu para a cozinha tentar repetir tudo.

Esta semana, tive um AHA moment. 

Na quinta-feira, ficou instituído que sexta o jantar era em nossa casa. Nós cá em casa temos um acordo, terças, quintas e sextas o jantar é em casa dos pais do Pedro, no entanto, existem sextas, em que o jantar acontece em nossa casa. Normalmente eu não cozinho à sexta, porque vou para o voluntariado, no entanto, às vezes dá-me muita vontade de fazer alguma coisa diferente, e desdobro-me para conseguir cozinhar. Foi o que aconteceu precisamente esta sexta. Vinha eu do trabalho, e liguei para a minha mãe: “como se faz um guisado?” Ela respondeu-me, explicando-me como se fazia um estufado. Fiquei um bocado frustrada, e desliguei o telemóvel, não sem antes me despedir. Então comecei, na minha cabeça, a visualizar todos os programas de culinária que já vi até hoje, para me tentar recordar de um que tivesse um guisado. Veio-me então a imagem da Martha Stewart, na sua cozinha XPTO, e a explicar como se fazia, e como se devia aproveitar bem todos os sucos da carne. Não me lembrava de maneira nenhuma, que condimentos tinha usado, mas lembrava-me da cor do molho, e do processo. Então pensei, é desta que vou experimentar um guisado.

Cheguei a casa, amarrei o cabelo e coloquei o meu avental mais bonito. Cortei a carne em cubos, peguei na minha panela de ir ao forno, e pus mãos à obra. No meio fui ao voluntariado e voltei, e o guisado quase sem líquido. Equilibrei e la ficou mais um pedaço.

Ao jantar servi com arroz. Estava muito bom, senti-me uma Martha Stewart, porque não tenho nem a sensualidade nem a doçura da Nigella e da Filipa

GUISADO (serve 5 pessoas)

O que vais precisar?

  • 0.5kg de carne para assar, cortada em cubos. A minha era Alcatra;
  • 10 Batatas descascadas e também cortadas em cubos (se forem grandes 5);
  • 4 Cenouras, descascadas e cortadas em 4;
  • 1 Cebola ralada;
  • Azeite e manteiga, para cobrir o fundo da panela (meio meio);
  • 1 Colher de sopa de sopa de rabo de boi
  • 1 Colher de sopa de molho inglês
  • Pimenta, colorau,  chipotle q.b.
  • 250ml de vinho branco
  • 1 folha de louro
  • Água q.b.

Como vais fazer?

  1. Tens de ter uma panela de ir ao forno, e acende o forno a 130º;
  2. Metes a panela ao lume colocas o azeite, a manteiga e a cebola.
  3. Deixas alourar e de seguida colocas a carne e os condimentos secos, todos;
  4. Deixas a carne tomar o sabor e selar completamente, ou seja deixar de ter cor crua;
  5. Adicionas as batatas e as cenouras, o vinho e cobre com água até tapar completamente a carne e os legumes;
  6. Tapas a panela com o testo, ou com folha de alumínio e leva ao forno durante pelo menos 2h. Ao fim de uma hora eu tive de repor água e condimentos. Portanto ir provando ao longo do processo ajuda.
  7. Retirar do forno quando a carne já se desfizer e as batatas já estiverem bem cozidas.

Lamento esta minha foto, mas como demorou imenso tempo a cozinhar, depois tive de correr com a panela para a mesa. Aconselho portanto a experimentares para perceber como funciona bem!!

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Dezembro!

Ah Dezembro. Como eu te adoro, já cá andas há 10 dias e eu já sinto as veias entupidas de açúcar.

Vejamos, este mês é para mim O mês. Ah é porque fazes anos? Ah, é porque é Natal? Ah, é porque é a mudança do ano? Ah, espera é porque há ferias?! Isso tudo. Dezembro é um mês especial para mim. Inicia-se com um feriado, como Novembro, mas querendo ser diferente oferece-nos logo de seguida um novo feriado que, ainda por cima é dia da mãe (tenho mesmo de me mexer com isto dos presentes). Uns dias depois, não é feriado é certo, mas é o meu aniversário. Confesso que deixei de contar anos depois dos 22, e portanto é só mais um motivo para festejar, porque o número não muda, 22. Também neste mês, o grupo de voluntariado, organiza a ceia dos sem-abrigo. Adoro, principalmente porque a expressão deles vale mais que uma carteira bem recheada. Ora se isto não me chegasse, juntei-me a uma família cheia de aniversários em Dezembro. Logo é festa quase, dia sim, dia sim senhor.

Quando tudo parece acalmar, eis que chega a noite mais acolhedora do ano, a noite de Natal, rabanadas, pao-de-ló, queijo da serra, queijo da serra com pão-de-ló, ferrero rocher, guyllian, after eigth, bilharacos, tronco de natal, bacalhau… vou só ali desapertar o cinto, para conseguir acabar de falar sem enfartar…

Ora temos 24 e 25, o que torna tudo ainda mais intenso. Quando já só faltam meia duzia de dias para o mês e o ano acabar, eis que se inicia o processo de preparação para a passagem de ano. Vestido novo, festa XPTO, sapateira comprada… Bolas por este andar, vou ter um grave problema em Janeiro para conseguir caber dentro do meu vestido de noiva… Este é o meu maior problema durante este mês, pelo menos manter o meu peso. E eu juro que sinto peso na consciência, mas eu acho que engordo só em cheirar, e como cheirar não alimenta, acabo sempre por comer. Haverá neste mundo desgraça maior do que cair em desgraça durante um mês inteiro?! O que me salva é que todos os anos, eu peço um desejo especial, ficar magra. São 25 anos a pedir sempre o mesmo desejo. Portanto, isto ou em 2018 se concretiza ou temo que isto dos desejos é uma farsa. E só para começar a testar já os desejos, vou voltar a apertar o cinto, dirigir-me à cozinha e comer uma fatia de pão-de-ló fofo, com cobertura de doce de kiwis e maçã, que fiz aqui há tempos.

Ps1: Viva o mês de Dezembro

Ps2: Feliz dia das mães (atrasado), para todas as mães que como a minha só quer que festejemos o dia 8, mas fica triste se não lhe oferecemos uma flor no 1ºdomingo de Maio.

Ps3: Que comecem as festas!!!

 

PÃO-DE-LÓ FOFINHO

O que vais precisar?

  • 3 Ovos;
  • 3 Colheres de farinha;
  • 6 Colheres de açúcar;
  • 1 Colher de café de bicarbonato;
  • 1 Colher de café de fermento;
  • 1 Colher de sobremesa de baunilha ou sumo de limão;
  • 1 Colher de sopa de óleo;

Como vais fazer?

  1. Liga o forno a 130’
  2. Separa as gemas das claras, e bates as claras em castelo, bem firmes e reserva
  3. Bate as gemas com o óleo e o açúcar, ate ficar esbranquiçado;
  4. Com auxílio de uma colher de pau adiciona as claras, e mexe, sempre movimentos calmos
  5. Numa taça mistura a farinha o bicarbonato e o fermento,
  6. Adiciona metade do preparado anterior à massa e mistura bem, sempre calmamente para entrar ar na massa. Repete até terminar a farinha
  7. Unta uma forma com manteiga e leva ao forno. 30mins fica pronto.
  8. Depois de arrefecer, come tal como está, ou sê gulosa como eu e barra com doce ou chocolate… hmmmm

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